exotomic reeves

Baekhyun é um homem frustrado de trinta anos que só encontra paz no fim da noite, quando olha as estrelas na sacada do apartamento. Em uma dessas noites na rotina monótona de insônia, Baekhyun vê o novo inquilino acompanhado de outro homem na varanda do prédio da frente. Depois desse dia, ele começa a ir todas as noites para a varanda, no mesmo horário, esperando poder presenciar o retrato de exibicionismo do vizinho novamente. 


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#kpop #chanbaek #exo #baekyeol
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A curiosidade é turquesa


NU E CRU


Abriu a boca lentamente, a fumaça escapando pelos lábios rachados e secos. O céu estava estrelado, fresco, naquela típica madrugada de fim de janeiro. Baekhyun abriu a porta que separava a sala da varanda, onde passava boa parte de suas noites, lamentando não conseguir dormir mais uma noite como uma pessoa normal, dominado demais pela maldita insônia que parecia persegui-lo como uma desgraçada. Já estava acostumado, entretanto. Com uma garrafa de cerveja nas mãos e um cigarro aceso pela metade em outra, ele se apoiou na borda da sacada, deixando a longneckpela metade no parapeito, largando também o maço de cigarros e o isqueiro. Conhecia-se bem o suficiente para saber que aquele era o primeiro que fumaria naquela madrugada.

Morava em um complexo de apartamentos populares. Duas torres gigantescas que abrigavam mais de trezentos moradores, estrategicamente construídas uma de frente para a outra, separadas por um grande playground e uma piscina que vivia lotada de adolescentes no verão. Baekhyun não gostava muito do lugar, mas nunca se encontra em condições de reclamar, porque tinha consciência de que aquilo era melhor do que nada. Não conhecia nenhum de seus vizinhos, também, mas isso não era um problema para si, pois não pretendia criar raízes naquele lugar. Sempre deixava em mente que aquilo eraprovisório. Quando arrumasse um emprego melhor e desse jeito na vida, alugaria outro lugar. Enquanto esse dia não chegava, Baekhyun continuava religiosamente passando suas noites na varanda, olhando para o nada, pensando em coisas que não deveriam ser tão importantes, mas eram.

Eram tão importantes que tiravam seu sono, a ponto de ficar preocupado até altas horas da madrugada até o corpo desligar de tanto cansaço.

Baekhyun ia para a sacada depois das três horas da manhã, nunca antes disso. Não queria dar motivo para que os vizinhos reclamassem do mau cheiro do tabaco, embora Baekhyun tivesse todos os motivos do mundo para reclamar daquela criança que chorava o dia inteiro no apartamento de baixo. Ou do casal do outro lado do corredor que viviam em pé de guerra, quebrando tudo o que podiam lá dentro. Não movia um dedo para isso, entretanto. Jamais. Estava quase sempre frustrado demais para se importar com algo além das contas acumuladas na estante da sala.

Naquela noite em específico, porém, algo estava estranho.

Baekhyun rolou o olhar pelo prédio da frente, uma centena de apartamentos com as luzes apagadas, um ou outro com a janela aberta, denunciando que ainda tinha alguém acordado, assim como Baekhyun, provavelmente perseguidos com a mesma insônia fodida. Uma tragada, foi o tempo necessário para que seus olhos parassem no único apartamento com a luz acesa, um pouco mais distante do que gostaria para entender com precisão o que estava acontecendo naquela sacada.

Como o péssimo míope que era e que se negava a usar um par de óculos, porque sempre dava um jeito de perdê-los ou quebrá-los, Baekhyun espremeu os olhos. A boca estava presa no gargalo da garrafa, cheia com o líquido amargo, quando entendeu o desenrolar. Mesmo sem enxergar direito, o Byun se permitiu arregalar os olhos assustado, mas também... curioso. Ele engoliu a cerveja lentamente, sequer desviando o olhar do casal no outro prédio. Estavam fodendo, não havia nenhuma outra explicação para o que estavam fazendo. Baekhyun não era nenhum leigo para se iludir com o que estava vendo. Mesmo que não enxergasse com tanta precisão quanto gostaria.

