kalastrias Kalastrias

Ele sabia de onde tinham vindo essas marcas. Chise havia dito que deveria ter ficado algumas marcas, mas isso era mais que simplesmente marcas. Eram machucados. Feridas que ele havia provocado quando a prendeu em sua sombra noutro dia.


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#mahou-yome #the-ancient-magus-bride #mahoutsukai-no-yome #elias-ainsworth #Chise-Hatori #fluffy #fluff
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Elias caminhava na casa, atendendo o último cliente do dia. Chise estava no segundo andar, junto de Silky. Havia pedido algo para a Silver Mistress.

Ele havia acabado de sair da mágica do sono que Chise havia feito sem querer. Talvez ele devesse checar como ela estava. Subiu as escadas devagar procurando a garota pelos cômodos. Escutou a voz dela baixo, reclamando de algo, vindo de dentro do banheiro. Entrou sem bater.

Não se importava com a invasão, ou pelo menos não entendia que era uma invasão. Chise brigava sempre que fazia isso. Não via motivos para não checar se ela estava bem, ou se tinha machucados pelo corpo. Talvez ele devesse perguntar para Chise o motivo de ela brigar com ele todas às vezes...

A voz de Chise vinha detrás da divisão de madeira, da banheira. Pareciam gemidos de dor. Sentiu cheiro de ervas e shampoo antes de olhar pela divisão.

Chise estava curvada na banheira, com as costas para fora e o cabelo cheio de espuma. Silky estava com as mangas do vestido amarradas e passava as mãos nas costas da garota, espalhando um sabonete misturado a ervas.

O que chamou a atenção de Elias não foi o corpo nu da garota, isso não tinha efeito nele. Mas as marcas roxas espalhadas por todo o seu corpo, longas e grossas, como uma serpente enrolada envolta dela. Toda vez que a fada tocava em cima, ela estremecia e gemia baixinho de dor.

Sabia de onde tinham vindo essas marcas. Chise havia dito que deveria ter ficado algumas marcas, mas isso era mais que simplesmente marcas. Eram machucados. Feridas que ele havia provocado quando a prendeu em sua sombra noutro dia.

Algo quente dentro dele se revirou, lembrando a si mesmo que ele havia feito essas marcas.

Silky virou seu olhar para Elias, que estava parado ao lado da divisão de madeira, observando assustado as marcas no pequeno corpo da garota. O repreendeu com o olhar, dizendo silenciosamente que as marcas eram culpa dele.

Chise não o viu ou o ouvir entrar. Estava de olhos fechados, passando as mãos lentamente no cabelo, espalhando a espuma.

Elias tirou o sobretudo e jogou em cima  da divisória. Puxou as mangas da camisa e tirou as luvas. Acenou para Silky, avisando que tomaria o lugar dela. A Silky colocou o sabonete numa cesta ao lado da banheira, onde estavam as ervas, lavou as mãos e a secou com uma toalha pequena. Se levantou e saiu do cômodo, deixando eles sozinhos.

Elias se abaixou, tomando o lugar que estava fada. Observou as ervas, elas eram para ajudar o corpo a se recuperar de uma lesão. O sabonete ajudava a tirar o cheiro forte da erva.

Chise parou as mãos, procurando cegamente por Silky.

Elias observou de perto das marcas, deixando ondulações na pele da garota em alguns lugares. Elas estavam muito escuras, principalmente as do torso. As do braço estavam um pouco mais claras, e nas pernas havia menos.

Pegou o sabonete junto de algumas folhas, molhou na água e encostou nas costas da garota. Sentiu-a relaxar e voltar às mãos no cabelo.

Sabia que apenas as ervas não ajudariam sozinhas o corpo dela a se curar, então pouco depois colocou o sabonete de lado e pousou as duas mãos nas costas da garota.

Chise deu um pulo na banheira, jogando água no chão e se afastando das mãos dele.

— E-elias?! — Os braços dela estavam sobre os seios e as pernas fechadas. O shampoo escorria pelos olhos, impedindo que ela os abrisse. — O que está fazendo aqui?!

— Por que não me disse sobre isso? — Não se mexeu, apenas apoiou os cotovelos na beira da banheira.

Chise apertou a boca e ficou em silêncio.

— Vem aqui. — Deu tapinhas na água.

— Você não devia estar aqui. Já te disse isso! —  Se encolheu mais no canto oposto da banheira.

— É meu dever cuidar de você. — Fez uma pausa. — Você não deveria ter escondido isso de mim.

Chise passou uma mão no rosto e molhou na água, tirando a espuma. O encarou com olhos culpados e acusadores. Culpada por contar, e acusando-o por estar ali.

— Eu sei que você não gosta que eu te veja nua, mas seus machucados não vão ser tratados muito bem apenas com ervas.

Ela corou de leve. Ficou calada de novo.

