Bonde das Categorias Suivre un blog

embaixadabr Inkspired Brasil Fez a correção, a capa é da hora e seus amigos esperam com ansiedade, e talvez preocupação, pelo momento que sua obra será lançada. Até marcou um dia: hoje. Um frio na barriga! Olha mais uma vez aquela belezura, cheio de orgulho, e se prepara para inseri-la no site e compartilhá-la com o mundo. De repente, percebe um buraco na coisa toda: falta a classificação da história. E agora? Ação? Aventura? Drama? Tudo junto? Existem várias categorias e uma narrativa não está restrita a apenas uma, o que torna comum a dúvida na hora de escolher em qual inserir seu livro. É por conta disso que este blog existe: auxiliá-lo nessa tarefa que, muitas vezes, pode ser amedrontadora. Confira o Bonde das Categorias e não fique mais inseguro na hora de lançar sua história.

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Suspense/mistério

Olá, como estão?

Hoje, vamos falar sobre os gêneros de suspense e de mistério. Se você já está acostumado com o tema, tem ideia de como ambientar esse estilo dentro de sua história. Mas caso ainda tenha dúvidas, vamos mencionar alguns elementos que fazem parte desse mundo e que podemos perceber logo nas primeiras entrelinhas das tramas.

Um dos maiores escritores de suspense e mistério foi Sidney Sheldon, que fez muito sucesso com livros que viraram grandes filmes, como Nada Dura Para Sempre e Lembranças Da Meia-Noite, onde temos uma pequena participação do cantor Peter Cetera.

As características do suspense e do mistério estão ligados aos fatos de existirem muitas perguntas ou casos sem solução aparentes na trama, que intrigam os leitores como um todo. Esse é o fio da meada que acompanha a história e que deve ser resolvida de algum modo. Problemas que surgem em conflitos podem desencadear ciclos em pequenos núcleos que devem se misturar ou não para dar a solução final àquilo que está em investigação. Ainda que você coloque outros elementos como uma ficção científica ou fantasia, o ponto-chave que vai dizer que o livro é um mistério ou um suspense é que coisas inesperadas ou impensadas surgem e que precisam ser desvendadas, dando ao leitor a sede de descobrir o que está acontecendo ali.

Agora, algumas dicas de como desenvolver um roteiro de suspense e mistério.

O primeiro capítulo deve ser chamativo para quem está lendo, mas não precisa começar com o componente principal para despertar interesse logo de início. Se você optar por escrever sem demonstrar a charada maior que a trama vai citar, detalhe com pontos atraentes e que fazem parte do livro, para que a ambientação comece a envolver quem está lendo.

Leia livros de vários escritores de suspense e de mistério, para aperfeiçoar sua própria maneira de escrever essa categoria. Você vai perceber que todos os autores trabalham de modos diferentes nisso e que nada é igual nos livros. Compare todos e pode ir anotando aquilo que mais chame sua atenção para inserir naquilo que está criando. Faça sua própria assinatura e verá que isso é um dos pontos fortes de quem escreve tal teor.

Caso não tenha dificuldade, produza subtramas que possam ter conexão com o assunto principal ou que até mesmo auxiliem na resolução do enigma. Isso, além de poder dar um charme a mais, pode se ligar tanto com o contexto do livro, que prenderá a atenção do leitor desde o começo. Mas não force quebra-cabeças apenas para encher linguiça, porque isso tem que soar factível para quem está lendo. Fazer personagens fascinantes e que se prendam facilmente ao leitor é algo aprazível também. Não impila situações apenas para dar a entender que isso tem a ver com o tema, porque o leitor pode se cansar da leitura e largar o livro antes do final.

A dificuldade principal do livro não precisa ser mirabolante, mas necessita ser algo que as pessoas gostem e cujo final tenha coerência ou uma grande surpresa que seduza o leitor em potencial. Isso poderá ser sua marca registrada e fazer os outros se interessarem em ler mais livros seus no futuro. Gerar situações agradáveis ou que deem um impulso maior para o mérito geral. Dá um grande solavanco na trama inventar alguma coisa que amem e que terminem aplaudindo você como escritor.

Texto de Amanda Luna De Carvalho

12 Février 2021 00:00:20 0 Rapport Incorporer 1
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Aprendendo um pouco sobre roteiros

O que é um roteiro?

