misterlolla Lolla S.

– O que você fez? – mais uma vez o albino se preocupava com a situação familiar que caminhava mal cada dia mais. – Não o deixei morrer – finalizou, ainda sentado no chão sem ter a mínima vontade de levantar. Entendia a raiva dos outros sobre si, entretanto não era o pior entre todos eles e não podiam julgá-lo, fizeram uma mulher se matar, sem contar com as noivas que acabaram morrendo dentro da casa, todos ali pecaram. Pecaram ao aceitar a maldade, pecaram ao judiar de mulheres inocentes, pecaram ao negar Deus de todas as formas possíveis e pecaram ainda mais ao se odiarem. Aquilo não era uma família, eram homens desorientados e com falhas irreversíveis, demônios.


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

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Prólogo

Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.



Foi isso que eu li minha vida toda, palavras descritas como impuras dentro de um livro que ditava a minha vida e de tantos outros. Ninguém nunca havia me dito o quanto eu poderia seguir meu rumo sem assimilar nada a Cristo.

Deus, abandonaste tua serva?

Sei que é errado julgar, mas é pior ainda sentir esse calafrio toda vez que fecho meus olhos e tento sonhar com algo bom e piedoso. Nunca fui de choramingar e jogar a culpa em outras pessoas, mas, eles não merecem perdão, muito menos amor. Se o melhor a se fazer era deixar ir, isso eu podia fazer!

Eu sabia no que estava me tornando, sabia que estava a viver como eles.

Hoje seria só mais um dia que teria de encarar suas faces e esperar que viessem beber de seu alimento diário, dolorosamente como todos os dias do ano. E isso eu aguento por anos, quatro no total. E nenhum desses 1.460 dias eu sorri, em nenhum desses ou se sorri eu esqueci por ter me acostumado com a dor.

A verdade é que me tornei uma masoquista irritante, que chora e reclama toda vez que vai para o banho, que tenta sonhar com algo bom toda vez que fecha os olhos, uma mulher dolorida que tenta fugir da dor... Mas que finge não sentir o toque do amado que tanto a maltrata. É, eu sou uma louca, que ama um demônio! Como? Eu já disse, sou louca.

Se arrependimento matasse, estaria morta a anos.

Deveria ter ido com os Mukamis quando tive a chance, deveria ter dito sim quando me perguntaram se queria ir com eles! Deveria ter ouvido minha mente, deveria ter pensado em qual doeria menos, deveria... Mas quando apaixonado, ninguém pensa.

Agora, não tem mais nada que eu posso fazer por eles ou por mim mesma. Estou morta por dentro e essa carne cada dia aparenta mais destruída, sei que de uma forma ou de outra não vou resistir até o final, se não por mim, será por esses seres doentios. E não deixarei essa parte para eles. Ainda mais para ele.

Enquanto eu pensava nas palavras, as escrevia sobre um papel, a caneta preta trêmula ficava entre meus dedos escorregando de vez em quando entre eles. Meus olhos já estavam a se encharcar sem escorrer nenhuma gota salgada, meus lábios mexiam entre abertos conforme escrevia, minha mente focada no que acabava fazendo as memórias recorrerem a mim novamente, por segundos parei o que estava fazendo e corri dois de meus dedos por cima das marcas, os furos ainda doíam e o sangue que secava ainda mostrava o quão profundo era.

O roxo, a dor, o sangue... Tudo isso foi depositado em meu corpo, meu pescoço cheio de marcas de suas presas, nas quais eram incontáveis mas eu sabia reconhecer muito bem, minha clavícula coberta de chupões, minhas costelas arranhadas e meus joelhos afundados pelo roxos de minhas quedas.

Havia perdido tudo aqui; minha liberdade, meu coração, minha dor, minha virgindade, minha alma, meu corpo... E agora, estava perdendo minha vida também.

Eles não sabiam a sensação e nem estavam afim de saberem, eu tinha consciência de que estavam se ferrando para mim e para o que eu sentia agora.

Por fim, fechei meus olhos e deixei lágrimas escorrerem por minhas bochechas, cada vez mais forte se tornava meu choro, em minutos eu soluçava e acabava por esquecer completamente o que fazia...

Pai, por que me deixou?

Se não me amava, por que me criou?

Minhas perguntas eram ignoradas pelos meus sentimentos e por Deus.

A essa altura minha carta de suicídio estava pronta. Carta de suicídio não, um relato, um desabafo da humana que cansou. Talvez as outras noivas só não o fizeram também por terem sido assassinadas antes de pensarem nisso.

Quando terminei, olhei no espelho a minha frente. A dolorosa e terrível imagem de mim mesma, uma mulher destruída por um clã de vampiros, uma vida acabada e uma alma perdida. Por culpa de seis monstros. A tal faca, aquela mesma que um dia recebi de um deles. Na beira de minha cama, pedindo socorro para mim.

Meus dedos tremendo como faíscas, foram de encontro a aquela arma branca.

Minha mão seguiu até meu pescoço, segurando aquela faca, sua lâmina afiada e minha boca trêmula. Salivava e chorava.

Apenas um segundo antes um sorriso se formou em mim e eu o fiz, corri aquela lâmina sob minha pele marcada, pálida e fina, no mesmo instante o sangue jorrou e passou a escorrer forte, a faca caiu de minha mão e ficou no chão, enquanto meu corpo se conformava com a morte que eu escrevi, minha respiração parou e meus olhos tremeram antes de fecharem de uma vez.

Cai na cama, morta.

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Era um local escuro, no qual eu não enxergava nem o que estava a minha frente, estreito e com limite de locomoção.

Ergui minha mão e percebi o quanto salivava, minha garganta seca e meus braços tremendo. Batia os na minha frente tentando descobrir onde eu estava...

Era meu glorioso caixão.

Estava certa, eu não poderia morrer, eu havia me tornado o que mais desprezava; uma vampira.

**

**



Bom, essas eram minhas memórias do meu quase suicídio. E enquanto eu me recordava, aquecia minha pequena criatura sobre os braços, a vendo dormir calmamente.

Seus cabelos loiros e sua pele pálida, qualquer vampiro poderia reconhecer a mesma. Minha Chieko era a mais preciosa criatura para mim,não importava quem era seu pai.

Mas Chieko um dia teria de saber.

Estava num táxi, voltando para a minha cidade de Tóquio depois de 3 longos anos. Depois do meu provável suicídio fugi e adotei uma nova identidade. Havia me tornado uma nova mulher, uma pessoa mais forte e decidida.

Mas continuava sonhadora e esperançosa como antes. Apenas meu sonho que era outro.

Agora meu sonho era destruir cada ser demoníaco que me fizera mal no passado, e eu tinha esperança que ia apodrecer ainda mais a vida de cada um.







21 Mai 2020 06:49:50 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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À suivre… Nouveau chapitre Tous les samedis.

A propos de l’auteur

Lolla S. quem faz seu sucesso é você, só depende do seu esforço

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