leandro-diedrichs1587749340 Leandro Diedrichs

David Frienbach pensava que era apenas mais um ser humano comum entre bilhões de outros, entretanto, ele recebeu como herança, dada por seu avô após ter feito um pacto satânico no intuito de ganhar fama, poder e dinheiro, um dom sobrenatural que para muitos era um poder extraordinário com possibilidades infindáveis de se obter qualquer coisa que quisesse, mas para David era uma maldição. Agora o jovem rapaz, com um poder paranormal excepcional, luta para conseguir frear o rastro de morte ocasionado pelo seu dom pois seus pesadelos se tornam realidade quando acorda com lágrimas de sangue, e o efeito colateral desses sonhos macabros são as vidas de inocentes que tiveram a infelicidade de cruzar seu caminho induzindo, mesmo que inconscientemente, David sonhar com eles.


Suspenso/Misterio No para niños menores de 13.

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PARTE UM "PERITURA EST SEMEN TUUM"

Verão de 1988. O sol fustigava o aconchegante consultório com sua resplandecência abrasando o recinto que, mesmo com o ventilador de teto no máximo da sua capacidade pudesse trazer frescor, o aparelho não conseguia amenizar o calor propiciado pelo fulgor do sol de verão.

Mason Alencar Frienbach observava atentamente a doutora passar o gel na barriga de sua esposa, logo em seguida a médica começou a fazer o exame do bebê. Ele olhava o monitor do aparelho de ultrassonografia mas não distinguia a imagem que aparecia lá.

A doutora Shirley de Freitas Rossetti, percebendo a inocência de Mason, começou a explicar como o feto estava disposto no monitor lhe mostrando os sutis detalhes da imagem. Joana também prestava muita atenção a cada explicação dada pela médica, era a primeira vez que fazia o exame de ultrassom desde que começara a fazer o pré-natal.

- "Caramba", tô conseguindo ver agora! - Mason falou com os olhos lacrimejando - você tá vendo amor? - as lágrimas aumentaram de intensidade rolando desenfreadamente por sua face.

- Estou sim querido! - Percebendo a emoção do esposo, Joana tocou em seu rosto moreno bronzeado pelo sol, afagando-o com ternura.

Joana Barbosa Frienbach também estava emocionada com esse momento exultante, os olhos castanhos e proeminentes dela também se encheram d'água. - Estão escutando os batimentos do coração do bebê? - a médica indagou aos pais de primeira viagem.

Mason ficou impressionado com a rapidez dos batimentos cardíacos, e como era leigo no assunto, perguntou impressionado a doutora - É normal o coração bater tão rápido assim?

- É sim pai, não precisa ficar preocupado. Como você está de quatorze semanas Joana, não dá pra falar com exatidão qual é o sexo do bebê, o feto ainda é muito novo para dizer se é menino ou menina, ainda mais porque parece que ele está com as pernas cruzadas.

- Não tem problema não doutora, a gente não queria saber o sexo mesmo, decidimos que queremos ter a surpresa na hora do nascimento - Mason enfatizou com a concordância da esposa.

- Que bom, a surpresa é sempre mais interessante do que saber o óbvio - a médica falou retirando as luvas cirúrgica jogando-as no lixo e depois limpando a barriga da sua paciente retirando o gel.

- Está tudo bem com o bebê doutora Shirley? - Joana perguntou deitada na maca com a barriga ainda pequena à mostra.

- Está sim Joana, apesar da sua gravidez de risco por causa da sua pressão alta que poderia implicar em uma pré-eclâmpsia, tudo está correndo perfeitamente bem.

- Viu amor, eu disse que iria dar tudo certo, você estar grávida é um milagre de Deus. - Joana fechou seu semblante por causa do comentário do esposo.

Joana perdera toda sua fé após o seu pai ter abandonado sua mãe e seus irmãos juntamente com ela, mesmo sendo ele um pastor fervoroso da igreja. Ela tinha apenas quatro anos de idade mas se recordava muito bem do desespero da mãe. "Eu não quero pensar nisso". Balançando a cabeça ela afugentou a lembrança triste daquele dia fatídico.

