byun_re Becca Jorge

No dia da formatura de Bakugou Katsuki no colégio U.A., quando finalmente começaria seu sonho de ser um herói profissional, Izuku Midoriya lhe mostra que o caminho para ser o Herói número 1 será longo, cheio de reviravolta e o pior, terá sangue em suas mãos. deku vilão | universo alternativo


Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13.

#boku-no-hero-academia #deku-vilão #bnha #deku
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Você sou eu e eu sou você


Nota da autora:

Gente, claramente esse é um universo alternativo, ok? Com Deku vilão e sem poderes, ok?

Essa história parece o prólogo de uma longfic? sim... eu vou escrever mais? Não sei, depende... mas eu precisava fazer isso! precisava dessa fic depois de ver vários fmv de deku vilão <3

não tá betado, então mais tarde volto pra arrumar os erros.

Boa leitura


~x~


Bakugou se perguntava como tudo havia chegado naquele ponto.

Uma redoma envolvia algumas cadeiras, todas da classe A, e também o palco. Lugar no qual Bakugou estava caído, o corpo presopor algum tipo de corda que o imobilizou e desativou suas explosões.

Tudo ao redor era um caos, os professores tentavam quebrar a barreira, mas parecia impenetrável. Dentro da proteção estavam os corpos. Katsuki tinha os olhos arregalados, pela primeira vez sem palavras ao ver os alunos de sua sala. Denki, Mina, Iida, Jiro, entre outros, mortos. Todos eles mortos.

No meio do sangue que escorria estava Deku, um sorriso demoníaco em seus lábios, os olhos verdes faiscavam uma loucura que Bakugou nunca havia reparado. O que tinha acontecido com Midoriya?

Ambos estudavam no Colégio U.A., Katsuki no departamento de Heróis, Izuku no departamento de Suporte, já que não tinha individualidade. Ele andava para cima e para baixo com seu maldito caderno, como fazia desde novo, perguntando sobre as individualidades de cada um, observando todos os jogos e competições para fazer suas anotações freneticamente.

Era um tanto excêntrico, mas criava os melhores equipamentos, por isso se tornou muito popular entre os alunos naqueles anos de ensino médio. Estava sempre disposto a ajudar, a concertar isso ou criar aquilo.

Izuku sabia tudo, sobre todos. Seus pontos fortes, suas fraquezas.

Havia um brilho meio lunático em seus olhos, mas passou despercebido pelas pessoas que pensavam ser aquela doideira típica do pessoal do Suporte, querendo inventar a todo momento uma nova engenhoca.

Bakugou não mudou seu comportamento com Midoriya apesar da popularidade do menor, apesar de ter sido Deku a criar um dispositivo que potencializava cem vezes mais suas explosões; apesar de ser o menor a tê-lo ajudado com o novo uniforme, para que tivesse mais resistência e proteção.

Deku sempre seria apenas o Deku, o garoto sem individualidade que ficava pelos corredores correndo atrás de Katsuki.

No entanto, lá estava ele, coberto de sangue, usando um sobretudo branco que, de alguma forma, era capaz repelir todo e qualquer ataque contra si. Não que fossem muitos, pois suas investidas foram rápidas. Em um minuto Bakugou havia subido no palco para o melhor momento de sua vida, a formatura na escola de Heróis, se tornaria um profissional no dia posterior e começaria sua jornada, mas no instante em que pegou o diploma uma redoma envolveu o palco e de seus amigos, bombas explodiram as cadeiras e algo acertou seu peito. Doeu tanto que pensou ter sido baleado, mas não, foi envolvido por um dispositivo que o impossibilitou de usar sua individualidade.

— Que olhar é esse, Kacchan? — a voz inocente de Izuku soou, ele andava calmamente até o loiro, em cada mão arrastava um corpo.

Todoroki de um lado e Kirishima do outro. Seu rival número um e seu melhor amigo.

— Seu merda… o que você fez?

— Eu fiz? EU FIZ? — a risada de Midoriya era alta e completamente insana. — Nós fizemos, Kacchan! Eu e você.

— Deku, seu maluco…

— Maluco? Não, apenas estou nos colocando no mesmo patamar! — Izuku largou os corpos desacordados ao lado de Katsuki, ambos ainda estavam vivos. — Você mesmo me disse várias e várias vezes que eu jamais seria um herói, afinal, eu não tenho poderes…

Izuku olhou para as próprias mãos enluvadas, seu sobretudo tinha diversas manchas vermelhas do sangue derramado, na cintura havia um cinto com todo tipo de equipamento pendurado, capaz de neutralizar e abater até o mais poderoso dos heróis. Havia usado seus anos naquela escola para estudar o futuro da nação, pois ele também faria parte desse futuro, teria seu nome na história.

— E-eu…

— Você, sim! Você me criou, Kacchan! Você me fez perceber meu lugar. Estava certo, eu jamais seria como você, jamais seria o primeiro do curso de Heróis ou alguém tão aclamado. Então eu pensei, se eu não posso ser tudo que sempre quis ao lado do Kacchan, serei a pessoa que ele sempre vai precisar alcançar! — novamente Midoriya sorriu, voltando seu olhar ao loiro. — Você será o herói número um e eu o vilão número um, assim vamos nos completar! Não é o plano perfeito? Hein, Kacchan? Ficaremos juntos para sempre!

