Entendendo o universo ABO Suivre un blog

magicsvante Ari Lima Um guia geral para aqueles que desejam entender melhor o funcionamento e os mecanismos por trás do universo ABO ou, como também é conhecido, omegaverse. Explico nos capítulos a seguir o modo como as relações e a sociedade ABO é organizada, partindo da proposta de que há duas vertentes principais para explicar essa realidade alternativa: a primeira que foi idealizada por autores norte-americanos e ingleses e baseia-se na organização e comportamento dos lobos em suas matilhas; e a segunda, de origem japonesa, que propõe uma realidade "futurista" em que a sociedade é classificada conforme a organização das colmeias de abelhas.
Histoire non vérifiée

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Informações avulsas e considerações finais

  • Romances alfa x alfa e ômega x ômega:

Equivaleria aos romances homossexuais da nossa sociedade, porém, no universo ABO. É possível em ambas as vertentes, já que a homossexualidade e homoafetividade é observada e comprovada em muitas espécies de animais, com algumas variações de uma para a outra.

A união entre alfas é mais feliz no omegaverse idealizado pelas japonesas, pois os instintos animais não imperam sobre suas ações e personalidades, enquanto no ABO gringo um alfa não acharia o cheiro do outro muito... convidativo. Em ambos os casos, o sexo durante o cio não correria bem, com o adendo de que a mera tentativa poderia ocasionar em uma briga de alfas — e até em morte se estivermos falando de dois lobisomens.

Já com os ômegas a situação é bem semelhante. O cheiro de um ômega não é atrativo o suficiente assim como um outro ômega no ninho tentando fazer sexo com durante o cio pode gerar desentendimentos. Se nem mesmo um beta é capaz de saciá-los durante o calor, quem dirá outro ômega.

Lembrem-se sempre que em ambas as vertentes a questão da reprodução e fecundidade foi determinante para a criação desse universo, por isso, todo o comportamento sexual dos personagens é baseado no pressuposto de que eles devem se reproduzir e se multiplicar.

  • Posicionamentos sexuais:

Quando falamos de uma dinâmica alfa x ômega as posições sexuais sequer precisam ser discutidas, afinal, você não vê uma loba fêmea fodendo um lobo macho, não é? O comportamento sexual e reprodutivo de alfa x ômega está no “âmbito do instinto”.

Um alfa, naturalmente, sente mais prazer ao penetrar por conta do "nó". Ao estar na presença de um ômega macho excitado, o cheiro dos "feromônios ômega" estimula e excita o "lobo interior" do alfa para a copulação. Mesmo que não seja a principal intenção, a ideia de "inseminar" o ômega está sempre presente no nível do inconsciente dos alfas por questões reprodutivos. Enquanto com os ômegas, a situação é semelhante: cheiro forte dos alfas machos também os afeta e os fazem produzir lubrificação anal. Eles sentem uma grande necessidade instintiva de serem "atados" e, quando estão com um alfa macho, isso significa ser penetrado. A ideia de engravidar sempre será excitante para o ômega em seu interior.

Pois ao unir-se, esse casal tem como objetivo o acasalamento e a reprodução. Nesse caso, temos um ativo e um passivo naturalmente predeterminados por seus sexos-secundários.

É preciso manter em mente, que um casal alfa x ômega, no mundo ABO, é comparável a um casal heterossexual em nossa sociedade. Nós nunca pensamos sobre quem é o ativo ou o passivo em uma relação hétero, pois nessa dinâmica esses papéis não são cabíveis. Desse modo, não existe um passivo ou um ativo em uma relação alfa x ômega, existe apenas um alfa e um ômega.

Agora, se estamos falando de alfa x alfa e ômega x ômega, a discussão de quem é o ativo, o passivo, ou se ambos são flexíveis, é super válida.

