talitaalvarez Talita Alvarez

É época de reunir toda a família para comemorar, é a época do ano favorita de Gwen, e não é porque pode usar encantos a vontade, obviamente. Estava indo tudo bem, mas... espere, o que é isso? A Tora de Yule, um dos objetos mais importantes desse dia se foi, foi roubado, e agora? O que fazer? Acompanhe a jovem Gwen e seus amigos, Owen e Penyin, nessa pequena aventura no Rito de Solstício de Inverno.


Histoire courte Tout public.

#imp #diabrete #deusa #wicca #bruxas #magia #infantil
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O Imp e a Tora de Yule

O Yule aqui é em dezembro e é aqui que começa nossa roda. Ele é decorado de verde e vermelho, o verde trás pra dentro de nossas casas tudo que há de bom e o vermelho afasta das portas e das janelas tudo que há de mal. No Yule a mesa fica cheia, ainda mais que em qualquer outro momento do ano, farta de comidas, bebidas, doces e coisas quentes. O pinheiro é decorado com bolas pintadas à mão, enfeites do Homem-Verde, um homem de folhas, e um pentagrama, uma estrela trançada de cinco pontas, no topo. Na lareira queima a lenha crepitante e na porta uma volumosa coroa de galhos trançados com barbante e adornada por folhas e flores dá a permissão para que espíritos bondosos venham festejar conosco.

Lá na floresta tinha uma casinha de bruxa, a casinha parecia uma peça de brinquedo de tão colorida e pequenina, cheia de plantas pendentes penduradas no alpendre da frente e rosas-trepadeiras se agarrando as colunas a ponto de subir no telhado, o frio era intenso, a neve caía a todo instante, mas a bruxa que ali morava era jardineira e as rosas estavam sempre floridas, independente do tempo, e a grama ao redor da casa estava sempre verde. A casa era um pontinho alegre no meio do mar branco do inverno.

A bruxa que ali morava era velha, mas cheia de energia e naquele momento cantarolava uma música de quando ainda era moça enquanto batia os ovos para fazer o bolo na cozinha. Na sala, Lusan, a gata da senhora, esticou-se pela sala com seus membros alongados e elegantes, abriu a boca ao máximo, bocejando, e foi se ajeitar no tapete grosso perto da pequena estantes cheia de livros e enfeites delicados ao lado da lareira. A luz tremulante das chamas faziam o pelo preto do felino brilhar avermelhado e os olhos verdes parecerem amarelos, à suas costas era lançada uma sombra esticada que se misturava com a sombra dos floquinhos de neve que caíam lentamente lá fora, na janela. A gata amassou pãozinho, puxando de leve uns fiapos do tapete, enrolou-se ao redor do próprio tronco e fechou os olhos, tranquila.

Mal o animal acalmou a respiração, a porta da frente foi escancarada com um estrondo, fazendo o animal sobressaltar-se e sair correndo pelo corredor com o susto. De lá, as costas iluminadas pela luz pálida do fim da manhã gelada, veio alvoroçada a menina, com seus cabelos alaranjados presos em uma trança simples, capa preta e botinhas de neve felpudas. Ao entrar, ela arremessou a capa e as botas para o alto, usava um agasalho de tricô verde-escuro e meias longas com listras coloridas com barras que se escondiam por baixo do vestido branco de tecido grosso que pairava acima de seus joelhos.

A garotinha deu pulinhos de empolgação, batendo as palmas, mal tinha conseguido se despedir corretamente do pai antes de sair correndo e agora não poderia esperar a mãe chegar a porta, saiu pelo corredor para a cozinha, meio correndo, meio saltitando, um pouco de lado, como um macaquinho.

— Vovó, eu cheguei! — Ela escalou uma das banquetas da cozinha e se debruçou sobre o balcão, o sorriso esticando as bochechas rosadas mostrava a abertura entre os dentes da frente recém trocados.

A senhora não se impressionou, sabia que era Gwen no momento em que viu Lusan correr atrapalhada para o quintal, não gostava quando a menina perturbava o animal, mas não resistiu em mostrar um sorriso quando a criança começou a se esticar pelo tampo, tentando alcançar um pouco da massa na tigela. Gwen era uma peste, mas era uma gracinha de peste.

— Onde está sua mãe, hein? — A avó perguntou, entregando uma grande colher lambuzada de massa para a criança.

— Ela… — Colocou metade da colher na boca. — Éa veãm lóo aê.

