sophialoren Sophia Loren

“Um homem que não se dedica à família jamais será um homem de verdade”. – O Poderoso Chefão. Ai, de quem se enganasse! Zemo não deixaria barato por terem sequestrado sua filha.


Fanfiction Comics Déconseillé aux moins de 13 ans.

#fuffly #violência #drama #marvel #Barão-Zemo
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Capítulo Único: Um homem dedicado à família. E mortal quando provocado.

Mesmo depois de tudo o que fizera, o mundo não havia aprendido ainda em como ele era letal. Não tinha piedade com ninguém que se colocasse em sua frente. Seja os Vingadores, organizações governamentais, terroristas ou algum outro criminoso.

Helmut Zemo, o Barão Zemo, era implacável. Sua frieza era uma característica que havia adotado depois da morte de sua família pelo Ultron. Suas habilidades de luta e com armas vinham do seu tempo de Coronel das forças de Sokovia. E sempre sabia com quem lutava. Se dava ou não para ter uma luta limpa ou completamente suja.

No momento, as instalações que invadia era de um nível tão baixo, que até ficava surpreso por aquele grupo terrorista ter sido capaz de pegar um de seus bens mais preciosos, para de alguma forma afetá-lo e ameaçá-lo.

Mas parece que se esqueceram o quão perigoso era mexer com ele.

Zemo era rico. Um barão. Coronel. Elite. E por ironia do destino era pai novamente. Ele não havia demorado três segundos para rastreá-los, quando o grupo sequestrou sua menina de dez anos. Na verdade, tinham sido otários demais em invadir sua mansão durante a noite. Como se o barão não tivesse uma segurança de alto nível — talvez se Tony Stark estivesse vivo, iria ter um pouco de inveja.

Ah, se ele estivesse na mansão no momento, poderia ter certeza de que pegaria os desafetos na porta de casa. Mas, estava resolvendo uns problemas. Por isso demorou quase um dia todo para chegar no local onde se encontravam os terroristas.

Helmut entrou no prédio. Não perdeu tempo se disfarçando, seguindo com passos firmes, e vestindo sua roupa um tanto ousada e chamativa. Sua máscara roxa em seu rosto, que só dava para ver seus olhos castanhos. O sobretudo de couro com plumas brancas no colarinho, cobriam a roupa social que usava. Ele somente pegou sua arma com silenciador para se defender. Era tão risível a segurança, que Zemo nem precisaria de ajuda de terceiros, e executou todos que apareciam pela frente.

Era tão tedioso, aqueles capangas nem lhe davam emoção de lutas. Logo pegou um atalho até onde os chefões estavam. Entrou na sala do último andar e não deu tempo dos homens do local fazerem nada, Zemo continuou seu banho de sangue, parando só para recarregar a arma.

Talvez tenha descarregado mais a arma no chefão. Talvez tenha torturado antes para obter as informações de onde sua filha estava. E acabado com toda a descendência do infeliz dias depois.

Desceu ao subsolo, e sabendo o número da sala onde mantinham a menina, Zemo nem sequer parou. Agora, um pouco mais apressado, mas ainda em uma caminhada silenciosa.

“Duzentos e sete”, “Duzentos e sete” repetia em sua cabeça para aplacar a ansiedade. Se aqueles demônios tivessem tocado num fio de cabelo da Natássia, Zemo encontraria um jeito e traria os idiotas de volta à vida só para torturar e matar mais cruelmente.

Encontrou a sala no fim do corredor, e rapidamente passou o cartão para destravar a porta. O recinto era pequeno, abafado, com ar viciado e cheiro de mofo. Era sujo e cheio de infiltrações. Zemo ficou muito indignado. Era ali que mantinham sua filha? Sim, ela... Passou os olhos por todo o quarto, encontrando uma menininha fofa em seu pijama cor de rosa. Natássia estava encolhida em um cantinho que parecia ser menos sujo.

O rostinho estava inchado e os olhos vermelhos de tanto chorar. Assim que Zemo entrou, ela se encolheu ainda mais com medo. Seus lábios tinham resquícios de cola da fita adesiva e seus punhos marcas de algemas.

Ele deu um passo à frente na direção de sua filha que se encolhia cada vez mais. Logo percebeu que ainda estava com aquela máscara. Rapidamente retirou o pedaço de pano do rosto. Ficou aliviado por sua filha se acalmar ao ver quem ele era. Em poucos segundos ela já estava grudada em sua cintura. Zemo logo a pegou nos braços, e guardou a arma dentro do sobretudo, mas a deixando fácil o acesso, caso precise novamente.

— Paiê! — choramingou a menina, apertando o sobretudo. — Eu estava com medo! Quero ir para casa!

Aquilo foi como um tiro em Zemo. Mesmo que os culpados estivessem mortos, não poderia extinguir o que se passou com Natássia e nem seus possíveis traumas. Deveria ter sido mais rápido. Devia ter estado na mansão no momento.

— Sinto muito pela demora, Natássia. — Zemo pediu com sua voz tipicamente calma, fazendo um cafuné na pequena e a analisando, para ter certeza de que ela não tinha mais nenhum ferimento. — Papai deveria ter sido mais rápido. — Alisou os punhos vermelhos e feridos da filha. Rápido? Ele deveria ter evitado qualquer falha na segurança interna. Ter tido muito mais cuidado nas pessoas que contratava na mansão.

