oursfany Margo

[chanbaek] Existe uma lenda japonesa que conta sobre uma linha vermelha que nos liga com a pessoa amada desde o dia do nosso nascimento, que envolve o nosso dedinho e que brilha toda vez que essa pessoa aparece… Baekhyun nunca acreditou nisso, até o momento que, dentro do metrô, pegando a linha vermelha, talvez ele tivesse encontrado a ponta da sua linha em um horário de pico.


Fanfiction Celebridades No para niños menores de 13.

#chanbaek #baekyeol #baekhyun #chanyeol #linha-vermelha
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Horário de rush

De todas as coisas que Byun Baekhyun mais odiava no mundo, aquela conseguia ultrapassar todos os limites possíveis. A chuva grossa que caía do céu fazia todos ficarem amontoados, o calor humano tomando conta de toda a estação por causa do atraso que tinha criado por causa do clima ruim.

As pessoas ficavam empurrando, irritadas com o atraso que estava tomando o horário comercial, todos começando a ficar mal-humorados. Algumas pessoas até mesmo tiravam fotos e mandavam em grupos, outras estavam ligando para os chefes avisando que não tinha como chegar mais cedo naquele dia, e também havia aquelas que apenas desistiam, correndo contra a maré e voltando para a casa. E é claro, existia Baekhyun, que não tinha outra opção além de continuar ali, andando com a multidão até conseguir entrar em um dos vagões.

Continuava ali pois não tinha como voltar, estava no meio de tudo, e era meio difícil dar as costas como as pessoas faziam naquele momento; e pensar em voltar a baldeação para pegar o trem, este que estava muito lotado, o fazia ter calafrios, não era uma boa ideia mesmo. Então estava ali, já mais aquecido depois de ter tomado chuva, ouvindo a cada cinco minutos um aviso que as linhas estavam interditadas e o movimento estava lento, já que alguma coisa acontecia nos trilhos. Mas não prestava atenção, estava tentando colocar todo o seu foco em um livro que estava lendo a quase um mês, os olhos lendo as palavras pequenas enquanto uma das mãos arrumava a touca sobre os cabelos vermelhos, logo virando a página e dando alguns passos ao mesmo tempo.

Aquilo era quase um inferno. E mesmo que não tivesse o que reclamar, era meio estressante estar no meio, ouvindo xingamentos, conversar e às vezes ser empurrado por pessoas totalmente irritadas e por outras só querendo furar aquela longa fila. Já tinha perdido o horário do primeiro tempo, não tinha mais o que fazer, mesmo que aquilo realmente estivesse o desgastando mais do que a faculdade em si. Acabou bufando irritado ao sentir o seu corpo bater contra o de alguém, já meio irritado enquanto pensava se fechava o livro para finalmente caminhar com calma quando as pessoas começavam a andar, indo mais tranquilo, mesmo que estivesse sendo empurrado, para a porta na qual embarcaria, onde acabou dando de cara com as costas grandes e largas de um homem alto que parecia ouvir uma música agitada, dado os sons que escapavam dos fones de ouvido.

Costumava se sentir tão pequeno perto de outros homens, era engraçado, e às vezes, gostava da diferença de altura que tinha das outras pessoas, pois no final, não era uma pessoas baixa.

Guardou o livro de vez na bolsa pendurada na frente de seu corpo, sentindo o seu corpo começar a suar com as pessoas grudadas em si, o moletom pesando enquanto ainda tinha a visão das costas do homem. Olhou para o relógio de pulso, vendo que se não entrasse no vagão naquele momento, perderia mais uma aula e não teria nem a chance de comer alguma coisa antes do segundo horário. Acabou suspirando pesado, a mochila pesando nos ombros.