Na mesma hora Alice apareceu com seus jeans escuros e suéter rosa e se juntou às outras duas, sentando-se em outra banqueta. As três juntas mais pareciam a tríade da Deusa, três versões de um mesmo ser em momentos diferentes de uma única vida.

Elas ficaram conversando por um tempo até que o assunto ficou desinteressante demais para a pequena Gwen. A garota escorregou pela banqueta e correu para o quintal a tempo de ver as duas crianças que vinham para vê-la, Owen, o garoto de cabelos claríssimos e olhos pretos, e Penyin, a menina negra, mais para a cor da pinha, de cabelos crespos volumosos. Ambos tinham oito anos de idade, dois anos mais velhos que a pequena Gwen, mas ela conseguia acompanhá-los com facilidade, e já perdera a conta de quantas vezes conseguira influenciar o pobre Owen a quebrar as regras.

Gwen correu para abraçar os amigos, só os via duas vezes no ano, nada comparado às outras crianças da escola, com quem convivia diariamente, mas eles eram os mais próximos. Com as crianças da escola ela não podia falar sobre magia sem que levassem como brincadeira, mas com Owen e Penyin era diferente, seus pais eram bruxos também, e eles, então entendiam a seriedade do assunto e, claro, podia brincar com ela do que mais gostava: usar magia.

Eles brincaram de trançar galhos e desabrochar flores pelo resto da manhã e almoçaram juntos, depois, durante a tarde, brincaram de invocar chamas, mas levaram uma bronca de Alice, porque fogo é magia para adultos, então foram perturbar a pobre Lusan, fazendo-a flutuar e pinicar o rabo, mas então cada um levou um par de patadas no nariz e resolveram desistir dessa brincadeira também.

Foi lá pelas quatro horas da tarde que Gwen começou a bocejar e sua mãe a colocou para dormir no quarto da avó, era lá também que estava guardada a Tora de Yule, um objeto muito especial que servia para um ritual de proteção e o qual a pequena Gwen amava assistir. Ele estava bem ali, sobre a cômoda da senhora enquanto a menina dormia tranquilamente esticada na cama. Quando a avó e Alice estavam ocupadas na cozinha e Owen e Penyin continuavam a brincar no quintal, agora com pequenas marionetes mágicas de galhinhos, algo incrível aconteceu: um diabrete entrou sorrateiramente no quarto.

O diabrete era como uma fadinha feia, na verdade, mais como a mistura de uma fadinha feia com um E.T. green, mas ele era vermelho. Era pequenino, quase trinta centímetros, magro, com longas orelhas e asas pontudas e chifres curvados, os olhos eram completamente pretos e os dentes eram brancos e muito parecidos com o dos humanos, ele estava sempre sorrindo, então não era difícil analisar este fato.

O diabrete em questão vivia ali perto, numa toca no centro da floresta, e, vendo que a comemoração de Yule estava próxima, resolveu pregar uma peça. Ele entrou na casa da senhora furtivamente, foi até o quarto, e quando viu que a pequena Gwen, dormindo, seria enganada bem debaixo do próprio nariz, soltou uma risadinha perturbadora que mais parecia com alguém tossindo através de uma flauta de palhaço, agarrou a tora especial e começou a arrastá-la. O objeto era pesado e a pequena criaturinha o arrastava de forma a esbarrar em tudo quanto e fez tanto barulho que a menina acabou acordando. Gwen abriu os olhinhos, mas aquela cena foi tão surreal que achou que ainda estava dormindo, então ficou apenas encarando o diabinho travesso até que o mesmo desaparecesse pelo corredor, foi só quando olhou para a cômoda e percebeu a ausência da tora que a menina se pôs de pé. Ela correu para fora do quarto, mas o diabrete já tinha ido, desceu as escadas, pulando os últimos degraus para ganhar tempo e saiu pela porta da frente para o jardim onde seus amigos, já cansados de serem repreendidos pela brincadeiras, apenas descansavam de costas para a casa, conversando. Ele não estava lá. Então ela correu para os fundos e viu lá longe o vermelhinho voando desengonçado com o tronco seguro por mãos e pés, entrando cada vez mais fundo.

— Volte aqui, seu ladrão! — A menina gritou, abrindo o portão do quintal para entrar na floresta, mas parou ao sentir o frio, a temperatura fora do terreno da bruxa.

Owen e Penyin vieram correndo ao ouvir seus gritos e a impediram de ir mais longe.

— Foi o Imp, aquele ladrão! Ele roubou a tora!

— Que Imp? E a coroa? — Owen se referia ao enfeite da porta que também servia para bloquear os maus espíritos.

— Ele entrou por trás, o safado.

