Bonde das Categorias Suivre un blog

embaixadabr Inkspired Brasil Fez a correção, a capa é da hora e seus amigos esperam com ansiedade, e talvez preocupação, pelo momento que sua obra será lançada. Até marcou um dia: hoje. Um frio na barriga! Olha mais uma vez aquela belezura, cheio de orgulho, e se prepara para inseri-la no site e compartilhá-la com o mundo. De repente, percebe um buraco na coisa toda: falta a classificação da história. E agora? Ação? Aventura? Drama? Tudo junto? Existem várias categorias e uma narrativa não está restrita a apenas uma, o que torna comum a dúvida na hora de escolher em qual inserir seu livro. É por conta disso que este blog existe: auxiliá-lo nessa tarefa que, muitas vezes, pode ser amedrontadora. Confira o Bonde das Categorias e não fique mais inseguro na hora de lançar sua história.

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Eu fanfico, tu fanficas, nós fanficamos

Oi, pessoal, como estão? Preparados para mais uma viagem no nosso bonde?


Hoje vamos falar sobre uma das categorias mais populares nas plataformas de autopublicação: Fanfiction. Fan (fã) Fiction (ficção), ou simplesmente Fanfic, é exatamente o que a tradução literal sugere: ficção de fã. Essa categoria nada mais é do que a utilização de alguma realidade que já existe como base para criar a sua própria história.


Atenção: é uma base para você criar a sua própria história, com suas próprias palavras e ideias. Fazer uma fanfic é muito diferente de cometer um plágio; não se trata de copiar um trabalho já existente e, sim, de utilizá-lo como base para o seu trabalho. Usar o mesmo enredo, fazer diálogos iguais, mesmo que mude os nomes dos personagens, NÃO é fazer fanfic, é PLÁGIO. O enredo, a escrita, a história em si ainda precisam ser seus, mesmo que utilize diversas características de outra obra original.


As inspirações para uma obra de fã podem ser as mais diversas: livros, filmes, seriados, animações e até mesmo celebridades da vida real podem se tornar os seus personagens ou seu universo de referência. Mas, Isis, muita gente usa muita coisa como referência, entretanto não necessariamente fazem Fanfics… Bom, é importante saber quando categorizar corretamente. Algumas vezes, pode parecer confuso, mas não é tão complicado assim definir se sua história é ou não uma fanfic. Por exemplo, se você está escrevendo uma fantasia baseada na mitologia grega, por mais que esteja usando um imaginário já existente, ele não é uma obra a que você precise referenciar/dar os devidos créditos, portanto sua história não é uma fanfic da mitologia grega; mas se você vai usar a mitologia grega dentro do universo que Rick Riordan criou em Percy Jackson, com o acampamento meio-sangue e alguns personagens e contextos dessas obras, aí, sim, você está fazendo uma fanfic de Percy Jackson.


Em geral, portanto, se o autor utiliza personagens criados por outra pessoa ou pessoas famosas interpretando elas mesmas (e não apenas usadas como elenco para referência visual) e/ou uma realidade fictícia prévia, criada por outra pessoa, que merece os devidos créditos por isso, a história é uma ficção de fã.


Existem várias maneiras de fazer uma fanfic, e o fato de uma história ser classificada como tal não impede que ela tenha um enredo ou personagens totalmente originais. É possível utilizar tudo da sua referência, isso é, tanto os personagens quanto a ambientação, mas também é possível separar: utilizar apenas os personagens numa ambientação distinta ou apenas a ambientação, mas com seus próprios personagens. E tudo isso é Fanfic. Uma fanfic provavelmente terá características de outros gêneros — pode ser uma fanfic de romance, terror, de fantasia, dramática, erótica etc. — mas, se está dentro dessa situação de usar algo já existente, deve ser categorizado como Fanfic em primeiro lugar quando for publicar aqui no Inkspired — ou em qualquer outra plataforma de autopublicação.


