kalastrias Kalastrias

Lindel tinha resistência a certos assuntos que Selkie via como uma idiotice. Ele se restringia tanto, as vezes até mesmo mentia para si mesmo para evitar algumas coisas e seguir a vida do jeito fácil. Não, menos complicado.


Fanfiction Anime/Manga Tout public.

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More Than That

Adolf massageou o pescoço depois de terminar de digitalizar o último documento do dia. Se espreguiçou na cadeira, ouvindo os estalos em suas costas. Estava cansado. Pegou sua garrafinha de água que deixava ao seu lado, estava vazia.

Se levantou para enchê-la antes de ir embora. Diferente dos professores e alunos da escola de feitiçaria, não tinha um quarto ali. Mas sua casa não ficava longe, nem sequer precisava pegar metro, ou táxi. Poucos minutos de caminhada e logo estaria em casa, apreciando suas horas de descanso.

Passou por alunos apressados para as últimas aulas do dia. Às vezes gostava de ver a movimentação das pessoas, era bom ver a vida fluir no campus. Escutar o burburinho das conversas, risadas e os sons apressados dos sapatos no mármore. Era algo que havia aprendido a apreciar em seus anos trabalhando ali. Mas algumas vezes se sentia enojado consigo mesmo.

Não era a única pessoa… “normal”… que trabalhava ali. Mas essas pessoas eram a minoria. Não era todo mundo que se aventurava a ficar entre seres fantásticos e magia quando descobriam que nunca seriam, de fato, parte daquele mundo. A maioria ia embora frustrada e seguia suas vidas longe da magia. Mesmo aqueles que decidiram ficar por curiosidade, iam embora depois de se sentirem inúteis e deixarem a inveja lhe consumirem.

Adolf encarou a parede enquanto enxia sua garrafinha no bebedouro. Não diria que não era uma pessoa invejosa, era sim. Queria mais que tudo fazer parte desse mundo, não apenas observá-lo com um espectador. Claro que se sentia frustrado e às vezes sentia vontade de desistir e ir embora. Mas se afastar disso tudo significava se afastar dele. E não queria isso.

— ADOLF!

Se assustou com seu nome sendo dito de forma tão alta. Jogou sua garrafinha no ar, ouvindo a acertar o chão e derramar a água num baque surdo.

Olhou para a direção da voz.

— Selkie? — Era o familiar de Lindel. Se abaixou pegando sua garrafinha enquanto a sensação do susto passava. — Algum problema?

— Você pode vir comigo, por favor? — Não havia ninguém por perto, mas abaixou a voz e se aproximou de Adolf. — Lindel… bem, ele está um pouco doente e-

A garrafinha voltou a cair da mão de Adolf.

— Ele está bem? — Se abaixou no nível do familiar, a preocupação tomando conta de seu peito.

— Ahm, sim. Mas faz duas noites que ele vem sussurrando seu nome durante o sono, eu acredito que seja por causa da febre. Talvez esteja tendo pesadelos. Se ele o vir, digo não por mim ou por algum espelho, mas vê-lo pessoalmente, talvez o sono dele melhore.

— Oh. — Sentiu seu peito aquecer, mas logo tratou de abafar o sentimento. — Posso ir com você se for deixá-lo melhor.

Selkie não era bobo, mas achava a resistência que Lindel tinha a certos assuntos uma idiotice. Ele se restringia tanto, às vezes até mesmo mentia para si mesmo para evitar algumas coisas e seguir a vida do jeito fácil. Não, menos complicado. Ele sabia que Lindel se sentia preso, ele gostava do que fazia e zelava com amor pela vida dos dragões, mas se sentia sozinho. Raramente demostrava isso, e apenas Selkie tinha sensibilidade o suficiente para conseguir ver isso.

Não mentiu sobre ele estar se sentindo mal, Lindel que se recusava a parar e descansar então não estava melhorando. Ele pensou que a presença de Adolf pudesse acalmá-lo.