Conseguiu andar mais um mísero passo assim que o metrô parou, as portas se abrindo e algumas pessoas sendo corajosas o suficiente para sair do vagão e dar mais um pouco de espaço para os outros. Nem soube como acabou caminhando, tirando a mochila do colo e segurando uma das alças enquanto entrava dentro do vagão lotado, as pessoas empurrando para que todos coubessem e as portas se fechassem sem que alguém precisasse sair. Não conseguia ver o que estava acontecendo, o homem à sua frente o impedia de ver tudo ao seu redor e a falta de movimento o fazia parecer sufocar. Jogou a mochila no chão, olhando para cima e vendo a luz amarelada do vagão, o ar-condicionado não fazendo nenhum efeito para tantas pessoas em um lugar só. Estava sendo empurrado por uma senhora que estava perto demais de si e os pés doíam enquanto tentava se manter em pé e segurar com uma das mãos a mochila. Se sentia totalmente sufocado com aquilo. Mas assim que abaixou a cabeça, o empurraram mais um pouco enquanto o alarme apitava anunciando que as portas se fechavam, fazendo suas costas doerem e o corpo perder levemente o equilíbrio.

Fechou os olhos com força, ouvindo um “desculpa” enquanto o corpo à sua frente se virava, ficando de frente para si enquanto era empurrado novamente, dando literalmente de cara com o peito do desconhecido.

— Porra — soltou um palavrão sem ao menos perceber, a bochecha sendo esmagada no peitoral do homem mais alto, o fazendo sentir as orelhas queimando em vergonha. Pelo menos aquele homem tinha respeitado a mulher, dando as costas para ela.

— Desculpa — ele respondeu baixinho, levantando uma das mãos para segurar na barra de metal, a voz rouca fazendo a curiosidade de Byun o fazer levantar os olhos, tentando arranjar espaço para se afastar do outro. As mãos estavam perdidas ao lado do corpo, apenas uma segurando a alça da mochila com força; sentia que iria cair a qualquer momento.

— Eu que tenho que pedir desculpas — Byun murmurou, soltando o pedido de desculpas enquanto respirava fundo, o perfume do outro enchendo suas narinas enquanto ele abria um sorriso. Se pensasse de outro ângulo, aquilo além de ser desconfortável, era engraçado. — Mas tem o problema que eu não consigo me mexer — confessou rindo, levantando de vez o rosto e sentindo o peso do corpo da mulher contra o seu. Deu de cara com os óculos redondos e meio embaçados pelo calor.

— Não consegue nem levantar uma das mãos para segurar na barra? — Ele perguntou calmo, um pequeno sorriso nascendo nos lábios grossinhos. Tinhas os cabelos enroladinhos, os cachinhos caindo sobre a testa e as bochechas gordinhas pelo ângulo e meio vermelhas. Byun negou com a cabeça, tentando levantar uma das mãos parando a mesma na cintura do homem sem ao menos perceber.

— Desculpa, agora eu não consigo mais abaixar — disse risonho, apoiando a mão na cintura do outro, sentindo o moletom nas pontas dos dedos. O homem à sua frente nem ao menos pareceu se importar, virando o rosto para o lado enquanto dava de ombros.

— Você vai descer em qual estação? — Ele perguntou alguns segundos depois, voltando a olhar para baixo, o metrô finalmente se movimentando, fazendo o mais baixo apertar os dedos na cintura do homem, tentando manter o equilíbrio.

— Daqui a 4 estações — comentou, desviando o olhar dos olhos escuros do homem, olhando para o peito dele. Não estava acostumado com aquele tipo de contato em um lugar público, onde não tinha a opção de não encostar em ninguém e ninguém encostar em você. Sentia a respiração dele e de mais duas pessoas baterem contra si. Era desconfortável. Conseguia sentir o coração do mais alto perto de seu rosto, e sabia que ele estava desconfortável também.

— Eu também — sussurrou, algumas pessoas começando a falar baixinho ao redor dos dois, que conseguia se ouvir muito bem falando mais baixo. Baekhyun deixou um “ah” escapar dos lábios, concordando enquanto olhava para ele novamente.

— Então, qual é o seu nome? — perguntou olhando para o homem, este que nem ao menos olhava para si, vendo a barba rala e algumas manchas de espinhas antigas espalhadas pelo rosto, a pele meio bronzeada.

— Chanyeol — respondeu virando o rosto, dando a visão dos olhos meio puxados para o Baekhyun, que percebeu, mesmo que sem querer, a pintinha que ele tinha no nariz.