Aqui no site, nós da embaixada verificamos periodicamente as histórias para saber se elas estão na categorias corretas, e as Fanfics são as que mais são erroneamente categorizadas, de modo que precisamos fazer a alteração e notificar o autor. Então, fique atento na hora de publicar sua fanfic para colocá-la na categoria e subcategoria corretas — no Inkspired, Fanfics podem ser de: Anime/Mangá, Banda/Cantores, Celebridades, Livros, Desenhos animados, Comics, Jogos, Filmes ou Seriados/Doramas/Novelas — e inclua o outro gênero principal da sua história apenas nas hashtags, combinado?!


Por conta dessas diversas possibilidades na maneira de escrever uma Fanfic, geralmente nós “fanfiqueiros” fazemos a distinção entre Universo Original (UO) e Universo Alternativo (UA). No UO se utiliza todo o contexto daquilo que te inspirou para criar uma história paralela, uma continuação ou até mesmo um fim alternativo. Por exemplo: em uma fanfic em Universo Original do anime/mangá Naruto, a trama vai se passar com os personagens criados por Masashi Kishimoto, no mundo ninja, dividido em vilas etc., mas contará algo novo, algo criado por quem está escrevendo e não pelo autor original. Nesse tipo de história, geralmente pegamos acontecimentos já existentes (canônicos ou, como costumamos abreviar, canon) e os ampliamos, alteramos ou os ressignificamos para criar um enredo próprio.


Já uma fanfic em UA geralmente tem como sujeitos principais personagens ou pessoas que já existem, mas numa realidade diferente da original. Por exemplo, usar os membros do grupo sul-coreano BTS — seus nomes, aparência, características principais de personalidade etc. — em um universo totalmente diferente, digamos, como estudantes numa universidade ou integrantes de uma máfia, e contar sua história a partir daí.


E, claro, há ainda a possibilidade de pegar apenas o universo, como o mundo criado por J.K. Rowling em Harry Potter, e colocar o seu próprio personagem para viver suas aventuras em Hogwarts.


O universo das fanfics abre tantas possibilidades que é possível ainda fazer os chamados “crossovers”, que nada mais são do que a junção de dois ou mais universos já existentes: colocar Sasuke, Sakura e Naruto como estudantes de Hogwarts, ou os membros do BTS no acampamento meio-sangue de Percy Jackson, ou heróis da Marvel no mundo ninja de Naruto… Você pode brincar de misturar vários dos seus “fandoms” (comunidades de fãs); na hora de “fanficar”, nem o céu é um limite!


O público mais usual da categoria Fanfic geralmente é adolescente ou jovem adulto, já que essa é a faixa que costuma ser mais ativa nas comunidades de fãs. Por conta disso, infelizmente, esse tipo de literatura sofre bastante preconceito. Mas não se enganem: não é porque a pessoa preferiu usar personagens ou um universo já existentes que sua capacidade de criar um bom enredo e bem escrevê-lo é menor do que a de autores de obras originais. Na verdade, existem muitas fanfics que são tão bem, ou mesmo melhor, escritas do que muitos livros publicados e, hoje em dia, graças aos sites de autopublicação como o nosso, algumas inclusive chamam atenção o suficiente para serem reescritas como livros originais e publicadas — é claro, se forem as que entram na área de Universo Alternativo, que geralmente utilizam apenas personagens, seus nomes e características, que são mais facilmente alteráveis para se tornarem personagens originais.


Para muitas pessoas, “fanficar” pode ser o primeiro passo para se tornarem autores de obras totalmente originais. Pode ser uma maneira de treinar diferentes aspectos da sua escrita por vez, já que poder criar um universo, mas economizar tempo e energia na criação das características dos personagens, por estar utilizando os seus preferidos, te dá a possibilidade de focar no desenvolvimento de outros aspectos do enredo. Além disso, publicar fanfics pode ser uma maneira eficiente de angariar leitores, já que algo escrito dentro de um “fandom” vai chamar a atenção das pessoas que, assim como você, já são fãs das obras ou das pessoas que te inspiraram e, se elas gostarem da sua maneira de escrever, podem estar dispostas a ler suas obras originais depois.


Mas isso também não é uma regra; não há nada de errado em se divertir, liberar sua criatividade e sentimentos apenas reimaginando seus universos ou personagens/personalidades favoritos em situações novas, não importa sua idade, ou há quanto tempo você escreve. Ou seja, Fanfic não precisa ser o seu meio para chegar à escrita de originais; se é o que você curte fazer, "fanficar" pode já ser seu ponto de chegada. Escrita e leitura são atividades enriquecedoras e que devem, sim, ser levadas a sério, mas são, primordialmente, uma fonte de entretenimento que podemos aproveitar como acharmos melhor!


