aloucadoscavalos A Louca dos Cavalos

Ano de 2025 O Muro da Vergonha do RJ é o responsável pela segregação social ocorrida no estado desde 2009, separando e cercando a classe baixa dos bem afortunados, condenando a periferização e marginalização grupos de pessoas da sociedade devido fatores cruciais das cidades. O que ninguém cogitou, nem mesmo o governo responsável pela obra, é que este mesmo muro agora separaria cruelmente o restante da raça humana em risco de extinção e antropomorfos por todo o Brasil.


Post-apocalyptique Interdit aux moins de 18 ans.

#distopiabr
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Pátria Amada

História participante do desafio #DistopiaBR

Fiz esta história em estilo documentário pois me inspirou dessa forma e seria a forma mais coesa mesmo em narrar ela, infelizmente não ficou tão precisa pois não tenho domínio dessa narrativa.

Foi um grande desafio em todos os sentidos e de todas as formas, escrever essa história e cumprir com o tema proposto. Boa leitura!

Aviso de opressão, chacina, sangue e sofrimento.



Ano de 2025

O Muro da Vergonha do RJ é o responsável pela segregação social ocorrida no estado desde 2009, separando e cercando a classe baixa dos bem afortunados, condenando a periferização e marginalização grupos de pessoas da sociedade devidos fatores cruciais das cidades. O que ninguém cogitou, nem mesmo o governo responsável pela obra, é que este mesmo muro agora separaria cruelmente o restante da raça humana em risco de extinção, e antropomorfos por todo o Brasil.


Ano de 2021

As mídias comemoram a chegada da vacina contra a Covid-19 criada no Brasil, McFioti estoura com sua canção Vacina Butantan, Anitta se oferece para se tornar garota propaganda, o Instituto Butantan libera as doses da Coronavac e uma primeira brasileira é vacinada, sendo uma enfermeira do grupo de risco e que trabalha na linha de frente contra esse vírus mortal.

Enquanto a onda de esperança, felicidade, receios e especulações dominam a atmosfera do país, dentro do Hospital das Clínicas em SP lidam-se com um novo problema… ou o que poderia vir a ser, uma solução. A profissional de saúde encaminhada para uma sala isolada após a dispensa das câmeras e reportagens, sofria uma mutação genética e ocasionava estrondos.

No lugar da pele negras reluzente escamas verdejantes eram vistas, o jaleco jazia despedaçado por mãos de garras, uma cauda comprida e desastrada debatia nos utensílios levando a queda, a força brusca adquirida pela mulher derrubava os móveis próximos causando barulheiras e suas pupilas incomodavam-se com a claridade.

Fosse obra do destino ou uma das únicas coisa real cuspida da ignorância do presidente, ocorreu transformação em jacaré.

E em muitos outros animais.


Junho de 2021

Brasileiros são criaturas intelectualmente frágeis e patéticas, único reconhecimento que devem ter é viverem constantemente em ruína por não se preocuparem com inteligência e se absterem de ignorância.

Os exilamos e invés de sobreviverem, extinguem-se em aglomerados e encontros por não serem capaz de sobrevivência se isto incluir distanciamento social, corpos apodrecidos a céu aberto exalando COVID-19 que diferente do que julgavam ainda é o maior assassino nos dias atuais, corpos apodrecidos por disputas territoriais e alimentícia, prostituição degradante por alimentação e sobrevivência, nascimentos descontrolados de crianças, aumentos de natimortos, alta taxa de mortalidade e corações despedaçados com a partida de entes queridos na revolução.

Como escrito nas sagradas escrituras que os humanos seguiam com tanto afinco “Deixe que os mortos velem seus mortos”. Todos já são mortos no espírito e guardam entre si lembranças de um país que jamais será o mesmo enquanto esperam o livramento de suas vidas, sejam pela morte, pela vinda do Filho do Homem ou em ser selecionados para tomarem a vacina.


Final de 2019 a meio de 2020

Sociedades secretas das mais variadas razões são do conhecimento da humanidade, porém jamais compreendidas portanto desacreditadas, tal prova da ignorância em não compreenderem e tampouco se esforçarem em deduzirem informações, quando se revelou por meio dos jornais e mídia a respeito dos animais selvagens que devido às queimadas na floresta amazônica e nos biomas brasileiros, resultaram em uma extinção em massa da fauna.

