dhxzs 두다 Albuquerque

KyungSoo, um jovem que passava a maior parte de seu tempo trancado em seu quarto, assiste a uma reviravolta em sua vida com a visita de JongIn, seu primo e, há muito tempo, melhor amigo. Em meio à confusão dos laços não totalmente desfeitos, das palavras não ditas, eles precisam encontrar uma forma de lidar com suas cicatrizes, pois, a dor causada pela distância entre ambos não é mais suportável.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

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Capítulo único: Novas Memórias

Era uma tarde bastante quente em Gyeonggi, característico do mês de julho. Pouco após o meio-dia e o sol brilhava forte. KyungSoo estava em seu quarto, tentando concentrar-se na lição do colégio. Ele achava que os trabalhos e pesquisas eram importantes sim, mas não seria mais fácil apenas estudar e realizar alguns testes e provas? Bem, o calor e a falta de vontade não eram somente o que afastavam seus pensamentos do dever.

Seus tios de Goyang estavam hospedados em sua casa há dois dias. Planejavam se mudar para Bucheon com o objetivo defugir um pouco do extremo dinamismo da capital e, naquele momento, possivelmente eles e seus pais estariam visitando vários imóveis. Avisaram que passariam a tarde fora, resolvendo outras coisas além disso. E há algo de errado em ficar sozinho em casa? Não, porémquando você é Do KyungSooe Kim JongInseu primo, as coisas ficam mais complicadas.

JongIn estava na sala, deitado relaxadamente enquanto assistia a um filme qualquer de ação. Estaria indo tudo bem se a televisão não estivesse com o volume alto o suficiente para que até com a porta de seu quarto fechada, KyungSoo ouvisse nitidamente. Ele cansou de errar na digitação do ensaio toda vez que alguma bomba explodia. Então, com a paciência esgotada, após falhar na terceira tentativa de finalizar um simples parágrafo, KyungSoo levantou da cadeira bufandoe em passos pesados se dirigiu à sala.

— JongIn, eu preciso estudar… Pode baixar o volume, por favor? — Encostou-se na parede do corredor.

O som de tiros ecoava pelo cômodo e o mais novo não tirou os olhos da tela. KyungSoo pegou uma almofada na poltrona próxima e jogou no outro.

— Você vai incomodar a vizinhança! — ele berrou com seus fios escuros já bagunçados.

— Hã? — JongIn notou sua presença. — Você disse alguma coisa? — O barulho da TV ficou mais alto com uma nova bomba colocando em chamas um grande edifício e o menor pegou o controle no sofá furioso, desligando o aparelho eletrônico.

— Eu só quero paz— murmurou.

Ya! Não faz isso! Eu estava assistindo — irritado, JongIn jogou a almofada que descansava no seu colo na outra extremidade do móvel.

— E eu estudando. — Ele se virou para voltar ao quarto e a mão do maior agarrou seu braço, impedindo-o de continuar.

— O que eu te fiz, KyungSoo? Desde que eu cheguei você me ignorae agora isso. Você é um hyung muito chato! — Um bico se formou em seus lábios.

KyungSoo se soltou bruscamente do aperto. Não era totalmente verdade. Quando mais novos, KyungSoo sempre estava atrás de JongIn, convidando-o para brincar, passear,até que a distância os fez perder contato, e as coisas nunca mais voltaram a ser como antes. Eleestava repleto de amigos novos, ingressou em um curso de dança,todo fim de semana sua programação era animada… Como JongIn não tentou se aproximar, se desculpar, o mais velho optou por não insistir.

— Não exagera, você só é um hóspede barulhento! — Omoreno cruzou os braços sob o peito. —Procure outra coisa para fazer, simples.

— Estou aberto a sugestões. — O outro se aproximou sorrindo.

O mais velho franziu o cenho com aquele comentário. Ao passo que ele encarava JongIn, o tempo passava e sobrava menos para finalizar seu trabalho.

