camimlrco

"Jungkook, um filho exemplar e velocista, e Jimin, um guitarrista de uma banda de rock, decidem se envolver sem sentimentos." > Essa história é flex. Se isso te incomoda, não leia. > PWP! NÃO ESTÃO AUTORIZADAS ADAPTAÇÕES E/OU REPOSTAGEM. A história é totalmente fictícia e não relação alguma com os idols mencionados e suas vidas particulares. O intuito dessa obra é entreter e nunca, jamais, ofender alguém. >Disponível também no Wattpad<


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

#shortfic #pwp #noromance #lemon #jungkookbottom #jiminbottom #jikookflex #jikook #hardlemon #dirtytalk #bts
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And baby, talk dirty to me

Para ambientação: Jungkook e Jimin nasceram no mesmo ano, porém Jimin é cinco meses mais velho. Ambos já são de maior ao se formar no ensino médio.


🎸


A vida escolar do Jeon sempre foi um tanto tediosa. Seus dias consistiam em estudar para manter suas notas sempre entre nove e meio e dez, e treinar para competir nacionalmente em provas de velocidade no atletismo.

Não que isso o incomodasse de alguma forma, Jungkook estava muito bem sendo o aluno exemplar, o atleta de performance impecável e o filho responsável que sempre foi. Tanto que ele faria tudo que fosse possível para manter sua vida da forma que estava, evitando todo tipo de proximidade com homens ou mulheres que queriam algo além de uma sessão de beijos sem compromisso.

Seus dias não tinham hora livre para que ele desse atenção a alguém de forma romântica, e mesmo que tivessem, ele desconfiava que seria uma dessas pessoas que não conseguem desenvolver esse tipo de sentimento por ninguém.

Aquilo também nunca o incomodou. Estar sozinho era muito melhor do que ter alguém, se isso significasse menos dor de cabeça.

— Eu to tão feliz de presenciar o seu primeiro porre, maninho.

Hoseok falava enquanto ele e Jungkook andavam calmamente pelo mercado.

Jeon Hoseok, irmão três anos mais velho do Jungkook, pediu ajuda do caçula para comprar tudo o que seria necessário em sua festa de aniversário. O mais velho não era exatamente o oposto do irmão, mas já tinha vivido muito mais coisas ao se formar no ensino médio, se comparados.

Seus vinte e dois anos seriam comemorados dentro de dois dias, no quintal da casa dos Jeon, aproveitando que os pais de ambos viajariam naquele final de semana.

— Você deveria ficar feliz com a ideia de deixar seu irmão bêbado?

— Não me entenda mal, Kookie, é que você acabou de se formar no ensino médio e nunca fez nenhuma besteira.

Hoseok colocava quatro garrafas de vodca no carrinho que o mais novo empurrava.

—Mas isso não é o certo?

O mais velho se virou para o mais novo e o fitou.

— Não to falando que de certo e errado, só to falando que esse é o momento de errar, de tomar decisões precipitadas pra se arrepender depois. Entende?

— Eu entendi, Hobi. Fica tranquilo.

Jungkook sorriu para o irmão, o qual retribuiu e voltou a escolher mais garrafas.

O Jeon mais velho nunca foi uma má influência para o mais novo. Nunca foi o aluno exemplar mesmo sem dar trabalho algum na escola, mas sempre foi um filho exemplar.

Jungkook o considerava um equilíbrio perfeito entre o que um adolescente deveria ser e o que um homem adulto deveria ser. Hoseok trabalha incansavelmente e está sempre sendo elogiado, sempre estudando para aprender mais e subir de cargo, ao mesmo tempo em que sai para baladas e gasta suas noites se envolvendo com homens desconhecidos e bebendo até esquecer o telefone de casa.

O mais novo perdeu a conta de quantas vezes Taehyung, um amigo de infância da família Jeon, já tinha levado um Hoseok completamente bêbado para casa. O senhor e a senhora Jeon não brigaram mais com ele depois da quarta ou quinta vez, percebendo que aquele comportamento era irresponsável, mas não era constante e não machucava mais ninguém.

Hoseok não dirigia ou transava quando estava bêbado, ele tinha plena consciência de que seu estado não era dos melhores e sua capacidade de decidir algo ficava totalmente distorcida. Além disso, o Jeon mais velho só bebia a ponto de cair muito, muito raramente.

Jungkook o admirava por isso, sempre pensando que mesmo quando era irresponsável, o irmão conseguia ser responsável, sabendo seu limite e entendendo que aquele comportamento poderia realmente ser ruim para sua saúde. Um tanto contraditório, mas para ele funcionava.

Por isso, a ideia de seguir pelo menos uma parte dos passos do irmão aparecia em sua mente.

Agora formado na escola, mesmo um ano atrasado, e maior de idade, o Jeon mais novo planejava aproveitar muito mais dos pequenos prazeres encontrados em noites agitadas, esquecendo seus treinos constantes para que ele se tornasse o homem mais veloz na categoria que competia.

Ele precisava daquela leveza que o irmão tinha em momentos de festa, e estava mais do que decidido por agir de forma irresponsável responsavelmente.

— Hyung, eu bebi poucas vezes, não vai querer enfiar um monte bebia em mim e achar que eu não vou ter um coma alcóolico.

O mais velho riu alto dentro do mercado.

— Eu não vou te matar, Kookie, confia no pai.