  • Como o primeiro-sexo dos ômegas se manifesta quando estão em sua forma animal:

Algo importante nas histórias desse segmento — que deixa muitos autores em dúvida — é como a sexualidade dos ômegas machos é definida quando assumem sua forma animal e transformam-se em lobos. Alguns autores os retratam como lobos hermafroditos ou andróginos para contemplar a existência do seu sexo-primário (macho/fêmea) e do sexo-secundário (ômega), outros preferem dizer que em sua forma lupina os ômegas machos assumem a forma de um lobo fêmea.

  • Identidade de gênero:

O conceito de gênero ou o de sexo do mundo real não é relevante para a sociedade ABO. Por isso, cria-se a ideia de sexo-primário e sexo-secundário, ou, como também é chamado, gênero-primário e gênero-secundário. O sexo-primário seria aquele que já estamos familiarizados: macho e fêmea. À medida que o sexo-secundário seria o de alfa, beta e ômega. No sexo-primário é possível haver variações quanto a identidade de gênero, mas no sexo-secundário não há qualquer variação pois estamos falando do âmbito dos instintos. No omegaverse, o primeiro sexo do personagem é menos importante do que o seu segundo sexo.

  • Companheiros predestinados:

A ideia de companheiros predestinados é frequentemente utilizada no ABO e parte da perspec1tiva de que lobisomens vivenciam uma espécie de imprinting — lembra do Jacob e da a Renesmi em crepúsculo? Pois é.

De modo geral, é retratado como uma atração intensa ou um amor à primeira vista.

As possibilidades são muitas: imprinting, fio vermelho do destino, almas gêmeas, reencarnação, alta compatibilidade entre os lobos interiores, e tudo o mais que a sua criatividade te permitir elaborar. Companheiros predestinados podem reconhecer-se pelo cheiro, pelo olhar, através de uma marca de nascimento, devido a uma experiência sensorial complexa experimentada no primeiro encontro e por aí vai… Normalmente, assim que encontram-se, não demoram a unirem-se e acasalarem-se devido a intensidade da conexão que vivenciam. Podem até apresentar sintomas e efeitos colaterais físicos caso não se unam imediatamente e permaneçam separados um do outro.

Algo interessante e pouco trabalhado (aqui no Brasil, pelo menos) é o "vínculo parasita" que pode ser construído — não intencionalmente — entre um casal de lobisomens não-acasalado — ou melhor, entre os lobos desse casal. A conexão entre ambos é tão forte, que mesmo sem a marca ter sido "imprimida", o casal vivencia a experiência de sentir emoções, sentimentos e ouvir pensamentos um do outro, de modo que a quebra desse vínculo através do distanciamento ou do término do relacionamento é tão dolorosa e penosa quanto a dissolução de um vínculo real.

Na maioria das vezes, acontece somente entre casais de alfa x ômega.

  • Glândulas odoríferas:

Os alfas e ômegas possuem pontos do corpo com glândulas aromáticas onde exalam mais intensamente o seu feromônios naturais. Os pontos mais usados e referenciados são o pescoço, a nuca e os pulsos.

Em algumas histórias, um alfa pode marcar um ômega com o seu cheiro somente por pressionar o seu pulso.

  • O "nó" do alfa macho:

Apesar de já ter explanado sobre o funcionamento do nó dos alfas machos em vários momentos do texto, percebo que esse é um ponto que gera muitas dúvidas tanto para quem lê, quanto para quem escreve.

O nó do alfa nada mais é do que uma protuberância na base do pênis — fica entre o falo e os testículos. Essa protuberância incha e atrofia quando os alfas ejaculam, permitindo que o pênis fique preso dentro do ânus (ou vagina) por tempo o suficiente para que um ou mais óvulos sejam fecundados. Também tem como principal função fazer com que o pênis fique alinhado com a entrada para o útero do ômega a fim de que todo o sêmen seja ejetado diretamente dentro do útero e, assim, não seja "desperdiçado". O nó incha na borda do orifício tornando impossível que o sêmen deslize para fora enquanto está inchado.