— Felizmente, eu tenho o que fazer. — Girou nos calcanhares e a mão alheia apertou firmemente o seu ombro.

— O que você tem, Do? Por que me trata assim? —Elesobressaltou-se ao sentir a respiração quente do outro em seu pescoço. —Eu costumava ser seu dongsaeng preferido.

KyungSoo poderia não querer admitir, masparte de si sentia-se envergonhado, como se todos esses anos fizessem com que eles se tornassem pessoas completamente desconhecidas. Não frequentavam os mesmos lugares, não vestiam os mesmos tipos de roupa, não agiam da mesma forma, não sabiam do que o outro gostava ou não. Entretanto, seria um imbecil se tentasse admitir que não sentiu a sua falta ou que nãodesejou ter o seu antigo fiel companheiro presente em tantos momentos. O mais velho, durante o seu crescimento, passou a ser cada vez mais introspectivo, a preferir a tranquilidade e o silêncio. Aspectos esses que passavam longe da personalidade do primo. E desde que dividiam o mesmo teto, JongIn o fazia sentir simultaneamente uma enorme raiva e uma maior ainda curiosidade de conhecê-lo. Cruzaram-se algumas vezes e em todas elas sentia que eram estranhos. Ficara então muito mais nostálgico, as memórias voltavam à sua mente o tempo todo. Recordava-se das boas brincadeiras e passeios, porém também dos momentos seu coração apertava por não ter notícias de como ele estava. Se não fosse pela diferença no aspecto físico, algumas pessoas haveriam de dizer que eram gêmeos, pois tudo faziam juntos. Existia uma parte de si, que KyungSoo não mensurara quanto por receio da resposta, que sentia muita falta dele.

JongIn subiu levemente sua mão para a nuca, brincando com alguns fios de cabelo por ali. O outro ficou surpreso etenso, por ficar tanto tempo sozinho, passou a desprezar demasiado contato físico. No entanto, sua pele arrepiou-se no instante que foi tocadae ele não sabia como reagir. Virou-se rapidamente e encontrou um par de olhos castanho-escuro ofitandointensamente.

— O que você tem?! – KyungSoo tentou fazer aquilo soar com desdém, porém o maior não fraquejou por nem um segundo.

— Eu sinto falta dos velhos tempos— suspirou.— Está tão quente hoje, vamos dar um mergulho. Tire um dia de folga dessa sua monotonia.

“Ele só pode estar brincando.” O moreno riu.

KyungSoo colocou as costas da mão na testa do mais novo, questionando seestava com febre. Irritado, JongIn virou o rosto alheio para a piscina, separada da sala por uma porta de vidro. Pego de surpresa, ele desviou o olhar para a água cristalina na área externa. KyungSoo não entrava naquela piscina talvez desde o verão passado. Sentiu falta de nadar, de esquecer o mundo por um tempo enquanto a água conduz seu corpo. Aquele calor o incomodava muito, contudo, ele já perdera tanto tempo nessa discussão boba. Balançou a cabeça em negação, mas o outrosegurou seu rosto com as duas mãos.

— Por favor, hyung. — Ele fez um bico manhoso e o outro arregalou os olhos — Eu prometo que te deixo em paz até ir embora. Se recusar, farei exatamente o oposto. Você já estragou meu filme, e sei que pode terminar o que está fazendo depois.

JongIn o fitava com ansiedade e malícia, pensando nas brincadeiras que faria para irritar o mais velho. Este, por sua vez, bufou frustrado.

— Eu entro, me molho, sairei e estamos resolvidos— disse com autoridade e o outro assentiu alegre.

KyungSoo começou a andar de volta ao quarto e o outro o indagou porquê.

— Não posso ir com essa roupa— falou como se fosse óbvio.

— Você tem quatro minutos. Se não voltar, eu mesmo irei buscá-lo. — Não esperou resposta e partiu para a área externa da casa.