— Papai está aqui, e é isso que importa. — Disse a garota, desenterrando o rosto do peito do pai para podê-lo encarar, com seus olhos do mesmo tom que os dele. Era incrível a genética, Natássia era uma mistura bem feita de Zemo e a progenitora da menina que foi uma amante qualquer. Tinha traços exóticos, mas ninguém poderia dizer que não era filha dele. — Sabia que papai viria me buscar.

Aquilo de certa forma o pegou de surpresa. Não deveria, mas o pegou. E com aqueles grandes olhos castanhos olhando... Sua filha era muito fofa. E a amava tanto! Sorriu mínimo, a apoiando melhor entre os braços.

— Vamos para casa. — disse Zemo, ao avançar para a porta, mas parando segundos depois. Tinha um mar de sangue pela frente, sua filha não poderia ver aquilo. — Feche bem os olhos. Não os abra até eu permitir. — Encarou os olhos inocentes da filha, que parecia um pouco confusa pelo que havia sido dito.

A menina assentiu, quando seu pai usava aquele tom era porque a coisa era muito séria. Fechou os olhos com força e enterrou o rosto de volta ao peito de Zemo, que colocou uma mão na parte de trás da cabeça da filha, para ter realmente certeza de que Natássia não veria nada.

Então Zemo voltou a andar, sempre atento nas redondezas, mesmo tendo a certeza de ter matado todos naquele prédio. Subiu as escadas, e friamente observou a matança pelos corredores até chegar do lado de fora.

Já era noite no lado de fora, muito mais tarde do que gostaria — havia entrado naquele lugar no final da tarde — e pela posição da lua, deveria ser o dia seguinte.

Como a madrugada estava fria, cobriu sua filha com uma parte de seu sobretudo, para que não sentisse frio. Era uma longa caminhada até o carro. Quando estava longe o suficiente, Zemo voltou a falar com Natássia.

— Natássia, já pode abrir os olhos, minha filha. O perigo já passou. — Zemo disse num sussurro.

A menina abriu seus olhos, mas o sonho já pesava. Olhou para a expressão séria do pai e sorriu. Tinha sido tudo muito assustador, pensará até que morreria, mas nunca deixou de confiar que seu pai iria buscá-la.

E ambos seguiram o fim da jornada na madrugada escura e fria.

3 Avril 2021 10:10:21 3 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Sophia Loren Só uma garota que gosta de escrever... ...Ler, ver filmes, animês e sempre tentando ser organizada com as leituras e escrita. Minhas áreas de escrita divergem entre fuffly, drama, angst, romance e família. Trânsito nas fics as vias da Marvel (as vezes DC), animês e livros. Podem encontrar de séries também. Bem-vindos ao meu cantinho! 

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Isís Marchetti Isís Marchetti
Olá, Sophia! Tudo bem com você? Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Quanto tempo, haha, andei meia sumida, não é?! Nossa, cara, que conto perfeito, meu Deus! Eu consegui imaginar tudo bem como uma cena de filme em que o pai corre contra o tempo para salvar o filho, o mais engraçado é que eu conseguia imaginar perfeitamente um John Wick na pele dele e eu queria ter lido mais sobre a parte da ação em que ele entra e mata todo mundo, haha. Eu realmente me empolgo demais em cenas de ação e eu sou apaixonada por histórias que descrevem tudo bem explicitamente que fica de fácil imaginação. Na verdade, entre alta fantasia e histórias de “violências criminosas” são os que mais me chamam atenção, às vezes eu não consigo resistir em ver um daqueles romances super clichês, é claro. E eu me empolguei e não parei mais de falar, ;-; Bom, vamos lá. A coesão e a estrutura do seu texto estão ótimas. A narrativa está proporcionando um texto muito agradável e de boa leitura, simplesmente flui e fez com que eu devorasse cada palavra, as cenas de ação por mais que tenham sido meio contadas por cima, eu gostei muito da forma com que você descreveu o ambiente, fazendo que eu me sentisse lá dentro e visse tudo com meus próprios olhos. Quanto ao personagem, eu simpatizei demais com ele por ele ter movido o mundo pra salvar sua filha, foi a coisa mais linda e super real, porque eu acredito, sim, que qualquer um faria o impossível pelos filhos. Fiquei com o coração bem quentinho. Quanto à gramática, seu texto está bem escrito e desenvolvido. Foi um prazer ter tido a oportunidade de ler esse projeto seu. Abraços e nos vemos por aí.
April 12, 2021, 19:33

  • Sophia Loren Sophia Loren
    Olá, Isís! Que bom lhe ver por aqui novamente <3 Ai, obrigada! Sabe, agora que me toquei que o Zemo está como uma versão do Jonh Wick! Hahaha! É que eu estava meio descontente pelo fato da Marvel sempre mostrar o Zemo como um homem que depende de terceiros em seu plano. Enquanto nos quadrinhos ele vai lá e faz. Enquanto a falta de descrição explícita da violência... É que eu não sei fazer isso. Preferi deixar para o leitor imaginasse com a pouca informação que coloquei. Obrigada novamente, querida <3 Fico muito feliz que tenha gostado tanto! Beijos! April 12, 2021, 19:57
  • Sophia Loren Sophia Loren
    *John Wick. Ah, você me pediu para te avisar. O mangá de Shingeki no Kyojin já foi finalizado ^^ Se ainda tiver curiosidade de ler rs. April 12, 2021, 20:03
~