Owen não acreditava muito naquilo, mas a outra menina assentiu com força e recomendou que fossem eles mesmos lá buscar o bandidinho. Já era fim de tarde e entrar na floresta era proibido sem um adulto, ainda mais quase ao anoitecer, mas as meninas eram pestinhas e não se importavam. Na mesma hora, a menina mais nova correu para dentro de casa pela frente, tentando não chamar a atenção da mãe e da avó, pegou a capa e as botinhas, e quando voltou para o quintal, catou na casinha de serviço seu chapéu de palha para a jardinagem e uma vassoura. Penyin fez o mesmo e as duas se colocaram de frente ao portão do quintal.

Owen observava tudo sem acreditar, ambas arrumavam seus trajes e ponderavam a melhor forma de encontrar o Imp ladrão.

— Não faz diferença, deixa de ser teimosa, só vai arrumar problema! — O menino falou como a voz elevada, mas não a ponto de gritar. — E você, Pen, deveria parar de colocar essas ideia na cabeça da pirralha.

— Primeiro, não me chame de pirralha. — Disse Gwen.

— Segundo, vou te bater. — Disse Penyin avançando com o punho em posição e parando ao ver o pobre menino recuar.

— Terceiro, a tora foi roubada e se eu não for pegar o ano vai ser ruim! — A voz aguda, meio chorosa, vinha acompanhada dos olhinhos curvados em preocupação.

— Isso não é responsabilidade sua, volte para o seu soninho da tarde, a avó resolve isso. Ela arruma uma tora nova rapidinho.

A pequena menina tremeu em dúvida, e um pouco de frio, ela tinha medo, mas sabia que deveria fazer aquilo, mas do que dever, ela queria. A menina tentou calcular mais um pouco o castigo por aquela fugidinha, mas logo qualquer noção de certo e errado lhe escapou, quando Penyin, elétrica perto do portão, posicionou a vassoura e começou a cantarolar.

— Vamos logo, vamos! — Penyin sussurrou com entusiasmo, enquanto começava a encantar a vassoura.

A ruivinha assentiu, ignorou Owen e foi para perto de onde a outra estava.

Gwen então puxou a vassoura de palha grosseira contra o peito, acomodou entre os joelhos e se concentrou. Ela era uma bruxinha talentosa e o objeto não demorou a começar a flutuar, foi se afastando cada vez mais do chão até que estivesse em uma altura adequada, quase três metros, talvez um pouco mais. Começou então a fazer uma prece, para que os ventos as levassem até o Imp ladrão o mais rápido possível, puxou ar para os pulmões, o máximo que pode de uma vez só e soprou contra o cabo da vassoura.

A neve lá em baixo, sob os pés das meninas, curvou-se em uma espiral bem desenhada e foi subindo como um pequeno redemoinho e os ventos sacudiram os cachos selvagens. elas foram movidas e direcionadas e em um segundo chispavam, ziguezagueando entre as árvores para o centro da floresta. Era como descer de bicicleta por uma rampa íngreme, bastava inclinar o corpo de leve para direita ou esquerda, curvando o cabo para baixo para descer e para frente para subir. Penyin, no entanto, apesar de não ser tão boa com encantos quanto Gwen, era mais corajosa e girava a vassoura pelas correntes de vento ao som das próprias gargalhadas.

— Psiu, o diabrete vai ouvir! — Gwen cochichou.

— Eu quebro as asinhas dele! — Respondeu a outra, enquanto apertava a mão em punho, mas silenciou.

Elas voaram por entre os galhos nevados por pouco tempo, os ventos eram rápidos, logo estavam numa parte profunda da floresta, pouco iluminada naquele horário e fechada. Não havia qualquer clareira, e mesmo que houvesse, estaria escura em breve.

As meninas desceram de suas vassouras, tremendo, até o mais corajoso tremeria, mas elas respiraram fundo e começaram a se movimentar.

— Imp! — Penyin chamou, com as mãozinhas ao redor da boca. — Droga, esqueci as luvas.

Gwen também lamentou não ter trazido luvas, praguejando baixinho o pequeno diabrete por ser intrometido, mas o problema não durou muito tempo. Elas ouviram um “zoom” vibrando pelo ar e de repente um Owen de cabelos arrepiados para todos os lados descia da vassoura velha de varrer folhas da avó, resmungando. O menino olhou para cada uma delas de cima, apesar de ser mais baixinho de Penyin, e entregou um par de luvinhas de lã para cada uma das meninas. Ambas sorriram agradecidas para o rapazote e riram quando suas bochechas tomaram uma cor rubra quente.