Esticou os braços para fora do parapeito, o vento balançando seus cabelos enquanto tentava enxergar melhor. Baekhyun podia entrar e fechar a porta e fingir que não tinha visto nada — era o certo a se fazer, sabia disso — mas algo dentro de si sabia que eles queriam ser vistos. Num complexo de quase cento e cinquenta apartamentos, transar na varanda só podia significar aquilo.

Baekhyun também queria vê-los, acabou se surpreendendo com as próprias ações.

Não pôde deixar de se sentir um tanto desgostoso, também. Não por causa da cena em si, mas porque lembrara totalmente de seu ex-namorado filho da puta, que de uma hora para outra tinha resolvido que trocá-lo por alguém menos problemático era o mais viável a se fazer. O rapaz, porém, debruçado no resguardo da sacada, não lembrava nem um pouco seu antigo companheiro. Muito pelo contrário. Aquele cara era estupidamente alto, de cabelos desgrenhados e ombros musculosos. Baekhyun notou isso porque o roupão que ele vestia mal cobria seu dorso, escorrendo em um dos braços, deixando explícita a forma como o outro homem, um rapaz mais baixo e de pele morena, mordia seu pescoço.

Mais um gole na cerveja e outra tragada.

Baekhyun assistiu até o final, uma ruga jamais abandonando o centro de sua testa. Seu corpo estava rígido, incomodado, mas a curiosidade era maior do que qualquer outra coisa. E ele só se permitiu relaxar quando os dois homens voltaram para dentro do apartamento e a luz se apagou.

Escondido no meio da escuridão, aquela foi a primeira vez que Baekhyun o viu.

Depois disso, não conseguiu tirar nem aquele homem e muito menos a cena da cabeça. Sua primeira reação foi culpar a carência, porque não se relacionava com ninguém há meses. Estava criando teia de aranha em lugares inadequados e sentia falta de uma companhia pra jogar conversa fora e trocar beijos gostosos. Mas as coisas começaram a tomar patamares que ele não esperava de forma alguma.

Seria mentira se dissesse que, depois desse dia, Baekhyun se arrastava pelo apartamento em direção à sacada unicamente com a intenção de fumar e passar o tempo. Enquanto fazia seu ritual de acender um cigarro, debruçar-se no parapeito e olhar para o céu, o Byun sempre acabava pousando os olhos na janela de um apartamento específico. Torre da frente, nono andar, lado direito. Tinha decorados as referências enquanto tentava tirar o que tinha visto da cabeça, mas, depois de um tempo, teve a certeza de que não tinha feito nada de errado.

Entretanto, nada aconteceu por um bom tempo. Tempo o suficiente para Baekhyun parasse de criar expectativas de encontrar seu vizinho dando um showzinho privado e particular novamente. As cortinas sempre estavam fechadas durante o dia — nas raras vezes em que conseguia sair mais tarde de casa — e, pela noite, as luzes apagadas. Isso fez com que o Byun chegasse à conclusão de que ninguém morava ali realmente. Uma conclusão um pouco frustrante, para a sua total e completa decepção.

Foi em uma sexta-feira que o viu pela segunda vez. Lembrava-se de estar inquieto e deveras perturbado por ter esbarrado com seu ex-namorado na fila do caixa do supermercado. Ele e aquele outro almofadinha engomado, de cabelo lambido e pele perfeita. O desgraçado era bonito pra caralho, precisava admitir, mesmo que doesse um pouco. Com certeza ele era bem menos problemático que Baekhyun, mas também devia ser bem mais rico também. Teve a certeza disso quando saiu do estabelecimento pisando fundo, segurando as alças da sacola com tanta força que as pontas dos dedos estavam esbranquiçadas, e deu de cara com os dois, em uma distância tolerável, guardando as compras no porta-malas de um carro esportivo do ano. Baekhyun nunca tinha tido carro nenhum em seus pouco mais de trinta anos.