Enquanto a doutora Shirley fazia suas anotações em seu prontuário, ela recordava a palestra dada pelo renomado pediatra Carlos de Freitas sobre batimentos cardíacos de um feto, apesar dela prestar mais atenção no doutor do que propriamente na palestra em si. Aos quarenta e dois anos de idade, aqueles cabelos grisalhos lhe davam um charme distinto, ela lembrava com exatidão sua vestimenta: blazer marrom, que destacava seus belos olhos verdes mesmo estando escondidos atrás daquele óculos ridículo que ela conseguiu trocá-lo após o casamento deles, uma calça jeans já surrada pelo uso excessivo, e um tênis conga, nada convencional se tratando de uma mente brilhante como a dele. O barulho de uma maca passando no corredor fez com que Shirley voltasse a realidade desvanecendo de seu pensamento.

Nas muitas dúvidas que Mason tinha uma lhe era mais importante, sendo assim ele perguntou a médica sem rodeios - Doutora, a gente ainda pode brincar de papai e mamãe?

- Isso é coisa que se pergunte Mason? - Joana ruborizou.

- Eu apenas quero tirar uma dúvida amor!

A doutora Shirley, percebendo o acanhamento de sua paciente respondeu a pergunta rápido para tentar amenizar a situação vexativa. - Claro que podem, inclusive é até bom para dilatar o canal vaginal ajudando na passagem da criança, porém tem que ser em uma posição confortável para não machucar o bebê, de preferência de ladinho. - Ele esfregou as mãos e deu um sorriso matreiro.

- Meu Deus Mason, assim você me mata de vergonha, isso é coisa que se pergunte?

- O quê é que eu fiz? - ele respondeu ainda com o sorriso no rosto.

- Esquenta não Joana, os homens são safadinhos mesmo - risinhos ecoaram pelo consultório.

- Tem previsão de quando será o parto doutora? - Mason perguntou a médica exatamente o que sua esposa queria saber. As vezes Joana se surpreendia com as ações do esposo, era como se ele adivinhasse os pensamentos dela, quem os conheciam diriam que são o casal perfeito.

- Como Joana está com mais ou menos quatorze semanas de gravidez, o mais provável é que nasça entre final de Julho e início de Agosto, mas até lá nos veremos mais vezes, certo mamãe? - Joana balançou a cabeça afirmativamente.

Enquanto Joana Barbosa Frienbach calçava suas sandálias, ele a observava. "Como ela é linda", pensou consigo mesmo. Com seus longos cabelos castanhos encaracolados, seu nariz pequeno e arrebitado, seus lábios finos e as maçãs do rosto que ficavam vermelhas com facilidade por causa da sua cútis clara. Ao contrário dele, com aquele nariz achatado e a pele morena. "Tomara que nosso filho puxe a beleza da mãe, porque se puxar a mim não será muito bonito", pensou ironicamente.

Mason notou, enquanto a médica guardava alguns papéis em sua mesa, que o móvel era bem arcaico, uma mesa de carvalho com detalhes rústicos em seus pés. Ele achava aquilo diferente, como pode um consultório tão branquinho e moderno ter uma mesa que não se encaixava nos padrões da sala? Pensou em perguntar a Shirley, pois sua curiosidade era justificada porque adorava móveis rústicos. Ele era marceneiro, pedreiro, entre outras profissões do mesmo seguimento, porém resolveu deixar o comentário para outro momento mais propício.

Ao abrir a porta para o corredor, depois das devidas despedidas, chegou-lhes nas narinas o cheiro de éter usado na limpeza de hospitais, aquilo não trazia boas recordações para Mason desde que fôra atropelado por um carro quando criança, de certo aquilo não deixou nenhuma sequela, mas tinha deixado um trauma pelo resto de sua vida, ficando assim, bastante receoso ao atravessar ruas.