— Baekhyun — disse logo em seguida, nem dando a chance do outro perguntar. Acabou apertando a cintura dele novamente enquanto o metrô freava, sentindo o seu corpo ser empurrado para frente, o fazendo grudar ainda mais no corpo alto do outro.

Ficaram em silêncio por alguns segundos, cada um olhando para um lado enquanto o transporte se movia mais lentamente, os dedos de Baekhyun ainda apertando a cintura por cima do moletom escuro que ele usava. Soltou os dedos, sentindo o mesmo se mexer desconfortável antes de voltar a olhar para o mesmo, vendo que ele já lhe observava novamente.

— Isso é tão desconfortável — murmurou, voltando a virar o rosto, apertando os dedos com certa força no metal sobre sua cabeça, tirando uma risada baixa do menor. Chanyeol era quentinho, e o calor começava a ser ainda mais sufocante, mesmo que isso não fosse uma coisa tão ruim; só sentia o peito pesar e faltar um pouco de ar. Era sufocante ficar dentro daquele ambiente cheio de pessoas.

— Muito — respondeu. desviando o olhar, perdendo o sorriso que surgiu nos lábios do mais alto quando acabou encostando, mesmo sem perceber, a bochecha no peito dele. Sentia suas bochechas quentes, suas orelhas também. Estava desconfortável e se sentindo quente, mas naquele momento não saberia dizer o que era, se estava assim pelo calor ou pelo desconforto de estar tão colado em outra pessoa.

A primeira estação acabou chegando, o metrô parando com calma e liberando algumas pessoas para o lado de fora, dando espaço para outra novas, mas dessa vez deixando os pés de Baekhyun livres para se mexerem e os dedos fixos na mochila se moverem desconfortáveis, segurando com mais firmeza a alça da bolsa. Mas a mão que estava na cintura do mais alto continuou ali, apertando com força quando conseguiu puxar o ar ao sentir a mulher que antes pesava em suas costas se afastar pelo pouco espaço que tinham conseguido.

— Tá difícil de respirar — acabou soltando enquanto tentava controlar a respiração, olhando ao redor e vendo algumas pessoas em pé e outra sentadas. O vagão ainda estava muito cheio. Apertou os dedos contra o moletom quentinho do mais alto, voltando a olhar para o mesmo que lhe encarava, preocupado.

— Você tem ansiedade, algo parecido? — perguntou com preocupação na voz, encarando os olhos escuros do mais baixo, que negou com a cabeça enquanto retribuía o olhar. Byun sentiu a mão livre de Chanyeol subir por suas costas, deixando um carinho enquanto seus olhos pediam permissão para aquele toque, que foi concedido, mesmo que o menor tivesse prendido a respiração e rezado para o moletom grosso cobrir adequadamente sua pele.

— Acho que é porque tem muita gente, só isso — soltou, assim que conseguiu fazer com que a sua voz saísse, o carinho em suas costas o acalmando e ao mesmo tempo o deixando ainda mais nervoso. Respirou fundo diversas vezes, soltando a mochila de vez nos pés para enfiar a mão no bolso do moletom, fazendo o peso todo da mochila cair no pés dos dois, que não ligaram para aquilo no momento.

— Eu não sou bom nisso, mas podemos tentar respirar devagar, focando nos movimentos do peito. — Chanyeol disse em um sussurro, as vozes das pessoas ficam mais altas enquanto eles falavam ainda mais baixo um com o outro. Baekhyun obedeceu o que foi orientado, fechando os olhos e puxando o ar com calma para dentro dos pulmões, a respiração fazendo o seu peito subir e descer, assim como as suas costas, que foram sentidas pela mão grande do maior. — Tenta focar somente em um ponto, sabe? Não sei se pode ser pressão baixa também, já que seus lábios ficaram brancos, mas tenta focar só em uma coisa, só para você esquecer que ainda está muito lotado aqui.