Então, não se acanhem! Se bater aquela vontade de ler ou escrever aquele personagem que você já ama numa situação nova, ou de usar um universo que você considere incrível para ambientar as vivências de um personagem que você tenha criado, não se reprima nem se force a tornar tudo inédito para dar vida à sua história; as Fanfics estão aqui pra isso e podemos garantir que muita gente irá se interessar!


Texto por: Isis

Revisão: Donna Dan

9 Juin 2020 00:00:23 0 Rapport Incorporer 1
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Vem quente que eu tô fervendo

Olá, gente bonita! Hoje vamos falar sobre o gênero Erótico, que causa tanta polêmica entre as pessoas mais conservadoras. Afinal, qualquer história com cenas de sexo é considerada erótica? Como escrevemos esse tipo de texto? Quais os melhores sinônimos para usar na hora do sexo?


Vou começar com o mantra de sempre: você só vai marcar esta categoria como sendo a da sua história se ela for a principal, okay? Um livro de 300 páginas com uma cena de sexo não é um livro erótico, não me interessa o quão bem detalhada dita cena seja. Cinquenta tons de cinza é um bom exemplo de livro erótico: o romance foi desenvolvido por causa do sexo, os personagens têm suas características atreladas ao sexo; enfim, o sexo é o que faz a história andar. Também não se esqueçam de que, se sua história for uma Fanfiction, ela não deve ser marcada na categoria "erótico", essa informação deve estar nas tags.


É claro que nem todos os livros eróticos precisam ter um foco tão grande nas cenas sexuais, tampouco precisam abordar BDSM ou outros fetiches. Um livro em que a personagem principal se descobre sexualmente e está decidida a colocar em prática seus desejos sexuais entra na categoria Erótica, porque a trama está intimamente ligada ao erotismo e ao sexo. Aqui, eu acho importante lembrar que um livro erótico não necessariamente é um livro pornográfico.


Dentro do pornô, nós temos descrições muito explícitas, às vezes até desconfortáveis (para mim, ao menos), de dois personagens que transam como loucos e depois vão embora. A gente não costuma saber quem eles são, do que gostam e quais suas personalidades; o sexo chega a ser meio impessoal. O erotismo envolve trabalhar com os desejos secretos (ou nem tão secretos assim) dos personagens, com as expectativas e a realidade do ato, com as emoções que um personagem sente pelo outro. O erotismo é muito mais sobre criar tensão por vários e vários momentos até essa tensão ser desfeita no clímax sexual.


Tá, então eu não posso escrever pornô? Claro que pode, você pode escrever o que quiser. Se tiver uma história pornográfica, ela entra dentro da categoria erótica (desde que não seja Fanfic, é claro) porque não temos uma divisão para histórias pornô, e esses dois mundos, querendo ou não, são muito próximos.


Eu não tenho a pretensão de tentar ensinar você a escrever uma história erótica, porque isso é muito pessoal. Eu posso dizer, como leitora, que existem expressões muito incômodas. Estou lendo um livro agora (cujo nome prefiro não mencionar) que não tem erótico como categoria principal, mas que descreve uma cena de sexo a cada cinco páginas e ele é um saco. Em especial devido aos termos utilizados pelo autor, como piça no lugar de pênis.


Não é preciso ficar criando mil e um sinônimos, sério. Isso até atrapalha a leitura porque faz o leitor rir. “Encarei seu poste de luz e senti a boca salivar”, isso não excita ninguém. E, sim, o objetivo do erotismo é excitar o leitor. A gente pode se fazer de recatada e ficar meio “ai, que isso” quando recebemos um comentário picante nas nossas histórias, mas esse é o objetivo maior. Assim como queremos fazer o leitor chorar numa cena de drama e rir numa de comédia, o objetivo de uma cena erótica é causar aquele calorzinho no fim da barriga.


