asheviere Marianna Ramalho

A Floresta Profunda estava sempre à espreita no coração de todas as florestas, terra de mistérios e perigos. Após perderem-se do caminho, três irmãos lutam para voltar para casa. Mas há algo neles que a Floresta deseja, e não é de seu feitio deixar algo escapar. [Double Drabbles: Capítulos de 200 palavras pelo contador do Nyah! Fanfiction]


#22 in Fantaisie Déconseillé aux moins de 13 ans.

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O Pó da Terra

As crianças do povoado achavam aterrorizante que a família de Ascian vivesse tão perto da Floresta Profunda. O povoado já temia às florestas em geral, mesmo que precisasse delas para sobreviver, preferindo regiões abertas do campo ou largas clareiras. Velhas viúvas diziam que fantasmas eram atraídos pelas matas, e as crianças temiam fantasmas e outras coisas mais.

Ascian achava besteira. Vivia na floresta desde pequeno e nunca viu um fantasma. Mas a Floresta Profunda era um enigma que o atraía. Não de uma forma corajosa, mas alerta. Não tinha um dia que Ascian não estivesse atento à proximidade dela. Às vezes perdia horas na estranha afecção, parado na frente do casebre de madeira, estudando as sombras das árvores gigantescas como se algo pudesse sair de lá e alcançá-lo.

— Você se preocupa demais, meu querido – dizia sua mãe, a voz cheia de doçura. – Apenas não entre lá, e nada vai acontecer.

— Pare de aterrorizá-lo, Vivienne, criamos ele para ser homem – repreendia o pai quando ela tentava tranquilizá-lo, sempre afiando o machado.

Os irmãos lhe entendiam. Do mais velho ao mais novo, todos sabiam que a Floresta os espreitava, fosse para levá-los ao topo do mundo ou destruí-los ao pó da terra.



***


“A Floresta Profunda, o coração de todas as florestas, não é terra proibida aos humanos, pelo contrário. Mas ela é o reino de Meldrie e tem suas próprias regras. Conheça bem o caminho, pois a Floresta nada deve aos humanos; não lhes deve clareza, não lhes deve justiça, não lhes deve a vida.” — Excerto retirado do livro ‘O Sagrado Primeiro’, resgatado da Biblioteca de Yrilla por um sobrevivente no ano de 1114. Parte do acervo particular da Realeza de Yaz desde 1143. Traduzido da Língua Primeira pelo Feiticeiro da Corte, Arcaent Tsarin.

2 Avril 2021 02:59:59 5 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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