Um alfa ejacula 20 ml de sêmen com uma taxa de fecundidade de 100% — um humano normal ejacula entre 2 e 5 ml de sêmen, portanto, 20 ml não é brincadeira, é de emprenhar qualquer um. Devido a essa quantidade de sêmen, acredita-se que um alfa "goza" mais de uma vez depois que o nó está formado. Então, se o nó do alfa se formou, é bem provável que o ômega engravide — a menos que tenham usado preservatidos (vale ressaltar que foram criados preservativos especiais para conter o nó dos alfas) e o ômega esteja tomando anticoncepcionais, caso contrário, certamente tem um filhote a caminho.

Quando o alfa está no calor, ele pode ejetar até mesmo o dobro da quantidade de sêmen — isso mesmo, estamos falando de cerca de 40 ml de puro sêmen.

Agora, você já parou para pensar que para reservar e produzir essa quantidade absurda de sêmen os alfas precisam ter um saco escrotal (testículos) bem grande? Pois é, a lógica nos diz que um alfa não precisa só ter um pau grande — capaz de alcançar o útero —, como também precisa ter bolas enormes para guardar tanto sêmen.

Com todo esse sêmen, a necessidade de "liberar" essa carga, para os alfas, é bem maior do que para um homem humano comum.

  • Alfas fêmeas:

Há duas possibilidades de órgão reprodutor para alfas fêmeas. Na primeira, a alfa possuiria um clitoris desenvolvido na forma de um pênis, capaz de ter uma ereção e ejacular — mas não apresentaria testículos; nessa possibilidade, pode se optar pelo hermafroditismo, já que nada impede a existência de uma vagina.

Na segunda possibilidade, o órgão reprodutor feminino não sofre grandes alterações, exceto pelo clitoris feminino que encontraria-se no interior do canal vaginal — não no exterior, como de costume — e da adição de um “anel” de músculos com a capacidade de se contrair e atrofiar, prendendo o pênis dentro da vagina — assim como o “nó” dos alfas machos prende o pênis dentro da vagina ou do ânus. Em vez de produzirem óvulos, as alfas fêmeas produzem espermatozóides e por esse motivo também tem uma próstata. Alguns autores, optam por manter todas as características "delicadas" do corpo feminino, enquanto outros, fazem as alfas fêmeas terem corpos mais fortes e robustos. Alfas fêmeas podem ou não engravidar, a depender da preferência do autor.



Considerações finais...


O omegaverse é um universo alternativo muito rico em possibilidades e que permite ao autor uma grande liberdade criativa e literária para inovar dentro de seus próprios enredos. Várias interpretações e novos aspectos estão sempre sendo incorporados às narrativas para que a visão do autor seja privilegiada. Porém, as características mais importantes — que fazem uma história ser identificada como ABO — devem condizer com o que já é tido como regra independente de quem está escrevendo. De qualquer forma, a ideia original — ou a referida "primeira vertente" — tem sido mantida por muitos autores e amantes desse universo. E o “projeto omegaverse” tem sido abraçado em muitas histórias e comics populares.

31 Janvier 2020 22:42:38 0 Rapport Incorporer 3
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Mpreg

Não é novidade para qualquer um que chegou até aqui que homens são capazes de engravidar em ambas as vertentes do ABO. Então, vamos tratar agora sobre os aspectos da anatomia dos ômegas machos e da gravidez masculina no omegaverse.

  • Ômegas machos NÃO possuem vaginas e NÃO são hermafroditos em sua forma humana.
  • Produzem lubrificação natural quando estão excitados para propiciar a penetração. Essa lubrificação é muito semelhante a feminina, mas diferencia-se desta por agregar um cheiro característico de “feromônios ômega”.
  • Os ômegas não possuem testículos e, quando o fazem, costumam ser menores do que um saco escrotal normal.

Os gametas produzidos pelos ômegas são óvulos, por isso eles possuem ovários.


