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"[...]um ovo de tamanho estranhamente grande e pesado, estava escondido entre alguns arbustos, de modo que, se a pessoa não prestasse a atenção enquanto andava, não o perceberia ali. A jovem reconheceu ser um ovo de dragão vermelho, o mais difícil de se domar."


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O ovo encontrado

Uma garota branca, de cabelos azuis claros, olhos castanhos claros e estatura baixa; vestindo um vestido azul escuro com detalhes prateados, que chegava um pouco abaixo de seus joelhos, um chapéu da mesma cor de suas vestimentas repousava sobre sua cabeça; e um longo cajado marrom claro, com uma safira azul na ponta dele, podia ser visto em sua mão direita; estava caminhando sozinha pelos campos ao redor do reino onde morava.

As nuvens brancas e fofas deixavam o clima agradável, pois o sol estava bem quente nos últimos dias. As árvores que cercavam o reino estavam lindas e bem cuidadas, afinal, esse era o motivo de Hayashi existir. Sem elas, o reino estaria em ruínas e abandonado à própria sorte, já que toda a floresta era mágica e fornecia tudo o que os habitantes necessitavam para viver bem.

Todos os dias a floresta era vigiada pelos quatro guardiões mais fortes do reino. Hoje era a vez dela de patrulhar o local, para evitar pessoas mal intencionadas que poderiam fazer-lhes algo de ruim. A patrulha em si era tranquila, o que deixava as coisas um pouco entediantes para a jovem, que gostava de um pouco de ação às vezes.

E, como se os espíritos da natureza lessem sua mente, algo de inesperado foi encontrado: um ovo de tamanho estranhamente grande e pesado, estava escondido entre alguns arbustos, de modo que, se a pessoa não prestasse a atenção enquanto andava, não o perceberia ali. A jovem reconheceu ser um ovo de dragão vermelho, o mais difícil de se domar. Normalmente quem consegue tal façanha é seu amigo de longa data: o Cavaleiro Vermelho. Pensando nisso, a garota fez um encantamento de levitação para transportar o grande ovo sem grandes dificuldades.

Chegando ao castelo do rei, ela foi diretamente ao campo de treinamento, onde o Cavaleiro Vermelho gostava de passar o tempo treinando seus discípulos. Entrando no local, avistou um jovem de cabelos longos e castanhos escuros, olhos da mesma cor dos cabelos; que trajava uma armadura carmesim, que podia ser vista de longe, de tão chamativa que era; uma espada grande de dois gumes era vista em toda sua glória. Os inimigos que a viam, jamais retornaram com vida para suas casas. Quando o rapaz a viu chegando, tratou de terminar rapidamente a luta que estava travando com seu aprendiz e, com um só golpe, o nocauteou.

“Foi mal cara, tenho um assunto importante a tratar agora. Mais tarde nós continuamos nosso treinamento”, o Cavaleiro falou seriamente, enquanto guardava sua espada. “Você pode continuar treinando seus movimentos, eles ainda estão bem lentos.”

“Sim senhor!”, o garoto respondeu prontamente e, pegando sua espada que foi jogada ao chão, rumou a um dos troncos usados para treinamento de golpes, tanto corpo-a-corpo quanto com espadas.

“Diga Maga, o que a trás aqui? E o que faz com um ovo de dragão vermelho? Sabe que, se a mãe dele ver você o carregando por aí, a encrenca vai ser gigante.”, Vermelho dirigiu-se à amiga, que desfez o feitiço e colocou o frágil ovo no chão.

“Eu sei disso cara, mas ele estava abandonado entre alguns arbustos perto daqui. Não parecia que a mãe o deixou ali”, Maga pronunciou-se tentando se defender. “Fiquei com medo de algo acontecer a ele, mesmo que seja um dragão vermelho.”

“Qualquer dia essa sua bondade irá lhe custar sua cabeça… Vamos falar com o rei sobre isso. Acho que ele vai conseguir pensar em algo melhor do que mantê-lo aqui, com risco de sermos atacados pela mãe.”

A Maga conjurou o feitiço de levitação novamente, e então os dois rumaram em direção à sala do trono, onde o rei conversava com uma garota de cabelos castanhos claros médios; olhos lilases brilhantes como uma ametista, estatura um pouco menor que da Maga. Ela trajava um longo vestido lilás com pequenas elevações brancas em formato de coração, envolvendo toda a barra da vestimenta, deixando-a com um ar delicado; em sua cabeça havia um chapéu Floppy de cor branca, com uma fita de cetim da cor do vestido, que o rodeava terminando em um laço esvoaçante.

Os dois pareceram não perceber a presença dos recém-chegados, pois continuaram a discutir questões sobre o reino. A jovem emanava um ar de seriedade que preocupou os amigos, que fizeram-se serem notados pelas duas figuras. O rei, ao notar a presença do Cavaleiro e da Maga, ficou claramente aliviado. A discussão parecia ter sido intensa.

“Estamos ocupados agora”, a garota falou seriamente sem se virar para ver os amigos, “vocês podem voltar depois por favor?”

“Olha a gente até poderia, mas o assunto é sério aqui também”, o Cavaleiro pronunciou-se igualmente sério. Qualquer que fosse o assunto da jovem, ele com certeza poderia esperar. “Só nos dê um pouco de sua atenção alteza, depois nós os deixaremos em paz.”

“Olha Cavaleiro, eu não estou para brincadeiras hoje. Não creio que…”, a garota virou-se para encarar os amigos pela primeira vez desde que chegaram e, como se tivesse visto uma assombração, parou de falar e passou a olhar o ovo de dragão.