Ele bateu a porta do seu quarto com força.

“Moleque irritante”, pensou.

Sem perceber, afagou seu rosto, onde a mão do maior esteve. Fechou os olhos ao lembrar a sensação que aquilo lhe causou.Na verdade, ele ficou feliz com o convite, apesar de não ter tido explicitamente tal pensamento. O tempo todo precisava fazer o máximo para se manter firme perto de JongIn. Mesmo sendo implicante, ele havia crescido e se tornado um jovem extremamente bonito e carismático. Em alguns momentos, KyungSoo o flagrou dormindo e a imagem era semelhante à de um anjo. Porém, como um anjo na Terra, ele conseguia se transformar em um demônio, o quetalvezjustificasse as coisas estranhas que fazia o mais velho sentir. O desejo de tocá-lo, a dificuldade para não ficar preso em seu olhar, o nervosismo e a satisfação ao ter sua atenção.Beliscou sua própria bochecha.

— Que merda eu estou pensando? — repreendeu-se.

Abriu o guarda-roupa a procura de seus trajes de banho, decidido que não usaria uma sunga. Entretanto a única coisa que achou foi uma bermuda azul com passarinhos amarelos.

— O quê? Só pode ser brincadeira…

Espalhou as roupas buscando outra, porém não encontrou. Uma careta de angústia formou-se em seu rosto enquanto ele encarava a peça de roupa rejeitada.

— Não me faça ir até aí! — a voz do mais novo pôde ser ouvida de longe.

Ele respirou fundo e olhou para sua bancada de estudos.

“Quanto mais rápido eu for, mais rápido eu volto.”

• | • | •

JongIn mergulhava tranquilamente, estava feliz por KyungSoo ter aceitado a sua proposta. Lançara-se à sorte, visto que, as atitudes e falas do rapaz não davam a entender que ele desejava estar com JongIn, nem ao menos que sentia-se confortável com sua presença. Parecia uma pessoa completamente diferente daquela que uma vez conhecera, porém talvez isso se aplica-se a ambos. Ainda assim, havia algo no olhar de KyungSoo que lhe era familiar, uma sensação de pertencimento e completude. Não sentia falta de nada quando estava com ele. Desde que se mudou para Goyang, procurou experimentar diversas coisas, mas nada preenchia o vazio em seu peito.

Apesar do devaneio, JongIn não segurou um sorriso ao emergir. O mais velho estava notavelmente aborrecido. Possuía uma grossa camada de filtro solar em toda a pele exposta, e vestia o calção de banho mais fofo que o moreno já havia visto.

— Sério, Soo? —gargalhou. —Se eu estivesse no seu lugar, preferiria aquela roupa de antes.

O menor cruzou os braços sob o peito.

— Para que dar tanta atenção a algo que nem dá pra ver na água mesmo?!

— Se pensa assim, por que não fica logo pelado?

Ele desapareceu na água e deixou o outro com o rosto vermelho.

— Nem sei mais porque estou fazendo isso— resmungou ao entrar na piscina.

Apesar do dia ensolarado, eleteve calafrios por causa do choque térmico com a água gelada. O mais novo se aproximou sorrateiramente, observando a demora do outro.

— Vai ficar nessa escada até anoitecer?

— Você é sempre assim tão chato? —Ele parou e o encarou.

Em alguns segundos JongIn estava de pé, puxando o moreno pelo braço. Ele só teve tempo para prender a respiração e seu corpo caiu com tudo na água, molhando-o por completo. Subiu àtona ofegante, ajeitando o cabelo e certificando-se de não ter engolido aquela água. O mais alto ria, até que KyungSoo o olhou e rugiu. Percebendo o que tinha feito, JongIn começou a dar braçadas para chegar ao outro lado.

— Eu vou te matar, Kim JongIn!

Hyung, hyung, espera, por favor! — Ele havia cessado os movimentos e seu rosto estava contorcido em dor.

