makitasama Makita Sama

Conheci essas duas pessoas incríveis, digo, irritantes durante a faculdade e nós estamos juntas até hoje. Quem diria que odiar tanto alguém pode se transformar em um laço tão forte.


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Primeiro encontro

— Ei! Olha por onde anda! — O dia mal começou e já estou tendo problemas na faculdade, pois uma das pessoas que eu nem conheço, decidiu que iria esbarrar em mim sem motivo. E não é só coisa que eu estou inventando, pois ela ainda por cima riu de mim, ou seja, ela quer mesmo se ver comigo depois.

— E tem como não ver uma pessoa toda colorida? Parece até um arco-íris ambulante

— E você que nem estilo tem de tanto branco? Bem, eu sou uma pessoa bem cruel, mas não posso esquecer de perguntar algo importante, quais pronomes quer que eu use?

— Use qualquer um, só não ache que eu vou me importar com a opinião de alguém que eu vi pela primeira vez. — Decidi sair do local e antes que eu pudesse perder a oportunidade, mostrei o dedo do meio para ela com um sorriso no rosto.

Como era de se esperar, retribuiu o ato e nós voltamos para os nossos destinos, pois como sempre, é difícil se encontrar na faculdade. Assim que achei a minha sala, fui aproveitar o tempo com as minhas amigas, ao menos antes que o docente chegasse e acabasse com a nossa felicidade.

— Não acredito que você deixou ela sair ilesa. Se fosse a Heloise que eu conheço, teria no mínimo arrancado vários fios de cabelo.

— Eu já estava atrasada, senão eu teria acabado com ela. Enfim, parece que nossos momentos de paz acabaram. — Nós rimos e o professor nos olhou bem feio, como sempre.

Decidimos copiar a matéria dessa vez, pois precisaríamos para passar na prova, senão a gente teria ignorado mais uma vez. Sabemos o quão importante é ter um curso superior e realizar as matérias de maneira satisfatória, porém é tão complicado que me causa preguiça.

Se não fosse pelo meu amor aos animais, eu com certeza já teria desistido de fazer veterinária. Um curso extremamente pesado, com matérias demais, horas extras em excesso, tudo errado.

Bem, terminada a aula, já que narrar isso seria um saco, notei que aquela mesma pessoa havia aparecido de novo na minha frente. Se ela desejava brigar comigo de maneira mais feia, então ela conseguiu.

— A minha maior fã apareceu, quem diria. Agora saia da minha frente ou eu vou acabar com você.

— Então acaba. Eu quero só ver se terá coragem. — Me aproximei do seu corpo e logo segurei seus cabelos brancos, tentando arrancar um por um dos fios.

— Parem vocês duas! Estamos em uma faculdade! Se querem brigar, façam lá fora. Eu em. — Que pessoa estranha, ela usa só preto mesmo morando no Brasil, não sei como não morreu de calor.

Enfim, nós voltamos aos nossos rumos e descobrimos que teríamos aula bem próximas, uma vez que ela decidiu pegar uma optativa por aqui. Não entendi como ela funciona, entretanto vou apenas aceitar que ela sentiu o mesmo que eu.

Assim que pisei dentro da classe, ouvi várias broncas de pessoas próximas, afinal, se eu já havia maturidade suficiente para estudar em uma universidade, também já era hora de parar com brigas desnecessárias, pelo menos de acordo com elas.

Com tudo terminado, resolvi olhar as minhas redes sociais para ver se o vídeo caiu na internet e se estavam usando isso contra mim. Por sorte nada disso ocorreu por enquanto, dando-me chances de defesa.

Como a matéria era bem simples e calma, pude descansar um pouco a minha mente e quando vi, estava no meu décimo sono. Infelizmente eu tenho problemas com insônia desde a adolescência, por isso era a hora perfeita para deixar tudo em dia.

Terminado o dia cansativo, peguei meus materiais e voltei ao meu lar, até que a pessoa estranha de repente resolveu falar comigo.

— Ei, qual seu nome? E mais, por que estavam brigando? — Dizia em um tom bem cruel.

— Sou Heloise e você? Ela havia esbarrado em mim e feito pouco caso disso.

— Me chamo Alyssa. Eu entendo que isso irrita a gente, eu mesma teria só lançado um olhar sádico, mas não pode de forma alguma brigar desse jeito! Você, como pessoa negra, tem que entender que manter o estereótipo de agressividade só vai te fazer mal a longo prazo.

— Eu sei. Peço desculpas por ter causado tudo aquilo. — Ela ficou bem surpresa e me abraçou, ficando desse jeito comigo até começar a sair boa parte dos estudantes.

— Tudo bem. E eu falei com ela também, porque tudo tem dois lados. Se vocês duas passarem de novo por uma situação dessas, eu vou divulgar o vídeo, entendidas? — Dessa vez o olhar foi ainda mais sádico, fazendo meu coração acelerar muito, por mais que eu não devesse deixar meus lados tão na cara.

Apenas concordei e depois de um tempo pude voltar para casa, dando-me chances de sair um pouco daquele inferno.

Foi quando eu recebi várias mensagens no meu Whatsapp, sendo a foto daquela mesma aluna que falou comigo antes de eu estar no meu quarto. Bem, se as coisas poderiam ficar tão estranhas, eu deveria ter uma chance de prever para me precaver.

Se ela me encontrou por meio de outras redes sociais, deve ter descoberto que eu sou uma pessoa bem masoquista e isso pode ter instigado a continuar conversando comigo. Enfim, que dia bizarro.

"Podemos conversar sobre BDSM? Vi que você fala muito sobre e se não tiver em um acordo exclusivo, queria muito poder descobrir mais sobre você".

2 Avril 2021 01:56:37 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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