🎸


Jungkook usava o seu jeans claro mais colado possível, deixando que suas pernas de atleta ficassem marcadas no tecido, combinado com a sua camisa verde de botões e seu all-star branco. Não é necessário dizer que ele estava extremamente cheiroso e totalmente irresistível com o cabelo repartido ao meio e os olhos levemente esfumados.

Um verdadeiro pedaço de mal caminho, como Hoseok o chamava.

A música tocava alta e alguns amigos do Jeon mais velho já estavam espalhados pelo quintal da casa. Hoseok estava igualmente bem vestido e tão cheiroso quanto o irmão, mesmo que, nas próprias palavras, ele não tivesse o objetivo de conquistar ninguém naquela noite.

O que era o objetivo do atleta, ou chegava perto, ao menos. Jungkook se arrumou com a clara intenção de dar uns amassos em um dos amigos gostosos que o irmão mais velho tinha, antes de beber até apagar deitado na grama do quintal da casa.

— Que pitelzinho, to apaixonado.

A voz de Taehyung soou atrás do atleta, o qual se virou para fitar o amigo.

— Deixa o Bogum ouvir uma coisa dessas, hyung.

Taehyung fez uma expressão de susto aproveitando para espalmar a mão no peitoral, reagindo de forma dramática apenas para os dois se juntarem em uma risada logo depois.

— Algo me diz que hoje você vai acabar na cama de alguém.

Jungkook se encostou na bancada da cozinha onde os dois estavam, fitando o amigo de infância e vendo o quão bonito ele estava.

— Na cama não, minha intenção hoje é beber até cair. Mas uns beijos e uns amassos eu aceito sim.

O mais novo sorriu ladino e deu uma risada baixa, logo assumindo um tom malicioso e pensando em qual dos amigos do irmão ele escolheria para flertar.

— Caramba, Kookie, fico feliz pelo cara que vai sentir essas mãos gostosas e essa linguinha safada hoje. Olha, me arrepio só de lembrar da sensação. – Taehyung fingiu tremer o corpo, ouvindo a gargalhada do amigo mais novo. – Mas a pegada do seu irmão ainda é mais gostosa, dá até uns coisos aqui.

O mais velho usou o indicador para apontar para o próprio coração, fechando os olhos e juntando as sobrancelhas em uma falsa expressão de prazer.

— Eu juro que não sei como o Bogum te aguenta, de verdade. Fica falando essas coisas por aqui como se fosse solteiro.

Foi a vez do Kim rir, andando pela cozinha atrás de uma cerveja e logo voltando para ficar perto do amigo. Antes que pudesse responder e continuar a fazer Jungkook rir, a voz do namorado, Park Bogum, se fez presente.

— Nem eu sei, Kookie, mas, aproveitando o assunto, eu prefiro a sua pegada. A do Hobi é boa e tal, mas...

Taehyung dava risada da expressão desacreditada que o Jeon tinha no rosto. Jungkook desconfiava que anos poderiam passar, e mesmo assim ele nunca se acostumaria com a naturalidade que o casal tinha para falar sobre aqueles acontecimentos.

Os Jeons, Taehyung, Bogum e alguns outros amigos passaram por uma fase de descobertas e primeiras experiências juntos, mesmo com as diferenças de idade. Não era estranho ou difícil o fato de que o assunto surgisse e fosse tratado de forma natural, já que todos estavam muito bem resolvidos com as aventuras antigas.

O Park aproveitou o momento leve que existia na cozinha para ir até o namorado e roubar um selinho, logo envolvendo o corpo do outro em seus braços. Jungkook gostava de ver como o Kim era feliz com o namorado, sempre reparando na forma com que os dois pares de olhos brilhavam intensamente quando se encontravam.

— Nosso Jeon aqui planeja dar uns amassos em alguém hoje e depois beber até esquecer onde tá e tentar ir embora pra casa.

Bogum riu alto enquanto tinha o tronco abraçado, sentindo o calor do peitoral do namorado se misturar ao seu.

— Sabe aqueles amigos do Hobi, que ele fez naquele bar? – O Park perguntou direto para o namorado, o qual franziu o cenho em resposta. – Da banda de rock lá, eu só sei o sobrenome deles...

— Eu não faço ideia do que você tá falando...

— Um acho que é Lee, o outro é Byun e o outro Park... Eu falei deles pra você, Tae.

— Desculpa, amor. Eu realmente não lembro...

Bogum revirou os olhos e riu baixinho, acostumado com o esquecimento do namorado. Virou-se para fitar o mais novo que ainda acompanhava o assunto.

— Enfim, os três são rostos novos no nosso grupinho, e são bonitos também...

— Rostos novos? – Jungkook pareceu analisar a informação. – Isso é bom, os amigos atuais do Hobi não me atraem tanto assim.

— Só não vai se apaixonar, Kookie. – Taehyung brincou e deu risada do amigo que fez uma expressão entediada.

— O emocionado é você, Tae. Beijou o Bogum uma vez e já queria pedir ele em casamento.

— Eu fiquei bêbado naquele dia! – Taehyung protestou com um tom de voz frustrado.


🎸


Já tinham se passado alguns bons minutos de festa e o Jeon mais novo continuava sem escolher um homem para trocar saliva. Hoseok era realmente uma fada sociável, capaz de criar laços com todo tipo de gente, o que tornava a festa um tanto cheia.