— Seu doido fodido! Você matou… tirou todas essas vidas importantes só para se vingar?

— Me vingar? — a expressão horrorizada de Izuku poderia ser meiga se seus olhos não estivessem faiscando uma maldade tão latente que por um momento Bakugou se perguntou: o que havia feito? — Não, não quero me vingar. Eu fiz isso para te agradecer, não vê? Esse é o nosso futuro, Kacchan! Você sempre estará ligado a mim, por isso não precisa mais dele.

Midoriya sacou uma arma dando três tiros seguidos em Kirishima, bem na frente de Bakugou, que gritou ao ver a cena sem conseguir se mover. Contudo, as balas não o perfuraram.

— Tsc, que insistente! — murmurou para si mesmo, trocando a munição de sua arma por uma mais afiada e potente.

— O que está fazendo, Deku, seu merda!

— Estou te mostrando que precisa apenas de mim…

— NÃO!

A sequência de tiros ecoaram nos ouvidos de Bakugou enquanto via Eijiro ceder aos poucos, ele estava fraco devido ao ataque com as bombas.Kirishima havia feito o próprio corpo de escudo para tentar proteger algumas pessoas. Antes que Bakugou conseguisse fazer alguma coisa, três balas ultrapassaram a pele de Eijiro, fazendo-o gritar.

Midoriya riu e Bakugou olhou o corpo sem vida de Kirishima, ele havia desmaiado de dor ou...? Não, tinha certeza que ele sobreviveria. Precisava sobreviver.

Uma rachadura na barreira que havia criado fez com que Izuku olhasse para cima, um tanto decepcionado.

— Acho que é minha hora de ir, não se esqueça, Kacchan... você precisa se tornar o heróis número um! Precisamos fazer isso juntos! — Izuku sorriu, apontando a arma para a cabeça de Todoroki que estava semiconsciente. — Eu poderia acabar com a competição agora, mas ficaria chato para você, não é? Gosta da adrenalina, da mesma forma que eu… como vê, não somos tão diferente assim, Kacchan. Sem falar que seria um inconveniente, já que tem outra pessoa esperando para matar Shouto.— por um momento, Deku se virou para Todoroki.—Hey, filho deEndevor, sua família é interessante, eu estou curioso para ver o desenrolar dessa história… Não se preocupem com o número um, em breve ele estará acabado e vocês dois poderão competir sem empecilhos! — a risada divertida do vilão fez ambos tremerem.

Todoroki tentou usar seus poderes, mas Deku foi mais rápido, imobilizando-o assim como fez com Bakugou. Era um utensílio ótimo, havia conseguido criar um veneno que desativava a individualidade de seu oponente, então ao ser envolvido pelo fio de cobre cheio de espinhos, o herói perdia totalmente suas forças por alguns minutos.

— O que vai fazer com Endevor? — Shouto sussurrou.

— Eu? Nada, isso é assunto de família, né, Dabi?

Sem que nenhum dos dois houvesse percebido, Kurogiri havia aberto um portal atrás de Izuki e Dabi saiu de lá, sorrindo para o irmão.

— Não se preocupe, maninho, logo sua vez chegará, agora vamos, Deku. — o outro vilão ditou.

— Estava tão divertido, mas tem razão, precisamos ir.

— DEKU! — Bakugou gritou enquanto Midoriya sumia pelo portal.

— Isso mesmo, Kacchan, grite meu nome, diga a todos quem sou e que em breve eu voltarei. — foram suas últimas palavras antes de desaparecer.

A redoma foi quebrada pelos professores, mas era tarde, a maior parte da classe A da turma de Heróis estava morta, alguns gravemente feridos e Bakugouali, impotente.

Ele sentiu sua individualidade voltando, mesmo que ainda bem fraca. Então arrebentou a corda que o envolvia, se ajoelhou perto do corpo de Kirishima e olhou ao redor, para todos os familiares que estavam ali no intuito de ver os filhos se formando mas seguravam seus corpos sem vida. Algo dentro de si quebrou.

“Você me criou, Kacchan! Você me fez perceber meu lugar.”
“Me vingar? Não, não quero me vingar. Eu fiz isso para te agradecer, não vê?”

As palavras de Izuku Midoriya ecoavam em sua cabeça, havia criado um monstro sem se dar conta, e todas aquelas mortes eram sua culpa. Bakugou gritou em dor e frustração, caçaria Deku por toda sua vida se fosse necessário, e o faria pagar por aquilo, por aquele sofrimento.

Por ele ser a manifestação de sua parte mais sombria e egoísta.

Katsuki apertou o corpo de Kirishima entre os braços e prometeu a si mesmo jamais esquecer aquele dia, o olhar desesperado das pessoas ao seu redor, os gritos cheios de angústia. Faria Deku se arrepender de tudo isso.

E, talvez ainda sendo efeito do veneno, antes de desmaiar Bakugou conseguiu ouvir a risada de Deku sussurrando em sua mente, daquela forma alta e cheia de maldade, antes de dizer:

— Estarei te aguardando, futuro número um.

25 de Abril de 2020 a las 02:31 0 Reporte Insertar Seguir historia
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Fin

Conoce al autor

Becca Jorge Uma escritora apaixonada por cultura asiática e universos que me levam para longe desse mundo chato.

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