— Anda. Vem aqui. — Mexeu na água.

Ela inflou as bochechas e devagar foi voltando ao lugar. Elias esperou que ela ficasse quieta. Colocou novamente as mãos nas costas dela.

Chise deu um pequeno pulo no lugar.

Deslizou as mãos pelas costas da garota, da base da cintura até os ombros, fazendo uma massagem de leve que ajudasse o sangue a circular.

Chise mordia a boca, evitando soltar gemidos de dor.

— Pare de morder a boca. Vai se machucar. — Passou uma das mãos no rosto dela.

Elias não era experiente em magias de cura, mas pelo menos aliviar a dor da garota e ajudar o corpo dela a se curar ele poderia fazer.

Chise reclamava com as mãos dele passando em cima das marcas. Doía e incomodava. Toda vez que suas mãos chegavam ao final de sua cintura, ela sentia um arrepio. Não de dor, mas pelo toque.

Depois de alguns minutos ela não sentia mais dor. Era como se estivesse anestesiado. Sentia apenas as mãos dele correndo em suas costas.

— Você parece melhor. — Comentou quando ela encostou o queixo nos joelhos.

— Hm. Não está doendo.

Ele começou a tirar a espuma do cabelo dela. Chise apenas fechou os olhos.

— Você deveria ter me dito sobre isso. — Elias comentou de novo.

— Hm... — Passou a mão no rosto. — Não queria te preocupar...

— Me dê seu braço. — Ficou de um lado da banheira, para fazer a mesma coisa com as marcas do braço.

Ela ergueu o braço direito,  deixando o esquerdo abraçando as pernas e escondendo os seios. Para não voltar a gemer de dor, ela se concentrou nas mãos dele. As mãos dele cobriam facilmente o comprimento de seu braço... Passou a pensar sobre a cor de sua pele, aquele roxo... E haviam marcas ásperas que lembravam escamas em alguns lugares. As unhas negras deixavam a aparência de sua mão completamente diferente de quando estava com luva.

— Parou a dor? — Perguntou, sentindo os olhos da garota em suas mãos.

— Ainda não...

Elias fez o mesmo procedimento com o outro braço.

Chise abraçou as pernas quando ele terminou, se sentindo o corpo relaxado pela magia, mas sem a capacidade de relaxar com ele do lado.

— Apenas me diga se eu fizer algo estúpido assim de novo. — Fez seu carinho típico na cabeça dela.

Ela ficou encarando os brilhos dos olhos dele com a expressão surpresa. Ele estava se sentindo mal pelo o que fez. Abaixou os olhos, envergonhada por não ter percebido que aquele era o modo dele pedir desculpas.

— Você pode… Fazer de novo nas minhas costas? — Desviou o olhar.

Ele certamente não saberia que estava se sentindo culpado.

— Ainda dói? — A voz transpareceu preocupação.

— Hm…

Na verdade, não. Não doía.

Mas ela sabia que ele não era bom com magia de cura, e que havia se esforçado para conseguir esse resultado. E ela também queria fazer ele não se sentir mal, e o único jeito era deixar Elias cuidar dela do jeito dele…

Deu outro pulinho no lugar quando sentiu as mãos nas suas costas. Era constrangedor ter ele passando as mãos em seu corpo nu.

Elias passou as mãos do lado do corpo dela, talvez a magia não tivesse sido o suficiente para aliviar a dor ali e na frente do corpo. Mas ele sabia que Chise não deixaria tocar sua barriga.

Chise soltou uma risada e se contorceu nas mãos dele.

— Hm? — Elias pausou as mãos na cintura dela, debaixo d'água.

— Cócegas. Cócegas. — Bateu a na mão dele em baixo d'água enquanto ria. — Ai, ai. — Se encolheu de dor, sentindo a pele de sua barriga se contrair com as risadas.

Ele ficou confuso com a reação dela, mas voltou a fazer a massagem.

Chise voltou a explodir em gargalhadas, se contorcendo sob suas mãos. Ele entendeu que deveria ser isso que estava causando as risadas na garota.

Apertou a carne dela com um dedo de cada vez. Chise bateu as pernas na água, derrubando mais no chão, enquanto mexia o corpo tentando escapar das mãos dele. Com a força dele não era difícil mantê-la no lugar.

Elias se pegou rindo baixo das reações da garota, se divertindo ao provoca-la.

— Você está fazendo de propósito! — Chise havia saído de sua posição defensiva e esperneava na água, deitada de barriga pra cima com às duas mãos firmes nos pulsos dele, empurrando para que ele a deixasse livre. — Me… Sol… ta… — Falava entre as risadas.

— Você está bem para alguém que ainda está sentindo dor.

Ele sabia.

Claro que ele sabia.

Sabia que ela não estava sentindo dor onde ele havia mexido. Só não sabia por que ela havia mentido.