Suas esperanças iam morrendo na mesma velocidade em que sua vontade de encher a cara somente aumentava, acompanhada de sua frustração. Ele quase se levantou do sofá claro da sala para ir atrás do Bogum e perguntar sobre os amigos novos, quando a porta da sala abriu.

A cena seria somente mais uma na noite, se não fossem pelos três homens que passaram pelo batente.

A julgar pelas vestimentas, eles eram os amigos novos do Jeon mais velho.

Jungkook ficou observando enquanto os três andavam a passos calmos para dentro da casa, percorrendo os olhos pelo cômodo como se procurassem alguém. Ele não conseguiu deixar de reparar que somente tecido jeans e couro cobriam a pele dos três, além dos braços tatuados que um deles tinha.

Aquele nunca foi o tipo do Jeon mais novo, mas ele poderia abrir uma exceção naquela noite.

— Finalmente! – Hoseok apareceu por alguma porta e foi direto falar com os três, recebendo sorrisos empolgados dos convidados e ganhando um abraço de cada um.

O atleta não ficou ali para ver como a cena iria continuar, ao invés disso, ele seguiu para fora da casa e buscou pelo casal amigo, o encontrando com Eunwoo e Yugyeom em um canto afastado.

— ... e ainda existe hétero? Achava que vocês já estavam extintos... – a voz de Taehyung podia ser ouvida.

— Já sei quem eu vou pegar.

O Jeon declarou assim que se aproximou do grupo, atraindo a atenção dos outros para si.

— É um daqueles que eu falei? – Bogum questinou e logo depois olhou em direção à porta, observando o trio ainda pouco conhecido saindo da casa e indo para onde eles estavam. Hoseok vinha ao lado deles. – Se for, já começa com seu plano, porque eles estão vindo.

O grupo de cinco garotos agora se virava para encarar a saída da casa, sendo atraídos pela voz do Jeon mais velho.

— Achei vocês! – ele sorriu largo e adiantou alguns passos, ficando entre os dois grupos. – Irmãozinho, meninos, esses são o Taemin, o Baekhyun e o Jimin.

Jungkook sorriu e acenou para cada um deles, assim como os outro quatro, logo recebendo três sorrisos bonitos como resposta.

— E esses, – Hoseok se virou para o trio e começou a apontar para o outro grupo. – são os meus amigos. Bogum e Taehyung, que formam um casal, mesmo que vocês possam duvidar disso durante a noite, – os citados riram. – Eunwoo e Yugyeom, amigos de escola do Kook, e o Kook em si, meu irmão.

Hoseok começou a falar que eles poderiam ficar à vontade, que seu irmão e amigos não eram pessoas chatas e não os morderiam, e logo depois se afastou com a desculpa de que tinha alguém para encontrar.

Aos poucos, os oito interagiram mais, se soltando e encontrando assuntos que os agradavam. Alguns pegaram cerveja, outros pegavam bebidas mais fortes, e outros simplesmente não beberam, como Jungkook. O mesmo que quase não conseguia disfarçar a forma que olhava para um dos amigos novos.

O Jeon lembrava de ouvir Hoseok falando que seu nome era Jimin.

O garoto um pouco mais baixo que si, vestido em uma calça de couro apertada, uma regata branca que colava ao seu peitoral, marcando os piercings que adornavam seus mamilos, e um coturno, parecia irresistível. Seu cabelo comprido tocava levemente seus ombros, mexendo de um lado para o outro em um corte bonito e bem feito. Os lábios pintados de um vermelho bem claro tocavam o copo de vidro de uma maneira que fazia Jungkook se prender ao ato.

As mãos tinham alguns anéis, e o mais novo foi rápido em perceber que nem um deles era uma aliança. Os braços definidos eram pintados por tatuagens de traços fortes, porém muito bem feitos.

A cada vez que os dois olhavam um para o outro, o Jeon sentia seu corpo todo se arrepiar.

— Se você continuar olhando assim, vai babar.

Eunwoo falou perto do ouvido do Jeon, o fazendo dar um pulinho de susto. Sua mente viajava tanto na aparência do novo amigo do seu irmão, que qualquer coisa além disso pareceu sumir.

— Eu quero ele. Quero muito. Eu to me sentindo atraído por ele de um jeito...

O amigo do Jeon deu uma risada da fala dele, logo assentindo e continuando o assunto.

— Imagino, eu nem gosto de homem e to atraído por ele. – Jungkook olhou para o amigo e riu da resposta sincera. – Mas só ficar atraído não adianta, Kookie.

— Eu sei, mas eu não consigo chegar nele na frente de todo mundo.

— Eu sei que não, por isso que o nosso amigo ali vai ajudar. – Jungkook olhou para onde Eunwoo apontava, vendo Yugyeom piscar para si. – Você vai sair de mansinho daqui e vai pra adega, tenho certeza que tá mais calmo por lá, e quando você começar a se afastar, o Yug vai dar a dica para o Jimin.

Jungkook sorriu ladino ao entender o que Eunwoo estava tentando fazer, não perdendo tempo ao concordar e já se mexer para sair dali.

Estando no meio de tanta gente, o atleta nunca conseguia chegar em homem nenhum, por mais irresistível que fosse. Porém, em um lugar privado ou até mesmo mais calmo com poucas pessoas, ele conseguia tomar as rédeas da situação e dar o primeiro passo.

Dando início ao plano, o Jeon começou a se afastar sem atrair a atenção dos outros para si, seguindo para dentro da casa e olhando para trás uma única vez, observando Yugyeom sussurrar algo para o novato, o qual rapidamente grudou os olhos em Jungkook.