Quando chegou em casa, ele se sentiu péssimo. Era angustiante todas as vezes que tomava ciência de que Sehun ainda era uma parte muito grande e significativa de sua vida e que mesmo longe, sem contato algum, ainda o afetava como o inferno. E isso ainda se tornava ainda pior quando não conseguia entender porque era tão difícil de apagar Sehun de sua vida, porque ele tinha feito isso primeiro — muito facilmente, na verdade. Enquanto isso, ali estava ele, sofrendo e se martirizando por uma pessoa que não valia o menor esforço. Por alguém que sequer pensou em como se sentiria antes de sair pela porta daquele apartamento e nunca mais dar as caras. E ainda por cima jogar o peso do fim daquele relacionamento unicamente em suas costas.

Baekhyun sabia que não era o único culpado, porém. Mas isso não mudava muita coisa, porque estava sozinho.

Nesse mesmo dia, Baekhyun foi para a sacada do apartamento antes da meia-noite. Ele se sentou em uma poltrona estrategicamente colocada no lugar pequeno e acendeu um cigarro. UmMarlborovermelho, porque tinha decidido que se daria ao luxo de fumar algo mais caro e forte daquela vez — merecia depois de toda a merda que tinha passado. Ele acabou não fumando-o por completo, porque seu cachorro, Mongryong, acabou tomando toda sua atenção por um tempo.

Tinha o adotado unicamente por insistência de Sehun. Na época, o Byun era completamente avesso sobre ter animais em espaços minúsculos como aquele, sem contar que era ocupado demais para dar atenção a um bicho de estimação. Demorou para cair nos encantos daquele cão rechonchudo. Bem mais do que Sehun tinha previsto, com certeza. Mas quando terminaram e o ex-namorado tentou de todo jeito levar o cachorro embora, Baekhyun negou. Ele era sua companhia desde então.

Baekhyun ficou ali por horas, ouvindo a mesma playlist repetitiva de The Cure tocar na televisão da sala. Seus olhos, mesmo que de forma inconsciente, acabavam indo parar no apartamento da frente. Era um costume tolo que tinha desenvolvido em meio à solidão. Pelo menos sentia que tinha algo para fazer quando chegava em casa, ao invés de sentar e esperar a vida passar se arrastando. Porém, sendo totalmente honesto, ele não tinha mais esperanças de ver aquele casal no apartamento da frente. Seria uma boa distração para sua cabeça, não podia negar, embora um tanto pervertido de sua parte.

Como uma ironia fodida do destino, quando menos esperava, uma luz se acendeu naquele mesmo lugar. Ficou atento no mesmo segundo, escondido na escuridão da varanda porque nunca fazia questão de acender luz alguma. Não queria ser notado por ninguém naquele condomínio e depois de conhecer aquele inquilino do outro prédio, fazia ainda mais questão de se esgueirar no breu.

Assistiu à movimentação no apartamento, embora as cortinas continuassem fechadas. Acendeu um novo cigarro, tragando-o lentamente, até o momento em que alguém afastou as cortinas e abriu a porta da sacada. Antes que pudesse perceber, a respiração de Baekhyun estava engatada, a expectativa se alastrando por todo o seu corpo. O mesmo rapaz de dias atrás apareceu, vestindo um novo roupão dessa vez, bordô e de cetim. Parecia curto, apesar de não conseguir enxergar muito além da cintura dele. Ele parou casualmente na varanda e olhou ao redor, e Baekhyun abaixou o rosto rapidamente para não ser visto. Não devia ter feito aquilo, sabia. Mas já era tarde demais para reverter a situação.

Para sua surpresa, quando o outro rapaz apareceu na sacada também, Baekhyun percebeu que não era o mesmo que o da outra vez. Esse era baixinho, de olhos gateados e cabelo encaracolado e escuro. Ele tinha braços grandes e musculosos que envolveram o corpo do rapaz maior enquanto o beijava nas costas, abaixando o robe lentamente pelos ombros largos. Baekhyun esteve atento durante todo o tempo, assistindo-os por detrás do encosto da poltrona, onde acreditava não ser visto.

