Histoire courte
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Acorde

Era mais uma manhã chuvosa, as estradas estavam traiçoeiras, a nevoa cegante estava por todos os lados, pela janela do carro ela observava as gotas de chuva disputarem corrida entre si, seus pais haviam decidido por um final de semana no campo, especificamente na floresta de bambu Arashiyama, em Quioto no Japão, sim estávamos de férias no Japão, mas uma tentativa dos meus pais de manter a família unida, desde que eu e meu Jonh fomos para a faculdade, eles começaram a tentar nos manter unidos, sempre com viagens para lugares exóticos, uma vez por ano íamos para alguma área remota nos conectar com a mãe natureza.

Particularmente me sentiria melhor estando em algum hotel, pousada ou hostel, de preferência a beira mar, mas para dar um pouco de alegria aos meus velhos estava, no carro indo para mais um acampamento, sem banheiro, chuveiro quente e nem wifi. Estavam no Japão a mais ou menos duas semanas, indo de lugar em lugar, provando comidas estranhas, que lhe deram indigestão, visitando lugares assombrados, segundo lendas urbanas, mas ela era descentre em relação a isso.

- Pai, o senhor está perdido?

Perguntou Jonh.

- Só um pouco confuso, segundo o mapa já devíamos ter chegado na floresta de bambus.

- Eu falei para você entrar naquela bifurcação.

Disse sua mãe, mas uma briga não, por favor, ela pediu silenciosamente enquanto aumentava o som dos seus fones, se perde em alguma melodia aleatória de suas playlists, com a musica no ultimo volume ela se recostou no banco ainda olhando pela janela a chuva cair, não saberia dizer o momento exato, mas ela acabou cochilando.

- Querida, hora de acordar. Chamou a mãe.

O carro estava parado em uma estrada de terra, cercada por bambus, tinha parado de chover.

- Vem Sam, vem nós vamos acampar no final dessa estrada, papai falou que hoje com a lua cheia vamos ter um espetáculo. Comentou Jonh, já a puxando pela mão.

Jonh era dois anos mais velho que ela, ele estava cursando astronomia, em uma universidade fora da cidade natal deles, Boa Sorte, então para ele só existiam as estrela e o resto das inúmeras galáxias, ele tinha trazido seu telescópio, enquanto ela cursava jornalismo, também fora da cidade dos seus pais.

- Temos que nos apressar logo vai anoitecer. Comentou seu pai.

- Certo, Sam e eu vamos procurar lenha para a fogueira.

- Vamos?

- Vamos sim preguiçosa, você já dormiu metade da viagem, nem percebeu quando um carro passou em alta velocidade na frente do nosso carro.

- Sério?

- Sim, papai quase perde o controle.

- Nossa, ainda bem que eu estava dormindo.

- Você e seu sono pesado, isso ainda vai te colocar em problemas.

- Dormir nunca fez mal a ninguém.

Continuaram conversando enquanto entravam floresta dentro.

- A floresta não está um pouco estranha?

Comentou ela.

- Hum?

- Nós não deveríamos estar cercados por bambu?

- Não notei nada estranho, só tem mais arvores que bambu, normal.

Entretanto ela estava com uma sensação ruim, como se algo não fizesse sentido, porem poderia ser só mais um mal estar da viagem, ela ainda estava meio grogue devido ao seu cochilo, Jonh tinha razão, florestas tinham várias arvores. após juntar um numero considerável de pedaços de madeira para a fogueira eles pegaram o caminho de volta. Sam ainda continuava com aquela sensação de que algo estava estranho mais de uma vez ela olhou sobre o ombro esperando encontrar alguém atrás de si, porém não havia nada ali, talvez estivesse ficando paranoica, devia parar de ler aqueles livros de terror a noite, estava vendo coisas aonde não tinha.

De volta ao acampamento seus pais não estavam em lugar nenhum, o que era estranho, pois a barraca não estava montada, tudo ainda estava da mesma forma que na hora em que eles tinham saído, a sensação de alguma coisa a está observando tinha voltado e mais forte.

- Pai, mãe? Chamou, no entanto ninguém respondeu- que estranho.

- Aonde será que eles foram?

Perguntou Jonh.

- Será que eles se perderam?

- Não. Eles devem está namorando em alguma moita

- Credo, Jonh, são nossos pais.

- Eu sei Samanta, mas eles também são adultos e adultos transam.

- Bom pode ser.

- Quem sabe não voltamos dessa viagem com um novo irmão, ou irmã. Afinal eles ainda podem ter filhos.

- Seria engraçado, talvez eles parassem de inventar essas viagens malucas.

- Talvez, vamos arrumar as coisas e esperar por eles.

Armaram a barra, acenderam a fogueira ao cair da noite, mas conforme as horas passavam, eles ainda não tinham voltado.

- Desviamos ir procurar por eles.

- Ou podíamos continuar esperando, não tem como eles terem ido muito longe, demoramos pouco, eles podem está só querendo pregar uma peça na gente.

- Não sei, estou com uma sensação ruim, tem algo errado.

Nesse momento ouviram um grito perto dali.

- Não falei, que tinha algo errado. Disse Sam.

- Calma, fique aqui eu vou olhar o que é.

- O que!? Ficar aqui sozinha, não, eu vou com você.

- Escuta Sam pode ser alguma coisa, mas pode não ser nada, melhor alguém ficar aqui e continuar esperando nossos pais voltarem.

- Mas Jonh...

- Sem, mas.

Jonh se levantou e pegando sua lanterna ele foi em direção ao local do qual o grito tinha vindo. Então ela sentou e esperou, por horas, até que ouviu um barulho atrás de si, vindo de dentro da floresta, seu coração acelerou, ela levantou-se apressada e pegando um pedaço de madeira se preparou para o que quer que fosse que sairá dali. Um Jonh muito pálido sai dos arbustos, ele estava tremendo.

- Jonh. Falou com alivio, mas algo estava estranho com ele- O que houve?

- Temos que ir.

- O que? Mas, e os nossos pais.

- Samanta, temos que sair daqui, antes que eles cheguem.

- Eles quem? O que você encontrou?

- Samanta! Vem vamos embora.

- Não sem os nossos pais, o que aconteceu para te deixar assim?

- Eles estão mortos, vamos, temos que fugir.

Disse ele a puxando pela mão, em direção ao caminho onde o carro estaria.

- O que!? Como assim mortos? Jonh, você está me assustando.

- Sam, não temos tempo para isso, vamos, ou eu vou te deixar aqui.

Ela resolveu ir com ele, mas por mais que caminhassem não chegavam ao carro, as horas foram se passando e nada de chegar ao carro, para piorar ela voltou a sentir que alguém os observava.

- Jonh tem algo errado, já devíamos ter chegado ao carro.

- Eu sei, droga!

- Me diz o que você encontrou.

- Sam...

Na hora que ele ia falar algo, ouviram o som e um galho se partindo.

- Não adianta, eles vão nos matar.

- Quem vai nos matar Jonh?

- Eles.

Disse ele, sentando no chão com as mãos na cabeça, chorando desesperado.

Ela ia responder, mas ouviu passos se aproximando, Jonh ainda levava nas costas sua mochila, ele tinha uma faca de caça, ela lembrou, foi até a mochila de Jonh e localizou a faca... das sombras da floresta viu seus pais saindo. Entretanto eles estavam estranhos, olhos pretos, meu Deus, era sangue aquelas manchas nas roupas de sua mãe?

- Pai? Ela chamou na esperança que ele a reconhecesse.

- Grumm. Apenas um grunhido.

Jonh não parava de chorar, seus pais estavam a assustando e nesse momento ela só sentia vontade de correr, porém não podia deixar Jonh ali, naquele estado.

- Jonh, por favor, levanta, podemos conseguir juntos.

Ele apenas balançou a cabeça e continuou chorando baixinho.

- Vem querida de um abraço na mamãe.

Falou aquela que se parecia com sua mãe, mas Sam sabia que não poderia ser ela, agora da boca da mulher escorria um liquido preto. Deus o que estava acontecendo?

- Jonh, por favor, vamos?

Chamou mais uma vez, enquanto isso as criaturas continuavam paradas a olhando, ela teria que deixar Jonh para trás teve certeza disso no instante em que pegou a chave reserva do carro do bolso traseiro da mochila e começou a correr, estrada a fora, com aquelas coisas indo atrás dela, misteriosamente ela conseguiu chegar no carro, suas mãos tremiam, mas ela ainda assim conseguiu dar a partida no carro bem na hora que uma delas tinha alcançado o carro, os pneus cantaram e ela arrancou estrada a fora, podia ouvir os gritos de Jonh, estrada a cima.

Era de madrugada quando finalmente ela conseguiu sair da floresta pela estrada, não soube bem descrever o que tinha acontecido, mas acordou em um acostamento com um policial batendo na janela do carro, ela tentou falar com ele em inglês, mas tudo que conseguiu foi um gesto para que ela o seguisse, o que ela acabou por fazer, não eram nem 6 horas da manhã ainda, quando ela parou em frente a uma delegacia. Na delegacia eles conseguiram um tradutor, para o qual ela contou toda a história enquanto chorava.

- Sam, o chefe Nagato, vai tentar te levar até o local onde você viu seus pais pela última vez, e iniciar as buscas por eles e seu irmão.

- Certo.

Seguindo o trajeto que o GPS havia feito no dia anterior, ela foi escoltada por dois carros da polícia e um representante da embaixada de seu país, para que ela se sentisse mais segura. Conseguiram encontrar om local do acampamento, mas não tinha vestígio algum que seus pais ou seu irmão estivessem estado ali, as buscas continuaram, enquanto ela tinha sido hospedada em um hotel na cidade, foram dias, nos quais ela teve que repetir a mesma história, pois a policia a considerava suspeita, principalmente pelas manchas de sangue que estavam na lateral do carro quando ela foi achada, porem mesmo com as buscas incessantes era como se Jonh e seus pais tivessem nunca estado ali.

Tinham a levado mais algumas vezes para a floresta na tentativa dela se lembrar de algo que pudesse ajudar, porem nada tinha mudado, no quinto dia de busca ela estava saindo da floresta ao entardecer, quando pode ouvir não muito longe dali a voz de Jonh:

- Volte para casa Sam...

Naquelas mesma noite mesmo, após passar todas as noites anteriores em claro ela finalmente conseguiu dormir e sonhou com a viagem que eles fizeram, viu todo o trajeto, viu quando um carro preto passava em alta velocidade na frente do carro em que ela estava, viu quando seu pai perdeu o controle do carro e viu quando tudo ficou preto...

- Eu estou morta?

Sobressaltou da cama.

E então ela acordou novamente no carro enquanto a chuva continuava a cair, no momento exato em que o carro preto passava pelo carro em que ela estava...

10 Octobre 2020 18:42:11 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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À suivre…

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