Sentindo um misto de ansiedade e medo de ser rejeitado pelo homem mais gostoso daquela festa, Jungkook continuou caminhando a passos firmes por dentro da casa, observando as pessoas bebendo, se pegando ou dançando pelos cômodos abertos.

Ele passou pela cozinha, onde pegou um molho de chaves, e então seguiu por um corredor mais escuro, onde ficavam os escritórios de seus pais, a biblioteca e, finalmente, a adega. Existiam pessoas se beijando e tocando com muito afinco, escoradas nas paredes do corredor, mas nenhuma delas dentro das salas, todas trancadas.

O Jeon alcançou a porta desejada, colocando a chave na fechadura e se permitindo olhar para o caminho por onde veio. Jimin andava calmamente até ele, mantendo os olhos atentos na figura do Jeon e um sorriso malicioso plantado nos lábios.

O tempo necessário para destrancar a porta foi o suficiente para que Jimin o alcançasse, ainda com aquele sorriso que o Jeon achou simplesmente irresistível.

— Seu amigo disse que você precisa da minha ajuda pra pegar algo.

Ele encostou na parede ao lado do Jeon, cruzando os braços a frente do corpo e deixando o ombro apoiado na parede. As tatuagens de caveiras, flores e cobras pareciam mil vezes mais atraentes de perto. Seus olhos percorriam a calça jeans clara e a camisa verde que o mais alto usava, e sua mente já estava ocupada imaginando como ele seria sem aquelas peças.

— Foi isso que o meu amigo disse, então?

A porta foi aberta e o Jeon entrou primeiro, logo sendo seguido pelo rockeiro de fios longos. Jungkook fechou e trancou a porta, recebendo o olhar curioso e sugestivo do outro em si.

— Sim, foi isso... – Jimin sorriu ladino e passou levemente os dentes pelo lábio inferior. – Então, o que você veio pegar?

— Você. – o sorriso malicioso estava também nos lábios do atleta. A resposta veio em um tom de voz firme e decidido, acompanhado do olhar do mais alto preso ao olhar do rockeiro.

Jimin mentiria se dissesse que a atitude do garoto a sua frente não o surpreendeu. Quando o amigo dele disse que o Jeon estava o chamando porque precisava de algo, ele não imaginava encontrá-lo tão decidido, e muito menos esperava uma atitude tão firme.

Claro que ele entendia quais eram as intenções por trás daquele pedido, mas o guitarrista imaginou que teria que flertar um pouco e fazer o Jeon se soltar, e somente então poderia tentar algo, e não ser recebido daquela forma. O que não era ruim, já que seu desejo pelo atleta já existia antes mesmo da festa, quando viu uma foto dele e do irmão no celular no Jeon mais velho, e só crescia desde que bateu os olhos nas pernas malhadas marcadas pelo jeans.

Um silêncio tomou conta do cômodo, mas nem um dos dois se sentiu desconfortável com aquilo. Parecia que aquele momento era necessário para que a tensão sexual entre os dois corpos finalmente tomasse forma e os incentivasse a dar mais um passo.

Jimin aproveitou o tempo para fitar as mãos bonitas e cheias de veias do Jeon, as imaginando em volta de seu pescoço, apertando suas coxas ou batendo com gosto em sua bunda. Jungkook não conseguia tirar os piercings nos mamilos de sua mente, sua vontade era usar a língua naquele ponto e ver como o corpo bonito iria se remexer abaixo do seu.

O rockeiro deu alguns passos para dentro do cômodo, se movimentando calmamente e passeando os olhos para as paredes cheias de garrafas importadas. Com a mesma calma, ele virou o corpo para o Jeon e o fitou intensamente, mordeu o lábios inferior e logo depois passou sua língua por ali, o fazendo brilhar com a saliva.

— E o que te impede de pegar o que quer? – o sorriso malicioso voltou para os lábios carnudos do Park.

Em uma questão de segundos, Jimin foi prensado na única parede livre da adega, quase colado à parede perpendicular. Os olhares se buscaram, encontrando o sentimento forte de luxúria e tesão que dominavam cada decisão dos dois. O corpo mais alto do Jeon começava a ficar quente, suas mãos apertavam a cintura fina em um gesto de possessão, arrancando arfares dos lábios de ambos, sem desviar o olhar.

— Desde o segundo que você pisou dentro dessa casa, eu fico imaginando qual vai ser o seu sabor, – Jungkook levou os lábios até a mandíbula marcada do outro, passando ali a carne macia e descendo em direção ao pescoço. – como vai ser sentir seu corpo enrolado no meu, – Jimin gemeu baixo ao ter o lóbulo da orelha chupado de forma leve. – como vai ser te ouvir gemendo só pra mim.

O Jeon apertou com força a cintura em suas mãos, continuando com o caminho que sua boca traçava na pele alheia. Seus braços eram levemente arranhados pelas unhas curtas pintadas de preto e sua audição era agraciada pela forma que o mais velho arfava ao seu ouvido.

— Eu sinto que é tão errado pegar o irmão mais novo do meu amigo...

Jungkook riu soprado e levantou o rosto para fitar os olhos intensos mirados em si.

— Você quer isso tanto quanto eu, não quer? – Jimin respondeu remexendo o próprio corpo, provocando um atrito com o outro e vendo a pele sem tatuagens se arrepiar. – A única coisa errada aqui é você não estar arfando com o meu beijo ainda...