O principal aqui é o mesmo que em qualquer outra categoria: você precisa saber o clima que seus personagens exigem. Uma cena romântica não abre espaço para uma personagem chamar a outra de vadia, entende? Em uma cena de sexo agressivo com os personagens arrancando a roupa um do outro talvez não caibam três ou quatro parágrafos descrevendo o amor que sentem e o quanto eles têm uma relação calma. Tudo vai depender do clima que você enquanto escritor criar para o momento.


Há pessoas que curtem um trash talk na hora do sexo, que querem berrar “me chama de lagartixa e me joga na parede”, e isso também é super válido. Só cuide para criar um capítulo que tenha a mesma vibe, que traga uma atmosfera em que isso fica natural. O que acontece muito no erótico é o escritor falar sobre o que nunca viveu, leu ou experienciou e criar um texto travado ou inverossímil. Lembrem que seus personagens representam pessoas, a virgem de 20 anos não vai sentar num pinto de borracha na primeira vez dela, muito menos se for por trás, porque não vai caber. Tudo é um processo, não tentem pular etapas porque isso faz com que o leitor não consiga se identificar com o texto.


Outra coisa: nunca reutilizem cenas de sexo. Nunca. Ah, mas eu escrevi uma cena maravilhosa numa história ano passado e é entre os mesmos personagens, acho que vou só copiar e colar. Não. Seus personagens estão dentro de uma história, de um contexto, e usar copia-e-cola nessas cenas tira muito o tesão de quem está lendo. Isso até traz uma sensação de desleixo. Se você acha que esse momento não vai ser especial ou diferente, só diz que eles foram para o quarto, ou começa e deixa morrer. Seus leitores vão entender o que você quis dizer. Não tem nada mais broxante que ficar na expectativa para o sexo entre dois personagens só para descobrir que, quando finalmente chega, você já leu a mesma coisa, palavra por palavra, em outra história.


Você também não precisa ter experienciado todos os tipos de sexo possíveis para escrever sobre isso. Pense no que você gostaria de fazer, no que seus amigos fizeram, no que você leu em algum lugar… Use e abuse de diálogos, porque as pessoas não ficam quietas quando transam (ou talvez fiquem, você é que conhece os seus personagens). Mas, quando for escrever sobre algo desconhecido, pesquise. Não vá muito por vídeos pornô porque eles são muito mais gráficos do que qualquer outra coisa e isso normalmente não é tão atrativo para quem prefere leitura.


Erotismo tampouco é fetiche. Você pode, sim, escrever uma cena água com açúcar que seja muito boa. Não é porque seus personagens não experimentaram sexo tântrico ainda que eles são sem graça, ok? Existem muitas formas de abordar esse assunto sem que um dos personagens precise ser submisso ao outro. Se é sobre isso que você quer escrever, vá em frente, o mundo é seu. Eu só quero que fique claro que sexo e erotismo são muito particulares de cada autor; você não precisa fazer o que todo mundo faz ou seguir uma receita para escrever bem dentro desse mundo. Seja original sempre que possível.


Acho que é isso, pessoal! Existem vários textos internet afora explicando como apimentar suas histórias e recomendo que deem uma lida neles. Lembrem-se de que escritor precisa ler muito, caiam de boca nesse mundo de erotismo antes de resolverem escrever. Nós temos muitas histórias boas de escritores brasileiros e precisamos deixar o tabu de lado para esse tipo de livro.


Vou deixar o link para uma entrevista muito interessante que eu li. Um beijão pra todo mundo e, se precisar de ajuda, deixe seu comentário ;)


Texto: Camy

Revisão: Donna Dan


Leitura recomendada:

Escrevendo literatura erótica, entrevista com Rafaela Couto

28 Mai 2020 18:08:32 0 Rapport Incorporer 0
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Tragam os lenços, por favor!

Olá, queridos escritores e leitores!


Hoje é dia de falarmos sobre uma categoria bastante conhecida e que muitos adoram: Drama! Sim, aquela categoria repleta de acontecimentos tristes que nos fazem chorar durante dias.


Para começar, vamos voltar um pouquinho no tempo. Apesar de o gênero dramático ser conhecido nos dias de hoje como algo relacionado a filmes e livros melancólicos, esse gênero vai muito além disso. O que alguns podem desconhecer é que originalmente o drama representava todos os gêneros da dramaturgia, principalmente o teatro, já que esse gênero foi feito para ser encenado através de diálogos e sem narrativa.