Do seu lado passou um homem carregado as pressas em uma maca com marcas de tiros, três pelo menos, ao que parecia, Mason deduziu que poderia ser uma briga de bar já que o homem tinha um forte cheiro de álcool. Mais à frente uma mulher gritava incessantemente com dores de parto, isso fez com que Joana apertasse forte o braço do marido tendo um estremecimento no corpo inteiro. Enfermeiros, médicos, atendentes e guardas corriam de um lado ao outro num verdadeiro frenesi, aquele parecia ser um dia bem agitado no hospital.

- Querido, vamos sair logo daqui, hospitais me deixam muito nervosa.

- Você pensou a mesma coisa que eu amor. No momento em que se dirigiam a porta de saída entrava um jovem com não mais de vinte anos, trajava roupas caras, tinha um corte de cabelo da moda dando a impressão de ser um rapaz rico. Ele parecia estar drogado, ou tendo um ataque de epilepsia, ele estava tendo convulsões incontroláveis e espumando pela boca.


Estar ali na calçada lhes traziam um grande alívio. O hospital era uma construção antiga datado em sua fachada de 1947, porém o prédio estava muito bem conservado, por dentro era um dos mais modernos da cidade de Obajara. Ao redor do prédio via-se vários edifícios, tanto comerciais como residênciais. Logo à frente tinha uma bela praça onde se via crianças brincando no parquinho, idosos jogando cartas e dominó em baixo de imensas e refrescantes palmeiras; casais namoravam, alguns solitários com livros em mãos lendo, outros apenas com seus cigarros entre uma baforada e outra, pipoqueiros, vendedores de sorvetes, local típico de cidade grande e ao mesmo tempo acolhedor como uma cidade interiorana.

Mason Alencar Frienbach tinha que agradecer muito a "Fred", era assim que Frederico era chamado pelos amigos pois odiava seu nome. O amigo tinha conseguido arrumar um bom hospital e uma ótima médica para cuidar de Joana, tudo porque Fred era padrinho de casamento da doutora Shirley e doutor Carlos de Freitas. Shirley tinha estudado no mesmo colégio com Fred tornando-se assim grandes amigos.

- Cuidado com o ressalto da calçada amor!

- Eu estou grávida e não doente - brincou Joana.

- O quê você achou da doutora? - Além de ser uma gatona? - Mason se arrependeu de ter feito aquela brincadeira depois de levar um baita dum beliscão da esposa.

- Tô falando sério, eu sei que ela é bem conceituada, inteligente e simpática, mas nós temos dinheiro suficiente pra pagar pelos serviços dela? De repente a gente pode arrumar outra médica mais barata!

- Não se preocupe amor, eu consegui um belo desconto por causa da amizade que o Fred tem com a doutora Shirley, vai dar tudo certo!

A preocupação de Joana era compreensiva, ela estava desempregada, apenas Mason estava trabalhando para dar o sustento à família, portanto eles não tinham muito dinheiro e os serviços do esposo estavam meio escassos já que ele trabalhava por conta própria.

O estacionamento em que deixaram o carro era próximo, do outro lado da praça, sendo assim não precisariam enfrentar por muito tempo aquele sol escaldante de verão.

Enquanto caminhavam por um dos caminhos floridos da praça sentindo o agradável perfume das flores se defrontaram com uma senhora pedindo esmolas, ela estava sentada em um dos degraus do coreto com um semblante apático, chegando próximos a anciã ela estendeu a mão em busca de algum trocado, porém Mason, após procurar alguma moeda nos bolsos, percebeu que não tinha nenhuma. Joana condoída com a situação da pobre velhinha recordou que tinha algum trocado no bolso de sua blusa vermelha.

- Tome senhora - ela estendeu a mão com as moedas.

Aquela velha tinha um ar soturno, com seu vestido colorido e remendado, estava tão suja quanto a escada em que estava sentada, seus poucos cabelos grisalhos que ainda restavam em seu couro cabeludo estavam desgrenhados, sem falar na sujeira acompanhada pelo fétido odor de vários dias sem banho, sua boca descarnada apresentava alguns dentes apodrecendo, e sua mão mais se assemelhava a uma folha murcha.

