brunnam1 Brunnam1 M.

Allyson tinha um sonho. Tudo que ela queria era viver da música. Ser ouvida... tocar corações com a sua voz. Uma garota do interior do Arizona, com um jeito simples de levar a vida e muitos sonhos colocados na mala que ela carregou pra agitada Los Angeles. Quando ela decidiu deixar o seu estado em busca de tudo que sempre sonhou não imaginava todas as adversidades que iria encontrar, incluindo um certo par de olhos verdes que seriam sua perdição na Califórnia. - x - * Aviso: as composições não são de minha autoria, nem dos meus personagens. Todos os direitos estão reservados ao compositor original.


Romance Romance jeune adulte Interdit aux moins de 18 ans.

#romance #drama #musica #california #banda #musicos #alcoolismo #ladygaga #astarisborn
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Capítulo 1

Eu já tinha decidido! Não ficaria mais nem um dia em Colorado City.

Eu amava meu estado, minha cidade. Amava o calor e o sol do Arizona, assim como o efeito deles na cor da minha pele e do meu cabelo, mas aquilo não era pra mim, ali não era meu lugar.

Meu lugar era onde estava a música, onde eu pudesse usar meu dom.

Cantar era o que eu fazia de melhor... tudo bem, já compus algumas músicas e aprendi sozinha a tocar alguns instrumentos, mas cantar era onde minha alma ficava leve e como eu conseguia me expressar. Sempre fui muito tímida, mas a música me ajudava muito nesse quesito.

Aprendi a perder a vergonha quando comecei a cantar em barzinhos na minha cidade, o que me rendia pouco dinheiro, mas estava conseguindo juntar dinheiro pra realizar meu sonho.

Um dia eu iria pra grande Califórnia, alguém ia ouvir minha música e eu seria uma grande estrela.

Dei um longo suspiro e olhei da minha janela.

Estava deitada na minha cama e da onde eu estava conseguia sentir o sol escaldante que fazia naquele dia de maio.

Me forcei a sair da cama, tomei um longo banho frio e quando fui até o guarda-roupa pegar uma roupa qualquer eu vi minha pequena caixa azul com nuvens brancas. Nela eu escrevi "sonhos acontecem". Sim, eu não desistiria.

Eu já estava com 22 anos e não podia esperar muito mais pra sair de Colorado City e correr atrás do que eu queria.

Abri minha caixa e contei calmamente a quantia que eu guardava ali. Faltava pouco! Eu juntava dinheiro desde os 17 anos, na esperança de um dia conseguir juntar uma quantia que fosse o suficiente pra pagar minha passagem pra Los Angeles e me manter lá por um tempo.

Fui tirada dos meus pensamentos por batidas na porta.

Guardei o dinheiro de volta na caixa e a tranquei, como sempre fazia.

- Entre. - eu disse.

Era minha mãe. Ela não era de opinar nas minhas decisões, mas me dava muita força e bons conselhos sobre tudo.

- Bom dia, mãe, - fui até ela e dei um beijo em seus cabelos loiros.

- Boa tarde, você quis dizer. - disse divertida.

- Que horas são? - perguntei confusa.

- Quase 3 da tarde. - ela riu.

- Não devia ter me deixado dormir tanto, mãe. - resmunguei sentando na minha cama.

- Você chegou tão tarde, parecia tão cansada. - ela sentava do meu lado. - Achei que não teria problema dormir até mais tarde hoje. - ela sorriu.

Eu a olhei. Por um instante me vi nela, éramos tão parecidas, em tantos aspectos. Quando era mais nova o sonho dela era viver de música, mas engravidou quando conheceu meu pai e abandonou seu sonho pra viver um grande amor. Eu não a julgo, não tem como julgar. Deve ser por isso que Elisabeth me apoia tanto em ir pra Los Angeles. Sei que ela está triste por me deixar ir, mas também sei que ao mesmo tempo ela está feliz por eu realizar um sonho que também é dela.

Minha mãe cantava tão bem quanto eu, diria que até melhor.

Senti sua mão no meu cabelo.

- Vou sentir sua falta... - sua voz era quase um sussurro.

- Mãe... - pedi a olhando. - Vai dar tudo certo e logo virei te buscar. - a olhei nos olhos. - Você sabe disso, não sabe?

Ela assentiu, então continuei.

- Quero que se cuide enquanto eu estiver fora, tudo bem? - perguntei fazendo com que ela me olhasse.

- Vou me cuidar. - seus olhos estavam marejados.

A abracei, um abraço muito forte, em seguida escutei seus soluços baixinhos. Eu não queria que aquele momento acabasse, mas eu precisava fazer minhas malas.

Eu iria pra Los Angeles amanhã pela manhã e finalmente deixaria Colorado City. Ontem foi meu último dia trabalhado no Texas Pub.

Pensar que amanhã eu estaria em Los Angeles me fez arrepiar. E se não desse certo? E se eu ficasse sem grana? Se não arrumasse onde morar? Como me manter... E se aquela cidade me engolisse?

- Ally? - sua voz me chamou.

Eu a olhei. No seu rosto eu vi preocupação.

Minha ficha estava caindo, eu estava assustada e provavelmente com os olhos arregalados.

- Vai dar tudo certo, lembra? - Ela repetiu minhas palavras. O toque da sua mão no meu rosto me acalmou instantaneamente.

Eu assenti, fechando meus olhos e absorvendo aquelas palavras em minha mente pra que eu não as esquecesse jamais... "vai dar tudo certo".