Os roteiros derivam da língua inglesa; conhecidos como ‘script’, são a forma escrita de qualquer espetáculo audiovisual, escritos por vários profissionais que são chamados de roteiristas. Os roteiros são documentos que narram espetáculos de cinema, programas televisivos e até mesmo os personagens de jogos eletrônicos. Isso mesmo! Eles podem ter muita personalidade em cada segmento narrativo.

Por favor, queridos escritores, não confundam roteiros com fanfiction; as fanfictions são contos inspirados em produções já existentes, ou seja, de outros autores, como livros, séries ou animes. São criações de novas histórias a partir do conteúdo original, então lembrem-se de categorizá-la como fanfiction. Para mais detalhes do que é um roteiro, você poderia continuar a leitura, que tal?.

Quais são os tipos de roteiro?

Roteiros de ficção – podem ser os roteiros de novela, seriado ou de filme, divididos em cenas numeradas, onde descrevem cenários e os personagens. Nestes roteiros divide-se o tempo, ‘dia’, ‘noite’, ‘madrugada’, e descreve se a área de atuação é externa ou interna, informa como deve ser a entonação de voz de cada ator mediante ao acontecimento ou interação entre personagens, se devem ser ‘alegres’, ‘tristes’, ‘enraivecidos’, etc.

Roteiro técnico – dá indicações quanto ao posicionamento das câmeras, efeitos audiovisuais, iluminação, e como tudo vai estar bem localizado e direcionado quanto ao que está sendo filmado.

Roteiros de espetáculos de não-ficção – festas de entrega do Oscar, documentários, filmes publicitários, o jornal de todos os dias que você possivelmente assiste, etc, e eles são descritos como não-ficção porque utilizam de linguagem própria e abordam algo real.


Como é a estrutura de um roteiro?


Para os hollywoodianos a estrutura de um roteiro é:

1º passo: Seria a introdução do filme, delimitando o personagem a suas ações; engatinhando cada personagem para girar a chave do carro na história do filme.

2º passo: O desenvolvimento do filme, a confrontação entre personagens e acontecimentos, onde se divide o ponto central da história.

3º e último passo: Onde se define o filme e o desfecho da história, pode ser que existam modificações que não houveram no início da história, até mesmo um plot twist, o oposto do que você pensava e aquele boom na mente: “nossa, eu não pensava que aquele personagem bonzinho era o vilão dessa história!”, tudo pode ser feito no cinema, basta o roteirista querer surpreender.

Como os primeiros roteiros foram feitos?

Os primeiros roteiros eram como pequenos diálogos ou como simples sinopses de filmes, eram conhecidos como “scenarios” nos anos de 1896 a 1901, raramente iam além de 1 parágrafo, muitos apenas tinham título e descrição do que o personagem iria fazer. O roteirista Roy L. McCardell escreveu mais de mil scenarios e o seu trabalho com maior reconhecimento se chama “A fool there was (1915)”, um filme que popularizou o tema sobre vampiros. Após o ano de 1901, os filmes foram evoluindo quanto às narrativas e solidificando sua imagem, tornando os roteiros de grande importância conceitual. Uma das primeiras ditas viagens ao cinema da história foi a narrativa de George Melies, nomeado de “Uma viagem à lua” em 1902.


Quais são os principais roteiros da história do cinema?

A lista é imensa, mesmo, mas vamos citar pequenas partes de alguns roteiros. Então, para iniciar, dois dos clássicos do cinema mundial:


1.Pulp fiction — Tempo de violência — Roteirista: Quentin Tarantino

Mocinho

— Lembre-se, igual a antes, você controla o pessoal; eu os empregados.

Mocinha

— Deixa comigo.

Ambos sacam suas pistolas de calibre 32 e depositam sobre a mesa. Ele olha para ela e ela sustenta o olhar.

Extraído do roteiro de Quentin Tarantino em 1994, traduzido no livro da editora brasileira Rocco em 1995.


2. O poderoso chefão — Mario Puzo & Francis Ford Coppola.

JOHNNY

(choro)

... padrinho, eu

não sei o que

fazer.

PADRINHO

(Bravo)

Você pode agir como um homem!

(tapa na cara)

Foi assim que você acabou se tornando?

Um fantoche de Hollywood

que chora como uma mulher?