Profissionais de todas as áreas voltadas a animais sendo eles médicos veterinários, biólogos, oceanografistas, zootecnistas, ecologistas, cientistas naturais e até mesmo terapeutas ocupacionais que trabalhavam com animais para cura de doenças, utilizaram as redes sociais para espalharem as notícias terríveis para uma população estúpida que nem sequer se importavam uns com os outros ou não teria ultrapassado o terror de 225 mil mortes humanas.

Enquanto a quarentena era cobrada e exigida para protegerem-se em suas casas, os hospitais lotavam seus leitos, respiradores eram escassos e defuntos se empilhavam, trabalhistas que não se preocupavam apenas com suas famílias e círculo social arriscavam suas vidas viajando para os lugares cauterizados procurando coletar amostras ou vestígios da vida selvagem que um dia habitou no país, alguns animais sobreviventes em situações de quase morto foram levados para abrigos para coleta de DNA.

As sedes de pesquisas localizado em duas importantes ilhas afastadas e proibidas de visitações, o Atol das Rocas localizado no Rio Grande do Norte e a Ilha de Alcatrazes localizada em São Paulo, foi utilizada para preservar estes animais e enquanto o grupo posicionado em RN prestava assistência aos animais dos biomas próximos como a Caatinga, Cerrado e Amazônia, o grupo de SP atendia os biomas da Mata Atlântica, Pantanal e Pampa.

Grande tormento recaiu sobre os oceanografistas e biólogos ao notarem que, devido o aquecimento do Oceano Atlântico por consequência do aquecimento global do ar e influenciado pelas queimadas no território brasileiro, a vida marinha estava condenada e várias espécies haviam sido extintas.

Com uma crise de pandemia nas mãos brasileiras e junto de um morticínio animal, abandonados por mais da metade de uma população de 211,8 milhões de habitantes, pessoas dispostas a realizarem o impossível para preservar a natureza e a vida em todas as suas formas, estudaram formas e se uniram a cientistas para criarem uma salvação.


Janeiro de 2021

Com uma quantidade de mais de 100 profissionais de saúde vacinados e com a quantidade de 2 milhões de pessoas vacinadas, os responsáveis pela criação, modificação e alteração da vacina mantiveram tudo em segredo, estas pessoas que receberam a dose permaneceram silenciadas a respeito da mutação ou se reclusaram para as ilhas prevalecendo as mudanças sofridas, os profissionais da saúde continuaram com seus atendimentos protegidos pela discrição, utilizavam máscaras, capacetes e somente as mutações esguias e com facilidade de se locomoverem entre os humanos foram permitidos, como caninos e felinos.

A primeira profissional vacinada que se transformou em um aligatorídeo continuou empenhando sua função, porém restando atendimento aos humanos mutados junto com psicólogos e os explicandos, orientando a necessidade a respeito de continuarem sigilosos enquanto conseguiam ganhar força e massa.

Uma preocupação bastante recorrente: O presidente da República, porém uma medida já estava sendo tomada.

As pessoas vacinadas no Distrito Federal haviam se tornados espiões para a sociedade secreta e estavam a par de tudo que ocorria com a presidência e todos os meios tomados e ludibriavam o governo com as decisões, aprovações e movimentações para benefício próprio da nova sociedade que começava.


Maio de 2023 – RS

Guardas antropomorfos armados e sérios se posicionavam em frente ao Hospital das Clínicas pioneiro responsável pelas vacinações no estado do Rio Grande do Sul, humanos contaminados pelo vírus faziam filas atrás das grades, alguns em desespero com dificuldade respiratórias se engatinhando para perto, outros ardendo em febre, crianças nos colos de mães moribundas, corpos com disenteria grave, caos absoluto, choros desesperados, lamúrias, prezes e poluição sonora para humanoides de audições sensíveis.

Um tiro pro alto e silêncio.

Uma enfermeira equina de pelagem gateada abriu a porta do hospital para atender a multidão efervescente, fez um aceno para os guardas, o canino que empunhou a arma deu um passo a frente e a bovídea abriu o portão bradando a arma e gritando com os humanos, o cachorro abriu caminho entre a multidão e trouxe várias crianças e suas mães estavam desesperadas por terem seus filhos roubados, tentavam impedir se enfiando no caminho e sendo jogadas de volta ou pisoteadas.