— Jongin, para com isso.

Encarou-o desconfiado, aguardando qualquer indício de mentira.

— O que houve? — Passou a se mover mais rapidamente até o outro.

— Acho que me deu câimbra. —Mordeu o lábio e tombou a cabeça para trás.

O mais velho não sabia o que fazer, porém por um segundo uma ideia iluminou sua mente. Pôs o braço do moreno ao redor de seu pescoço, para tentar sustentar o peso alheio e segurou firme na cintura dele. A água deixava os corpos mais leves, então não foi tão difícil a princípio. Carregou-o até a beira da piscina, entretanto, quando chegou mais perto dos ladrilhos, de repente, JongIn levantou a cabeça e prensou o corpo do menor contra a cerâmica.

— O-O que?! Eu sabia que era mentira! — ficou vermelho de raiva. — Que imbecil eu sou, nem sei por que estou aqui. Saia da minha frente agora!

Esmurrou o tórax do mais alto que apenas continuava sorrindo ladino.

— Você fica tão bonitinho assim.

Ele fitava intensamente KyungSoo. De repente ele não era mais o seu primo chato e esquisito, era apenas seu hyung fofo e tímido, que não percebia como seus lábios eram atraentes. JongIn esqueceu de tudo por um momento e queria apenas sentir o corpo caloroso do outro. Levou uma das mãos à cintura do menor, ao passo que este ficava mais espantado com a situação.

— JongIn — disse num sussurro, abaixando o olhar —, me dei–

— Shhh — o maior o interrompeu, passando o polegar pelo lábio alheio.

Kyungsoo tentava esconder o desconforto. A irritação havia sumido e dado lugar a uma ansiedade que ele não conseguia entender. O mais novo estava tão perto, tão quente. Seus olhos o penetravam, como se conseguissem observar toda a confusão dentro de si. As gotículas de água pareciam deslizar em câmera lenta pelo corpo do moreno. Os fios escuros molhados que ameaçavam cobrir seus olhos deixavam-o com um ar mais sensual. Ele tentava, fracassadamente, ignorar toda a tensão que se instalava naquele minúsculo espaço.

— Pode respirar, Soo, eu mordo apenas se você quiser— disse próximo a orelha do mais velho e este engoliu em seco. —Não farei nada que você não queira, mas cuidado para seu corpo não te trair.

Ele roçava os lábios no pescoço do menor, que agora tinha os olhos fechados em prece para que aquilo não estivesse realmente acontecendo. JongIn sabia o que estava fazendo, mas não entendia racionalmente, sabia apenas que algo além do seu controle pedia por aquilo. KyungSoo, por sua vez, foi tomado uma inexplicável vontade de puxá-lo e beijar seus lábios, porém essa sensação não era bem vinda. Não parecia certo de maneira alguma, mas ao mesmo tempo, não parecia errado, como se fosse para ser assim, ou como se não houvesse nada de mais em fugir um pouco da realidade, ou talvez aqueles anseios somenterepresentassem a mais pura verdade de duas almas que não conseguiam viver separadas.

KyungSoo permanecia de olhos fechados e lábios comprimidos. JongIn não conteve um sorriso.

“Tão sensível”, pensou.

Aproximou seu rosto do menor e selou-lhe a boca. Naquele instante, o moreno abriu os olhos assustados. JongIn beijava-o calmamente, guardando na memória o hálito de café disfarçado por um sabor de abacaxi e a textura macia dos lábios alheios.

— Kai, isso não…

Sua boca se curvou mais ainda ao ouvir seu apelido ser mencionado.

— Deixa eu te tocar como não fizeram antes, hyung. — Passou a mão pela face dele —Vivemos ótimos momentos juntos, por que não criar novas memórias?

O mais velhoo observou hesitante. Não sabia se ou voltava para o quarto, ou cometia aquele pecado. Desviou a atenção para o físico colado ao seu. Por que lhe atraia tanto?

