myrealcrushislarrys Bianca Alencar

Louis é um rapaz tímido que almeja ser ouvido pelo mundo. Harry é um amante do teatro, mas seu pai o quer como um médico renomado. Liam é o mais novo prodígido do Instituto God S. Q. Zayn adora chamar atenção de todos e escrever péssimos poemas. E Niall ainda tenta chamar atenção da sua garota favorita. Mas é na sala de música aonde os desejos, amores e ambições são encontrados.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

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Prólogo

1985, Inglaterra.


S t y l e s

- Eu quero que você seja aquele quem eu quero que seja!

- Sim, senhor.

- O que eu disse sobre isso à você?- O homem velho e carrancudo da casa passou seus olhos brilhantes em raiva por vários papéis sobre o velho carpete da antiga casa dos Styles. Aquelas folhas que agora estavam amaçadas e em algumas partes rasgadas, continham as mais belas linhas com uma prosa cada vez mais bela devido a uma mistura intrigante de Oscar Wilde e William Shakespeare, quem não amaria a dramaturgia de teatro juntando o renomado autor Wilde, com o drama shakespeariana? Harry costumava pensar quem não gostaria de ler uma obra daquelas, talvez seu velho pai não gostaria nem de sua menção.

- Disse-me que são meras distrações.

- Exato. Termine de empacotar seus pertences, irei leva-lo amanhã bem cedo para o colégio. E não quero ver esta baboseira de peças de teatro, eles não valem a atenção."

O homem apertou seu velho punho após terminar sua rápida prosa com seu filho mais novo, ao passar pelo velho batente do antigo quarto, notou que sua linda e cansada esposa estava a ouvir quase por completo o diálogo entre os homens, seu rosto continha pequenas rugas de preocupação e angústia, odiava que seu marido fosse tão duro com o único filho que os restara. Mas o que uma mulher com um marido conservador poderia fazer nos anos oitenta a não ser ouvi-lo? Harry passou a pensar que a culpa não era de sua mãe, mas daquele tempo presente que ainda permanecia demais no passado.

Assim que Desmond Styles retornou ao seu confortável escritório, sentou-se na cadeira preta reclinável e resolveu pegar os mais novos casos clínicos da cidade, afinal o que faria um renomado médico a não ser estudar os casos clínicos e solucioná-los? Desmond estava à beira da idade ao qual entregaria todo seu império clínico- como amava essa mensura- a seu filho mais novo, e isso o deixava preocupado, pensava a todo momento que Harry Styles jamais conseguiria seguir seus tão duros passos, ele sabia. Simplesmente sabia, só o preferia ignorar.

Do quarto do mais novo, era possível se ver uma mãe ao batente enquanto encolhia seus finos ombros em busca de reconforto, mas sabia que era em vão. O frio gélido de Londres nas noites de dezembro eram terríveis, mas naquela noite tudo parecia ainda mais frio e fúnebre, igual a noite onde Gemma havia ido embora. Anne segurou as lágrimas, não demonstraria fraqueza, não o queria. Queria ser forte ao menos para seu amado filho.

- Mãe...- Harry gostaria de um abraço de sua querida mãe, ao menos o reconforto de suas lindas palavras, mas sabia que isso seria impossível, sua mãe não dialogava com seu filho faziam alguns dias, ela não falava mais que o necessário desde que sua irmã mais velha os visitara pela última vez em Londres. Sua mãe a amava demais e quando sua bela garotinha disse que precisava ir para outra cidade em outro país, tudo havia mudado, sua mãe tornou-se fria e solitária assim como o velho quarto de Gemma. Passou a fazer as tarefas de casa mais pesadamente, não sorria ou lia os jornais como de costume, sua vida tornou-se monótona como uma velha máquina de uma fábrica sem rumo.

- Arrume suas coisas Harry. Amanhã seu pai o levará para o Instituto.- Harry assustou-se com a sua voz, ele havia ficado estático por milésimos segundos, sua mãe havia falado, e apesar de não serem coisas aos quais gostaria de ouvir pelo menos soltou um leve sorriso após escutar algo de suas cordas vocais. Mas quando resolvera por responder, sua mãe já não estava e se você pudesse ouvir atentamente era possível notar que a chaleira estava sendo posta em seu devido lugar.