No momento em que Joana lhe entregava as moedas a velha segurou firme a sua mão com uma surpreendente força de uma jovem. Aquilo assustou muito Joana, mas não tanto quanto a frase que ela acabara de pronunciar em alto e bom som - "peritura est semen tuum" - ao mesmo tempo a anciã colocou na mão de Joana um medalhão com uma gravura de dois triângulos invertidos se cruzando, com algumas inscrições, tanto ao redor como nas pontas e disse: - Jamais deixe de usar esse medalhão "Adonai", ele te protegerá. - Naquele exato momento Mason interveio retirando a mão da velhinha puxando fortemente o pulso de sua esposa.

O barulho de crianças brincando no parquinho fez com que o casal se distraísse por uns segundos, quando eles viraram novamente seus rostos em direção à velha, ela estava a uns dez metros de distância, correndo como se fosse uma atleta dos cem metros rasos.

- O quê aconteceu aqui? - Ele ficou estupefato com o ocorrido, coçava sua cabeça sem compreender nada daquilo, como pode uma senhora idosa correr rápido daquele jeito? E o pior, que frase era aquela que ela tinha dito?

- O quê foi que a velha maluca Falou? - Joana nada respondeu, apenas observava o medalhão como se estivesse num transe, admirando-o.

Sem perceber na reação da esposa Mason continuou indagando - O quê ela quis dizer em jamais tirar esse medalhão? E o quê é adonai? E quê porra de frase era aquela, como é que é mesmo? - perguntou com os olhos dilatados. - Joana... Joana... - Mason então percebeu que sua mulher não prestava atenção em nada do que ele falava.

De súbito ela respondeu - peritura est semen tuum -, falou com tanta naturalidade que parecia que ela já tinha escutado aquela frase centenas de vezes. Um calafrio percorreu a espinha de Mason, ele cerrou as pálpebras e a olhou com estranheza.

- Pelo amor de Deus Joana, joga esse troço fora, vai saber de onde isso veio?

- Mas amor, eu adorei o cordão, e esse amuleto é tão bonito, é só limpar que ele fica novinho em folha!

- Você é quem sabe! - Após ponderar sobre o assunto, ele cedeu, não gostava de magoar sua esposa. - Uma coisa a gente tem que concordar, isso foi muito sinistro, tô todo arrepiado, olha só! - realmente Joana concordava com o marido, aquilo tudo tinha sido muito estranho.

Durante o percurso do ocorrido até próximo do estacionamento, Mason Frienbach não parava de pensar naquela velha esquisita e continuava a indagar a esposa sobre os fatos.

- Agora lembrei de onde eu ouvi aquela palavra adonai, foi naquele dia em que os crentes fizeram uma visita em casa e mencionaram essa palavra, vou perguntar a eles o que significa.

- É Senhor, ou seja, Deus em hebraico - ela respondeu com um suspiro de reprovação.

- Você me impressiona a cada dia que passa meu amor, eu dei uma sorte danada casar com você, além de ser linda também é inteligente.

"As vezes meu marido é tão infantil", pensou Joana. - Vamos mudar de assunto, não quero mais falar sobre esse assunto, não agora - falou aumentando o tom de voz. - O que eu preciso agora é de um banheiro pra fazer xixi, estou com a bexiga cheia de tanta água que tomei pra poder fazer a ultrassonografia.

- Tá ok amor, na rua detrás tem uma lanchonete que, além de ter um banheiro decente, tem um lanchinho gostoso.

Ele sentiu o tom melancólico na voz da esposa, ela não gostava de falar de religião por causa do pai que tinha abandonado a família sendo ele um pastor de uma igreja evangélica, ainda mais por causa de outra mulher. Mason tentou argumentar com ela que o ser humano é falho, e que isso não foi a primeira vez que aconteceu e não será a última - "Não podemos julgar todos os evangélicos por causa do erro de uma pessoa" - disse ele certa vez a ela, porém, aquela frase não surtiu efeito nenhum na forma dela pensar. "Eu acho melhor mudar de assunto", pensou ele, apreensivo.