A voz dele era calma, como se a cada frase ele tentasse lhe tranquilizar e aquilo estava funcionando, mesmo que ainda se sentisse um pouco tonto pela multidão ao seu redor. Abriu os olhos, focando no rosto do rapaz que ainda lhe encarava, fixando o olhar ali, como ele tinha pedido. Viu um sorriso pequeno nascer nos lábios grossos dele. Chanyeol era um homem bonito, com aquele moletom escuro e os óculos que davam um leve brilho para a cor castanha que ele possuía, os cachos enfeitando a testa de modo fofo, assim como as bochechas, mesmo que todo o resto fosse masculino demais. Desde os ombros largos às mãos grandes, a barba por fazer e o maxilar bem definido. Ele era um homem bonito, e olhar para ele acabou virando mais uma vantagem do que um simples ponto fixo para esquecer as coisas ao seu redor, principalmente quando ele retribuía o olhar.

Sentiu o peito parar de doer e as bochechas voltarem a esquentar aos poucos, a respiração voltando ao normal enquanto ainda olhava para o homem à sua frente. Ele poderia ser alguns anos mais velho, a julgar pela aparência, mas não deixava de ser um homem bonito.

— Está mais calmo? — Chanyeol perguntou com a voz baixa e rouca, a preocupação brilhando no olhar enquanto o metrô parava novamente, a segunda estação; ou seria a terceira?

— Você é muito bonito — deixou escapar enquanto ainda encarava o outro, vendo as bochechas dele corarem com o elogio que escapou pelos lábios finos do menor, que arregalou os olhos, assustado com as próprias palavras. — Desculpa! Eu estou mais calmo sim… Esquece isso, o que eu disse.

— Você é muito bonito também. — O mais alto desviou o olhar, o sorriso brincando de um jeito que fazia uma pequena covinha aparecer na bochecha corada dele. Byun desviou o olhar também, apertando entre os dedos o tecido do moletom que o homem usava, um silêncio um tanto desconfortável surgindo entre eles, os dois encarando pontos opostos enquanto sorrisos ainda brincavam nos lábios pelo pequeno flerte trocado. Baekhyun deixou os olhos voltarem ao outro, que engoliu em seco ao sentir o olhar do menor, sorrindo pequeno quanto percebeu ele desviando o olhar novamente.

A mão de Chanyeol ainda estava nas costas de Baekhyun, agora um pouco mais para baixo, quase o envolvendo pela cintura enquanto segurava com força a barra de metal assim que o alarme apitou para que as portas se fechassem, o vagão já bem mais vazio, mas nenhum dos dois querendo se afastar. O menor apertou novamente os dedos no moletom macio do outro, mordendo a pontinha do lábio inferior enquanto via uma menina dar o lugar para um senhor sentar.

Deitou sem nem perceber o rosto novamente contra o peito do outro, que o apertou entre os braços assim que o metrô arrancou, o segurando para não cair. Estavam somente os dois no meio do vagão naquele momento, pareciam um casal, e aquilo era estranho, mesmo que o desconforto já não fosse tão grande e eles estivessem confortáveis um ao lado do outro. Chanyeol sentiu as bochechas esquentarem ao perceber que duas estudantes comentavam sobre eles, o fazendo arrepiar-se ao perceber que estava gostando demais de estar em um momento como aquele, pensando consigo mesmo o quanto achava aquele homem deitado em seu peito bonito. Bonito demais, e educado. Envergonhou-se demais ao perceber que gostaria de pedir o número dele e quem saber o criar algum tipo de relação com ele.

Talvez estivesse sonhando demais, mas poxa, estava com um dos meninos mais bonitos que já viu em sua vida deitado contra o seu peito, segurando com uma das mãos pequenas o seu moletom, lhe encarando de vez em quando com um sorriso bonito nos lábios. Na verdade, tudo era bonito demais no rosto de Baekhyun. Desde algumas pintinhas espalhadas pela face, os lábios finos e o nariz grande, a pele brilhante que parecia ser bem hidratada, assim como o cabelo que tinha uma mecha vermelha para fora da touca escura. O rosto meio redondo o deixava fofo, fazendo Chanyeol se encantar ainda mais, pois não poderia existir uma pessoa tão bonita assim, principalmente uma dentro de um metrô bem no horário de rush.

Chanyeol estava muito gay naquele momento, um gay sonhador, não poderia negar.

Mas acontece que tudo naquele homem baixinho parecia ser diferente; um diferente bom, que fazia Chanyeol ter ainda mais curiosidade em ficar olhando para ele, de segurar o mesmo nos braços e o acalmar outras vezes como fez minutos antes. Ele chamava atenção e era muito difícil de se ignorar.