- Vamos, vou te ajudar com as malas. - ela se levantou e foi em direção ao meu guarda-roupas.

Estávamos animadas enquanto arrumávamos as malas. Elisabeth falava sem parar e a todo minuto me dizia que ia dar tudo certo.

Meu irmão, Robert, e sua esposa estiveram lá em casa naquela noite. Jantamos todos juntos, conversamos e eles me fizeram prometer que em breve tenho que vir visitá-los.

Lembrei de fazer uma nota mental de continuar guardando dinheiro, pois a passagem não era muito barata e eu sabia que no início a vida na Califórnia seria difícil.

Naquela noite eu não dormi muito bem. Tive um sonho inquieto. Minha mente projetava flashs da minha vida em Los Angeles e de tempo em tempo eu acordava.

Em um sonho eu estava em cima de um palco brilhando, cantando minha música, no outro sonho eu estava na sarjeta, com pessoas passando por mim e rindo ao me ver naquela situação.

Desisti de dormir.

Acendi um cigarro e fui até a janela.

Aquela sensação ruim não passava. Ia passar, não ia?

Passei a mão pelos meus cabelos na intenção de afastar qualquer pensamento ruim e peguei meu violão.

Sentada na minha cama eu dedilhava a instrumento, mas as palavras não vinham com a melodia.

Então peguei meu caderno de composições e escrevi só as notas musicais. Eu guardaria a melodia, em algum momento eu ia conseguir compor uma música pra ela.

Em algum momento quando amanheceu minha mãe bateu na porta e eu já estava pronta pra ir ao aeroporto.

Eu estou pronta há 5 anos, pensei.

Meu coração batia furioso no meu peito enquanto me despedia da minha família.

Eu sabia que meu bem mais precioso estava sendo deixado pra trás. Minha mãe e meu irmão. Papai já não estava mais entre nós há 2 anos e eu ainda me culpava por querer ir embora e deixar minha mãe pra trás.

- Cuide dela, por favor. - Disse abraçando Robert e depois Alice, minha cunhada.

- Não se preocupe. - ele disse retribuindo o abraço. - Ela ficará bem. Quem tem que se cuidar é você, lá. - ele riu apontando um lugar inexistente por cima da cabeça.

- Eu volto em breve. - eu disse. - Assim que puder venho ver vocês. Está bom? - perguntei olhando pra minha mãe.

Meu voo pra Los Angeles foi chamado.

Mais um arrepio percorreu minha espinha.

- Mãe, eu te amo, nunca esqueça disso. - a abracei. - Assim que chegar eu aviso, ok?

Ainda os abracei mais uma vez e ouvi minha mãe dizer que ia dar tudo certo e que se não desse era só voltar pra casa.

O voo foi tranquilo.

Talvez o peso de uma noite sem dormir tenha caído sobre mim naquelas 2 horas de voo, pois só me lembro de ter sido acordada com uma mão suave em meu ombro esquerdo.

- Senhora, por favor, coloque o cinto. - a comissária disse. - Já vamos pousar.

Eu me ajeitei na poltrona e logo pousamos.

Eu estava animada. Eufórica era a palavra.

Eu finalmente tinha conseguido, estava em Los Angeles, a cidade das oportunidades, das gravadoras, dos grande cantores... da música!

Peguei minhas malas num misto de excitação e medo.

Pensava em como seria daqui pra frente.

Pra onde eu iria... quem procuraria.

Ouvi uma gritaria no aeroporto, uma correria.

- Tem alguém famoso desembarcando. - ouvi a voz de uma mulher.

Eu olhei pra ver quem era a mulher que falava comigo e quando a fitei ela apontou seu dedo indicador pro lado oposto que eu olhava.

Quando dei por mim a multidão vinha em nossa direção e eu fiquei sem reação, sendo esbarrada por centenas de pessoas, a maioria mulheres.

Me jogavam de um lado pro outro, senti uns pisões no meu pé também. Não consegui raciocinar naquela situação. Eram muitos gritos e muitas pessoas... mas que merda era essa?!

Foi quando senti um mão agarrar meu braço, me puxando pra sair dali e quando percebi o barulho havia diminuído e ninguém mais passava por mim.

- Você está bem? - ouvi uma voz masculina no fundo da minha mente.

Eu o olhei, meus olhos pareciam enxergar em câmera lenta.

Era um homem lindo. Alto, ombros largos, cabelo castanho escuro e bagunçado, mas o que mais me chamou atenção foi a forma que seus olhos verdes me olhavam. Era como se ele pudesse ver minha alma, algo além de mim.

- Moça? - sua voz me chamou.

Só então eu percebi. A multidão não estava mais ali, no lugar estava um bom número de homens, todos com um terno preto irritantemente igual... Eram seguranças?!

- Stuart, vá pegar uma água pra moça. - os olhos verdes disseram.

Aí eu dei por mim... eu conhecia aquele homem. Aquele rosto. Aquela voz e aquele intenso olho verde.

Me aproximei mais pra olhar seu rosto perfeito. Tenho certeza que meu queixo estava pendurado no meu rosto quando ele deu um sorriso torto e me encarou de volta com um olhar que dizia "gostou do que está vendo?".

Aquele era Adam. Adam Scott. Músico, compositor, uma estrela do country americano e dono dos olhos verdes que seriam minha perdição na California.

- x -

28 Juin 2020 03:08:03 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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