— Merda.

Foi o mais velho quem começou o beijo ao juntar os pares de lábios de forma desesperada. Suas mãos subiram pelos braços fortes que envolviam seu corpo, seguindo para a nuca branquinha exposta e permanecendo ali, arranhando e apertando o pedaço de pele que já se arrepiava.

Jungkook usava as mãos para apertar a cintura coberta pela fina camada de tecido, e logo depois para envolver o corpo um pouco mais baixo que o seu e colar o peitoral dos dois.

As línguas se enroscavam de forma pecaminosa, sedentas uma pela outra e procurando uma forma de descontar o tesão que crescia nos dois. Jungkook grudou os quadris de ambos, deixando que os membros ainda flácidos se esfregassem um no outro por baixo dos tecidos.

Jimin tinha uma aura forte, confiante e totalmente excitante, a mesma que deixou Jungkook babando desde o momento em que colou os olhos no garoto de cabelo comprido e tatuagem nos braços, a mesma que o fez decidir que, naquela noite, ele experimentaria o sabor que aqueles lábios carnudos tinham.

E não foi difícil conseguir algo com o guitarrista, visto que ambos pareciam decididos sobre o que queriam e não perderiam tempo com jogos de sedução. O que Jimin não esperava é que Jungkook tivesse atitude e decidisse dar o primeiro passo.

Não que isso fosse fazer diferença, o guitarrista não dava a mínima para quem deu o primeiro passo, desde que a experiência fosse prazerosa. Principalmente naquele momento, onde sua excitação era mostrada através do seu membro que começava a endurecer, ainda sentindo o atrito gostoso do corpo mais alto que o seu.

A cada segundo o toque ficava mais intenso, uma boca parecia ainda mais sedenta pela outra e as mãos não conseguiam parar quietas.

Jungkook tocou a pele quente do homem em seus braços por baixo da regata, ao mesmo tempo em que arranhava o corpo mais baixo. Seu toque subia e descia pelas costas do guitarrista, apertando aqui e ali e nunca afrouxando o movimento.

Jimin gemeu baixinho quando sua bunda foi apertada pelas duas mãos grandes do Jeon, fazendo com que seu corpo fosse um pouco mais para cima e sua língua fosse chupada com vontade. Ele usava as mãos para puxar o atleta mais para si, desesperado para que mais toques fossem dados.

O Jeon separou o beijo para recuperar o fôlego, não deixando Jimin se afastar. Ele enfiou uma de suas pernas entre as coxas marcadas pela calça de couro, aproveitando que suas mãos continuavam na bunda avantajada e o puxando para si, esfregando os dois corpos em um ato quase desesperado.

Não existiu resistência de nenhuma das partes quando o atleta afrouxou um pouco o toque e levou a destra até o volume do guitarrista. Sua palma pressionava da forma certa o membro marcado que já estava duro, arrancando gemidos baixos do mais velho.

O corpo do rockeiro estava totalmente entregue, todo mole e quase manhoso. Jungkook o tocava com uma vontade que ele nunca sentiu com nenhum outro homem ou mulher, e isso somado ao fato de que já estava há mais de duas semanas sem uma punheta amiga sequer, o fez se entregar sem pensar duas vezes.

— Minha intenção hoje não é acabar em uma cama com você, mas eu realmente quero te chupar agora.

Jimin mordeu o lábio inferior ao ser afetado pela forma que o mais novo falava. Ele poderia ficar decepcionado ao ouvir que não terminaria a noite fodendo com o Jeon, mas preferiu focar na parte onde ele disse que queria o chupar.

— Desse jeito você nem parece o filho perfeito de quem o Hobi fala.

— Tudo que eu faço é perfeito, hyung. – Jimin sentiu quando a mão habilidosa do outro abriu o botão de sua calça e puxou o seu zíper para baixo. – Desde de ser um filho exemplar, até mamar um pau gostoso como o seu.

Jimin não saberia dizer se seu gemido manhoso era por conta da forma que o Jeon falava, ou por sentir a palma quente o apertando por cima do tecido da jockstrap preta.

— Você deixa eu te chupar, hyung? – Jungkook usou o indicador para circular a glande, sentindo perfeitamente o tecido começando a ficar molhado pelo pré-gozo do outro. – Eu prometo que vou fazer direitinho, prometo que vou te engolir todinho e deixar você gozar na minha boca.

— Merda, Jungkook! Fica de joelhos e abre essa boquinha linda.

Com um sorriso safado no rosto, o Jeon ficou de joelhos e deslizou as mãos até as coxas roliças, arrastando o tecido de couro pelo caminho, ainda sem desviar o olhar. Jimin teve certeza de que o homem a sua frente estava tentando, e conseguindo, acabar com qualquer bom senso que ele tinha naquele momento.

— Tira essa calça, hyung.

Tirando as botas dos pés, e logo empurrando o couro para longe de seu corpo, Jimin se questionava porque estava tão suscetível às ordens que recebia. Normalmente, sua voz era a voz de comando em um momento daqueles, ele quem ditava o que queria e via o outro obedecer.

Mas aquele rostinho inocente que escondia um tesão e uma malícia enormes o desconcertou.

Jimin tinha as costas apoiadas na parede atrás de si, o ombro apoiado na parede ao lado, as pernas e os pés livres de qualquer vestimenta e o membro ainda coberto pela jockstrap. Além disso, ele tinha as mãos do atleta tocando suas coxas em um movimento para cima e para baixo, tinha os dedos magros o apertando levemente em alguns pontos, e tinha o rosto bonito do Jeon perto de seu membro duro.

