angelclark Angel Clark

{Ação, combate e desafios} A história se retrata ao redor da vida de Charlotte, que é formada em turismo, porém passa em um concurso da Polícia Civil e começa a frequentar o curso de habilitação para policial. De início, ela será liderada pelo incorruptível delegado Paulo Fróes. Novata e com dificuldades comuns de inexperiente, ela precisará lidar com a ação habitual da polícia, o machismo e com a desconfiança dos demais policiais, especialmente Jimin Park e Miguel. A equipe de policiais tentará combater a criminalidade na cidade fictícia do interior do Estado do Rio de Janeiro, São Judas do Livramento. [ A obra se passa no Brasil e baseada na realidade atual do nosso país.]


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

#suspense #jungkook #jimin #taehyung #romance-policial #personagens-originais
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Agora é pra valer

Charlotte Orleans Bragança há seis anos atrás:



Imagens pra ajudar na imaginação na hora da leitura:





Assim que saí da faculdade, onde eu estudava turismo em horário noturno. Meu namorado, Ric, me esperava na frente com o carro, entrei e o cumprimentei como sempre, mas quando eu o beijei em comprimento, logo em seguida ele acelerou o carro e eu estranhei.

— O que aconteceu? Por que você tá correndo?! — Franzi o cenho, colocando o cinto de segurança e ele gargalhou.

— Roubei a gasolina de um PM! E ele tá me seguindo. — Gargalhou e eu franzi o cenho.

— Como é que é?! — Arregalei os olhos.

— Eu ía te buscar na faculdade, só que no caminho fiquei sem gasolina e tive que parar no posto, achei a moto parada alí e roubei um pouco de gasolina pra colocar no meu carro, sabe? Tipo, normal... Mas ele me pegou no pulo, me viu, eu o vi e o reconheci de uma blitz que eu fui parado. Então, eu entrei no carro e fugi.

— Ele estava uniformizado?

— Não, estava de jaqueta, normal, roupa casual. Mas ele é PM! E ta me seguindo! — disse ele, pisando mais no acelerador.

— Então por que você veio me buscar, porra?!

— Quando eu cheguei na faculdade, você já estava saindo, parei o carro e você entrou. — disse ele.

— Agora eu vou ser presa! — eu disse, nervosa. Olhei pra trás e tinha uma moto acelerando pra correr atrás de nós.

De repente, vi a moto cada vez mais próxima da traseira do carro, e então a moto dá um violento empurrão no veículo, fazendo-nos assustar e Ric acelerar ainda mais o carro.

— Ricardo, corra o máximo que puder porque está tarde da noite e eu não quero ir pra cadeia! — eu disse.

Ric não respondeu e continuou dirigindo, pisando no acelerador pela descida da rua Cássia, no frio da noite. Mas a moto estava lá também para me amedrontar, bem ao lado do carro, não há como deixá-la para trás.

O policial acelerou, esticou a perna e, com um pontapé, arrebenta o retrovisor externo. Outro pontapé na porta esquerda deixando-a toda amassada. A moto aproximando-se e depois se afastando do carro me deixava extremamente aflita, e de repente golpeando-o com força.

— Merda, ele tá acabando com o carro!

— Nem pense em parar, Ricardo, se não quer que esse cara acabe com você!

Ricardo deu uma guinada no volante, o carro derrapou para a direita e depois para a esquerda, chocando com a moto, a fim de empurrá-la, mas o motoqueiro conseguiu manter o equilíbrio, mas perdeu a velocidade, fazendo assim Ricardo disparar na frente.

— Segura essa, seu otário! — gritou Ricardo, olhando-o pela janela.

Ricardo continuou dirigindo e só parou numa estrada completamente deserta e escura, só iluminada luz da lua. Ele parou alí pra poder sair do carro e ver como ficou o estado de seu carro. Sai do carro também e vi os prejuízos, tinham pedaços de lanternas quebradas ainda pendurados. As portas todas amassadas, as laterais riscadas.