— Então, por onde começamos? — Owen perguntou, contrariado por estar ali.

— Conhece algum feitiço para invocar diabretes? Ou talvez a gente possa pedir ajuda às fadas! — A mais nova andava de um lado para o outro, procurando nas fendas entre as raízes.

— Não acho que seja uma boa ideia, na verdade, nada disso é uma boa ideia.

— De qualquer forma, os ventos não erram, este é o lugar. — A garota mais velha pôs as mãos na cintura, tentando parecer experiente.

Eles não precisaram procurar muito, logo a risada anasalada do ladrãozinho apareceu, primeiro tão baixo que parecia estar longe, e depois foi ficando tão alto que doía os ouvidos. Ele voava como um insetinho, um besouro com asas barulhentas e desajeitadas zuando de um lado para o outro. “Senhor Imp!”, as crianças gritavam, pulando para tentar pegá-lo, mas ele era rápido, ainda que desajeitado.

— Senhor Imp, por favor, vamos fazer uma troca! — Owen tentou ser gentil, mas a criaturinha voou ao seu redor ainda mais rápido, gargalhando como uma flauta desafinada.

Eles pularam e se esticaram, mas a criaturinha não se deixou pegar. Então em algum momento, quando lá em cima no céu a lua estava em três quartos e, ainda que brilhante, era eclipsada por nuvens gordas e cinzentas, já mal dava para andar sem tropeçar em raízes saltadas escondidas na neve, o Imp saiu voando e Gwen conseguiu ver para onde, apontando para os amigos. Owen colocou um dedo sobre os lábios, pedindo que ficassem em silêncio, andou lentamente em direção a toquinha entre as raízes de uma árvore velha e meio caída que se apoiava em uma jovem e forte. Ele enfiou a mão o mais rápido que pode na toquinha, tateando ao som do grito assustado do diabrete e gritou junto quando o mesmo o mordeu, mas conseguiu puxar a Tora de Yule lá de dentro.

O ladrãozinho feioso saiu gritando, tentando puxar a tora de volta. “É meu, é meu!”, ele gritava em seu idioma ininteligível de grunhidos enrolados. Gwen e Penyin correram para ajudar o menino, a mais nova puxava e a mais velha tentava estapear a criaturinha, sem sucesso. Até que em uma pequena brecha, eles saíram correndo, deixando um Imp resmungão para trás. Mas eles correram para muito longe.

As três crianças foram para cada vez mais fundo na floresta e só perceberam quando pararam ofegantes para descansar. Inicialmente eles riram de alívio por terem conseguido recuperar o objeto especial, mas depois de perceberem que não estava ventando naquela parte e que não poderiam voltar com as vassouras porque as haviam perdido, a pequena Gwen finalmente deixou transparecer que tinha apenas seis anos e começou a chorar.

As lágrimas desciam quentes pelas bochechas enquanto os mais velhos lhe esfregavam as costas para que se acalmasse, mas ela só o fez quando sentiu as gotinhas acumuladas no queixo congelarem, por mais que esse fato a deixasse ainda mais triste. Ela chamou pela mãe, mesmo que soubesse que ela não a ouviria dali.

Os três estavam perdidos, com frio e fome e tinham toda certeza que quando voltassem para casa, se voltassem, teriam que pedir desculpas cem vezes com os joelhos em grãos de milho por tamanha desobediência. Eles se acomodaram um contra o outro para se esquentar e até tentaram invocar fogo, mas estavam com fome demais para se concentrar nos encantos. Foi nesse momento que a moça apareceu.

Ela era muito bonita, parecia ter vinte e cinco anos, talvez trinta, talvez dezenove, ela era jovem, com longos cabelos que não pareciam ser loiros, ruivos ou castanhos, mas de ângulos diferentes pareciam ser todos, o seu rosto era tanto anguloso quando arredondado e sua pele pairava entre um marrom como casca de árvore e algo tão pálido quanto flores secas. Ela usava uma túnica verde-folha longa e a barriga saliente estava bem marcada, ela era mãe.

A moça sorriu para as crianças, acariciou a cabeça de cada uma dela, limpou o rosto de Gwen, arrumou o cabelo de Owen e apertou as mãozinhas de Penyin, para esquentá-las, então as levantou, agarrou as mãos das duas meninas e fez com que o menino segurasse firme a barra de sua roupa, ela os levou através da floresta com muita segurança do que fazia e em momento algum as três crianças sentiram medo dela. De repente os três se viram em frente ao portão do quintal da casa da avó, soltaram-se da moça e correram. Quando Owen, o mais educado, lembrou-se de agradecer e virou para trás, ela havia desaparecido, e tudo que restara era uma faixa em linha reta de neve derretida por todo o caminho que eles tinham feito. Ele agradeceu mesmo assim, e fez uma prece para que a criança que ela carregava nascesse bem e saudável.