Jungkook mantinha os olhos voltados para o rosto bonito do rockeiro, vendo os fios compridos caindo pela sua face em alguns momentos, a testa que começava a ficar suada e o lábio inferior sendo preso pelos dentes brancos e bem cuidados e logo depois solto, em uma sequência contínua.

Ele levou o rosto mais para frente, usando os lábios para tocar a extensão do membro que já escapava do tecido pequeno que o cobria. Suas pálpebras foram fechadas de forma calma, sendo acompanhadas por um revirar de olhos. Aquele contato, aquela provocação que acontecia antes de algum ato sexual, excitavam o Jeon a ponto de o deixar ser guiado somente pelo desejo.

— Você tá tão gostoso usando só essa jockstrap.

Seus olhos se abriram novamente, seus lábios ainda estavam em contato com o tecido e suas mãos agora subiam para o elástico que envolvia o quadril marcado. Seus dedos se enrolaram no elástico e o puxou levemente para baixo, apenas o suficiente para que o membro e os testículos ficassem livres da limitação.

Jimin levou as duas mãos até os fios bonitos e bem cortados do outro, infiltrando os dedos ali e puxando bem de leve o cabelo em sua palma, seu corpo todo suava em tesão só de observar a forma devagar e torturante que o Jeon se mexia. Um suspiro escapou de seus lábios quando ele viu a própria glande tocar a bochecha rosada do mais novo.

— Kookie... – respondendo ao mais velho, o Jeon sorriu ladino e assentiu, mexendo o rosto até que a glande estivesse agora tocando seus lábios entreabertos, enquanto suas mãos continuavam a segurar o elástico. – Me põe na boca...

O guitarrista gostaria de ter mandado, mas sua voz saiu em tom de pedido. Seu corpo todo pedia, implorava para que o atleta o engolisse logo de uma vez.

— Tão necessitado...

Jeon proferiu e fixou seus olhos na expressão sofrida do outro. Sua canhota escorregou para a coxa grossa, a enchendo com a carne do local e a apertando. Sua destra foi devagar até o membro levemente mais escuro que o restante do corpo com a glande avermelhada e inchada, o envolvendo e guiando para sua boca.

— E hyung, fale sacanagem pra mim.

A língua quente e úmida tocou primeiro somente a fenda em um movimento curto de vai e vem, logo depois continuando para rodear a glande que parecia pedir por alívio. Jimin observava o movimento feito em sua ereção, alternando em alguns momentos o olhar para as orbes escuras que não deixavam seu rosto.

O guitarrista pensou que o Jeon parecia um verdadeiro profissional ao fazer aquilo sem precisar prestar tanta atenção em seus movimentos. Suas mãos apertaram mais os fios em suas palmas, querendo que seu membro fosse logo envolvido pelos lábios bonitos e avermelhados que o provocava.

— Me chupa bem gostoso, Kookie.

Um gemido escapou quando sua glande foi chupada ao mesmo tempo que o corpo do seu membro era bombeado em um ritmo lento. Aqueles lábios rosados ficavam fodidamente bonitos ao redor da sua ereção, aqueles olhos pareciam o desafiar a falar ou fazer algo, como se o mais novo quisesse ver até onde o guitarrista conseguia ir.

O Jeon parou de torturar e finalmente tomou o mais velho em sua boca, o engolindo por completo de uma vez só e sentindo sua garganta ser tocada. Ele conseguiu ver o momento em que o rockeiro revirou os olhos e logo depois abriu os lábios carnudos para gemer arrastado.

— Caralho... Que boca gostosa...

Jungkook considerava aquele um dos melhores atos sexuais que poderia existir. Para si, poucas práticas seriam mais excitantes do que tomar um homem em sua boca e o ver gemer de prazer com sua língua. Ver o prazer alheiro lhe dava prazer.

Por isso, ver o rosto avermelhado do mais velho, ver os lábios sendo maltratados pelos dentes, ver o cenho franzido em uma expressão de prazer, e sentir seu cabelo sendo puxado com certa força, provocavam em seu corpo uma onda enorme de tesão, atiçando toda luxúria guardada em si.

— Tão lindo engolindo o meu pau, sentindo ele bem fundo nessa boquinha macia...

Jimin sentiu quando a canhota do mais novo apertou sua coxa e a destra começou a subir pelo seu corpo, se enrolando no tecido de algodão da regata e a levando para cima. Ele entendeu o recado e terminou de puxar o tecido, prendendo a barra da vestimenta entre os dentes e voltando sua mão para o cabelo castanho.

O Jeon gemeu com a visão que tinha agora. Os mamilos adornados por piercings, os quais não demorou a tocar, o abdome liso, a tatuagem que cobria a lateral e a frente do tronco bonito e o olhar selvagem.

Ah, o olhar.

As orbes do guitarrista mediam cada movimento do atleta, assistindo seu pau sumir dentro da boca quente que o envolvia e depois reaparecer todo babado, assistindo os olhos do Jeon, que ora estavam conectados com o seu, e ora se fechavam em deleite, ficarem com algumas lágrimas nos cantos.

Era como se ambos pudessem mostrar através daquele ato o quão cheios de tesão estavam, como se tivessem passado muito tempo longe de algo que lhes era essencial, e agora precisavam matar a vontade daquilo.