— Pois é, vai precisar de alguns consertos, tem alguns arranhões. — disse Ricardo.

— Ele podia ter nos matado! — gritei.

— Ah, mas tem tempo ainda, gatinha!

O motoqueiro, já sem capacete, surge atrás de Ric nos assustando e sorrindo.

Ricardo nem consegue chegar a virar-se por completo antes de receber um empurrão que o jogou no capo, amassando-o. O motoqueiro investiu contra ele todo o peso de seu punho, dando-lhe uma saraivada de violentos socos no rosto, procurando acertar a boca, conseguindo.

Os lábios de Ricardo começaram a sangrar.

— Socorro! Socorro! — Comecei a gritar, desesperada, mas a estrada era deserta e já estava tarde. Ninguém me escutaria. — Solta ele! Para com isso! Por favor, para! Você vai matar ele! — gritei e fui ignorada.

Como policial, ele não podia agredí-lo dessa maneira. Ele até poderia prender, mas não agredi-lo dessa forma.

— Larga ele, seu imbecil! Solta ele, idiota! Você é um animal! — gritei, apavorada e comecei a chorar, desesperada por assistir o motoqueiro louco bater no Ricardo e eu não poder fazer nada. Me sentia de mãos atadas. — Você é um bruto, ridículo! Seu desprezível! — gritei, apavorada, mas eu estava sendo ignorada.

— Quer rastejar um pouco?! — O motoqueiro deu uma rasteira em Ricardo e ele caiu no asfalto, mas tentou fugir engatinhando, porém o policial foi mais rápido. — Olha pra mim, mermão! — Se ajoelhou e segurou uma das orelhas de Ricardo, a puxando com força, fazendo-o gritar. — Quer apanhar mais?!

— Não!

— Então repete comigo, seu merdinha: Não voltarei a roubar gasolina de pessoas honestas... Repete! — gritou, mas Ricardo não repetiu, então o motoqueiro apertou com mais força a orelha dele, o fazendo gritar. — Repete!

— Não voltarei a roubar gasolina de pessoas honestas.

— Agora, prossiga: "... Sou um ladrão de merda, a escória da humanidade, mas eu aprendi a lição! E não vou roubar mais!". Repete! — Gritou, segurando a orelha de Ricardo.

— Sou um ladrão de merda, a escória da humanidade, mas eu aprendi a lição! E não vou roubar mais. — Repetiu.

— Para de humilhar ele, seu animal! Solta ele, ignorante!

Gritei, tomei coragem e quando eu vi, eu já estava montada nas costas do policial, com meus braços envolvendo seu pescoço em um mata leão.

— Me solta, menina! — gritou comigo em suas costas. Ele começou a girar, tentando me tirar de cima dele a todo custo e essa foi a deixa que Ricardo teve de entrar no carro e fugir em disparada.

Ele fugiu e me deixou pra trás.

— Ele fugiu! Merdaaaaaaa! Ele fugiu! — O motoqueiro gritou, comigo montada em suas costas e eu fiquei incrédula. — Me solta!

— Me solta você, seu animal! Me põe no chão! — gritei, pois ele segurava minhas pernas que estavam ao redor de sua cintura, enquanto eu o enforcava em um mata-leão improvisado.

— Tá bom, tá bom! Soltei, agora me larga! Você tá me enforcando! — disse ele e eu o soltei, voltando a pisar no chão, ficando diante dele quando ele se virou pra mim, só conseguia enxergá-lo por causa da luz da lua, desviei meu olhar do seu e encarei a estrada que Ricardo fugiu pelo carro.

— Ele foi embora? Eu tô ferrada, lascada, ferrada e lascada! — Me desesperei.

— Bom, você saiu de uma faculdade, portanto é de maior. Vou nessa. — disse ele e eu segurei a vontade que eu tive de chorar de desespero. — O cara te abandonou numa estrada deserta com um estranho, tarde da noite e meteu o pé. Se me permite um conselho... — O interrompi.