— Não faça com que eu me arrependa. —soltou antes de enlaçar o maior pelo pescoço.

A primeira reação do Kim, após corresponder o beijo, foi puxar KyungSoo pelas coxas, fazendo com que elefirmasse as pernas em sua cintura. O ósculo era mais intenso do que anteriormente. O mais novo pediu passagem com a língua e ambos emitiam baixos gemidos, tanto pela exploração na cavidade bucal, quanto pelo atrito entre seus corpos. KyungSoo não tinha muito músculo no quadril, todavia qualquer um que possuísse estava sendo apertado pelas mãos alheias.

— Vem, vamos entrar— disse puxando o menor pela mão.

Era difícil não lembrar da época em que os dois eram apenas duas crianças que amavam brincar e se aventurar. Ali, de mãos dadas, correndo molhados pela casa, ambos não puderam evitar uma risada. Eles sabiam que era errado, mas se aquilo fazia tão bem, por quê não?

— Kai, espera. — Parou quando estavam em frente ao quarto de hóspedes ocupado pelo mais novo — Eu já volto, prometo.

Depositou um selo no canto da boca do outro e correu até seu quarto. Enquanto isso, JongIn entrava no cômodo. Passou a mão por seus fios sedosos. Ele sabia o que estava para acontecer e, não que nunca houvesse tido a experiência, porém nada tornava-a menos especial. De maneira alguma ele desejava ficar longe do primo novamente. Pôde contar com Do em tantos momentos bons e tristes de sua vida. Foio mais velho que o ensinou a andar de bicicleta, a nadar, a jogar xadrez, estivera consigo quando perdeu seu primeiro animal de estimação, quando achou que precisaria usar dentaduras porque seus dentes estavam caindo… KyungSoo foi como um irmão mais velho, alguém que estava lá quando os pais trabalhavam demais para dar amor ao filho prodígio.

JongIn se arrependia de ter se afastado do outro apenas porque começou a descobrir a sua verdadeira orientação sexuale porque estava ficando tão atormentado com os problemas em casa e na escola, que não queria feri-lo. Mas o que tanto temeu, aconteceu. Ele passou a ignorar o mais velho, deixando um espaço oco no lugar das boas recordações.

O moreno se aproximou silenciosamente do maior, suspirando com o torso definido do outro. Era uma bela visão. Jogou a toalha que segurava na cabeça do outro e a esfregou.

— Mas o — virou na direção do outro, com um olhar confuso no rosto.

— Minha mãe vai pensar que eu esqueci uma torneira aberta com tanta água pela casa — tentou se explicar.

— Vai ser outro tipo de torneira que vamos abrir— sorriu malicioso e colou o corpo ao do moreno.

— JongIn!

Ele exclamou baixinho, com o rosto avermelhado.

O Kim voltou a beijá-lo, desta vez com mais urgência, explorando cada canto da boca alheia. KyungSoo deixou-se levar, passando as mãos pelo corpo do maior. Em um piscar, ele foi jogado na cama, enquanto JongIn maltratava a pele do seu pescoço. Mordia, beijava, e descia em direção ao seu abdômen. Arrepiou-se ao ter a língua do mais novo fazendo movimentos circulares em seus mamilos, e por vezes, mordiscando-os.

JongIn podia sentir seu membro endurecer dentro do calção com aquela imagem:KyungSoo estava ofegante, gemendo baixo quando era difícil se controlar e o prazer tomava conta de si.

— Você não faz ideia de como eu desejo que não fôssemos parcialmente do mesmo sangue. — Levantou o olhar para encará-lo — Eu gosto tanto de você, Soo.

O mais velho segurou firme o rosto do outro.

— O que você quer comigo, Nini? Por que eu sinto meu coração bater mais rápido só de te olhar? —Alisou a maçã do rosto alheia com o polegar e encostou ambas as testas — Me tira desse mundo pelo máximo de tempo que conseguir.