Harry temeu por si mesmo naquele momento. Temeu não ser forte o bastante para aquela vida que o esperava, sentia-se perdido naquele pequeno mundo ao qual fora prendido por seus próprios pais. Muitos sentiam-se bestas num mundo grande, Harry sentiu-se preso em uma pequena ágora ao qual sentia que todos os mortais poderiam rir de sua tamanho desgraça.

O garoto de cabelos encaracolados sentiu a força de caminhar até as folhas espalhadas ao chão e de amassar as folhas com os trechos misturados de grandes autores aos quais passou apreciar conforme os anos haviam se passando. Mas antes que o fizesse, juntou todos eles rapidamente e os colocou em uma grande maleta preta de couro ao qual ganhou dois anos atrás de seu pai, o que era para haver instrumentos básicos da medicina, Harry trocou por lindas palavras literárias. Fechou-a rapidamente, sorriu ao conseguir fazê-lo, pelo menos por hora. Rapidamente, viu-se arrumando o restando dos tecidos caros que o tinha em uma das malas marrom couro.

E apesar deste ser seu último dia em sua antiga casa, voltou a pensar o quão angustiante o dia 24 de dezembro de 1985 tornou-se, seu medo, sua angústia. Ele definitivamente odiava esta data.


H o r a n

Niall Horan era considerado um rapaz legal. Apesar de ser hiperativo e com aqueles fios loiros meios castanhos, era uma cara legal ao seu jeito. Muitos o condenavam como um ser estranho ou muito carismático para uma manhã cinzenta, mas isto pouco era importado por ele, o que mais importava era o fato de ter sido considerado independente somente aos seus dez anos de idade. E apesar de sentir muita falta de sua velha casa e de dividir sua comida com seus pais e um irmão, ele se sentia confortável entre quatro paredes do dormitório do Instituto God S. Q.

Seus pais o deixaram no instituto à sete anos atrás, um dia antes do natal em 1979, logo Niall faria dezessete anos enquanto dividia uma grande estante de livros entre belas partituras de piano e algumas folhas velhas com cifras para cordas de violão, e algumas obras antigas sobre Deus e a família real. O rapaz adorava decorar as partituras de grandes clássicos, ou gostava de inventar novas combinações para o violão velho, assim considerava-se um bom compositor. Mas Niall não gostava de ler os livros sobre uma família da realeza, ele passou a odiar quando nos dias de início de cada semestre todos os corredores eram estampados com murais e folhetos com as mais grandes palavras"God Save the Queen", achava estranho ou quantas essas pessoas idolatravam a família real, no final todos diziam que preferiam morrer em outro país que não morar na Inglaterra, tudo por causa de uma família real.

Niall passou algumas tardes preso à biblioteca em busca de alguns livros recentes sobre partituras, era 1984 quando Niall havia visto pela primeira vez Hailey, uma bela garota do outro lado da rua. Era um sábado, Niall ganhou uma permissão para sair do instituto em busca de sua obra recente na velha livraria perto do colégio, quando olhou pela grande janela do local, havia uma garota que segurava em umas das mãos um pequeno livro, Niall havia se apaixonado naquele momento. Achou estranho a forma como seu coração havia palpitado naquele momento, mas preferiu acreditar que era o mais rápido amor visto na Terra.

Niall havia se aproximado daquela garota naquele dia, e ela não se importou com e presença do loiro, ao menos ela achava engraçado a forma como o rapaz tentava flertar com elas com alguns de seus charmes escondidos. E apesar de ser 1985 Niall ainda não havia desistido dela. E com o início de 1986 ele tentaria novamente. Mas sempre que planejava algo era pensado em um ambiente fresco e calmo, mas não daria para pensar mais desse jeito, afinal estavam falando de Inglaterra. Fria e úmida.

Não que Niall odiasse a Inglaterra, mas ele ainda não se considera um inglês, ele ainda é muito irlandês e toda a sua família ainda estava na Irlanda, então às vezes Niall gostava de se aconchegar no quarto quando seus amigos não estavam por lá - ele está em seu quartinho e perguntava-se se ele realmente estava em seu devido lugar, estaria- se perguntando na possibilidade de implorar ao seus pais para retorna para sua antiga casa, ou que o colocassem em um instituto no interior, mas quando ele pensa em seus amigos Liam e Zayn, torna-se impossível pensar que ele não foi feito para a Inglaterra.