  • Possuem seios e/ou tem as suas glândulas mamárias desenvolvidas durante a gravidez por conta da amamentação.
  • Existe um “canal de nascimento” (birth canal) ou "canal supravaginal" na área do períneo masculino que possibilita o parto normal. Nas ficções em que a existência desse canal não é mencionada, o parto é feito por meio de uma cesariana ou, no caso de enredos em que os personagens podem assumir a forma de lobo, o parto é realizado na forma animal e os filhotes permanecem como lobos até aprenderem a transformar-se em humanos.
  • Eles podem ter um ducto dentro do reto que bloqueia a passagem do pênis para o intestino grosso a fim de propiciar a penetração quando estão excitados. Esse canal também está ligado ao útero.
  • Em algumas ficções que seguem a primeira vertente, ômegas engravidam de mais de um filhote, podendo dar à luz a uma ninhada com entre 5 e 6 pequenos lobinhos por gestação (seguindo o número normal de filhotes que uma loba de verdade pode gerar). Porém, é mais comum que tenham entre 3 e 4 filhotinhos por gravidez.
  • O período da gravidez varia muito no universo ABO, mas, normalmente, leva menos de nove meses por se tratar de seres “evoluídos”.


31 Janvier 2020 22:42:33 0 Rapport Incorporer 2
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O instinto dos ômegas de aninhar

Esse é mais um aspecto do omegaverse que merece destaque apesar de ser pouco (e diria até que não é) trabalhado nas ficções brasileiras.

A ideia básica é que os ômegas, assim como as lobas fêmeas, procuram encontrar e construir um espaço seguro para si, para seus companheiros e para os seus filhotes. No mundo ABO, esse local normalmente é a cama, onde constroem com lençóis, peles macias, cobertores suaves, almofadas, travesseiros, pelúcias – e até roupas usadas de seus alfas e filhotes – um espaço aconchegante, demarcado com poderosos feromônios ômega territoriais, para que se sintam acolhidos e seguros. Os ômegas procuram perfumar cada lençol e travesseiro que constitui o ninho com o seu cheiro natural, esfregando o objeto contra suas glândulas odoríferas, quando está aninhando. Aninhar também consiste em organizar a superfície cama para que se assemelhe a um ninho de passarinhos, construindo uma barreira de lençóis e cobertores de padrão arredondado, com um espaço vago no centro do círculo no qual se aconchegam.

Os motivos que justificam esse comportamento instintivo são variados. O primeiro que podemos citar é o fato de que, durante o sono, nos encontramos especialmente vulneráveis, por esse motivo, ômegas criam um espaço seguro para dormirem, o qual possui fortes feromônios que passam a mensagem de que aquele local os pertence e que, portanto, devem se manter afastados. Ômegas aninham quando se sentem especialmente frágeis, vulneráveis ou ameaçados, pois o ato em si os traz conforto. Próximo ao período do cio, é comum que sintam uma maior necessidade de aninhar, já que os seus lobos interiores o induz a preparar um espaço propício para o acasalamento, no qual tanto ele quanto o seu companheiro sintam-se confortáveis e a salvo. Também é comum que aninhem com mais frequência quando estão gestantes, ao que é corriqueiro ver um ômega aninhar próximo ao momento em que irá parir com a finalidade de providenciar um local adequado para si e para os seus filhotes.

De modo geral, os ômegas aninham com frequência, por distintas razões, pois este é um instinto e um mecanismo interno que os faz sentirem-se bem consigo mesmos e seguros e, além disso, tem como principal finalidade demarcar o território como deles com fortes feromônios que gritam: "Afaste-se! Esse é um espaço restrito". Sendo assim, é um mecanismo de autoproteção – ainda que às vezes, não possam explicar a razão de estarem agindo assim levando em conta que aninhar é um padrão comportamental instintivo, feito de modo inconsciente, muitas vezes sem que sequer se deem conta do que estão fazendo (eles literalmente aninham sem notar ou refletir sobre aquilo).