JongIn sentiu umgrande contentamento com a confissão do rapaz. Seus lábios voltaram a buscar pelos do menor de forma quase selvagem. O som do estalo entre as línguas ecoava pelo cômodo. JongIn desceu a destra até abaixo do ventre do outro. Com alguns movimentos de vai-vem, o membro do menor passava a despertar. KyungSoo mordeu o lábio inferior do maior, fazendo-o soltar um grunhido.

JongIn aproveitou o rompimento do beijo para dar atenção a parte recém-acordada do outro. O moreno franziu o cenho ao vê-lo o livrar daquele calção, na sua opinião, ridículo; mas um misto de confusão e ansiedade cresceu em si ao sentir algo quente e macio em contato com sua ereção. JongIn passeava a língua por toda a extensão, sem economizar saliva. Fazia movimentos circulares na glande, dando especial atenção àquela região, mas não esqueceu dos testículos do seu hyung, levando ambos à sua boca.

Sem muita demora, ele abocanhou por completo, recebendo em troca gemidos e um puxão de cabelo. KyungSoo nem havia pensado em reagir daquela forma, ele apenas deixava seu corpo livre para seguir os instintos. E pode-se dizer que ele não estava muito sã naquele momento. Era a primeira vez que experimentava estar dentro da boca de alguém, e havia gostado bastante. Após quase alcançar o início da garganta do outro com seu membro, ele sentiu seu êxtase se aproximar. JongIn percebeu a tensão tanto no rosto do moreno, quanto no seu falo duro, cujas veias pulsavam. Sutilmente, voltou-se somente para a ponta, deslizando a língua na fenda ali presente. O mais velho o puxou para um beijo desesperado, e o outro riu anasalado, devido àquela situação.

— Calminha, hyung— disse ao se levantar. Quando retornou, tinha em mãos um preservativo. Sorriu malicioso. — Você se importa?

Ao receber uma negação em resposta, JongIn rasgou o pacote sem quebrar o contato visual. KyungSoo sentia que poderia derreter apenas com o olhar do moreno. Ele descia a camisinha com uma demora que deixava-o mais ansioso, aproveitando para masturbá-lo mais uma vez. Por alguns segundos, abandonou KyungSoo e seu membro avermelhado por causa da felação, para pegar o gel lubrificante que estava estrategicamente escondido em sua mala junto com outros preservativos. KyungSoo não tinha muitos questionamentos sobre isso no momento pois agradava-lhe mais observar JongIn passar o líquido em volta do fino plástico.

— Como nós... — O maior o calou com um selar.

JongIn subiu na cama engatinhando, já sem calção, e empinou seu quadril para o outro. Ainda com o gel em mãos, molhou um dedo e passou em sua entrada, inserindo-o algumas vezes. O moreno se posicionou atrás dele, hesitante, dedilhando sua coluna. Era difícil acreditar que os dois estavam ali, tendo um momento tão íntimo, onde aquele que costumava ser apenas "o insuportável JongIn", encarava-o de soslaio, ansioso por cada toque. No entanto, o baixinho não estava muito diferente. Levou a mão até seu membro para começar a penetrá-lo calmamente. Ele percebeu quando o outro se contraiu e tentou ser o mais suave possível, não só por causa dele, mas também porque aquela sensação era muito gostosa para experimentá-la tão rápido. KyungSoo se pôs completamente dentro do maior, desfrutando de cada segundo da compressão, enquanto o interior alheio tentava expulsá-lo. Com o tempo, o mais novo passou a mover seu quadril e iniciar movimentos frenéticos, acompanhado pelo outro. JongIn pendeu a cabeça para trás, permitindo-se ser levado pelo prazer, pois, naquele momento, nada mais importava.