Extraído do roteiro de Mario Puzo & Francis Ford Coppola, 1972.

Destacamos também o cinema brasileiro, com os seus filmes icônicos.


3. O Auto da compadecida — Roteiristas: Guel Arraes, João Falcão, Adriana Falcão.

CHICÓ: em Tataua vai passar a paixão de cristo.
JOÃO GRILO: um filme de aventura.
CHICÓ: que mostra um cabra sozim disarmado, enfrentando o império romano todim.
JOÃO GRILO: não perca a história de um home que é Deus e home ao mesmo tempo.
CHICÓ: um filme de mistérios, cheio de milagres e acontecimentos do outro mundo.
JOÃO GRILO: a paixão de cristo! O filme mais arretado do mundo.
TRILHA SONORA DA PAIXÃO DE CRISTO.

Extraído do roteiro do Guel Arraes et al., 2000.


4. Cidade dos homens — Roteirista: Elena Soarez

PEDREIRA

E as camisa, meu rei, vai dá pra ser?

Chupando gelo, sem se deter, Madrugadão segue em frente.

PEDREIRA

Dá essa força, Madrugadão?

Chupando gelo, segue seu caminho, Sua Alteza .

Extraído do roteiro de Elena Soarez, 2002.


Como você pode perceber, as cenas e o cenário são sempre escritos no presente e os diálogos dos personagens podem ser colocados de diferentes formas: o nome do personagem seguido de dois pontos, para então vir a fala; travessão, etc. É bom pesquisar e ler outros roteiros para conseguir captar a essência, aprender técnicas implícitas e até mesmo se familiarizar com o gênero para que, quando você for escrever seu próprio roteiro, saiba o que funcionará ou não para você e para sua história.

Bom, gente, foi muito interessante fazer essa viagem sobre os roteiros e entender um pouco mais sobre esse mundo diverso da escrita, aprendemos a nos autoconhecer mais, podemos nos encontrar em outros gêneros também. Até breve!


Texto por: Ruana Aretha Beckman

Revisão por: Karimy

5 Février 2021 00:00:09 0 Rapport Incorporer 0
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Quadrinhos

Olha só quem vem aí: O Bonde das Categorias! E hoje o vagão está disponível para falarmos sobre o que todo mundo gosta! Isso mesmo, histórias em quadrinhos.

Verdade seja dita, eu acredito que pelo menos uma vez na sua vida você leu uma história em quadrinhos. Entre os mais vistos estão turma da Mônica, as hq de heróis, os manhawa, e os mangás, que muitos, assim como eu, amam acompanhar.

Entre esses mencionados, existem muitos com histórias incríveis e que a gente provavelmente nunca irá esquecer. Acredito que o motivo para as histórias em quadrinhos serem tão queridas é devido a ajuda na hora da construção imaginativa. Quando a hq traz as histórias, graças ao cenário que está ali desenhado, conseguimos imaginar tudo com muita facilidade, tornando a história inesquecível de certa forma.

Apesar dessa introdução, o foco aqui não é falar sobre os preferidos e nem nada, e sim para poder auxiliar você que tem vontade de postar sua própria história em quadrinhos - histórias a partir de fotos, etc.

A categoria de quadrinhos do Inkspired é simplesmente incrível. Muitos autores já usufruíram dela trazendo conteúdos brilhantes. Para você entender, é importante dar uma olhadinha em algumas das histórias em quadrinhos já publicadas. Para publicar também é bem facinho, basta escolher a opção de história visual quando clicamos em “criar história” e então colar lá a imagens sequenciadas.

Quando abrimos o primeiro capítulo, aparecerá somente a imagem do capítulo, para ver sobre o capítulo você precisa clicar na foto e então na lupa escrita “comece a ler”. Sendo assim, é importante lembrar que cada capítulo pode ter várias imagens, e não um capítulo por foto, entendeu?

Deixando o pequeno tutorial de lado, vamos falar da parte técnica agora.

Quando você opta por escrever esse tipo de história, não se pode esquecer que o foco principal é contar a história através do desenho, ou você pode optar por imagens, fotos e etc. Um exemplo disso é que eu tenho muita vontade de publicar uma hq, mas não sei desenhar, haha, então não adiantaria tentar publicar nesse formato, e sim como uma história normal...