As crianças estavam chorando por estarem afastadas dos pais, pela fome, pelo frio, pelos sintomas da gripe, medo dos novos presentes e certamente, medo de agulha no entanto permaneceram soluçando silenciosamente, a égua aproximou-se primeiro de uma menina, ergueu a camiseta rasgada e suja, e seu coração se atristou ao enfiar a agulha no braço magricela.

Alguns minutos depois e a criancinha estava silenciosa se observando, foi transformada em uma onça-pintada, uma longa cauda se agitava lentamente e seu corpo amarelo era tomado por pintas pretas e possuía lindos olhos castanhos luminosos devido o choro anterior. A profissional lhe sorriu delicadamente e feliz lhe desejando boas-vindas e encaminhou-a para uma sala, onde um médico pediátrico passeriformes quero-quero, esperava e deu assistência a criança, secando suas lágrimas e lhe dando comida.
A segunda criança sendo um garoto virou um cachorro, a terceira uma cachorra, o quarto um boi, a quinta uma gata, o sexto outro cachorro, a sétima uma pardal, o oitavo um rouxinol, a nona uma garoupa e o décimo um coelho e entre outros. De todas, a onça foi o único animal silvestre conseguido da região de seu bioma.
Uma vez vacinado, a criança sofria um processo de desmemorização o que causava retardamento a respeito do ocorrido, da razão e de tudo ao redor, a criança desesperada havia se calado, olhava ao redor agora desentendida, o sentimento por sua mãe havia se esvaído, porém lembrava-se de quem era, mas não possuía consideração ou vínculo e apenas tinha o recebimento dos agora, companheiros de raça ainda que fosse a única onça.
Foram divididos e apenas a primeira criança ficou separada por ser de uma espécie silvestre, pois o foco das operações eram resgatar a vida silvestre e após disponibilizar a vacina para todos sem regalias, todavia devido à repercussão da vacina para os humanos, foram obrigados a vacinarem profissionais de saúde e idosos.

A vacina fora criada com a designação de salvar os animais brasileiros inserindo o ‘DNA’ do animal a fórmula do vírus, contudo se fortaleceu e distorceu para todas as espécies da fauna e animais que compõem o país.

O real objetivo é vacinar a população jovem e as crianças e agora não haverá mais nenhum empecilho, pois a única preocupação fora usurpada.
Homens débis tentavam escalar as grades ou atacar os guardas, no entanto logo foram golpeados com coronhadas, mães aflitas gritavam dolorosamente por seus filhos, incapacitadas de louvarem suas próprias mortes vindouras e agradecer que seus descendentes viveriam em uma nova sociedade.
Tamanha balbúrdia ocorrida que a enfermeira permitiu um adulto jovem adentrar e a guarda liberou acesso para uma das mães que estava miserável, o cachorro farejou a humana e não encontrou odor característico da contaminação pelo vírus e ela foi salva.
Mãe e filha onça-pintadas estavam felizes por terem se reencontrado nessa nova vida que devido o companheirismo das raças foi permitido retomarem o vínculo maternal, onde deixaram para trás um passado cruel de dores e se abriam para um novo futuro de vastidão.