Prendeu o lábio entre os dentes quando o homem menor subiu o roupão dele por trás, ficando na ponta dos pés para poder juntar os corpos de um jeito meio brusco demais. Seu vizinho fechou os olhos, segurando na borda da sacada enquanto empinava o corpo para trás. O coração de Baekhyun disparou quando percebeu que, sim, estava vendo seu vizinho foder com outra pessoa. De novo. Sentiu remorso ao perceber que aquilo era errado em muitas formas diferentes — embora o que eles estivessem fazendo fosse tão errado quanto. Não podia sair dali, porém, ou seria visto. E isso com certeza deixaria as coisas mais complicadas do que já estavam.

Baekhyun esperou que as coisas terminassem naturalmente. O rapaz mais baixo saiu da sacada em algum momento, mas seu vizinho permaneceu lá, com o roupão bagunçado no corpo, olhando atentamente para seu apartamento. Baekhyun engoliu em seco, desviando o olhar para sua própria sala, apenas para recuperar o fôlego e ter a certeza de que não, não tinha sido visto. Não tinha como. Mas quando voltou a olhar para ele, o vizinho sorriu. Um sorriso vitorioso, cheio de dentes.

Ele deu as costas depois disso, entrou no apartamento e fechou as cortinas.

E então Baekhyun percebeu que estava muito, muito ferrado. E que seu vizinho provavelmente tinha descoberto sobre seu segredinho pervertido.


[...]


Não havia nada no mundo que odiasse mais do que o lugar onde trabalhava. Talvez, apenas, o engomadinho pelo qual seu ex-namorado tinha o trocado. Mas fora isso, nem mesmo seu apartamento minúsculo, nem mesmo a moto do qual não via a hora de trocar, nem mesmo aquele casal que brigava toda santa noite no apartamento ao lado do seu eram tão desgostosos como aquela oficina onde colocava os pés todos os dias. Realmente, todos os dias, porque trabalhava de domingo a domingo, jamais tendo um descanso mental ou físico. Sua insônia não colaborava em nada, também, para que pudesse ter pelo menos um dia de serviço onde não sentisse que podia enfiar o punho na goela de qualquer pessoa dentro daquele lugar insuportável.

Veja bem, tirando todas as coisas ruins, como trabalhar feito um condenado e receber pouco, Baekhyun gostava do que fazia. Ele amava automotivos de todos os tipos, gostava de mexer com carros, motos, às vezes em caminhões, dependendo da situação. O problema era seu... chefe. Um homem velho, barbudo e barrigudo, que não se contentava com nada. Ele parecia viver para tirar o couro dos funcionários e azucrinar a vida de qualquer um que colocasse os pés naquele lugar atrás de uns trocados. Para o seu próprio azar, Baekhyun parecia ser o chaveirinho dele. Tinha certeza de que aquele homem tinha mania de perseguição consigo, embora nunca tivesse feito nada direto para que ele o odiasse.

Às vezes, perguntava-se se Sungmin conseguia ler pensamentos, porque era a única forma de justificar a forma como era tratado. Conseguia ser bastante criativo quando pensava em como socar o rosto daquele homem presunçoso e vestido de arrogância.

— Eu tô só pelo dia em que vou pedir as contas desse lugar. — Baekhyun disse, dando uma mordida no sanduíche que tinha trazido de casa. Fazia tempo que não apreciava nada que comia, pois precisava almoçar rápido, antes que seu chefe aparecesse e mandasse todo mundo voltar ao trabalho.

Kyungsoo, o outro mecânico do lugar e provavelmente a única pessoa com quem mantinha um contato mais direto nos últimos tempos, soltou um suspiro. Não era um homem de muitas palavras, assim como Baekhyun e isso era bom. Ele engoliu a comida que estava na boca antes de respondê-lo.

— Foi chamado para algum lugar? — Kyungsoo ergueu o olhar para si, referindo-se ao fato de que Baekhyun tinha avisado há algum tempo que queria sair daquele serviço e que, por isso, estava deixando currículos em todos os lugares.

Literalmente todos os lugares. Não saía de casa sem uma pasta com seus currículos impressos — mesmo tendo total ciência de que era ultrapassado. Precisava tentar a sorte.