Quando as crianças chegaram à parte da frente da casa da avó, parecia que uma temporada inteira havia se passado com elas longe. As famílias de Penyin e Owen estavam ajudando a pôr a mesa, cortar lenha e terminar o preparo do jantar. Quando a mãe de Penyin a viu, correu até ela, lhe deu um tabefe sem força na nuca e a abraçou, a mãe de Owen lhe encheu de beijos e a de Gwen lhe lançou uma piscadela, Gwen bem sabia que a mãe cuidadosa como era nunca a deixaria longe de seus olhos, por mais que em nenhum momento a menina tivesse reparado em sua presença, ela devia estar de olho.

Apesar de tudo, eles não foram castigados, não naquele momento. Aproveitaram a comemoração ainda mais que nos outros anos, apesar da mente infantil de Gwen não ter guardado com detalhes os anos anteriores, ela sabia que estava mais animada. Os doces foram atacados, os preferidos de Gwen, aqueles que levavam chocolate, a menina comeu até laber os dedos com estalar de lábios. Bebeu apenas suco, o vinho era para os mais velhos, mas os bolos eram seus. Depois, eles decoraram a Tora de Yule com fitas e velas verdes e vermelhas, todos participaram do ritual e entoaram as preces para o renascimento do Sol. As três crianças ficaram orgulhosas por terem salvado a boa sorte no ano seguinte.

Mais tarde o tio de Owen, que era apenas oito anos mais velho que ele, mandou todos os pequenos se sentarem no tapete perto da lareira, ele se sentou na poltrona da Avó, se achando muito importante, Gwen pensou. Ele disse que naquela época do ano nós usávamos o verde para trazer coisas boas, o vermelho para afastar as ruins e uma coroa de flores e folhas na porta para convidar os bons espíritos para o jantar, ele também disse que no Yule a Deusa era Mãe e dava a luz ao Deus Sol, que depois vinha para nos aquecer e derreter a neve para a primavera.


Fim

25 Avril 2021 23:15:57 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
1
La fin

A propos de l’auteur

Talita Alvarez 𝚃𝚎𝚗𝚑𝚘 𝟸𝟶 𝚊𝚗𝚘𝚜, 𝚐𝚘𝚜𝚝𝚘 𝚍𝚎 𝚎𝚜𝚌𝚛𝚎𝚟𝚎𝚛 𝚎 𝚕𝚎𝚛 𝚎 𝚗𝚘 𝚖𝚘𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘 𝚜ó 𝚝𝚎𝚗𝚑𝚘 𝚏𝚎𝚒𝚝𝚘 𝚒𝚜𝚜𝚘 𝚖𝚎𝚜𝚖𝚘. 𝙴𝚜𝚌𝚛𝚎𝚟𝚘 𝚌𝚘𝚒𝚜𝚊𝚜 𝚚𝚞𝚎 𝚟𝚊𝚐𝚊𝚖 𝚎𝚗𝚝𝚛𝚎 𝚏𝚊𝚗𝚝𝚊𝚜𝚒𝚊, 𝚊𝚟𝚎𝚗𝚝𝚞𝚛𝚊, 𝚍𝚒𝚜𝚝𝚘𝚙𝚒𝚊 𝚎 𝚊çã𝚘. 𝙽𝚘 𝚖𝚘𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘 𝚎𝚜𝚝𝚘𝚞 𝚝𝚛𝚊𝚋𝚊𝚕𝚑𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚗𝚘 𝚖𝚎𝚞 𝚕𝚒𝚟𝚛𝚘: "𝙾 Ú𝚕𝚝𝚒𝚖𝚘 𝙰𝚛𝚖𝚎𝚒𝚛𝚘". 𝚃𝚎𝚗𝚑𝚘 𝚞𝚖 𝚋𝚕𝚘𝚐 𝚜𝚘𝚋𝚛𝚎 𝚕𝚎𝚒𝚝𝚞𝚛𝚊 𝚎 𝚎𝚜𝚌𝚛𝚒𝚝𝚊, 𝚘 𝚕𝚒𝚗𝚔 𝚝á 𝚊í 𝚎𝚖 𝚋𝚊𝚒𝚡𝚘 :)

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