Janeiro de 2023 - DF
A re-eleição do presidente eleito em 2019 ocorreu em 2022 e o momento de sua posse acontecia.
No Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados e Senado Federal ali presente estavam reunidos deputados, vereadores, senadores, demais cargos, pessoas e o presidente da república reeleito no ano passado e em sua posse no ano atual, para a cerimônia de sessão solene, nos assentos de couro criaturas assentadas das mais vis e avarenta natureza.
O ano anterior foi um ano de muitos avanços para a sociedade secreta, que ainda refletiam para a criação de um nome para o novo Brasil, agora com o acontecimento mais importante e última barreira a ser conquistada para a revolução se completar.
Enquanto homens de colarinho branco aguardavam o resultado das votações, não estavam cientes que milhares de antropomorfos se encontravam posicionados nos corredores do local e nas bancadas trajados com ternos e devidamente posicionados e apresentados, para uma ilusão.
Após tocar o hino nacional e o presidente segurar em mãos seu discurso e se posicionar para falar, um barulho de rompante interrompeu quaisquer ações seguintes por um intervalo de longos minutos.
Localizado no lugar reservado para visitantes e se levantando um por um equipados de metralhadoras M4A1, uma celebração de diferentes humanoides sincronizados seguraram o gatilho das armas e de forma robotizada, circularam descarregando seus pentes e balas voaram por todo o local.
Tiros vindo dos corredores se reuniram sendo silenciados pelos do interior e somente sabiam da chacina os animais, pois não haveriam sobreviventes e nem humanos que conseguissem captar esse momento, além da morte súbita pelos disparos.
Madeiras, couro, sangues, membros, projéteis, capsulas, buracos de tiros, vidros, papéis tampavam a visão como uma bomba de fumaça.
Um minuto de silêncio concretizado.
Os responsáveis pela chacina recarregaram suas armas e se retiraram do local não contentes em melarem suas patas por não haver um piso sequer sem estar coberto de sangue.
No Palácio do Planalto a residência do presidente, enquanto indivíduos aguardavam ansiosamente e calorosamente a chegada do presidente no veículo rolls royce para a exibição da faixa presidencial, o automóvel não voltou da forma que havia ido, a capota estava coberta e igualmente duas presenças, uma masculina e uma feminina subiram a rampa de acesso à residência.
Quando entraram no cômodo dedicado ao discurso do presidente, os dois representantes se revelaram para a população, eram dois antropomorfos que haviam assumido a presidência do país.
A presidenta, uma cachorra border collie de coloração azul merle com heterocromia e o vice-presidente, um golfinho cinza de caráter amigável e inteligência indubitável, ambos selecionados e treinados arduamente nesses dois anos para cumprirem com esse propósito, estavam honrados com essa oportunidade.
Os animais escolhidos eram os maiores no ranking animal de inteligência, a combinação seria altamente benéfica para o país e um iria auxiliar o outro na presidência da nação.
Após a subida dos novos presidentes para discursarem, antes de iniciarem suas falas e promessas, foi realizado a comemoração com a sequência de vinte e quatro tiros de canhão, a multidão apoiadora do então presidente morto, estavam receosos com a visão de uma criatura humanoide no domínio do país e começavam a ficar inquietos. Cessando os sons dos tiros dos canhões, a presidenta ergueu algo que chamou a atenção de todos.
A cabeça decepada do ex-presidente da República, que balançando-a segurando nos cabelos do humano bradou seu discurso.
"Esse homem não representava o país dele e tampouco, representa a nós. Causou muita dor a nossos irmãos nas queimadas, nas caças, nas pescas e pelas ruas! É uma bárbarie que permanecesse entre nós, os humanos não são dignos dessa terra que deixaram para ser destruída!”
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida, no teu seio, mais amores

“Incapazes de se orgulharem com o que faz da nossa nação tão bela e rica, mas agora os ventos de revolução sopraram e a mudança chegou!”
Brados, rugidos, relinchos, cantos, palmas, miados, latidos e uma sintonia de vários sons felicitantes e comemorativos. Os sons de opositores não foram ouvidos pois, não era o momento para isso. Era uma vitória da natureza.
O vice-presidente bateu palmas soltando assobios e segurou pelo cabelo a cabeça que lhe foi passada e arremessou para o ar, o que foi metralhada e explodiu em milhares de pedaços.
As multidões de humanos que haviam permanecido na Praça dos Três Poderes, começavam a demonstrar seus receios e medos vaiando, lançando pedras e atirando lixos manifestando seus desgostos.
A presidenta, vestindo a faixa presidencial confeccionada de seda, costurada com fios de ouro e diamantes engastados, e o vice seguraram a bandeira do Brasil e quando eles ergueram-na o vento se agitou na bandeira que realizou movimento undoso e o sentimento patriota dominou o coração de cada um dos antropomorfos ali presentes.
De frente para a praça, um a um dos animais apontaram sua carabina e em sincronia, apertaram o gatilho dos fuzis de assalto e os cartuchos explodiram liberando suas balas pontiagudas e mortais abatendo cada um dos indivíduos presentes na praça, que por não terem onde se proteger por conta da aglomeração, morriam sufocantes com os corpos perfurados pela chuva de projéteis.
O pátio da praça foi encoberto de sangue viscoso, bandeiras meladas misturavam o verde e amarelo da pátria com a coloração vermelho da revolução.