Foi Aristóteles quem trouxe a nomenclatura do herói trágico, que é o herói que surge dentro da dramaturgia. Ele é um herói com o qual o público consegue se identificar, porque, diferentemente do herói épico (das narrativas como Odisseia e afins), ele não está acima do público normal, como Ulisses, que era um semideus, por exemplo. Com o passar dos séculos, nós trouxemos o herói trágico para os romances, que são uma criação recente na literatura. O drama deixou de ser apenas uma designação para tramas teatrais e passou a ser um gênero literário.


Agora, precisamos entender em qual situação podemos classificar uma história como drama. Tramas assim geralmente possuem um grande foco emocional, sendo desenvolvidas através de acontecimentos trágicos, como, por exemplo, a morte de alguém.


Existem vários caminhos que um escritor pode seguir no desenvolvimento do seu drama, não precisa ser necessariamente sobre a morte de algum personagem. Uma ideia bastante interessante que alguns autores utilizam é a de construir um passado conturbado e melancólico para os personagens, focado em acontecimentos que os marcaram de alguma forma, seja através de uma agressão, traição, injustiça etc.


Sendo assim, é importante saber que os dramas têm como principal objetivo atingir emocionalmente o leitor. O drama precisa ser o elemento primordial da obra, e não algo que aparece uma vez aqui outra ali.


Outra característica de narrativas dramáticas é o alto nível de envolvimento entre os personagens, pois aqui é bastante comum vermos o enredo ser desenvolvimento através de diálogos em grande parte em primeira pessoa e, para isso, os personagens precisam transparecer emoção e profundidade, como se fossem reais.


Todavia, sua história não precisa ter um desfecho triste ou trágico. Algumas pessoas podem acabar achando que isso é uma regra quando se fala de histórias dramáticas, mas não, o autor pode, sim, criar um final feliz e sua história ser classificada como drama.


Um bom exemplo de livro é Ugly Love, da autora Colleen Hoover; apesar do romance, a história possui grandes doses de drama devido ao foco no passado traumático de um dos personagens. Ao longo da narrativa, aparecem diversas repercussões desse passado conturbado. Mas já adianto que tem um bom final. :)


Antes de terminarmos, lá vai uma dica: equilibrar a quantidade de drama que você coloca na sua narrativa pode ser algo positivo, até porque, excessos podem levar a reações não desejadas dos leitores, ou até mesmo resoluções forçadas para manter o desenvolvimento planejado para a história.


Sempre que forem classificar uma história, pensem qual é a alma dela. O drama muitas vezes está como categoria principal, porque a trama gira ao redor de um problema emocional ou de discussões familiares. Pensem nos momentos-chave da história, se eles têm uma atmosfera dramática e intensa. Personagens em dramas têm sentimentos muito fortes e costumam berrar, gritar, chorar, explodir essas emoções para todos os lados.


Bom, por hoje é só, pessoal! Espero que esse breve texto tenha esclarecido suas dúvidas sobre esta categoria simples e maravilhosa. Mas se, mesmo assim, ainda tiverem alguma questão, não hesitem em escrevê-la abaixo.


Vejo vocês em breve!


Texto: JuVick

Revisão: Donna Dan


Referências:

ARISTÓTELES. Poética. Tradução Eudoro de Sousa. 2. ed. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. 1990. Série Universitária. Clássicos de Filosofia.

NEVES, Flávia. Gênero dramático. Norma Culta. Disponível em: <https://www.normaculta.com.br/genero-dramatico/>. Acesso em: 24 abr. 2020.

ROBIN, Holly. Dicas para escrever um bom drama, terror e angst. Liga dos betas, [S. l], jan. 2014. Disponível em: <https://ligadosbetas.blogspot.com/2014/01/dicas-para-escrever-um-bom-drama-terror.html>. Acesso em: 24 abr. 2020.

28 Mai 2020 18:08:26 0 Rapport Incorporer 0
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Que época é essa?

Olá, queridos autores e leitores! Que bom vê-los outra vez!