“Onde vocês o encontraram?”, o rei questionou com certo temor em sua voz. Os dragões vermelhos não eram muito bem vistos pela sociedade.

“Eu o encontrei na floresta. Estava coberto por arbustos, como se alguém o quisesse esconder”, a Maga explicou enquanto desfazia o feitiço novamente. Carregar o ovo de um lado a outro estava acabando com sua mana. “Se me permite sugerir, eu penso que deveríamos devolvê-lo à mãe. Ela deve estar preocupada com ele.”

“Devolvê-lo à mãe significa ir a terra dos dragões…”, o rei afirmou pensativo. Não gostava da ideia de colocar seus melhores patrulheiros em perigo. Confiava no potencial deles, mas não gostava de expô-los assim. “Isso é perigoso demais. Não sabemos como eles irão reagir quando os virem com o ovo.”

“Relaxa sua alteza. Nós iremos devolver o ovo sem grandes problemas. Quando o senhor menos esperar, já estaremos de volta.”, Vermelho se pronunciou confiante como sempre. “E outra, a Azul iria de qualquer maneira devolver o ovo. Sabe como ela é teimosa.”

“Não precisa falar assim Vermelho, poxa vida.”, Azul pareceu ficar um pouco irritada, mas não durou muito tempo. Sabia que seu amigo estava certo, então nem tentou argumentar mais.

“Vocês vão sozinhos?”, a moça, que até então estava quieta, se pronunciou diretamente ao amigo.

“Se quiser ir junto não iremos reclamar Púrpura.”, o jovem proferiu dando de ombros.

“Eu gostaria de acompanhá-los, mas tenho assuntos pendentes com sua alteza aqui.”, Púrpura respondeu, voltando seu olhar ao rei, que parecia ficar tenso novamente.

“Que mal lhe pergunte, mas o que aconteceu Dama?”, Azul perguntou, vendo que a situação ali estava tensa para o lado do rei.

“O Verde aprontou de novo pra variar. Ontem ele me deixou fazendo a patrulha sozinha. Eu não reclamaria se o lugar não fosse perigoso.”, a Dama vociferou e estava com um ar de quem iria matá-lo quando o visse.

“Ah, mas você é forte, com certeza iria dar conta sozinha se algo acontecesse.”, o Cavaleiro expressou-se, pois sabia da força da amiga. Porém, aquele não foi um bom momento para isso.

“Olha Vermelho, ontem eu não estava na minha melhor forma. Eu estava com tontura, então se acontecesse alguma merda, já era.”, direta ela se pronunciou tentando explicar da melhor forma que conseguia.

“Ok, ok… Olha, eu e a Maga iremos atrás da terra dos dragões. Quanto antes devolvermos o ovo, menos encrenca acontecerá. Vamos deixar a proteção do reino nas suas mãos Púrpura. Iremos atrás do Verde também, para que ele não a deixe na mão de novo.”, Vermelho assegurou e, com apenas um olhar, chamou Azul para lhe acompanhar.

A Maga já estava ficando sem mana, mas conjurou o feitiço novamente e seguiu seu amigo. Essa missão com certeza seria longa. Enquanto caminhava pelos corredores do castelo, tirou de sua bolsa um grande frasco que continha um líquido azul, tirou sua tampa e consumiu o conteúdo. Após isso, sentiu que sua mana estava completamente recuperada. As poções que sua mãe havia lhe ensinado eram realmente muito eficazes.

Os dois não precisaram andar muito para encontrar Verde, um jovem de cabelos curtos e escuros como a noite, com algumas mexas verdes contrastando com o resto do cabelo; seus olhos eram igualmente escuros e brilhantes, parecendo um pequeno pedaço do céu. Ele trajava vestimentas de treinamento brancas com detalhes em verde e, em sua cabeça, havia uma bandana esvoaçante verde escura; que estava observando o céu. Ao lado dele, havia um grande livro de astronomia que ele sempre carregava consigo. Por estar alheio a tudo ao seu redor, não percebeu os amigos chegarem.

“Verde eu não acredito que deixou a Púrpura sozinha de novo!”, Azul chegou exclamando indignada com o amigo, que se assustou com a fala repentina.

“Maga isso é jeito de chegar? Eu estava distraído!”, Verde retrucou enquanto tentava se acalmar.

“A gente discute isso depois. Olha, eu e Azul iremos sair em missão. Não deixe a Púrpura sozinha de novo, senão ela vai te matar cara. Eu senti isso só de olhar pra ela. Não brinca com a sorte.”, Vermelho informou o amigo, que sentiu um frio na espinha.

“Eu vou evitar fazer isso, calma! E que missão é essa?”

“Vamos levar este ovo de dragão de volta à sua mãe.”, Azul falou apontando para o grande ovo. Ela estava indignada que Verde não havia percebido o ovo ali.

“Oh que maneiro! Queria ir junto, mas pelo visto vou precisar ficar. Eu vou ajudar a Púrpura ok? Eu tenho amor a minha vida.”, o jovem respondeu cabisbaixo.

“Ok. Maga eu vou pegar alguns mantimentos em casa. Nos encontramos na entrada do reino, pode ser?”

“Claro. Irei me preparar também.”

“Boa sorte aos dois! Qualquer coisa estaremos de prontidão!”

“Obrigada Verde, até mais.”

O Cavaleiro e a Maga rumaram em direção às suas casas para se equiparem melhor e, assim que se aprontaram, partiram em direção a terra dos dragões, que ficava a três dias de viagem.

5 Novembre 2020 21:42:33 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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À suivre… Nouveau chapitre Tous les jeudis.

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