— Tenho uma entrevista na quinta. — Baekhyun mal conseguiu conter a expectativa. Um novo emprego significaria novas possibilidades (e também ficar longe de Sungmin, o que mais importava, sinceramente). — Você devia sair desse lugar também.

— Preciso do dinheiro. — Ele deu de ombros. Nunca parecia se importar com a situação, por mais insuportável que fosse. Baekhyun não o questionava também sobre aquilo. Talvez fosse o único que realmente se incomodava de trabalhar ali. — E seu vizinho?

Baekhyun tentou fingir casualidade com aquela pergunta. Alguns dias atrás, tinha deixado escapar sobre a situação toda com o rapaz que morava no apartamento da frente. Tinha escondido detalhes sórdidos, apenas para que seu colega de serviço não achasse que era um depravado, mas agora ele não para de perguntá-lo sobre aquilo, como se acreditasse fielmente que Baekhyun estava interessado pelo rapaz. Não estava, porém. O que sentia era diferente... era, provavelmente, curiosidade. Curiosidade em saber porque ele fazia aquilo, porque tinha sorrido naquele dia, porque pareceu tão satisfeito em vê-lo assistindo-o.

— Nunca mais o vi.

Era a mais pura verdade. As luzes do apartamento sempre estavam apagadas e as cortinas fechadas. Não sabia se tinha alguém em casa ou não nem nos finais de semana, porque geralmente estava trabalhando nesses dias também. Mas de noite, nunca via nada. Ficava na expectativa, mas nada acontecia.

— Tem certeza que ele mora mesmo no seu condomínio?

Baekhyun deu de ombros. Não conhecia o cara, não podia ter certeza daquelas coisas. A situação era apenas muito estranha, mas ele não ficava se martirizando por isso.

— Não.

Kyungsoo não perguntou mais nada sobre depois disso, e Baekhyun agradeceu silenciosamente. Ele até era uma boa companhia, porque as personalidades quase se encontravam em alguns momentos. Tirando o fato de que Baekhyun fumava de um a dois maços de cigarro por dia, ele e o colega de trabalho eram até bem parecidos.

Eles terminaram de almoçar em silêncio. Já estava recolhendo suas coisas da mesa do refeitório quando o chefe apareceu na porta, pronto para enxotar todo mundo ali de dentro e fazê-los aguentarem mais quatro horas de gritaria e pressão. Baekhyun passou ao lado dele com o rosto erguido, não conseguia baixar a cabeça para aquele homem mesmo que fosse ele a pagar seu salário. Em sua opinião, Sungmin não passava de um velho frustrado com a vida e que por isso descontava nos funcionários.

Sungmin segurou em seu ombro, porém, quando passou ao lado dele. Estava com uma sobrancelha erguida, grossa e de pelos desalinhados, a barba grisalha parecendo muito nojenta para Baekhyun quando ele aproximou o rosto de si, semicerrando os olhos em sua direção.

— Não ande com esse olhar de superioridade na minha oficina, Byun.

Baekhyun quis rir bem na cara dele, mas precisou se lembrar que ainda precisava daquele salário de merda pra pagar suas contas até arrumar um lugar melhor.

— Claro, chefe.

Desvencilhou-se do toque dele e se afastou, cerrando os punhos enquanto andava até seu armário para guardar suas coisas. Não sabia por quanto tempo mais ia aguentar aquela situação sem explodir dentro daquele lugar. Esperava ter um emprego novo garantido quando isso acontecesse.

O dia pareceu se arrastar como todos os outros. Oito horas naquela oficina pareciam oito anos, todos os dias. Baekhyun trabalhou feito um condenado naquela vez. O final de ano estava chegando e a demanda por vistorias automotivas duplicavam, provavelmente porque as pessoas queriam ter certeza de que nada aconteceria no meio de as viagens de férias. Férias... desconhecia esse termo completamente. Sua desatenção naquele dia fez com que uma cliente, uma mulher bonita e elegante, vestida em roupas sociais e sapatos tão altos que deixaram Baekhyun tonto só de ver, arrumasse um escândalo ali dentro.

