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Em uma despedida com um rumo a seguir em frente, Bakugou se colocou uma última vez dentro da casa que dividiu com Kirishima por algum tempo, onde, de amigos morando juntos, se tornaram perdidamente apaixonados um pelo outro, para, pronto ou não, ter que deixá-lo ir mais uma vez.


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

#adeus #casa #separação #kiribaku
Histoire courte
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O que restou junto as lembranças

Da pequena varanda Bakugou podia observar o quarto vazio atrás de si; todos os objetos que um dia compuseram aquele espaço agora estavam em caixas para serem doados. Não fora fácil desmontar as prateleiras cheias de coisas dele, tocar nos lençóis que ainda tinha o cheiro de sua pele, abrir o guarda-roupa e quase ser sufocado pela avalanche de roupas mal arrumadas, jogadas lá dentro de qualquer forma, mostrando como ele era um pouco bagunceiro.

Nesse momento, Katsuki não conseguiu evitar deixar escapar um "maldito cabelo de merda!" baixinho, o que, depois de alguns segundos em pleno silêncio, o fez lembrar que Kirishima já não estava mais ali para ouvi-lo. Foi como mais um baque de realidade, mesmo que muitos meses já houvessem passado desde que a presença de Eijirou havia estado naquela casa e naquele quarto. Mas, ainda assim, era como se a qualquer momento ele fosse entrar pela porta correndo, pedindo desculpas por toda aquela montanha de roupas, que Bakugou se pôs a dobrar uma por uma com zelo, como se um dia Eijirou pudesse voltar a usá-las.

Havia feito como instruído por seus amigos: tirou todas as coisas de Kirishima daquele quarto que um dia pertenceu a ele, que deixou trancado por tempo demais, como que para parar o tempo naquele espaço, para as lembranças não se ofuscarem com o passar dos dias. Porém, até isso, talvez, precisasse deixar ir, mesmo que não fosse menos difícil do que empacotar móveis, roupas e doá-los. Mas não seriam todas as lembranças que Bakugou deixaria que caíssem no esquecimento, não queria se esquecer que um dia esteve ao lado de um homem maravilhoso como Eijirou. Apenas, talvez, desapegar de alguns pontos do passado pudesse ajudá-lo a ir em frente no futuro.

Mas não era como se, nem de longe, estivesse se sentindo preparado para tal passo; só que era necessário, seus amigos diziam ao vê-lo, com o passar do tempo, se afundar em um passado que nunca se repetiria em nenhum momento. As lembranças ainda pairavam no ar daquela casa, trazendo a saudades a Katsuki de dias muito melhores ao lado de Kirishima, que o fez por muito tempo ficar estagnado naquele ponto do fim do relacionamento.

Mudanças, boas ou ruins, eram necessárias para que tivesse uma vida além do trabalho e daquele quarto agora vazio. Bakugou sabia bem disso. Ele não era nenhum imbecil ou alguém que se faz de um para ter desculpas para a sua dor nunca ter um fim, mesmo que houvesse opções para isso.

Então, por isso, instruído pelos amigos, acabou acatando a ideia deles de começar pelo casa; um passo de cada vez, eles disseram, mas aquilo pareceu como correr rápido demais e perder o fôlego, mas Katsuki não estava reclamando, apenas constatando um fato que ficaria somente entre ele e o seu psicólogo de todas as terças-feiras.

Ainda na sacada, viu quando o caminhão de doações parou perto da entrada onde todas as caixas com as coisas de Kirishima estavam, os homens já tinha instruções de que poderiam levar, por isso Bakugou apenas se resignou a observá-los carregar caixa por caixa, controlando a vontade de correr até lá e pegar todas de volta. Não podia, pois seria como, mais uma vez, regressar no tempo, impossível na realidade, mas não na mente de Katsuki.