Niall dividiu seu quarto com Liam Payne e Zayn Malik, os dois acabaram entrando ao mesmo tempo, então ficaram com os úncios locais vagos no último quarto de um corredor que daria para os banheiros. Niall sabia que passar algumas horas ao lado dele poucos vão sentir confortáveis e sempre irão optar por ir embora, mas Liam era diferente sentiu-se bem a presença de Niall, achou- o engraçado e nada hostil, então ele passou a exigir sempre ou sotaque irlandês por perto. O rapaz chamado Zayn achara difícil se costumar a estar na presença de Niall, e apesar de dizer que estava no quarto devido a companhia de Niall, sabia que não tinha esta a razão, mas sim porque tinha sido escoltado para morar com Liam, que persistiu Zayn a ficar, e se Malik escolheu a cama ao lado de Liam ou não, era somente um problema dele.


P a y n e

Liam conhecia Zayn desde que ambos tinham sete anos de idade, muitos achavam estranho a forma como Malik protegia Liam de tudo e apesar de ambos serem homens eles pouco se importavam com a demonstração de carinho e afeição em frente aos demais, seus pais achavam adorável a maneira como ambos se tratavam, e quando eles havia brigado pela primeira vez, tudo pareceu um caos pela primeira vez, insistiam em falar que até os Deus do Olimpo viriam à Terra.

As famílias eram grandes amigas desde que ambos os garotos se aproximaram, passaram a marcar datas comemorativas em conjuntos e o natal era o melhor de todos, pois todos ganhavam presentes de diferentes tamanhos e preços, e os jovens garotos sempre compartilhavam seus brinquedos novos e antigos, mas no natal de 1984 tudo mudou a percepção de como todos viam o mundo. Os Payne insistiram que seu filho deveria se mudar para o Instituto onde seu pai havia se formado a alguns bons anos atrás, sua mãe havia concordado de prontidão que seu herdeiro deveria caminhar aos passos do pai e se mudar o mais rápido possível para o Instituto em Londres. A família resolvera dar a notícia naquela fria noite de 24 de dezembro de 1984, Liam também havia descoberto naquela noite, Zayn estava com seus olhos arregalados e frustrados, e então ambos os garotos haviam brigado, pois um não queria que ele fosse, e o outro insistiu que seria uma ótima escolha.

Alguns dias se passaram e Zayn implorou para sua família que ele também fosse matriculado no instituto God S.Q, e apesar de sempre odiar estudos, ou livros sobre a relação da igreja com a Inglaterra, ele precisava de Liam, precisava de sua companhia. Seus pais apoiaram sua entrada na antiga escola de Londres, e apesar de ser um pouco difícil sua estadia, seus pais o fariam de tudo um pouco para que seu filho tivesse a melhor educação de todas. Mesmo que a mensalidade seja absurda, eles resolveram direcionar toda a conta de sua loja para a escola, e após vários acordos entre alguns trabalhos extras do aluno no instituto, Zayn Malik estava matriculado e era praticamente o mais novo aluno.

Liam havia ficado extremamente feliz com a notícia, e apesar de seus pais ficarem um pouco relutantes, tornaram a aceitar que seria impossível separa-los, então decidiriam apoiar a ideia de que ambos permaneceriam juntos por muito mais tempo que ambos imaginavam.


M a l i k

Zayn Malik era um rapaz alto e que aos dezesseis anos já estava com mais tatuagens do que amigos. Seus pais não sabiam de suas aventuras pela Londres, ou ao menos optaram por ignorar que seu filho não fosse tão perfeito assim. Zayn estava feliz com sua vida no Instituto, apesar de todo início de semana terem de acordar mais cedo para lerem sobre como Deus deve salvar a Rainha, ele gostava de estar por lá. Apesar de seu trabalho como voluntário na biblioteca gostava do fato de que Liam passou a estudar quase todas as tardes na biblioteca em uma das mesas, então Zayn definitivamente gostava de sua vida por lá. A não ser o fato de que havia olhos estreitados à sua direção, sempre que insistia em acariciar os belos cabelos de Liam, ou abraça-lo forte, as pessoas viam e reclamavam, então Zayn os direcionava um dos dedos e gritava "Gay'S and Queens", e apesar de Niall pouco se importar com títulos, o terceto de amigos fora conhecido como "The Gay'S and Queens", e Zayn achou incrível como o instituto conhecido por outros como "God Save the Queen" passou a ser reconhecida por eles como "Gay'S and Queens". Não que Zayn fosse gay, ele nem ao menos sabia quem ele era ainda, sequer ele quisesse algum epíteto, o que lhe importava era como seu coração se sentia ao avistar Liam todas as manhãs, ou quando ele escutava o rapaz perguntar como havia sido seu trabalho na biblioteca, definitivamente este era a única real importância.