Isso rendeu um bom sermão e mais uma hora de trabalho extra pra poder resolver todo o problema que tinha causado. Quando o expediente finalmente terminou, Baekhyun teve a certeza de que não conseguiria sequer tomar banho antes de ir direto para o salão de festas do prédio, onde a reunião semestral de condomínio aconteceria. Nunca participava daquela bobagem, mas o síndico tinha deixado um aviso em todas as malditas portas daquele prédio, avisando que era imprescindível a presença de todos, porque precisavam discutir sobre as reformas do próximo ano.

Estava potencialmente cheio quando ele chegou. Para ajudar, estava usando seu uniforme da oficina, um macacão azul marinho pra lá de desbotado, porque nem fodendo compraria um novo. As pessoas o olharam torto enquanto desviava das cadeiras ocupadas, procurando um lugar para sentar ao fundo, mas não era como se ligasse para a opinião distorcida de qualquer pessoa ali. Nenhuma delas era melhor.

Sentou-se de qualquer jeito ao lado de um homem, sequer se dando ao trabalho de olhar para a cara dele enquanto tirava o celular do bolso da calça para checar o horário. Pouco mais das oito da noite. Esperava que a conversa não se estendesse por muito tempo, porque precisava subir e dar comida para seu cachorro — e jantar, porque Sungmin tinha lhe dado uma indigestão fodida naquele dia. Inacreditavelmente, estava cansado. Sentia como se pudesse dormir por doze horas seguidas, algo que não era tão comum sentir. Na verdade, não era nada comum.

Cruzou os braços e ajeitou a postura na cadeira, olhando ao redor apenas para matar o tempo, fingindo ligar para o que o síndico estava falando. Não queria saber sobre... os novos playgrounds que seriam instalados ou a construção de uma piscina. Não tinha filhos ou sobrinhos e nem se daria ao trabalho de entrar em uma piscina coletiva. Para ser sincero, achava o contexto todo bastante... questionável e nojento. Não conhecia ninguém naquele lugar, com exceção ao casal que vivia no apartamento debaixo e que tinha uma filha que chorava o tempo todo. Não tinha como não os reconhecer depois de tanto tempo ouvindo as reclamações até altas horas da noite. Fora isso, era como um completo peixe fora d’água ali.

Entediado, ele tratou de se distrair com o ventilador de teto. A forma como ele balançava era perigoso, mas estava tão quente lá dentro que valia o perigo de mantê-lo ligado. Um pigarreio ao seu lado, contudo, o fez sair de seus devaneios e, lentamente, olhar para o lado.

Só podia ser... piada.

Baekhyun engoliu o bolo em sua garganta com dificuldade, virando o rosto para frente em uma velocidade que ele nem sabia ser possível. Juntou as mãos no colo, já suadas, e as esfregou contra o macacão. Pelo canto dos olhos, tentou ter a certeza de que, sim, era seu vizinho ali do lado. O vizinho que casualmente fodia na sacada. O vizinho que sabia, de alguma forma, que Baekhyun era espectador daquele show vulgar.

E, para o seu desespero, descobriu que era ele. Bem do seu lado, sentado como se não tivesse consciência de nada. Como se não soubesse quem ele era.

De repente, Baekhyun quis levantar e dar o fora dali. Sabia que deveria ter ido direto para casa ao invés de inventar de participar daquela reunião. Ele sequer ligava para tudo aquilo. Estava pouco se importando com o que iam ou não iam fazer, desde que não saísse de seu bolso. Mas o destino parecia inspirado em tirar sarro da sua cara naquele dia. Apesar disso, ele tentou manter o controle. Respirou fundo e passou a fingir que não, não tinha visto nada. Não fazia a menor ideia de quem era aquele homem ao seu lado, assim como não sabia quem eram as outras pessoas. Era melhor assim.