E era exatamente por isso que desviou o olhar no instante em que terminaram de carregar, quando o caminhão deu a partida. Acendeu um cigarro, seu novo vício. Precisou de um. Quase podia ouvir Eijirou reclamando que não era nada saudável e que estava se matando aos poucos, que deveria ter procurado um hobby como revistas em quadrinhos, futebol, dança ou qualquer coisa assim. Riu, sabendo que seria exatamente assim se ele estivesse ali naquele instante, nem ficaria bravo por ter doado todos os objetos dele, apenas o encheria o saco até que parasse de fumar, e isso poderia ser feito por dias a fio, afinal, os dois sempre foram pessoas que não desistiam fácil.

— Qual é, porra! Um vício, normalmente, não é tido como algo bom, e por isso eu escolhi um vício ao invés de qualquer outra baboseira para me distrair e me mostrar que estou vivo. Você não pode me julgar tanto assim, maldito Kirishima imaginário que está só na minha cabeça, e que agora está me fazendo falar sozinho como um louco, argh!

Um mínimo sorriso cresceu nos lábios de Bakugou após sua fala, mesmo que seus olhos mostrassem tristeza, e se por um acaso algum vizinho intrometido dissesse que havia o visto derramar algumas lágrimas, Katsuki o explodiria com o extintor de incêndios.

O celular no bolso da calça vibrou e Bakugou o pegou, vendo o lembrete na tela de que já estava na hora de ir. Um suspiro irritado escapou por parte dele. Mesmo que a parte menos difícil tivesse sido passada com o quarto, ainda havia uma que conseguia superá-la, e Katsuki odiou muito essa verdade. Porém era melhor que o fizesse de uma vez, que não ficasse parando para lembrar uma última vez como fizera com o quarto.

Então fechou a porta dupla que dava para a sacada, depois a do quarto, descendo as escadas para o andar de baixo e saindo pela porta da frente sem olhar para trás. Amanhã, alguma pessoa da agência imobiliária viria para olhar a casa e ver por quanto poderiam vendê-la. Katsuki sabia que provavelmente não apareceria para esse encontro, mandaria um de seus amigos e diria para que aceitassem qualquer merda de quantia, porque o que um dia habitou aquela casa e foi de grande valor para Bakugou já não estava mais lá, por isso não importava mesmo. Talvez servisse de lar para pessoas mais felizes que ele agora.

A rua estava vazia por ser final de tarde, e o centro, para onde Katsuki estava indo, provavelmente estaria lotado, e já conseguia imaginar a dor de cabeça que seria para pegar transporte por lá. Alcançando a esquina, Bakugou parou sem pensar muito nisso e se virou para trás, tendo o que seria a última visão da casa a qual amou voltar depois do trabalho por bastante tempo. Em pé do lado de fora, pode ver Eijirou acenando em sua direção um adeus. Era uma lembrança antiga e reconfortante, então retribui o aceno antes de continuar em frente, ciente de que, como na lembrança, não poderia sentir os olhos de Kirishima a suas costas observando-o partir, pois ele não estava mais lá como sempre esteve.

Notas Finais:

Fanfic betada por @itsanewton do blog AD.
http://animesdesign-ad.blogspot.com/

5 Juin 2020 00:09:31 5 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
10
La fin

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awnthony ⠀⠀⠀⠀⠀⠀𝙋𝙇𝙐𝙎 𝙐𝙇𝙏𝙍𝘼! -'ღ'- ⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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Luana Borges Luana Borges
Amei a história
May 20, 2021, 13:14
Luana Borges Luana Borges
Entrei de boa, saindo na bad. Oto chorando aqui 😢😞
May 20, 2021, 13:13
𝗮𝗴! 𝗮𝗴!
Estou extremamente depressiva, obg
May 17, 2021, 12:42
Luã Oliveira Luã Oliveira
Ficou ótima
February 26, 2021, 16:36
evan evan
meu deus, eu tô chorando tanto. eu amei 😔❤️
November 09, 2020, 11:35
~