Acabou suspirando, a mão passando levemente pelo corpo do menor, que sentiu as orelhas esquentarem assim que a mão grande de Chanyeol se encaixou em sua cintura fina quando o metrô parou bruscamente, o segurando com cuidado e firmeza. Se não estivesse ali, com certeza Byun teria visto o chão do metrô bem de perto. Pareciam um casal, o pensamento encheu a mente de Baekhyun que se sentiu desconfortável com aquilo, mesmo que um sorriso brincasse nos lábios dele, pois não tinha coragem de se afastar, mesmo que algumas pessoas olhassem com cara feia para o que estava acontecendo ali no meio do vagão. Se elas soubessem, não estariam com aquele olhar julgador contra os dois. Byun apertou o moletom de Chanyeol novamente, o conforto crescendo ainda mais em si quando virou o rosto para observar o maior, que não o encarava.

— Você… faz faculdade? — Byun testou a voz na pergunta, vendo o outro se virar de imediato para si, os olhos brilhando atrás das lentes do óculos.

— Estou cursando engenharia — respondeu enquanto abria um leve sorriso, o menor encostando novamente a bochecha contra o seu peito. — E você, está cursando algumas coisa?

— Faço enfermagem — contou, mordendo o lábio inferior ao ver o espanto nos olhos do outro, estes que brilharam em surpresa logo em seguida.

— Essa profissão é muito digna — disse baixo, observando o outro concordar com um pequeno sorriso nos lábios finos. — Ah, você já vai descer, não é?

— Já passou as 4 estações? — perguntou meio surpreso, recebendo um aceno positivo do mais alto. — Acho que a gente não estuda no mesmo prédio — murmurou, mordendo o interior da bochecha enquanto ainda encarava ele, querendo ver aquele sorriso só mais uma vez.

— Acho que eu consigo te acompanhar até o seu prédio, o que acha? — Chanyeol levantou uma das sobrancelhas em questionamento, vendo alguns fios do cabelo vermelho de Byun escaparem da touca, brilhando sobre a pele clarinha que ele tinha. Estavam tão confortáveis um com o outro, mesmo em tão pouco tempo, que um sentimento estranho se instalou entre eles. Estranho, mas ao mesmo tempo gostoso de sentir.

— Não precisa, com certeza você está atrasado também — justificou, sentindo as bochechas esquentarem novamente ao ouvir a risada rouquenha dele. Acabou apertando com força o moletom de Chanyeol novamente, sentindo a mão dele ficar mais firme em sua cintura assim que o metrô parou de forma brusca, fazendo o corpo dos dois se colarem ainda mais, um sentindo o calor do outro de perto, muito perto. Os dois desviaram os olhares constrangidos, mas não se afastando enquanto as portas se abriam.

— Eu quero te acompanhar, vou entrar no segundo horário de qualquer jeito — Chanyeol disse baixinho, virando o rosto para ter certeza que o outro ouvisse. Voltou a olhar para o outro lado assim que o menor concordou, sorrindo enquanto ficavam em silêncio, apenas com o corpo grudado um no outro, mesmo com o vagão bem mais vazio. Agora eles tinham espaço para se afastar, mas continuavam daquele jeito, pois era bom, confortável.

E apenas se afastaram quando chegaram na estação que iriam descer, sendo o Baekhyun o primeiro a se afastar, soltando o moletom dele com calma e pegando sua mochila, vendo outro fazer o mesmo, deixando a mão que antes estava na cintura do menor cair ao lado do corpo, tudo isso antes do metrô parar. Byun acabou se desequilibrando assim que o mesmo parou de vez, sentindo a mão do maior em sua cintura, o segurando enquanto ria baixo de si, que apenas negou com a cabeça. Algumas pessoas olhavam, mas não falavam nada, não era como se estivessem atrapalhando alguma coisa, mas todas essas pessoas perceberam as bochechas de ambos ficarem ainda mais vermelhas quando os rostos se aproximaram por causa do desequilíbrio do menor.