Estou animada para o assunto de hoje, que será: De Época. Iremos conhecer um pouco mais sobre essa categoria e como trabalhar bem com ela em sua história. Então segue o texto.


Apesar de ser um gênero bastante usado até os dias de hoje, ainda há pessoas que não o compreendem muito bem. Como o próprio nome remete, quando se escreve algo de época, o lírico está escrevendo algo que aconteceu em alguma época do passado. Ainda não ficou claro? Então vamos dar uma simplificada:


Quando um autor escreve uma história e ela é ambientada no século 18, por exemplo, ela pode ser categorizada como De Época.


Não há regras em relação ao tempo em que sua história se passará. Ela pode se passar na época medieval de Paris, durante o período monárquico ou até mesmo durante o período feudal na Escócia, é de total escolha do autor. Porém, como é uma época diferente da nossa atual, ela precisa ser cuidadosamente escrita, as descrições de cenários e costumes podem ser um grande obstáculo para alguns autores desse gênero. Por isso, é recomendado que antes de começar a escrever o autor dê uma pesquisada sobre o contexto histórico para saber como eram os costumes da época, as vestimentas, construções etc.


“Okay, acho que entendi. Então a minha história tem que se passar 100% no passado?"


A resposta é não. Existem alguns livros hoje no mercado que, apesar de se passarem em uma época diferente da que o personagem ou personagens principais nasceram, não são totalmente ambientados no passado. Como é o caso do livro Perdida, da autora brasileira Carina Rissi, no qual a personagem principal Sofia Alonzo vive nos anos 2000 e, por um acaso do destino (não vou contar), acaba viajando para o século 18 e conhecendo o grande amor da sua vida, Ian Clarke. Apesar de mesclar características de ficção científica, que é a viagem no tempo, não deixa de ser uma história De Época, já que esse é o foco principal e onde grande parte da narrativa é ambientada.


Trecho retirado do livro:


Onde estavam os prédios? Onde estava a rua? Onde estava a praça em que tropecei meio minuto atrás? — perguntei-me desesperada. Eu me encontrava no chão de um vasto gramado — como um campo de futebol — apenas uma árvore de médio porte a alguns metros. Notei uma estreita estrada de terra batida onde deveria estar a rua. Eu devia ter batido a cabeça com muita força! Só poderia ser isso! Olhei freneticamente em todas as direções e nada estava ali. Nada! As pessoas, a cidade, tudo havia sumido.

(RISSI, 2013.)


Um outro ótimo exemplo são os livros da série Os Bridgertons da autora Julia Quinn, que é conhecida como uma das grandes representantes desse gênero, já que seus livros se passam em épocas diferentes da nossa atual e retratam a alta sociedade londrina, duques, vestidos bufantes etc. Ao contrário de Perdida, da Carina Rissi, Os Bridgertons não possui viagens no tempo.


Apesar disso, pode ser difícil classificar sua história simplesmente como De Época porque em geral o Romance, o Crime, a Aventura ou outros gêneros tendem a dominar a narrativa. Se a sua história tiver outro foco e se passar em outro século, o melhor ainda é colocar #deepoca nas hashtags e classificar seu texto de acordo com o gênero dominante da obra. Como já falamos aqui no blog, é natural que os livros tenham mais de um gênero, por isso sempre pense no que mais se relaciona à sua história como um todo, no que ela se enquadra melhor. Livros em formato físico têm mais de uma classificação, porém livros publicados aqui na plataforma só podem ter uma. Escolha com cuidado! Os outros gêneros e categorias devem ser colocados nas hashtags e também são importantes!


Assim como em Ação, é mais comum que as histórias De Época sejam contos curtos, porque não há tempo de desenvolver outros aspectos dos personagens e da narrativa e, por isso, o fato de ela se passar em outra época acaba sendo o principal da obra.


Parece que chegamos ao fim de mais um post. Mas espero que pelo menos alguma dúvida tenha sido sanada. Se tiverem mais alguma não hesitem em deixá-la nos comentários abaixo.


Até logo, sweethearts!


Texto: JuVick

Revisão: Camy


Referência:

RISSI, Carina. Perdida. Editora Verus, 2013.

28 Mai 2020 17:43:38 0 Rapport Incorporer 0
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