Não era a primeira vez que Adolf era carregado por um dragão, mas não é como se fosse experiente nisso. Tropeçou ao descer e se levantou rápido, correndo até a tenda onde Selkie disse que ele estava.

Lindel estava saindo dela quando Adolf passou a mão na entrada.

— Adolf? — Lindel piscou rapidamente, surpreso. — O que está fazendo aqui?

— Ah, Selkie me disse que você estava doente. — Não pode deixar de lembrar dele falar que Lindel disse seu nome enquanto dormia. Fez o máximo que podia para que seu rosto não demonstrasse o calor que seu peito sentia.

— Ah. — Lindel suspirou. — Estou, apenas um pouco cansado.

Adolf encostou as costas da mão na testa de Lindel, o fazendo dar um pequeno pulo no lugar.

— Você está com um pouco de febre.

— Não seja bobo, eu estou bem. Além disso, eu preciso fazer o jantar. — Empurrou gentilmente Adolf para o lado, mas quando a luz do sol de fim de tarde bateu em seus olhos sua mente ficou um pouco zonza. Apoiou o braço no ombro de Adolf, evitando o passo em falso.

— Deixe-me preparar, eu já vim até aqui mesmo. É o mínimo que posso fazer. Tire um cochilo. — Passou as mãos nos antebraços dele, tentando passar algum conforto.

— Ah, não. Não poderia deixar meu convidado fazer isso. — Lindel sorriu minimamente olhando para os ombros de Adolf, deslizou as mãos naquelas que seguravam seu braço gentilmente, deixando suas mãos segurarem as de Adolf por alguns segundos a mais.

— Lindel, por favor.

Lindel sustentou seu olhar. Segurou o pensamento antes mesmo que ele fosse formado e suspirou.

— Ah, essas crianças... Tudo bem. — Passou uma mão no rosto. — Descansei como pediu. Espero que não estrague a carne que for preparar. — Deu um curto riso brincalhão.

— Não se preocupe. — Disse enquanto se virava. — De todas as coisas que você tentou me ensinar, essa foi a única que consegui aprender.

Lindel baixou os olhos quando a tenda se fechou. Mordeu o lábio inferior e apertou as mãos em punho. Novamente se impediu de pensar no que queria, forçando pensamentos metódicos sobre o que faria no dia seguinte enquanto se deitava. Seu corpo agradeceu pelo curto descanso, imediatamente relaxando na cama.

Foi acordado com uma mão leve em seu ombro.

— Hey. — Adolf falou baixinho. — A comida está pronta.

Lindel sentiu a mão novamente em sua testa enquanto acordava. Levantou sua mão e segurou o pulso de Adolf com os dedos, pedindo para que a deixasse ali. Adolf se sentou ao lado dele. Virou a mão e deixou sua palma deslizar na pele alva.

— Me desculpe por aparecer assim se avisar. — Adolf disse, ainda com a voz baixa.

— Hm. — Lindel se permitia sorrir com mão em seu rosto. O sono deixando sua mente leve e um pouco das restrições de lado.

— Selkie apenas me deixou preocupado. — Murmurava quase que para si mesmo. — Eu nem mesmo sou-

— Pare. — A voz de Lindel também estava baixa. — Já disse que não precisa se importar com isso.

— Espero que minha amizade seja o suficiente. — Tirou a mão do rosto de Lindel e as deixou cair em suas pernas cruzadas.

Lindel abriu os olhos, vendo o sorriso curto carregado de culpa em Adolf. Levantou o braço e tocou o rosto dele, deixando seu dedão acariciar a bochecha levemente corada.

— Você é muito mais que isso.

2 Juin 2020 16:01:44 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Kalastrias Bem-vindo ao meu cantinho. Eu nunca sei o que falar em apresentações, sempre entro em panico quando me pedem para falar sobre mim. Não vou entrar em detalhes sobre as minhas inseguranças, não é importante. Então, vou simplificar de uma forma que importa para a internet: Ela/Dela; Pan; Ravenclaw; Sagitariana; INTP; Preto; Café; Gatos e noites sem dormir. Sim, eu sei que é clichê, mas lide com isso.

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