Acabaram se separando de vez quando as portas se abriram, os dois saindo juntos do vagão e caminhando lado a lado, mas se separando quando seguiram entradas diferentes, nem notando que não iriam juntos. Mas também estudava em prédio separados, mesmo que fosse na mesma faculdade.

E Baekhyun não se importou muito, mesmo que agora sentisse o perfume forte do homem impregnado em si, o fazendo lembrar do calor que o corpo grande emanava. Puxou a touca para baixo, cobrindo novamente os fios de cabelo dentro da touca, sentindo os dedos congelarem enquanto saia da estação. A pontinha do nariz ficando vermelha e fria por causa do vento forte. Pelo menos não chovia mais. Seguiu o caminho até a faculdade, mas querendo fechar o olho para poder lembrar do outro, mesmo que isso parecesse uma loucura.



Chegou na faculdade bem atrasado, assim como várias outras pessoa. A carteirinha já na mão enquanto sentia o corpo todo esquentar novamente por causa do aquecedor que estava ligado na instituição, agradecendo a alguém no céu por aquilo — talvez ao criador do aquecedor. Teria algumas aulas chatas naquele último tempo e, se tivesse sido mais esperto, com certeza teria faltado, mas agora estava ali, caminhando tranquilamente até à catraca, entrando de vez dentro da faculdade. Passou direto pelas escadas rolantes, indo para uma das lanchonetes que o lugar tinha, sacando a carteira da calça jeans, pensando em como seria bom tomar um chocolate quente, somente para se aquecer antes de entrar na sala de aula.

Byun era um rapaz particularmente invisível dentro daquele lugar. Não costumava ser tão invisível assim antes, por causa de todos os acontecimentos. Mas quando a poeira tinha abaixado, ele se tornou só mais um garoto normal que corria de um lado para o outro dentro daquele lugar, cumprimentando algumas pessoas no meio do caminho e ignorando olhares de outras. Continuou caminhando tranquilamente entre algumas pessoas, desviando de outras até entrar na fila, percebendo o olhar de uma das mulheres da limpeza; abriu um pequeno sorriso, cumprimentando a mesma, que lhe devolveu o sorriso antes de se afastar novamente. Normalmente, sempre era chamado de “menino” ou “garoto” por aquela mulher, o que fazia um sorriso nascer nos lábios finos do futuro enfermeiro, pois sentia quase um orgulho misturado com um alívio ao ouvir aquelas duas palavras vindo de uma mulher bem mais velha. E mesmo que aquilo não acontecesse frequentemente, o seu nome social nem ao menos precisava ser usado por aquela mulher, ele já se sentia confortável do lado dela.

E uma das coisas que não conseguia explicar era o motivo de ter escolhido aquele nome, simples, com a junção do nome de seu pai e um dos que mais gostava. Era um nome diferente e se sentia especial quando alguém o chamava por ele, como se realmente fosse seu. E era mesmo. Se sentia confortável, até mesmo orgulhoso, quando ouvia o nome Baekhyun escapar dos lábios da pessoa e não o outro nome, aquele que nem ao menos gostava de lembrar. Pediu seu chocolate e pagou com os trocados que tinha dentro da carteira, e deu as costas, caminhando até as escadas rolantes para ir para a sala, tomando com cuidado o chocolate que parecia ter um sabor especial em seu paladar, assim como o cheiro forte que ainda estava preso em sua roupa.

Sentia o peito pesar um pouco, talvez pelo tanto que andou, mas ainda conseguia sentir o cheiro ali, assim como o gosto forte do chocolate.

Acabou entrando na sala assim que o professor saiu, conseguindo ver ao longe os cabelos cor-de-rosa da amiga e colega de classe sentada em uma das cadeiras da frente, caminhando com um sorriso no rosto e também uma história curiosa para contar naquele breve intervalo que teriam. Se sentia bem ali dentro, não precisando fingir que era outra pessoa, pois lhe aceitavam como era, apesar das diferenças.

E bom, se não aceitavam, tinha um respeito muito grande por Baekhyun, o fazendo se sentir confortável dentro de um ambiente especial para ele. Faziam ele se sentir um homem especial dentro daquele lugar. Faziam ele se sentir ele.

25 de Abril de 2020 a las 01:48 0 Reporte Insertar Seguir historia
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