— Eu quero que você vá a merda! Seu animal, estúpido! A culpa é tua! Você não passa de um animal, de um bruto que dá nojo! — gritei e ele sorriu.

O policial se aproximou da moto que estava parada no canto e sentou no selim. Ou seja, ele veio pra cá antes de nós para nos esperar com o farol desligado porque de alguma forma sabia que iríamos parar aqui.

— Até a próxima então, gatinha. — Sorriu.

— Como assim, "até a próxima"? — Franzi o cenho.

— Como quiser. Até nunca mais, então.

— Espera ai, cara! Você não pode me deixar aqui não! Você não é policial?! Como é que vou voltar para casa? Eu sou uma cidadã e você tem que me proteger!

— Mas é isso que eu tô fazendo, mas você não percebeu. Você me chamou de animal e bruto, não foi? Não posso permitir que alguém assim leve você pra casa. É pro seu próprio bem. — Começou a rir e meus olhos marejaram, quando ele ria de mim. — Se me pedir desculpas e engolir o que disse, se admitir que estava errada... Então não tem problema... Posso levar você para casa, por que, nesse caso, vai haver coerência. No mundo, gatinha, a gente precisa ter coerência. Aliás, qual o teu nome?

Comecei a andar pra frente, o ignorando, sem responder, abraçando meu próprio corpo pelo frio que eu estava sentindo. Eu estava de vestido, nada muito indecente, mas ainda sim fiquei com frio, pois estava muito tarde.

Eu não tinha idéia do caminho pra chegar em casa, mas eu continuava andando, trilhando a direção que o Ricardo fugiu com o carro. Escutei o som da moto um pouco atrás de mim, andando devagar e comecei a soluçar de chorar porque eu não tinha nem meu celular pra poder ligar pra alguém, pois minha bolsa estava no carro do Ricardo.

— Meu Deus, me ajuda, por favor. — sussurrei.

De repente, dois faróis acesos de um carro vindo em minha direção, naquela rua deserta. Era um sinal dos céus pra me ajudar.

Nem precisei pedir, o carro parou perto de mim, com um cara bem mais velho, bigodudo e que fedia a cachaça e cigarro a bordo de um carro bem velho. Ele sorriu pra mim e eu sorri de volta, enquanto ele sorria pra mim de um jeito estranho, mas a minha vontade de ir pra casa era maior do que qualquer intuição que me dizia que esse cara era perigoso.

— Olá, princesa linda, quer ir pra algum lugar? — Sorriu.

— Olá, seu estuprador de merda, quer um soco na cara?

O sujeito olhou para o motoqueiro que de repente enfiou-se entre eu e o carro do rapaz e seu sorriso se desmanchou ao se deparar com o policial.

— Se manda daqui, se manda! — gritou e o motorista que iria me dar a carona pra casa foi embora.

Fiquei perdida, e encarei o policial, com o rosto molhado de lágrimas. Eu estava apavorada, sem exagero.

— Sei que vi você saindo de uma faculdade, mas mesmo assim preciso perguntar. Você é de menor? — perguntou e eu balancei a cabeça em negativo. — Quantos anos você tem?

— Vinte.

— Sobe logo. Se não, vou ter que brigar com meio mundo por sua causa, sobe logo. — disse ele e eu suspirei pesado, fitando a moto com um certo medo. Eu tinha um trauma de moto por conta de um acontecimento da minha infância.

Mas mesmo assim eu subi na garupa, porque eu tinha mais medo ainda de ficar aqui. Em silêncio, sem nada mais a dizer além do meu endereço, eu me sentei atrás dele. A moto saiu veloz, com raiva, aos pulos. Eu instintivamente o abracei e fechei os olhos com força, ficando assim o trajeto completo.

Depois que ele me levou à casa da minha mãe, nunca mais cruzei com esse policial, terminei com o Ricardo e segui minha vida.


6 anos atrás: