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jace_beleren Lucas Vitoriano

Dizem que a universidade é a melhor fase da vida. Na UFSC somos apresentados a varios jovens estudantes, cada um com seus problemas, qualidades, sonhos e angustias. Sarah é uma garota de familia abastada que conseguiu ingressar no curso de direito, e ira se deparar com uma realidade completamente diferente a qual estava acostumada, convivendo com alunos que precisavam pegar ônibus para se locomover e trabalhar para ajudar a familia na renda da casa. Carol possui uma situação mais humilde e vé na universidade uma forma tanto ascender socialmente para poder ajudar sua familia. Outras tantas histórias se cruzam e nesse emaranhado de sentimentos e de pessoas amizades irão nascer, relacionamentos irão começar e pessoas irão mudar. Acompanhe a trajeotoria de varios jovens com seus problemas pessoais e suas conquistas aonde o eixo central é universidade, pois é nela que a vida de todas essas pessoas se cruzam.


Romance Romance jeune adulte Interdit aux moins de 21 ans.

#amizade #sexo #romance
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Capítulo 1

Sarah desceu as escadas animada. Aquele seria seu primeiro dia na Universidade Federal de São Cristovão, a UFSC. A mesa do café da manha já estava pronta e era muito convidativa: pães, bolo de milho, fatias de abacaxi, uvas. Para beber havia uma jarra de suco de laranja, café e achocolatado, tudo isso bem disposto na ampla mesa da sala. O pai e a mãe de Sarah já estavam sentados comendo e a garota se juntou a eles.

- Então filha, seu primeiro dia de aula em uma universidade pública – disse a mãe admirada. Ela sempre sonhara que sua filha, sua única filha, fizesse uma boa faculdade se casa-se com um rapaz bom e honesto e assim fosse feliz – ansiosa com o começo das aulas?

- Sim... – respondeu de forma calma enquanto pegava um pedaço de bolo. Sarah estava realmente feliz em ter conseguido entrar na UFSC, mas nem por isso sentia vontade de sair dando pulos de alegria.

Sarah era uma adolescente de vinte anos, estatura mediana, magra e lindos cabelos ruivos longos que desciam até a cintura. Era daquele tipo de mulher que atrai olhares e que não passa desapercebida por onde anda. Os olhos verdes lhe davam um ar ainda mais belo.

- Minha filha vai ser uma ótima advogada – disse o pai dando tapinhas nas costas da filha que revirou os olhos. Ela odiava quando eles a ficavam bajulando.

- Calma pai, o curso são dez semestres e eu acabei de entrar no primeiro. Ainda vai demorar cinco anos para que eu seja uma advogada.

Mas não tinha jeito, para eles a filha já era uma advogada e os pais falavam animados do futuro da filha. A garota terminou o café e disse que precisava ir para não chegar atrasada, ela não chegaria atrasada mesmo se esperasse mais quinze minutos, mas queria parar de ouvir os pais falando tanto então pegou sua mochila e entrou no carro.

A faculdade não era longe e o GPS ajudou-a a encontra-la rapidamente. O campus da UFSC tinha um estacionamento enorme e ela conseguiu uma vaga para o seu carro. O problema, Sarah logo percebeu, era que não era apenas o estacionamento que era grande, mas a universidade inteira. Ela não conseguiu encontrar o bloco do curso de direito e já estava se irritando de ter que andar para cima e para baixo. Ela sabia que seu bloco era o 12, mas estava no bloco 17 e antes dele tinha passado pelo bloco 5. Não entendia a disposição daqueles blocos e isso era revoltante.

Para sua sorte encontrou uma concentração de pessoas reunidas em uma área ampla e resolveu ir até lá. Provavelmente alguém naquela multidão saberia aonde era o bloco do direito.

Ela se aproximou do grupo e percebeu que estavam todos ouvindo um grupo menor de umas quatro ou cinco pessoas. Sarah não conseguia ouvir direito o que falavam, mas na verdade não se importava, queria apenas chegar na sua sala de aula. Como não estava entendendo nada perguntou a pessoa mais próxima o que era aquilo tudo.

- São os alunos veteranos, eles vão apresentar a faculdade e falar sobre como as coisas funcionam aqui. Os espaços de convivência, a coordenação as bolsas de estudo... você sabe, essas coisas padrões que vamos conhecendo ao longo do curso – explicou uma moça de cabelos pretos curtos e feições orientais. A garota estava bem interessada no que o grupo de alunos estava dizendo, ao contrario de Sarah que não dava a mínima.

- Se vamos conhecer ao longo do curso não precisamos deles para nos explicar – retrucou lacônica – tudo que quero saber é aonde fica meu bloco para ter minhas aulas.

A menina riu.

- Você é curta e grossa hein? – disse em tom divertido – bom, acho que se eles nos explicarem como as coisas funcionam agora nos poupa tempo de aprender por conta própria depois. Agora, quanto as aulas não se preocupe, hoje não terão aulas. Ao invés disso os alunos veteranos irão nos apresentar as coisas daqui.

Se Sarah soubesse disso mais cedo nem teria se levantado da cama. Ela revirou os olhos.

- Se é só isso eu vou pra casa.

E já havia se virado para sair, mas a moça oriental tocou no seu ombro e ela se virou de volta. A garota sorriu de forma convidativa.

- Fique, vai ser legal! Eles vão nos apresentar ao campus, primeiro iremos para a coordenação, depois passaremos pela cantina e então – ela pensou, tentando se lembrar qual era o próximo local do roteiro, mas os veteranos os haviam bombardeado com tanta informação que era quase impossível absorver tudo – bem, eu não lembro o que vai vir depois, mas haverão uns momentos bem legais. No final vamos comer alguma coisa. A proposito ainda não nos apresentamos, eu me chamo Carol e você?

- Sarah – ela havia achado a garota simpática, mas não estava com vontade de ficar conversando no momento - olhe Carol eu não curto esse tipo de coisa, então vou indo mesmo, valeu pela conversa e a gente se vê por ai.

E dito isso Sarah se foi. Se não teria aula achou que seria bom aproveitar para sair com alguém e ela tinha ideia de quem. Pegou seu celular e discou um numero de um garoto ao qual ela andava saindo com bastante frequência nos últimos messes. Ele atendeu e eles combinaram uma saída. Sarah estava satisfeita e tinha certeza que estava aproveitando muito melhor o tempo dessa forma do que perambulando de um lado para o outro pelo campus da faculdade.

*****

Depois que Sarah foi embora, Carol voltou a se concentrar no que os veteranos diziam. Havia achado a garota interessante, tinha a língua afiada era verdade, mas era isso uma coisa que Carol admirava. Seus pensamentos porem logo se distanciaram da garota ruiva e voltaram-se para os veteranos. Eles falavam sobre a correria de se fazer muitas disciplinas e a quantidade exorbitante de dinheiro gasto parar tirar as xerox dos textos, afinal seria ainda mais caro comprar os livros.

O grupo falou mais um pouco e depois todos saíram para conhecer o campus, e a primeira parada era a coordenação. Lá foram apresentados aos funcionários que os ajudariam em todos os problemas acadêmicos e ainda tiveram algumas informações sobre como utilizar o sistema virtual da faculdade. O local seguinte foi a cantina, os alunos advertiram que era um pouco cara, e por isso o melhor para o bolso era procurar comer alguma coisa nas barraquinhas de comida que estavam a alguns metros da faculdade.

Eles passaram o resto da manha visitando muitos outros lugares e Carol gostou bastante da biblioteca que possuía um arsenal gigantesco de livros de todas as áreas de conhecimento, e o melhor é que haviam muitos exemplares de cada livro. Por ultimo o grupo se reuniu em uma área ampla no campus, uma espécie de pracinha com muitas plantas ao redor e bancos de pedra. Eles se sentaram todos no chão formando um grande circulo. Os alunos veteranos haviam conduzido toda a caminhada ate ali. Dentre eles Carol havia lembrado de dois, os mais ativos e falantes. O primeiro deles era Matheus, um rapaz de cabelos pretos curtos e um corpo atlético. Matheus era do tipo de pessoa que sabe conduzir uma conversa com humor, mas sem perder a seriedade que o momento exigia. A outra pessoa era Anna, que estava sempre perto de Matheus e não foi difícil para Carol perceber que eram namorados. Anna era uma loira bonita, usava óculos e parecia ser do tipo de pessoa organizada e racional, aquele tipo de pessoa que, em um grupo, sabe fazer com que as coisas funcionem.

Naquele momento Matheus falava, ele estava sentado de pernas cruzadas e tinha uma das mãos na cintura de Anna.

- Bom gente aqui termina nossa visita. Eu acho que seria legal que cada um se apresenta-se e tal, para nos conhecermos melhor. O que acham?

- Amor você diz isso agora? – respondeu Anna rindo – devíamos ter feito isso no começo!

- Eu sei, eu sei... desculpa, mas só lembrei agora! – todos riram. Carol gostava de ver aqueles dois juntos, eles tinham um ar de leveza e espontaneidade. Era o tipo de casal que era fácil de notar que se dava perfeitamente bem.

Carol sentiu inveja deles. Nunca tivera muita sorte em relacionamentos. Namorara com um garoto uma vez, mas a situação lhe foi traumática e o termino lhe fez tão mal que ela ficou messes em depressão sem querer nem sequer sair do quarto. Ela não gostava nem sequer de lembrar daquilo. Ela havia ficado com algumas moças também, mas nada serio que chegasse a ser um relacionamento.

- Eu começo – disse Matheus. Carol deixou de lado seus pensamentos e se concentrou na voz do garoto – me chamo Matheus Soares, estou no quinto semestre de administração e faço parte do Centro Acadêmico, por isso estou realizando este evento com vocês. Bem... é pra falar algo mais?

- Fala sobre seus gostos e tal, o porque escolheu administração. Essas coisas – propôs Anna.

- Hmmm ok. Eu faço administração porque... bem nem eu sei porque! Mas a verdade é que gostei muito do curso! – todos riram, ele então fez uma pausa e continuou – quanto aos meus gostos eu curto andar de bicicleta, fazer caminhadas e ir a praia. Gosto de desenhar também, fiz alguns cursos sobre. É algo que eu gosto muito, já ate ganhei algum dinheiro vendendo umas ilustrações.

Algumas pessoas elogiaram e pediram para ele mostrar alguns de seus desenhos. Matheus se desculpou e disse que não tinha nenhum ali, então passou a fala para Anna.

- Oi gente, me chamo Anna Moura e também sou do curso de administração, terceiro semestre – ela era fofa ao falar e Carol percebeu que seria fácil fazer amizade com ela – acho que vocês já perceberam que eu e o Matheus somos namorados – ela deu uma piscadela charmosa – só pra falar que aqui na UFSC tem muita gente interessante então não fiquem só estudando e deem uns pegas também viu?

Dessa vez o riso foi ainda maior, Carol achou muita graça e simpatizou bastante com Anna. Se tivesse oportunidade seria amiga dela. Depois que os risos cessaram ela continuou.

- Bem eu tenho uma vida muito corrida, estudo aqui, ajudo meus pais nas tarefas domesticas e ainda dou aulas particulares de vez em quando para descolar um dinheirinho extra. Só deus sabe como consigo passar com boas notas! Eu gosto de ler romances, cuidar dos meus animais de estimação, também sou do tipo que gosta de manter o corpo saudável, sou vegana e faço pilates. E é isso.

Depois dela a pessoa ao lado começou a falar, um rapaz chamado Lucas, ele era do tipo que fica na dele e falou muito pouco, só o básico. Então um a um as pessoas foram se apresentando. Carol não lembrou de todos, mas algumas pessoas se destacaram e ficaram guardadas em sua memoria. Um deles era Luan, um moço de cabelos castanhos curtos e de fala gentil, ele era o típico nerd que gostava de animes, card games e sagas de livros famosas como Harry Potter e Game of Thrones. Outra pessoa que chamou a atenção de Carol era uma moça baixinha chamada Alessandra. Ela era do tipo de pessoa que chama atenção não por se interessante, mas sim por ser muito calada e desanimada. Ficou claro para todos ali que Alessandra estava com o grupo mais pela força das circunstancias do que por vontade própria. Ela parecia não gostar muito de grupos grandes.

Quando chegou a vez de Carol a garota se apresentou animada, falou que era do curso de engenharia, que gostava de cozinhar e de escrever poesias. Ela não achou que foi muito marcante em sua apresentação, mas é difícil ser marcante com apenas dois minutos de fala.

O evento terminou e todos se separaram, cada um indo para sua casa. Carol pegou seu ônibus e coincidentemente Lucas estava junto. Ela só lembrava dele porque tinha sido um dos primeiros a se apresentar, mas sabia apenas o seu nome e nem lembrava o curso ou os gostos do rapaz.

O garoto sorriu e perguntou aonde ela morava e se estava empolgada com a faculdade. Carol respondeu educadamente, mas a conversa não fluiu muito bem e ela ficou feliz que ele não tentou prolongar a conversa.

Os dois se sentaram lado a lado e falaram pouco, quase nada durante a viagem. Ela não achou que Lucas era antipático, apenas não gostava de falar muito. Carol se despediu dele e desceu do ônibus.

Chegou em casa por volta da uma da tarde. A casa de Carol era muito simples pois seus pais não tinham muito dinheiro e viviam sempre em uma situação difícil. Sua mãe era caixa de supermercado e passava o dia fora no trabalho, chegava só de noite e passava um bom tempo costurando, pois vender algumas roupas e acessórios era a forma que encontrara para conseguir um renda extra. O pai de Carol era porteiro, uma pessoa muito humilde a qual ela tinha um grande orgulho. No momento nenhum dos dois estava em casa, a garota foi direto para o seu quarto, queria relaxar um pouco e se jogou na cama.

Ela respirou fundo, fechou os olhos e se deixou invadir pela felicidade de estar finalmente na faculdade. Havia sido um caminho difícil até ali, estudara em escola publica a vida inteira e a qualidade do ensino não era muito boa, estava muito abaixo das escolas particulares. Além do mais a infraestrutura desses colégios deixava muito a desejar. Era comum faltar materiais e também os banheiros estavam em péssimas condições e as salas de aula não tinha sequer um ventilador. Os professores, uma boa parte deles, eram boas pessoas e se esforçavam para ajudar os alunos o máximo que podiam, mas não eram tão preparados como os das escolas particulares. Claro que havia aqueles professores horríveis, brutos e insensíveis, mas maus profissionais existiam em todo lugar.

Ela se espreguiçou na cama. Ficou parada olhando para o teto, pensando em nada.

- Quando eu me formar e tiver um bom emprego – disse para si mesma – vou dar aos meus pais uma qualidade de vida melhor. Mamãe não vai precisar mais costurar e vai poder assistir as novelas que ela tanto gosta em paz, ou ficar só batendo papo com as vizinhas – ela riu, sua mãe sempre costurava com a televisão ligada pois não queria perder um capitulo de suas novelas favoritas. Não havia nada que a mãe amasse mais que as novelas.

- Carol, o almoço esta perto de ficar pronto?

Carol nem percebeu quando seu irmãozinho, Carlos, entrara no quarto. O garoto tinha apenas sete anos e como os pais passavam a maior parte do tempo fora cabia a ela cuidar dele durante o dia. Ela que se preocupava com os estudos, que saia com ele para comprar seu material escolar e também ela era que preparava seu almoço. Ela se levantou da cama e foi ate o garoto abraçando-o com carinho.

- Vai ficar pronto logo Carlinhos, como foi a escola?

- Um saco, como mais a escola pode ser? – respondeu o menino empinando o nariz. Carol riu e acariciou os cabelos dele fazendo um cafune.

- Pois não se preocupe, a faculdade é maravilhosa. Hoje foi meu primeiro dia e gostei muito!

Ouvir aquilo não foi exatamente animador para o menino, afinal ainda passariam muitos anos até que ele entrasse em uma faculdade. Carol pediu que ele fosse paciente que ela já ia preparar o almoço e foi direto para a cozinha ver o que tinha na dispensa.

Enquanto procurava as verduras e o arroz, os ovos e as batatas ela pensava em como seria no dia seguinte na UFSC. As aulas iriam começar e ela conheceria seus professores, seus colegas de turma e, se tivesse sorte, faria alguns amigos.

Ela estava feliz e cheia de otimismo, sua vida estava entrando em uma nova fase e ela desejava aproveita-la ao máximo.

23 Juillet 2020 13:06:27 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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