Já se passava do meio dia, e a barriga dele começava a roncar por causa da fome, apesar que a sede estava bem maior, principalmente naquele dia quente de verão com o sol a pino, devia estar uns trinta e sete graus celsius, mesmo arregaçando a manga de sua camisa social bege e desabotoando os três botões de cima deixando a mostra seu peitoral peludo e bem definido por causa do trabalho pesado como pedreiro, Mason ainda sentia muito calor.

- Boa tarde seu Henrique - cumprimentou amigavelmente o homem que estava atrás do balcão com um jaleco azul e a barba ainda por fazer. - Como tá quente hoje! - o balconista abriu um sorriso ao vê-los. Mason já conhecia o Sr. Henrique de longa data, seu pai costumava levá-lo ali para fazer lanche quando iam ao centro da cidade comprar alguma coisa.

- Oi Mason, tá sumido cara. Oi Joana, tudo bem com vocês?

- Tudo bem graças a Deus - responderam em uníssono.

- Vão querer o quê? Escolham a vontade.

- Antes de escolher minha mulher pode usar seu banheiro amigo?

- Oh, claro que sim, use o banheiro daqui de dentro Joana, tá mais limpinho, fica no final do corredor a sua esquerda.

Ela passou pela portinhola vai e vem do balcão, seguiu o corredor abarrotado de engradados de cerveja e refrigerante, chegando assim no banheiro particular do estabelecimento. Apesar de ser uma lanchonete antiga, com azulejos azul claro do chão até o teto, a higiene do local era razoável.

A vitrine estava bem sortida com salgadinhos de vários sabores. Mason encostou as costas da mão sobre a estufa para conferir a temperatura, por fim escolheu um kibe e pediu um copo com suco de laranja. Enquanto degustava seu lanche Joana retornou do banheiro, ele percebeu que tinha algo de diferente nela, quando ela se aproximou ele notou que ela estava usando o medalhão adonai, e não apenas usando como também acariciando-o de forma singular, definitivamente aquele amuleto o perturbava.

- Até que olhando de perto, esse medalhão é bem bonito! - falou a contra gosto com o intuito de agradar a esposa.

Joana não lhe deu a menor atenção, pediu um sanduíche natural e começou a mordiscá-lo bebendo um suco de laranja também sem parar de acariciar o medalhão.

- Henrique, por favor, me empresta um papel e caneta? - "Vou anotar aquela frase maluca antes que eu me esqueça", pensou. Ele escreveu a frase da sua maneira, como tinha ouvido. "Peritura ésti semem tuma". "Depois eu pesquiso o que significa".

- O quê você está escrevendo aí amor?

- É só um palpite pro seu Henrique jogar no jogo do bicho pra mim. - Mas que depressa ele dobrou o guardanapo que tinha escrito a frase e chamou o dono da lanchonete para um canto mais reservado.

- O senhor já viu por aqui uma velhinha mendiga que parece uma cigana pedindo esmolas lá na praça?

- Olha amigo, aparecem bastante pessoas pedindo esmolas de vez em quando por essa região, mas uma velha parecida com uma cigana, que eu me recorde, não - Henrique respondeu bastante enfático.

Mason resolveu deixar o assunto pra lá por enquanto, pagou os lanches e seguiu com a esposa em direção ao estacionamento onde deixara o carro na rua da frente. Chegando lá o manobrista entregou a chave do seu carro, um chevette branco, ano 82, carro esse que conseguiu comprar com muita dificuldade e muitos dias de trabalho árduo debaixo do sol escaldante. Abriu a porta do carona para Joana, ligou o carro, manobrou, ligou o toca-fitas e seguiu em direção ao seu lar.




25 de Abril de 2020 a las 20:57 0 Reporte Insertar Seguir historia
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Conoce al autor

Leandro Diedrichs Nascido em Itabira MG, conterrâneo do grande poeta Carlos Drummond de Andrade. Atualmente morador da cidade de Bom Jardim, região serrana do Rio de Janeiro. Separado e pai de três filhos maravilhosos, e como todo bom escritor, sou um leitor voraz! Como costumo dizer: "Querer ser escritor sem ter o hábito da leitura, é a mesma coisa que querer ser um piloto sem nunca ter dirigido um veículo.

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