Ano de 2022
Divergindo das notícias no ano anterior que em 2022 a população brasileira estaria vacinada, a realidade apresentavam-se 50% da população sadia de jovens havia sido vacinada e transformada em antropomorfos, a outra metade foi abatida, por que eram um risco para a sociedade caso se reproduzissem, pois não pegavam o vírus novamente, os jovens doentes, os idosos, crianças prematuras, crianças menores de dez anos e bebês foram abandonados em isolamentos protegidos por muros e deixados para morrerem.
As notícias informadas pelos humanos eram falsas, as vacinas não haviam chego para todos e tampouco fora distribuída aos grupos de riscos, apenas enquanto não dominavam o Instituto Butantan, mas quando os antropoides dominaram as forças médicas, as importações de produtos, as alterações das vacinas e consecutivamente todos os pontos de apoio e controle, a humanidade foi privatizada do acesso às doses conforme as influências da sociedade secreta.
Essa dominância gerou conflitos, de modo que muitos humanos que se rebelaram no ato da vacinação ou em algum outro momento e de alguma outra forma, foram mortos, servindo de exemplo para os demais e gradativamente, os antropomorfos conviviam em sociedade com os humanos, trabalhando nos jornais para desviarem as notícias e entrevistas, se a humanidade não possuí forma de alienação a massa torna-se mais leiga e portanto acreditam no que lhes é informado acreditando ser a verdade, deste modo a humanidade acatavam as demarcações dos animais como um rebanho conduzido ao matadouro, se isolaram acreditando ser o correto, aglomeraram-se nos isolamentos, não apareciam nos mercados por serem proibidos e oprimidos e morriam de fome, não exerciam suas funções nas empresas por conta dos novos funcionários antropomorfos serem eficientes em rapidez e agilidade ocasionando em demissões em massas dos humanos e logo os animais controlaram essas empresas.
A imagem que se passava do país para o presidente, era um país se desenvolvendo e enriquecendo, sem que visse o real estado dos seus apoiadores com essa propaganda de bem feitoria, conseguir a influência no Senado e consecutivamente a presidência, não seria um plano difícil, as eleições desse ano haviam sido óbvias, num país onde quem comanda é eleito por se identificar com os seus apoiadores apenas poderia ter um resultado, o disco não giraria, mas repetiria e seria nessa repetição que enfim, causariam a revolução pelo processo mais importante.
O segredo para criar uma sociedade sucedida e oprimente, é apenas fazer uma lavagem cerebral e impor valores corretos.
Os humanos vacinados que passavam pela mutação que era gerada imediatamente, os que demoravam de meio minuto a uma hora para se transformarem eram levados para uma sala segura os quais seriam observados e verificados caso não ocorresse a transformação por completo seriam mortos igualmente com os que a vacina era combatida no organismo que reagia contra a cura.
Muitos jovens apareciam para serem vacinados possuindo toleima e uma animação que não se continham, outros estavam receosos e apenas compareceram, por terem sido requisitados obrigatoriamente como a um alistamento no exército, outros se rebelavam no ato da vacinação e eram segurados pelos guardas, porém após vacinado, tudo era uma calmaria, não se lembravam por que estivera alvoroçado, por qual razão esteve naquele lugar e tampouco por que eram conduzidos para longe dos seres humanos.
Possuindo consciência de classe, cada humano transformado em humanoide prevaleciam as características de suas raças e todos viviam em harmonia em uma sociedade pacífica, uma vez banido os humanos do convívio dominaram-se as cidades.
Os valores de moral, integridade, edificância, decoro, confiança, honestidade, princípio, respeito, caráter e ética, entre outas qualidades imprescindíveis que compõem uma nação e formam-na bem estruturada, foram impostos na comunidade e princípios estes que haviam sido absolvidos na humanidade.
Gradativamente o Brasil tornava-se um país de força e ideias animais, a alteração genética do ser humano se dava no contato do líquido da vacina com DNA dos bichos no sangue humano, causando a mutação e a pessoa vacinada se transformava em um animal versão humanoide de acordo com a sua localização geográfica e a influência do gene animal e da família em questão, agiam como humanos, porém suas ações eram animália, no entanto, uma vez que não existia mais a definição de presa e caçador, os animais não eram mais atormentados com raivas ou descontroles bestiais, do contrário usavam a razão como príncipio e viviam em variados grupos, no entanto tinham convívio com os outros animais.
Uma das propostas impostas pela sociedade secreta era de, uma vez estabelecida a coletividade de antropomorfos e controle sobre a raça, além de haverem populado o país era a de controlar a superpopulação nacional, pois uma população contida estimava-se maior preservação ambiental, cujo segundo maior objetivo dos antropomorfos.
Primeiro, preservar os animais ameaçados de extinção e extintos, que ainda haviam sido preservados espécies no Brasil ou DNA nos bancos de espécies. Segundo, resguardar os biomas brasileiros e os respectivos animais. Terceiro, controlar a superpopulação para que não haja interferência com o ciclo natural da fauna. Quarto, começar o projeto de urbanismo da grande São Paulo que os humanos nunca realizaram. Quinto, refrear o índice de poluição e acabar com as explorações do ambiente. E ademais ideias.
Em breve seria um país comandado pela natureza e tudo deveria ser de acordo.
Esboços estes que estavam apenas expectando o final deste ano e início do próximo, em que finalmente a nação estaria sobre governo da sociedade secreta, para enfim, deixar de ser secreta e revelar-se acima de tudo.