Ele percebeu que KyungSoo estava mais ofegante, aumentara o aperto em sua cintura e se apressou em chamar sua atenção para que cessasse a ação. O outro franziu uma sobrancelha, confuso, mas suas indagações internas não se prolongaram muito pois logo Jongin virou e uniu os lábios próprios aos seus. Ele deslizava a mão por seus cabelos, braços, nádegas, ao passo que posicionava o mais velho entre suas pernas até que KyungSoo entendeu o que deveria fazer.

Então, mais uma vez, se viu reatando o laço entre os dois. Cada ano que passaram separados era compensado pelos centímetros que ocupava dentro do Kim. Os momentos de saudade, pelas mãos entrelaçadas no colchão como se pudessem a qualquer momento fundir-se uma à outra. E todo o resto era dito e ouvido nas mensagens secretas que seus olhares trocavam.

O fato do membro de KyungSoo não ser grande suficiente para alcançar o ponto G alheio não o impediu de tentar agradar mais o moreno ao estimular sua ereção esquecida. O mais velho tinha acabado de ingressar no mundo do sexo e já desejava poder repetir esse momento todos os dias, diversas vezes e, principalmente, com ele. A forma como JongIn o havia tocado, como parecia existir apenas o dois naquele quarto não muito grande... Por alguns segundos, ele pensou no que aconteceria quando aquilo acabasse. Eles voltariam a se ignorar mesmo que involuntariamente?

Balançou a cabeça espantando esses pensamentos e focou apenas no presente. Seus músculos estavam tensos, revelando que o ápice estava para chegar. Com mais alguns movimentos no membro do mais novo, ele se desfez em sua mão, deixando parte do seu gozo cair no colchão, mas nenhum dos dois reparou nisso. Até porque, em seguida, KyungSoo liberou seu esperma ainda dentro do outro. Os dois respiravam fundo, tentando recompor as forças. KyungSoo sentia-se extremamente cansado, tudo que ele queria agora era deitar e dormir. Assim o faria se não precisasse arrumar o quarto e tirar o suor de seu corpo. Pensou que um banho o faria bem.

— Ei —JongIn estava deitado encarando-o. Reparando em como o menor ficava lindo com aquela expressão facial de fadiga. — Está se arrependendo?

KyungSoo curvou os lábios. De jeito nenhum que ele se arrependia. Contudo, assentiu por diversão.

— Por quê!? —Levantou o tronco de sobressalto —O que eu fiz de errado, Soo?

Ele riu alto do rosto preocupado do outro.

— Nada, Nini. —Ele afagou a bochecha do moreno. — Foi tudo bom demais. — sorriu.

— Então o que acha de repetir? — Depositou um beijo na nuca dele.

— JongIn! — Espalmou as mãos no peito do mais novo afastando-o.

— Você gosta do meu nome… — sorriu ladino.

Kyungsoo saiu da cama, olhando para a mancha no lençol e puxando-o. Ele disparou em direção à área de serviço, sendo seguido pelo maior que andava cansado.

— Você sabe que precisa jogar isso no lixo, não é? — apontou para o preservativo ainda no membro do outro. JongIn tentava se controlar para não gargalhar com a cena.

O mais velho parou e olhou para baixo, bufando. Pôs o lençol sujo na máquina, e disparou até o banheiro, com o rosto enrusbecido de vergonha. JongIn sorria, com o olhar meio bobo, talvez o outro ainda estivesse um tanto aéreo, assim como ele. Sentiu uma vontade de ir atrás, chegar de surpresa, abraçando-o. Entretanto, conteve-se, e foi procurar uma forma de arrumar o quarto. Já KyungSoo, tentava não entrar em pânico ao lembrar do trabalho incompleto.

25 de Abril de 2020 a las 20:59 0 Reporte Insertar Seguir historia
2
Fin

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두다 Albuquerque escritora rasa e monótona ⭒ capista e beta ❴hiatus❵ portfólio (capas): www.dhxzs.tumblr.com

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