Bom, depois que você tiver os desenhos que pretende usar para contar a história, você precisa selecionar as categorias corretamente; se sua história é de uma hq de ação, precisa por ação, se é romance, precisa marcar como romance. Assim como a história normal você pode pôr os capítulos no seu tempo, ela não precisa ser postada necessariamente quando estiver encerrada.

E aí, ficou com alguma dúvida? Não se limite e expanda seus horizontes, que tal tentar postar sua HQ?


Texto por Isis Marchetti

22 Janvier 2021 22:17:13 0 Rapport Incorporer 1
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La romance

‘’Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente. ‘

Orgulho e preconceito, Jane Austen.

O romance que nos faz afagar nossos delírios inconsequentes de sentimentos que não cabem apenas em um lugar, cabem nas mãos, nos olhos, nas sensações, em cada membro do nosso corpo, o amor precisa se exaltar, falar, e quando escrito se torna como um diário que precisa ser lido e contemplado nos dias. No entanto é engano dizer que o romance seja apenas o coração dizendo, mas as consternações externas também giram em torno do coração de cada personagem.

O romance é um típico gênero narrativo composto por enredo, ambientação, temporalidade e personagens bem definidos dentro dos contextos, como o romance histórico, que destaca a vida dos personagens em determinada época e lugar na história; romance romântico, este é caracterizado pelo idealismo, heroísmo, amor à pátria ou amor à alguém; romance realista é uma crítica social, seja a políticas ou à família; romance naturalista, uma proposta de revolta às constituições sociais; romance modernista é uma forte crítica à sociedade, mas este é explorado ao extremo, com muitas convicções afloradas.

As narrativas de romance são longas e com linguagem variável, de acordo com a ambientação. Os personagens também possuem características marcantes de acordo com a realidade descrita, no Brasil os principais autores da temática são Machado de Assis, Jorge Amado e Graciliano Ramos.

O romance Dom Casmurro escrito pelo autor Machado de Assis foi publicado em 1899, foi uma história publicada também nas telas em 2008, com o título Capitu, na escrita foi narrada em primeira pessoa, onde o protagonista Bento Santiago relata fatos da mocidade de sua vida no seminário e seu caso com Capitu, como ele sente ciúmes do seu relacionamento, e isso se torna o enredo principal da trama. A história é ambientada no Rio de Janeiro do Segundo Império, um romance histórico característico da época.

O autor Graciliano Ramos publicou em 1938 o romance Vidas Secas, no ano de 1963 foi retratada em filme, é uma obra que retrata o cru modernismo com sua abordagem forte sobre a pobreza e as dificuldades da vida do retirante no sertão nordestino narrando as fugas do Fabiano e de sua família da seca. Esta obra foi escrita durante a década de 30, um dos períodos mais turbulentos da política do Brasil e no mundo, onde o mundo se recuperava do fim da Primeira Guerra mundial e o Brasil era comandado por Getúlio Vargas em 1937, este instalou regime autoritário e anticomunista.

Uma das autoras mais consagradas de todos os tempos quando se pensa sobre o tema romance é a autora Jane Austen e uma das suas principais obras, Orgulho e Preconceito, publicado em 1813, também virou filme em 2006. Este romance realista confronta o desprezo social relacionado ao preconceito da época, julgamentos que conduzem ao sofrimento de personagens, porém são personagens com muita personalidade, onde o romance se torna algo contagiante. Não é um romance que se espera em uma época onde as mulheres não poderiam fazer escolhas, espere uma escrita em séculos atrás onde as mulheres não tinham voz, mas a Elizabeth Bennet é uma mulher que não pensa no julgamento, ela é como os livros que lê, uma bela e inteligente, enquanto Mr. Darcy aprenderá como se portar mediante a uma mulher diferente, de uma época em que não se espera a espontaneidade, e sim a submissão.

Não importa a época, o trejeito, o romance precisa ser retratado para ser sentido e repassado pelos personagens ao leitor. Lembrem-se também que a história precisa ser categorizada para ser lida e redigida para o teu público alvo na idade certa, como dito anteriormente, as categorias e abordagem dentro do romance variam assim como o teu leitor.

‘’Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.’’

Machado de Assis

Vamos amar nas entrelinhas, descrevendo bons romances e apaixonando leitores.

Texto por: Ruana Aretha Beckman

29 Janvier 2021 00:00:14 0 Rapport Incorporer 0
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