-pedromilagres-efi Sertidão do Cer

Nesse meu mundo por aí, de buscar entender minha experiência pelas linguagens culturais do corpo, tive meu primeiro contato com a escrita do Deleuze e, consequentemente, meu primeiro acontecimento consciente. Tudo isso é resultado desses encontros afetados pelo meu caminho. Crédito da imagem de capa: @filoeliteratu


Non-fiction Tout public.

#DeleuzeeGuattari #Guattari #Deleuze #corpo #existência
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O MEU PRIMEIRO ACONTECIMENTO DELEUZIANO

“Vou mostrando como sou,

E vou sendo como posso,

Jogando meu corpo no mundo,

Andando por todos os cantos,

E pela lei natural dos encontros”, aqui estou novamente em frente à tela a despejar meus relatos do mundo. Confesso que lá fora não está bom! Têm um vírus rodando por aí, e o seu super poder é disseminar a morte. Só que alguns aí pensam que são de ferro e querem mostrar que não o teme. Coitados..., mal sabem que são rebanhos, ou melhor, sociopatas que ameaçam qualquer outra forma de vida que não alimente a alta corte burguesa – e agora “moderna”.

Esse mesmo rebanho vêm destruindo a vida, e precisamos destruí-lo! O que vamos fazer? Já sei! Vamos lutar, pela rebeldia dos corpos!

Mas espera! Corpos? O que seriam isto? Não seriam apenas a combinação de elementos que dão estrutura para nossa alma? Para nossa racionalidade? Para nosso intelecto? Para nosso espírito? Não sei! Talvez nenhum. Vamos combate-los por meio desses pedaços de carnes magras, que de tão magérrimas se tornaram indecifráveis...

Deixe-me explicar o porquê de tão cativos. Nossos corpos estão sendo bombardeados por um turbilhão de informações cruzadas, desde a criação da tal “tecnologia”. São tantas tecnologias: corporais, de controle, de comunicação. Sequer podemos viver nossa ignorância estando perdidos em meio a esse mundo, poluído de estratégias de marketing querendo vender modelos de felicidade e liberdade. Querem nos castrar a experiência de viver, nos transformar em servos...

Mesmo quando estamos dormindo, nossos sonhos são de modernização, expansão e salvação. São tantos “ãos”... A cada grito de “meu corpo, minhas regras”, metade cai nas garras invisíveis do capital. Falamos muito em se apoderar dos nossos corpos, contudo, muitos se tornam um mero rascunho vazio, um vazio rascunho para desenhar suas ilusões reproduzidas.

Então o que fazemos? Abandonamos esses nossos corpos frágeis e iludidos?

Não! Estaremos abandonando a nós mesmos!

Talvez nossa melhor saída seja, antes, achar algum sentido para esse pedaço de carne pelo qual lutamos. Não dado pela igreja, pelo capital, pelos médicos ou pela nossa família. Vamos achar um sentido que seja só nosso!

Mas vamos com calma. Semeando, aos poucos, sementinhas críticas pelo mundo, e fazendo com que as pessoas percebam que elas não são o que pensam ser. Não são corpo e mente... Elas são corpo! Corpos que merecem mais que uma existência de pseudo-sentimentos e ilusões, em troca de uma transcendência. Corpos que são mais que meros suportes.

No fim, quando dermos conta de ter descoberto um novo sentido para o corpo, a luta já passou e o rebanho foi aniquilado. Não pelo vírus!


5 Décembre 2020 17:35:44 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Sertidão do Cer "Querido diário...." Sou um mero vagante curioso pelo mundo que não se contentou apenas em pesquisar. Vim de um lugar, no interiorzinho de Minas Gerais, onde várias forças confluiram para que eu não chegasse onde estou, mas cheguei! Então, aqui nada mais é que uma fuga do ringue (ou será uma extensão dele?). Aparentemente, cada texto é uma inquietação do meu eu tentando se achar em meio ao carretel interno de sentimentos, formalismos e rebeldias, e tentando deixar pegadas pelo mundo.

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