2 Mars 2021 21:22:43 7 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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Aarvyk Caires Aarvyk Caires
Olá, Dani! Tudo bem? É ótimo ler um pouquinho de outra pessoa do Mattverse, além de poder prestigiar você durante o desafio de Distopia, o qual eu queria muito ter participado, porém o tempo.... me falta! Bom, parece que você levou aquele meme do jacaré muito a sério kkkk e ainda bem que levou, pois a história me parece um tanto bizarra e séria. Parece uma metáfora muito bem construída, como em A Revolução dos Bichos. É bizarro os porcos controlarem todo mundo, mas é uma crítica social esplêndida. Gostei disso em Zoobrastopia! Além de ter uma boa parte de seu contexto no Rio de Janeiro, lugar de muita estratificação e preconceito, eu amei desde a sinopse e a sua capa perfeita até o estilo da história, documentário. Acho que ficou super fluido e muito bom de entender. Me recordo de muitas outras referências enquanto leio, como Beastars ou O Lagosta, obras que tratam muito dessa questão animalesca, mas nada tão original quanto a vacina da covid transformando em jacaré né kkkkk Enfim, Dani, é ótimo estar te escrevendo esse comentário! Ainda bem que entrei no Mattverse...
March 08, 2021, 16:27
Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá, Daniele! Primeiramente, gostaríamos de agradecer a sua participação no #DistopiaBr! Ter vocês, autores, nos apoiando com suas histórias incríveis e participando ativamente deste desafio nos deixou realmente felizes. Zoobrastopia nos encheu de curiosidade por causa do nome e por causa da sinopse. Aqui, já queremos dar nossos parabéns pela ousadia por ter escrito sobre algo tão interessante e original. Apesar de o início de toda essa situação vivida na sua história ter saído de algo que conhecemos aqui no nosso mundo e que viralizou como um meme, sua história tomou contornos inimagináveis e nos surpreendeu demais por isso. Uma das coisas que mais impressiona é o fato de sua história não ter parado no tema proposto pelo desafio. Não. Em Zoobrastopia, nós presenciamos a criação de um Brasil utópico e, enquanto esse Brasil perfeito é criado, a opressão e a chacina são marcas assustadoras e muito bem relatadas na sua história: enquanto buscava por perfeição, os seres da sua história transformaram o país em uma distopia completa, um lugar onde ser humano algum gostaria de viver. E pior, quando pensamos que tudo está bem, eles dizem estar preparados para uma guerra contra outras nações para preservar aquilo que eles acham ser importante, mostrando que a vida humana não tem valor algum para eles. Quando a história termina, conseguimos imaginar esses novos seres marchando contra outras sociedades e as dominando uma a uma até tomar o mundo para eles de uma só vez. Uh, é de arrepiar! Os personagens, apesar de acabarem aparecendo um tanto assustadores e estranhos, se mostram bem carismáticos ao interagir com aqueles que integram na mesma luta. Os antropomorfos exibem uma causa nobre, a busca pela utopia — no entanto se mostram impiedosos. No que se refere à ambientação da história, podemos dizer que conseguimos imaginar os cenários que nos foram apresentados, no entanto esperávamos poder ver um pouco mais da opressão que os humanos estavam sendo submetidos enquanto os antropomorfos ascendiam ao poder — o lado de quem estava sendo abatido. Achamos realmente interessante a forma como você escolheu contar a sua história, em principal por ter narrado os eventos de forma não linear, o que deixou tudo ainda mais interessante, asseguramos! No entanto, gostaríamos de chamar atenção para o fato de que encontramos alguns erros na sua história, inclusive alguns deslizes de construção frasal. Apesar de a história estar realmente maravilhosa, temos certeza de que ela