Assim como os ômegas tem os seus ninhos, alfas tem os seus covis. Mas, diferente do ninho de um ômega, o covil de um alfa é somente o local em que dorme. Eles não possuem o instinto de criar um ambiente seguro e aconchegante para os seus filhotes e companheiros. Ainda assim, o covil de um alfa costuma cheirar fortemente aos seus feromônios pela frequência em que permanece naquele mesmo ambiente. Sem se darem conta, eles marcam o território como sendo deles – afinal, territorialismo é com os alfas. Sabe quando o seu cachorro levanta a pata pra mijar em todo canto sem necessidade ou motivo aparente? Alfas fazem o mesmo, só que com um feromônio forte que exalam a partir de suas glândulas odoríferas, eles saem demarcando todos os lugares – e até pessoas, a exemplo de seus companheiros – que os pertence.

Quando um ômega e um alfa acasalam, o alfa passa a ser recebido no ninho do ômega. O cheiro dos dois se mistura para demarcar aquele espaço como pertencente a ambos. Então alfas passam a "aninhar" apenas para agradarem os seus parceiros ômega e alertarem outros alfas que, tanto o ômega quanto o ninho, agora pertencem a ele. Os ômegas, por sua vez, ficam muito contentes por terem o perfume viril de seu companheiro em seu ninho, conferindo ao ômega e aos filhotes uma maior sensação de segurança e pertencimento por terem os feromônios de um alfa os reivindicando e os protegendo ao afastar possíveis ameaças com o odor intimidante e ameaçador para terceiros.

Sendo assim, receber um alfa em seu ninho e deixá-lo demarcar território é algo extremamente íntimo e importante para ômegas. Normalmente, apenas casais acasalados e marcados de alfa e ômega admitem esse comportamento.

31 Janvier 2020 22:42:25 0 Rapport Incorporer 3
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Os cios

Apesar de termos regras claras sobre o funcionamento dos cios e aquecimentos no "The Omegaverse Project" o mesmo não vale para a temporada de calor no universo ABO pensado pelas gringas.

De modo geral, os mecanismos e funcionamento do cio variam bastante de obra para obra e de autor para autor. Devido a isso, pode não parecer claro para alguns o que de fato é o cio.

O cio no omegaverse nada mais é do que o período fértil experimentado tanto por ômegas quanto por alfas. Normalmente, os ômegas vivenciam o cio por um período mais longo de tempo e de forma mais intensa do que alfas. Os cios dos ômegas podem durar até sete dias e aconteceram em um intervalo: mensal, trimestral ou semestral.

Neste período da vida de um ômega, o seus corpos passam por uma mudança hormonal muito semelhante à que acontece nos corpos das mulheres durante o período de tensão pré-menstrual (TPM). Mas, no caso do ABO, a TPM ganha um outro nome: pré-aquecimento.

O pré-aquecimento toma como pressuposto que, durante o cio, os ômegas "aquecem", sofrendo com um aumento na temperatura corporal. Eles apresentam uma febre alta, capaz de causar delírios em qualquer humano comum. Também podem apresentar sintomas como: oscilações de humor, aumento da líbido sexual, cólica, dor de cabeça, alteração de apetite, enjoos, diarreia, gases. Neste período, ômegas se tornam mais suscetíveis aos seus instintos animais, além de apresentarem um comportamento mais carente e dócil do que o comum. A presença de seus companheiros é vital neste período de turbulência hormonal, emocional e física.

Após o pré-aquecimento, os ômegas finalmente vivenciam o cio, durante o qual os seus lobos ficam excitados para obterem uma conexão sexual que possibilite uma gravidez, ou, ao menos, que os fortes feromônios exalados por eles sejam capazes de seduzir um alfa a marcá-los como seus companheiros. Há dois objetivos instintivos a serem alcançados durante o cio de um ômega: o acasalamento e a reprodução. Para que ambos os objetivos possam ser alcançados, os feromônios dos ômegas se tornam mais fortes, intensos e sedutores, podendo apresentar novas nuances e aromas especiais do aquecimento, ao que uma grande quantidade de lubrificação natural passa a ser produzida.

