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Eduardo Camillo


James acordou, depois de quase um mês desacordado, em uma cama num quarto desconhecido, lembrando apenas de uma conversa entre dois homens, enquanto inconsciente, e barulhos estranhos, semelhantes a trovões. Após acordar e se recuperar, James passa a ajudar um certo investigador d"O Acontecimento de 27 de Maio de 1974, ja que era a única testemunha viva, como mais tarde descobriu...


Historique Tout public.

#policial #Londres-Inglaterra #quasedrama #primeirapessoa #detetive
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Prologo: Um caso em aberto

- Qual a situação dele, Dr. Henry? – ouvi uma voz grave e confiante, resoluta, em meu sonho sombrio. – Ele vai ficar bem?

- Não sei ao certo, Sr. Wallace – uma voz mais fraca e cansada respondeu – Creio que ira ficar adormecido por algumas semanas.

- Isso é ruim. – respondeu Wallace – precisava dele vivo e acordado. É a única testemunha viva deste crime. – E, com essas palavras, cai numa escuridão maior ainda.

Eu não me lembrava de nada. Fiquei desacordado por quase um mês. Bem, quase nada. Durante o tempo na escuridão, ouvi constantemente gritos e sons estranhos, como pequenos trovões, no meu ouvido, logo depois um trovão maior, e escuridão silenciosa. Sempre se repetia todo o tempo que eu estava desacordado, e, quando acordei, vi um homem ao lado de minha cama. Ele era bem baixo e meio gordinho, era calvo de cabelos brancos e usava um jaleco branco e óculos. Estava lendo um livro grande, mas não identifiquei do que se tratava. A única coisa que eu pensava é que tinha que chamar sua atenção. Fiz uns grunhidos e gemidos o mais alto que pude, mas eles eram muito fracos e ele não me ouviu, e só me notou acordado quando eu me joguei da cama. A dor era aguda, não por ser forte, mas porque eu só sentia alguns pontos pequenos doendo, o que era bem desconfortável. Eu não me mexia direito, ate hoje não sei como pulei da cama, mas o medico homem me viu, largou o livro e foi à meu socorro. Colocou-me na cama e fez um diagnostico básico em mim (viu minha pulsação, se eu respirava, se me mexia, aonde eu sentia dor, etc.). Após ver isso, saiu e disse que já voltava e que ia chamar alguém. Imaginei que ele era o Dr. Henry, e foi chamar o Sr. Wallace que estava aqui antes. Eu estava certo. O Sr. Wallace era um homem alto, usava um chapéu Fedora preto e um sobretudo marrom. Olhou pra mim e disse:

-Bom dia Sr. Billman. – como ele sabia meu nome?, pensei – O descanso foi renovador depois do trágico acontecimento do dia 27 de maio?

-27 de maio? – pensei alto demais, mas minhas palavras foram lentas e difíceis de pronunciar. Que acontecimento? Eu não conseguia me lembrar. Quanto tempo já se passou? Lembro apenas de ser 26. O que estava acontecendo?

-Bem, é compreensivo que não tenha recuperado as memórias ainda, mas não vai demorar pra elas voltarem. Já consegue caminhar?

Tentei, mas falhei.

-Bem, então creio que ira se recuperar em breve. Se esforce. Vou poupa-lo de perguntas. –Disse me colocando de volta na cama - Por enquanto, adeus. – E, dizendo isso, saiu da sala e fechou a porta.

Passei mais de 2 semanas ate conseguir dar meus primeiros passos (com ajuda), e mais 2 para andar sozinho. O Sr. Wallace me visitou apenas uma vez, quando eu andei pela primeira vez. Depois disso, ele não me visitou mais, mas, na manha de 16 de julho, ele apareceu e disse que eu recebi alta com a condição de ficar sob vigilância dele. Mais tarde descobri que já tinha tido alta e ele tinha dito aquilo porque eu devia ajuda-lo, como única testemunha “do ocorrido”, e responder a perguntas dele. Fui com ele sem perguntar.

Passamos por vários locais, ele fez perguntas a uns moradores e lá pelo meio dia nós fomos comer em um clube de almoço. Ele começou falando sobre coisas comuns, como sapatos e cartolas, mas então, quando já tínhamos quase terminado tudo, me fez a pergunta que, creio, estava para fazer o dia todo, mas não havia encontrado oportunidade, ate agora.

- Você se lembra de algum barulho, como um tiro, um trovão ou uma explosão, de pouco antes ou durante o tempo que estava adormecido?

Eu me lembrava disso, mas não sabia se devia confiar nele, então apenas respondi:

- Porque precisa saber?

Ate hoje me arrependo de ser rude dessa forma.

- Você ainda não percebeu? – ele perguntou incrédulo.

- O que? – respondi confuso.

- No dia 27 de maio, 2 meses atrás, você se envolveu em um acidente num restaurante, onde tudo pegou fogo, e, por conta dos vinhos e bebidas abundantes no porão dele, tudo explodiu, e não sobrou ninguém que estava lá dentro, exceto você. O restaurante ficava bem afastado da cidade, portanto ninguém ouviu nada, exceto um lenhador que estava nas redondezas, ouviu o barulho e chamou socorro. Mas ele desapareceu dois dias depois. Você não se lembra de nada?

Meu deus, eu não me lembrava de nada disso, exceto os trovões do meu sono, então apenas fiz uma cara espantada e ele entendeu, entendeu ate demais.

- Você se lembra de algo, não é?

-Bem, apenas de uns trovões, mas, pelo que eu saiba, foi apenas por causa que eu estava adormecido, pensei que era apenas um sonho. Será que tem algo a ver com esse acidente?

-Muito bem. Quantos trovoes você ouviu e quais suas intensidades? Foram acompanhados de alguma espécie de calor ou fogo?

Tentei me lembrar melhor.

-Bem, foram vários, acho que três, mas foi tudo escuro, não lembro de calor ou fogo.

Ele fez uma cara meio decepcionada, meio pensativa, e por alguns segundos ficou calado, mas por fim disse:

-Confesso que achei que você teria mais informações, mas a culpa foi minha, eu devia imaginar que não lembraria muito, ou melhor, quase nada, mas ao menos isso prova que ouve explosões, ou ao menos barulhos muito fortes. Uma pena, mas devemos continuar.

Ele chamou o garçom, pagou a conta, e saímos andar mais um pouco. Fomos andando pelas ruas de Londres, ate nos afastarmos bastante, e então pegamos uma carruagem e fomos para longe, até um local sem ruas, apenas estrada de chão, e por fim, descemos em um lugar bem afastado, e ele pagou o condutor e disse dar uma boa gorjeta se ele esperasse por nós alguns minutos, o que ele aceitou de bom grado.

Era um local meio sombrio, com varias arvores sinistras e pouco barulho de animais. Fomos passando por um caminho feito para passos, e por fim, chegamos ao fim dele, num local chamuscado e queimado. Ele olhou para mim com um tom serio e disse:

-Lembra de mais algo agora?

Olhei apavorado para a cena depois de alguns passos para ver melhor.

9 Juin 2021 14:27:17 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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Eduardo Camillo `¨DESCONHECIDO¨´

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