pode ficar ainda melhor se puder passar por uma correção. Danielle, sabemos que o #DistopiaBR foi um verdadeiro desafio para você, do início ao fim. Como autora, você mostrou que consegue superar os obstáculos e nos entregou uma proposta ousada e brilhante! Zoobrastopia foi uma das histórias que nos marcou muito no desafio, e vamos sempre nos lembrar dela com carinho. Deixamos aqui nossos parabéns por toda sua dedicação! Para nós da Embaixada é muito gratificante poder acompanhar vocês, autores, em cada passo, e ajudá-los sempre que podemos. Obrigada pela sua participação, foi muito bom poder contar com você neste desafio e esperamos poder vê-la em outros. Os resultados serão divulgados em breve nas nossas mídias sociais. Fique de olho e boa sorte!
March 06, 2021, 21:57
 Silva Silva
Oi Danielle, e bom, eu realmente não esperava ler uma história sobre a distopia que você criou e a sacada em usar a pérola sobre a vacina e o jacaré foi incrível, genial kkkk A crítica ambiental e aos demais problemas sociais ficou notável. A narrativa entre os eventos no estilo documentário funciona, dando aquela curiosidade até o final. Parabéns! <3
March 05, 2021, 18:07
amy 高 amy 高
Cara, o que foi isso que eu acabei de ler?! Dani, antes de mais nada: meus parabéns por seu empenho e dedicação com a sua história. Eu sei o quanto esteve preocupada, e o quão esteve focada em sua obra desde o início do desafio. E agora, lendo o resultado do seu trabalho árduo, eu me vejo boquiaberta. Impressionada demais, bicho! Mal sei como vou reunir palavras para explicar todos os sentimentos que a leitura surtiu. Sobretudo, acho que devo falar que sua sacada de usar uma fala ridícula para criar seu plot foi incrível! Não foi difícil encontrar histórias que retratassem os efeitos do corona, apesar de nenhuma até então ter explorado as vacinas e os possíveis efeitos que viriam caso ela desse errado. Claro, tudo parecia lindo e belo... até o fim da história começar a se desenrolar, e as primeiras nuances de distopia desabrocharem. Você foi muito coerente ao tema, e especialmente criativa na construção de sua história. Me lembrei um pouco aqui e acolá do filme Zootopia. Serase que teve referência no nome? hahah Boa sorte com o desafio, e novamente meus parabéns por sua obra. ♡
March 03, 2021, 21:57
Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Caramba, eu tô em choque com esse capítulo. Sério. Quando comecei a leitura, achei que você apostaria no humor, me lembrei daqueles memes que estavam circulando e tudo o mais. Porém as coisas foram se desenrolando e eu vi que sua história segue uma linha de ficção científica incrível - até a narração em formato de relatos me fez lembrar de alguns contos que já li do gênero. No final, o mundo distópico está formado e todos esses animais, todas essas justificativas e todos esses porquês enriqueceram demais o entendo. Bom, indo pro próximo capítulo hehehe.
March 03, 2021, 21:19
Alexis Rodrigues Alexis Rodrigues
Caraca, mana, esse primeiro capítulo foi TEEEEENSOOOO O trecho que mais me chamou a atenção foi : "o segredo para criar uma sociedade oprimida é apenas fazer uma lavagem cerebral e impor valores corretos". A sociedade deixando de ser humana e gradativamente se estabelecendo como antropomórfica em sua maioria foi incrível ♡
March 03, 2021, 06:30
IH Izzy Hagamenon
Sua história me deixou em choque! É completamente diferente de tudo que eu já li, mas eu acabei curtindo! Como você teve essa ideia? Um mundo governado por animais? Chacina de humanos e a cabeça do presidente? Subiu um baita arrepio aqui. Fiquei revoltadíssima quando o presidente foi reeleito, me deu vontade de aplaudir os animais! Sua história foi de longe uma das mais interessantes no desafio!
March 03, 2021, 03:00
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