Em muitas ficções, o cio é como uma febre que atinge o ômega com "ondas" de excitação e caracterizadas por uma alta líbido sexual. Durante as ondas de calor, os feromônios se tornam mais fortes e intensos, os corpos mais quentes, e a líbido se mostra tamanha que só sentem-se satisfeitos depois de várias rodadas de sexo em que, de preferência, sejam atados pelo nó de um alfa. No intervalo entre cada onda de calor, é comum que os ômegas "hibernem" (durmam) por um longo período devido ao esgotamento físico. São nesses momentos que as necessidades físicas básicas como alimentação, hidratação e higienização precisam ser atendidas – com o auxílio de alguém, pois os ômegas normalmente não são capazes de cuidar de si mesmos durante o cio.

Porém, apesar de tudo sobre o cio parecer orbitar em torno do sexo e da copulação, ômegas são capazes de enfrentar esse período sem que obtenham qualquer conexão sexual, desde que um alfa – de confiança – esteja disposto a lhes fazer companhia e lhes suprir com altas doses de contato físico, feromônios alfa e carinho durante o calor. É claro que ambos – alfa e ômega – ficam excitados devido aos fortes e intensos feromônios sexuais, entretanto, esse método de enfrentamento é possível desde que concentrem-se em controlar os seus impulsos selvagens.

Um ômega também pode passar o cio sem a presença ou a ajuda de um alfa, tendo a sua disposição um beta ou ômega para cuidar de suas necessidades fisiológicas básicas como: alimentação, hidratação, higienização e idas ao banheiro. Banhos frios fazem milagres em relação a temperatura corpórea alta. Além da masturbação – com o auxílio de brinquedos sexuais – ser de grande alívio. Enfrentar um cio dessa forma é doloroso e pouco satisfatório, por isso há a necessidade de possuir um parceiro alfa para ajudá-los.

O aspecto da hibernação dos ômegas durante o calor assim como a possibilidade de passarem o cio com um alfa – sem necessariamente copularem – são pouco trabalhados nas fics brasileiras, porém, é facilmente encontrado em histórias estrangeiras.

Em relação aos cios dos alfas, costumam ter uma menor durabilidade e um intervalo maior de tempo entre um cio e o outro. Em muitas ficções, acontece apenas uma vez no ano e dura entre um à três dias. Noutras, o cio dos alfas é desencadeado pelos feromônios de um ômega no calor.

Entretanto, não se engane ao pensar que por ser mais curto é menos intenso. Ao contrário, os cios dos alfas costumam não oferecer trégua (como no caso dos ômegas que hibernam entre uma onda de calor e outra). Portanto, alfas permanecem constantemente excitados e, devido a sua capacidade física superior, são capazes de fazer sexo sem espaço para muitas pausas. A quantidade de sêmen ejetada durante o cio costuma ser maior na mesma proporção em que período em que o nó fica inchado é menor, possibilitando que eles ejetem uma grande quantidade de sêmen em períodos menores de tempo – o que consequentemente aumenta a taxa de fecundidade. Eles perdem completamente o controle de suas ações e sucumbem aos seus impulsos selvagens. Antes e durante o cio, costumam apresentar um temperamento bastante arisco e irritadiço, apresentando um comportamento agressivo, dominante, volátil e territorial, além de demonstrarem um aumento da líbido sexual. São especialmente nocivos quando há outros alfas por perto.

Em detrimento desse comportamento prejudicial, alfas costumam ficar isolados durante os seus cios por representarem perigo para os demais – tendo em vista que estão suscetíveis a agredir alfas e betas ou a coagir um ômega a fazer sexo (abuso sexual). À medida que ômegas costumam isolar-se para protegerem a si mesmos durante o calor – já que estão especialmente frágeis e indefesos nesse período.

31 Janvier 2020 22:42:19 0 Rapport Incorporer 2
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