T o m l i n s o n

- Não quero que se distraia. Não quero que fique lendo estas porcarias que chamam de "poesias". Não quero você fazendo outra coisa a não ser estudar para a medicina. Entendeu bem?

- Sim, pai.

- Ótimo. Fico feliz que entendeu bem o que eu disse.

Ainda faltavam alguns dias para que se iniciasse o novo ano na escola God S. Q. e apesar de muitos ainda decidirem se retornavam ou não para aqueles velhos corredores assombrosos e fúnebres, Louis Tomlinson estava sendo arrastado para aqueles corredores por seu pai, que insistia que quanto mais rápido voltasse mais rápido poderia começar seus estudos, afinal sendo o último ano dele no colégio, era deveras importante manter suas belas notas altas.

- Sabe como foi difícil conseguir que você tenha esses estudos em dia. Quase vendi esta porcaria de carro para que você entrasse nesta escola. Não desperdice rapaz.

Ao seu lado estava Charlotte, uma linda garota com seus lindos cabelos ondulados, seus olhos estavam fechados enquanto seu delicado rosto repousava no ombro de seu irmão mais velho, afinal ainda era cinco da manhã, mas a mesma havia implorado que acompanhasse seu irmão para ir à escola nova. Assim como sua delicada mãe, que havia decido na última hora acompanhar a família para ir à Londres. Eles moravam em uma pequena casa localizada à vários quilômetros do colégio, então tornou-se necessário saírem o mais cedo possível, assim conseguiriam chegar para o almoço.

- Querido, quero que aproveite esta escola, quero que se divirta ao máx...- com o início da fala um sorriso singelo apareceu no rosto do garoto, mas logo desapareceu quando seu pai soltou uma risada fria e grotesca.

- Não ouviu o que eu disse Johannah? Nosso filho tem que simplesmente esquecer a palavra "Diversão", ele deve fazer o que tiver que fazer para passar na universidade de medi...-

- Eu sei querido.- A mulher soltou um suspiro cansada, como a mulher havia virando seu tronco para encarar seu filho mais velho, rapidamente voltou-se a postura ereta e passou a encarar a paisagem da frente.

- Ousas me importunar na frente dos meus filhos. Conversaremos mais tarde mulher.- O homem sibilou seriamente enquanto encarava a fria paisagem de Londres.

Louis soltou um suspiro cansado e assustado, sabia o que aconteceriam mais tarde, logo passou a rezar que sua mãe corresse com Charlotte o mais rápido para a casa de sua avó. Louis sempre fora alguém capaz de crer em Deus e em alguma salvação milagrosa, afinal sem isso poderia estar certo de que nunca mais o veria o dia novamente. Talvez a crença funcionasse para Louis entre as quatro paredes do instituto que passariam a morar sozinho.

- Lou, quem lerá para mim antes de dormir?- Sua irmã ainda de olhos fechados perguntou de maneira calma, mas uma nítida dor podia ser ouvida. Ela não queria que seu único irmão fosse embora, apesar de sempre questionar o fato de ter de dividir o quarto com Louis, a garota chegou à conclusão de que não ter Louis por perto lhe traz uma sensação pior do que o fato de ter que dividir o quarto com seu irmão.

- Não se preocupe com isto, tudo ficará bem. Mamãe poderá ler para você.- Louis disse enquanto acariciava os longos fios de cabelo de sua irmã, apesar de demonstrar confiança em sua fala, o rapaz pouco acreditava em si mesmo.

15 Mai 2021 19:20:11 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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