— Tá bom, tá bom. Eu não estou sentindo dor. Para, para, para. — Chise estava chorando de tanto rir.

As mãos dele pararam e soltaram a cintura da garota, mas se mantiveram em baixo da água, os cotovelos apoiados de lado.

Chise parava de rir. Relaxou na banheira, tentando parar a sensação de cócegas. As pernas esticadas, a barriga para cima e a cabeça encostada no peito de Elias.

— Ah... — Chise estava com os olhos fechados. — Não faça isso de novo. — Respirou fundo.

Elias reparava no quão relaxada ela estava, sem esconder o corpo dele. Ele não era afetado pelo corpo dela, então não fazia sentido esconde-lo. Mas ele gostava de ver ela a vontade perto de si.

Ele observou a parte da frente do corpo dela. Estava como as costas. Com largas marcas roxas completando as marcas nas outras partes. Colocou as mãos na barriga da garota e a puxou para perto de si, para que ficasse sentada novamente. Passou as mãos nas costelas da garota, para aliviar a dor ao respirar que ele sabia que ela deveria estar sentindo.

— Vou contar para Angélica que você está abusando de mim. — Não tirou as mãos dele de si. Aceitando que, o que ele estava fazendo a estava ajudando com a dor.

Ela respirou aliviada, com uma melhora quase instantânea na respiração.

— Eu não estou abusando de você! — Elias não entendeu a brincadeira dela, tomando a frase como uma ameaça.

Chise riu com o tom de voz dele.

— Me desculpe não ter contado pra você… — Falou baixo.

— Felizmente não são lesões sérias. — Tirou as mãos dela. Se levantou enxugando os braços numa toalha extra que estava perto. — A água já está fria. Você deveria sair. — Desenrolava a manga da camisa e colocava a luva.

Chise escondia o corpo novamente quando ele a olhou.

— Acho melhor fazer isso de novo amanhã, apenas para ter certeza de que você não vai voltar a sentir dor. —  Pegou seu sobretudo da divisória e saiu do cômodo.

Chise se levantou depois de ter certeza de que estava sozinha. Se enxugou e passou correndo para seu quarto.

Depois de estar vestida e pronta para dormir, ela decidiu ir até Elias. Agradece-lo por ajuda-la com a dor.

Bateu três vezes na porta.

— Elias? — Chamou.

Houve um breve silêncio.

— Sim?

Chise abriu a porta devagar. Ele estava de frente para o guarda-roupas em seu quarto, ela não via o sobretudo dele em nenhum lugar. Ele estava trocando de roupa, os suspensórios soltos ao lado do quadril, a camisa para fora da calça e aberta na frente. Chise não pode ver muito, pois ele estava de costas.

— O-obrigada por me ajudar com a dor. — Disse, mordendo o interior da boca por ter gaguejado. Ela já o havia visto usando o pijama que ele usava para dormir, mas nunca trocando de roupa. Sentiu o rosto esquentar e o abaixou.

— É meu dever cuidar de você. — Falou, olhando por cima do ombro.

— Desculpa de novo por não ter contado. — Ainda segurava a maçaneta.

— Apenas não faça de novo. — Estava parado com as mãos na blusa para retirá-la. Mas a presença da garota estava travando suas mãos, ele não entendia por quê.

— Boa noite, Elias.

— Boa noite, Chise.

Ela fechou a porta e voltou para seu quarto.

Elias segurou a camisa por mais alguns segundos. Ponderando sobre a paralisação em suas mãos. Um pensamento no fundo de sua mente o surpreendeu, fazendo-o soltar o ar rápido quando a frase terminou de se formar na sua mente.

Eu não queria que ela me visse.

Sua mente formou.

A surpresa conteve seus braços no lugar de novo, enquanto ele catalogava aquela frase. O que era essa sensação? Por que ela surgiu agora? Não era incomum Chise o observar. O que fazia dessa vez ser diferente?

Elias lembrou de Chise falando que ele não podia entrar enquanto ela tomava banho. O modo como ela esconde seu corpo nu. Talvez fosse essa a sensação?

Perguntaria no dia seguinte se Chise estaria sentindo dor, e se ela achava necessário fazer a massagem novamente. Sentiu que deveria pedir permissão dessa vez.

Não voltaria a invadir seu banho sem um bom motivo.

2 Juin 2020 06:25:11 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Kalastrias Bem-vindo ao meu cantinho. Eu nunca sei o que falar em apresentações, sempre entro em panico quando me pedem para falar sobre mim. Não vou entrar em detalhes sobre as minhas inseguranças, não é importante. Então, vou simplificar de uma forma que importa para a internet: Ela/Dela; Pan; Ravenclaw; Sagitariana; INTP; Preto; Café; Gatos e noites sem dormir. Sim, eu sei que é clichê, mas lide com isso.

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