Devagar e ouvindo o homem em pé gemer, Jungkook afastou o rosto e soltou o membro babado com um estalo, voltando suas mãos para o quadril bonito de pele alva.

Jimin soltou a barra da regata pronto para protestar com o mais novo, mas antes de começar a falar foi capaz de ouvir o pedido.

— Fode a minha boca. – Jungkook falou suave ao mesmo tempo em que levava o indicador e o dedo médio até os lábios carnudos. – Fode minha boca como se você tivesse fodendo minha bunda.

Os dois mantiveram contato visual ao mesmo tempo em que Jimin tomava os dois dedos na boca, os chupando como queria chupar o Jeon e deixando bem babados, já imaginando para onde eles seriam direcionados.

— O controle vai ser seu, hyung. – Jimin tinha os gemidos contidos pelos dedos em sua boca. - Eu quero te sentir bem fundo...

Os dedos, agora precariamente lubrificados, seguiram para a entrada do mais velho ao mesmo tempo em que o Jeon parou de oferecer qualquer resistência. O atleta firmou os joelhos no chão, arrumou a postura e levou as mãos até uma das pernas do Park, a tirando do chão sem muito esforço e colocando em seu ombro.

— Tem certeza, Kookie? Eu vou fazer meu pau bater na sua garganta. – por mais que quisesse mostrar alguma resistência, Jimin já se apoiava melhor nas duas paredes e arrumava sua perna que passava por cima do ombro largo do mais novo, pronto para fazer como foi pedido.

Jungkook tremeu levemente com a ideia de sentir a glande avermelhada judiando de sua garganta.

— Me faz engasgar no seu pau.

Os dois dedos que eram chupados tocaram na entradinha do mais velho, circulando o local, ao mesmo tempo em que a boquinha foi para a coxa roliça ao lado do seu rosto. O Jeon passou a língua por ali em um gesto provocante, ousando morder a pele branquinha e deixar uma mancha vermelha.

Sua vontade era continuar com aquele toque, continuar a provar da pele macia que esquentava seu corpo, mas o Park decidiu por fazer o que o outro queria e firmou o aperto em seu cabelo, puxando seu rosto de volta em direção ao seu membro.

Jungkook viu que a barra da blusa tinha voltado a ficar entre os lábios carnudos, viu os fios longos sendo molhados pelo suor e viu a expressão maliciosa do mais velho.

— Seja bonzinho pro seu hyung, uh...

Sem esperar por uma resposta, Jimin direcionou o membro para a boca do mais novo ao mesmo tempo em que sentia os dedos o invadindo. Por um momento, ele se irritou ao perceber que os dois foram colocados de uma vez e isso só o deu mais vontade de deixar o Jeon rouco de tanto que sua glande judiaria da garganta dele.

A pegada nos fios castanhos se firmou, as estocadas começaram lentas, porém fundas, com a língua trabalhando para abrigar mais do membro. Os dedos penetravam a entrada no mesmo ritmo no qual a boca era fodida e a mão livre do Jeon subiu para o mamilo ali exposto, o estimulando.

Era o começo de muitas sensações em conjunto, de muitos estímulos, que deixavam os dois imersos em luxúria. Cada toque ficava mais firme conforme ambos gemiam contido, tentando expressar como aquilo tudo era fodidamente excitante.

Jimin usou a perna no ombro do mais novo para manter o próprio equilíbrio, suas mãos seguraram o rosto do Jeon, o deixando um pouco afastado, e seu quadril começou a ser impulsionado para frente.

Jungkook engasgava com o membro que judiava da sua boca, lágrimas escorriam dos seus olhos, seus joelhos e seu couro cabeludo começavam a doer, mas nada disso o fazia querer parar. Pelo contrário, ver como o Park estava empenhado em atingir o próprio limite só o fazia querer continuar.

Por isso ele tentou chupar com mais força e passou a gemer da forma que era possível. Seus dedos se aceleraram na entrada que tentava os esmagar, seu dedão e polegar provocavam ainda mais o mamilo durinho e seu olhar se grudou ao mais velho.

Jimin estava perdido em seu próprio tesão, mas ainda atento ao mais novo que poderia ficar desconfortável a qualquer momento. Ele acelerou o ritmo quando sentiu sua próstata ser estimulada de forma urgente, seu corpo parecia ser percorrido por uma corrente elétrica e tudo que ele queria era ver o rosto bonito e inocente do outro todo sujo com sua porra.

— Caralho, Jeon... Eu to com tanta vontade de foder essa bunda gostosa desse jeitinho...

O guitarrista foi incapaz de continuar a segurar a própria roupa entre os lábios, soltando o tecido e vendo ele descer pouco, ainda sem cobrir seus mamilos. Sua boca permanecia aberta soltando gemidos graves e roucos e seus olhos reviravam a cada vez que sua glande tocava a garganta.

— Vendo meu pau sumir dentro do seu cuzinho...

Jungkook desceu sua mão para a bunda do mais velho, apertando a carne gostosa que preenchia seus dedos e ainda sobrava. Seus dedos agora tinham um ritmo intenso, mas miravam somente onde ele descobriu ser o ponto de prazer do outro.

— Ouvir você gemendo meu nome... Porra!

Ao sentir que iria gozar, Jimin usou a canhota para afastar o rosto do mais novo, sua destra se ocupou com seu membro o masturbando com a mesma velocidade que fodia a boca úmida. Jungkook tirou seus dedos da entrada apertada devagar.

