mayonaka_astery Mayonaka Ástery

Katsuki não imaginava que decidir fazer uma visita a sua mãe no hospital fosse render bem mais que meia hora de xingamentos e dor de cabeça, nem que em meio aos inúmeros vasinhos de flores irritantes espalhados numa floricultura local fosse encontrar um tom de verde do qual pudesse gostar.


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

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Histoire courte
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Capítulo Único

A mãe de Katsuki estava internada no hospital, recuperando-se de um AVC, descobrira por meio deste que tinha sérios problemas no coração, tudo culpa do stress, segundo os médicos, e culpa sua, segundo a própria velha, pelas dores de cabeça que lhe dava.

Enfim, estava indo visitar a bruxa velha e pensou em levar algo, não que quisesse de fato, mas seria estranho se não levasse nada para a própria mãe, não é? Pensou que o mais comum era levar flores para um doente no hospital, desejando melhoras, então assim o faria, apesar de nem de longe isso ser o seu gosto.

A caminho do hospital parou numa floricultura, estacionou o carro e adentrando o sítio logo deu de cara com todo aquele verde irritante e o cheiro de mato que atraia insetos. Estalou a língua em descontentamento fazendo uma careta.

Tudo bem, era só pegar uma maldita flor e ir embora, contudo lhe veio mais uma dúvida, qual levar?

Seus olhos rubros varreram o local perdidos entre toda aquela bagunça de plantas, estava confuso e após tropeçar num vaso, já começava a se irritar. Afastou-se do objeto, mas com um passo curto já havia topado em outro.

Grr! Toda aquela terrível bagunça verde lhe dava nos nervos, por isso amava a branca lisa e espaçosa atmosfera de sua casa, ornada unicamente com o metal dos próprios móveis ou o preto de alguns eletrodomésticos, minimalista, funcional, não tinha nada dessas coisas desnecessárias se entulhado pelos cantos.

Definitivamente aquele recinto cheio de plantas não era seu tipo de ambiente e não tinha paciência e nem jeito para essas coisas. Estando a ponto de explodir um dos vasinhos no chute, uma voz mansa e educada lhe chama a atenção.

— Com licença, gostaria de alguma ajuda?

Ia estourar na cara de quem quer que fosse o atendente, faria, se não fosse pelos belos olhos esmeraldinos que o rapaz de cabelos verdes possuía e pelo lindo sorriso em seu rosto ornado de sardas. Tão depressa quanto surgiu, a raiva se esvaiu. O loiro gaguejou, se embananou todo para responder e o outro riu, uma risada tão doce que sequer dava para sentir raiva, na verdade não conseguia pensar em nada que não fosse como ele ficava perfeito daquela forma.

A partir dali o esverdeado lhe ajudou a escolher as flores e assim o loiro seguiu para o hospital onde os pais questionaram seu jeito naquele dia, ele nada compreendeu até que falassem do sorriso sincero e a expressão ao mesmo tempo pacifica e alegre em seu rosto, nem parecia ele.

Xingou e desconversou trazendo de volta a carranca de sempre, porém com um certo rubor perceptível a olhos perspicazes e, como toda a mãe, Mitsuki era rainha na arte da perspicácia, ela logo percebeu que algo estava acontecendo ali.

Não demorou nem uma semana para que o loiro voltasse a visitá-la trazendo outra vez belas flores e um sorriso bobo no rosto, mas quando perguntava ele logo fugia do assunto. Com o tempo as visitas do filho a si tornaram-se mais frequentes, até mesmo depois de ela receber alta, e ele sempre trazia flores junto à mesma expressão apaixonada. Sim, ela sabia, afinal só podia ser isso e não demorou muito para que encontrasse o objeto de desejo do filho, o qual aprovou grandemente. O jovem Midoriya Izuku, que trabalhava na floricultura a duas quadras, era quase um anjo na terra de tão adorável. Seu moleque podia ser um cabeça dura, mas tinha muito bom gosto.

Apesar de saber o que estava acontecendo esperava que o filho, como adulto que era, admitisse estar apaixonado e dissesse isso com as próprias palavras, mas ele não o fez. Tinha que dar um jeito naquela atitude. Disse ao filho que já não havia mais espaço na casa para as flores e que era melhor parar de trazer pois não teria onde colocar dentro de casa, nem tinha como cuidar das que já tinha, elas morreriam, não tinham sol, terra ou nutrientes suficientes, dessa forma estava apenas matando elas.

Não era mentira, mas a verdadeira intenção dela era com isso acabar com as desculpas dele e obrigá-lo a admitir que ia na floricultura para ver o rapaz de cabelos verdes. Claro, como de costume eles discutiram e o loiro foi embora.

Passara umas boas três semanas sem aparecer na casa dos pais, mas qual não foi a surpresa da mulher, em após aquele tempo, acordar no meio da madrugada com o barulho ao lado da sua janela e ver seu moleque carregando os últimos vasos da varanda. Óbvio que isso foi motivo para uma nova discussão e ela foi até a casa do pirralho tirar satisfações.

Bem, isso até ela notar o que ele realmente fazia ali, sujo de terra e as mãos cheias de calos, estava plantando as flores, sua desculpa era que não queria que elas morressem. Ela suspirou consternada, como mãe, entendeu, apiedou-se dele e por fim acabou ajudando o filho na construção do jardim, ao qual o rapaz passara a cuidar com afinco, fazendo-o florescer. Vasos suspensos, floreiras, um caminho de pedras, pergolado, iluminação especial e mesmo uma mesa de pedra com bancos, o jardim teve direito a tudo.

Cresceu tanto que destoava drasticamente da casa moderna que Katsuki possuía, era como um portal para outro mundo, um lugar encantado que a cada dia se enchia mais de flores, todas trazidas da floricultura onde tornara-se um cliente fiel.

E incentivado pela mãe, que já teimava em juntar ambos os rapazes, foi ali que levou o jovem de olhos esmeralda após seu primeiro encontro de verdade, poderia até mesmo dizer que aquele foi o que mais amou de toda a noite que tiveram. Sua mãe agora tinha uma comparsa, a mãe dele, e juntas iluminaram o local de forma diferente para aquele momento tão especial, pequenas velas em potinhos de vidro dando ainda mais destaque para a aparência encantada do lugar, era como se tivesse saído de um conto de fadas, o próprio loiro se surpreendeu. E foi ali que fez o pedido de namoro que foi aceito por seu amado com lágrimas de felicidade.

5 Janvier 2021 01:39:19 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

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