— Abre. – o Jeon colocou a língua para fora e escolheu assistir o que estava acontecendo, abandonando as orbes miradas em si.

Jimin bombeou o membro mais quatro vezes e então se desfez na língua rosada do atleta. Ele gemeu alto e rouco ao sentir uma corrente elétrica percorrer todo seu corpo, ao ver seu líquido sujando a boquinha bonita e o rosto corado, e ao perceber que Jungkook sorria com aquilo.

O aperto em sua bunda foi afrouxando aos poucos, passando a ser apenas um toque com alguma pressão.

Antes que Jungkook pudesse fechar a boca e realmente engolir o gozo em sua língua, Jimin tirou a perna do ombro definido, se abaixou e enfiou o próprio músculo úmido na boca do outro. As línguas começaram a se enroscar de forma devagar e pecaminosa, como se ambos estivessem tomando o tempo necessário para saborear o líquido.

O atleta sentiu quando o corpo do guitarrista começou a ficar mais pesado, como se ele fosse ceder a qualquer segundo, e se levantou devagar, ainda sem quebrar o beijo, voltando a pressionar o corpo mais baixo na parede. Suas mãos seguiram para a cintura fina ainda descoberta e apertaram a região, fazendo Jimin arfar.

O guitarrista se enroscou mais ainda no beijo, mas sem acelerar o ato. Com calma, ele girou o próprio corpo no espaço apertado entre a parede e o corpo alto, ficando de costas para o atleta e quebrando o contato dos lábios.

Seus fios compridos foram segurados e puxados para trás, fazendo o mais baixo gemer fraco e virar os olhos para o Jeon. Suas línguas passaram a se enroscar de forma pornográfica, sem realmente iniciar um beijo, mas ainda incapazes de se afastar.

Jungkook sentiu quando o guitarrista empinou a bunda e a esfregou contra o seu membro teso, ainda preso no aperto do tecido jeans. Ele cortou o contato dos lábios para colar o peitoral do Park na parede, se afastando minimamente somente para ver como as três tiras de elástico preto emolduravam a carne gostosa e volumosa que roçava no seu volume evidente.

Imagens e sensações de como seria estar enterrado ali, naquela posição que se encontravam, tomaram sua imaginação e quase o fizeram tomar uma atitude estúpida. Principalmente quando o Park desistiu de qualquer controle e ficou totalmente manhoso e submisso.

— Me fode, Kookie...

A mão pintada com tatuagens buscou a nuca do atleta, o trazendo para próximo de si e colando os lábios de novo, de forma menos afoita dessa vez.

Jungkook manteve o aperto no fios compridos, ao mesmo tempo em que descia sua outra mão para tocar e apertar a coxa gostosa do mais velho. A bunda redonda continuava a ser esfregada em seu membro, reforçando o pedido feito pelos lábios rechonchudos que estavam um tanto machucados.

— Hoje não, hyung...

Jimin se remexeu ainda mais, arrancando um arfar do mais novo, como se protestasse contra o pedido negado.

— Kookie...

— Jimin. – Jungkook pressionou todo seu corpo no corpo um pouco mais baixo que o seu, o deixando praticamente imóvel. – A gente não vai foder agora por dois motivos.

O atleta afouxou o toque de forma leve, permitindo que o Park voltasse a rebolar contra o membro duro.

— Primeiro, não tem camisinha aqui, nem lubrificante. – o Jeon soltou os fios compridos e levou as duas mãos até o quadril do mais velho. – Segundo, hoje meu foco não é esse. Eu falei que a gente não ia foder.

Os movimentos foram cessando até que Jimin suspirasse derrotado, decidindo abandonar logo aquela ideia e não ficar se humilhando ou implorando por uma foda. Ele virou o corpo para o mais alto, ainda o mantendo ali e sentindo seu quadril sendo tocado. Suas mãos foram para os bíceps marcados escondidos parcialmente pela camisa e seus lábios agora roçavam os lábios alheio.

— Me deixa te chupar, então. Você tá duro pra caralho.

As línguas se tocavam de forma leve, se provocando com aquele ato.

— Não precisa, hyung. Só me dá seu telefone e a gente marca pra terminar isso aqui.

O guitarrista sorriu ladino e aceitou a solução. Mais toques e provocações foram trocados até que o Jeon se afastasse, deixando que o outro se vestisse novamente para que ambos pudessem sair dali.

Enquanto via o tecido de couro passar pela bunda gostosa do mais velho, a abraçando e realçando, o Jeon salvou seu número no celular alheio e depois ligou para si, tendo o número do rockeiro no registro de chamadas.

O Park voltou para a festa, reencontrando os amigos misturados com pessoas desconhecidas para si, mas que o receberam muito bem, conversando com eles e depois conversando também com os amigos dos Jeon.

Jungkook subiu para o quarto e trocou a camiseta por outra parecida, se aliviou e voltou para a festa colocando em prática seu plano para aquela noite. Sua garganta mostrava sinais de irritação, mas o álcool que a banhava a cada gole era suficiente para que aquela sensação fosse se afastando aos poucos.

Entre copos de vodca, taças de gin e latas de cerveja, Jungkook terminou a noite do jeito que queria; deitado no gramado do quintal, de braços e pernas abertos, rindo do vento e tentando conversar com as estrelas.


Continua...

31 Mai 2021 19:49:16 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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