Não se aguentou por muito tempo, porém. Sorrateiramente, ele virou o rosto para o lado, apenas o suficiente para analisar aquele homem sentado na cadeira ao lado. Ele era alto, provavelmente muito mais alto do que si, e tinha olhos grandes. Em seus dedos estrategicamente posicionados em uma das pernas flexionadas, haviam tatuagens.Love, escrito em letras garrafais e clichês. Ainda analisando-o, percebeu que a pele dele era muito branca. A calça rasgada na altura das coxas deixava muitas coisas para a imaginação, coisas que, bem, Baekhyun não deveria pensar. Ele permaneceu analisando-o em silêncio, o mais discretamente possível que conseguiu.

Mas não tão discretamente quanto precisava, pois quando voltou a encará-lo, o tal vizinho olhava para si, uma das sobrancelhas erguida e o nariz franzido. Baekhyun podia apenas ter virado o rosto para o lado e agido como se não tivesse sido pego no mais puro flagrante, mas o que fez foi ficar paralisado, sem reação. De todas as coisas que poderia desejar naquele momento, como fugir e se esconder ou voltar no tempo, Baekhyun quis, na verdade, saber o que ele estava pensando quando a carranca no rosto do rapaz se desmanchou e, lentamente, um sorriso surgiu nos lábios dele. Um sorriso bonito, de dentes brilhantes e que dava abertura para que uma covinha sutil surgisse em uma das bochechas.

Ele continuou sorrindo para si até virar o rosto para frente, voltando a prestar atenção no que o síndico falava. Baekhyun ficou sem reação. Seu corpo inteiro estava arrepiado e ele não fazia a menor ideia do que tinha acabado de acontecer, não fazia ideia do motivo pelo qual seu coração estava batendo enlouquecidamente no peito, muito menos que ele, de tantas coisas que poderia ter feito ou dito, decidiu que sorrir para si era a opção mais viável.

Ficou desconcertado pelo resto da reunião, olhando toda hora para o vizinho para ter certeza de que não tinha imaginado coisa. Talvez tivesse sim, porque ele não desviou o olhar nenhuma outra vez para si. O rosto dele ficou anormalmente sério até o síndico falar sobre o valor utilizado nas reformas, o que o fez franzir o nariz de um jeito até bastante fofo na opinião do Byun.

Quando a reunião se deu por acabada, Baekhyun nem pensou antes de se levantar e caminhar entre as pessoas como se fosse um foragido. Ele entrou no elevador do prédio com as pernas bambas, louco para fumar um cigarro e beber aquela última cerveja que sabia ter na porta da geladeira.

Assim que chegou em seu apartamento, o cachorro fez uma festa e tanto. Aquilo só comprovou o quanto o dia estava estranho, porque Mongryong não ia muito com a sua cara. Ele saltou para fora de suas roupas, andando de cueca pela casa enquanto servia a vasilha de ração do bicho e se enfiava dentro do chuveiro, tendo a mais absoluta certeza de que nada ia aliviar sua mente além de um banho de água fria. Foi decepcionante saber que estava errado quanto a isso, porque quando saiu do banho, ainda estava com a cabeça cheia de pensamentos que não faziam a porra do menor sentido.

Sentiu-se ainda pior por não ter ninguém para falar sobre aquilo. Não queria incomodar Kyungsoo com suas paranoias — e também sentia que não tinha proximidade o suficiente para falar abertamente sobre o que estava acontecendo ali e o quanto tudo parecia muito estranho. Ao invés disso, ele se sentou no sofá, vestindo apenas uma bermuda solta, e puxou o cachorro para lhe fazer companhia. Mongryong abaixou as orelhas de formas arredia, provavelmente acostumado demais com o dono expulsando-o dos móveis o tempo todo.

— Você acha que eu estou louco? — Perguntou, alisando o pelo macio do animal.

Os olhinhos do cachorro brilharam e Baekhyun abriu um sorriso.Sim, você é louco,é o que conseguia enxergar naquele rostinho bonito e fofo.

Ele ficou na sala por um bom tempo. Preparou seu jantar e deu metade para o cachorro, porque Sungmin realmente tinha dado um jeito de fazê-lo levar mais daquele humor azedo para casa. Ou talvez fosse apenas... nervosismo, porque sua hora de ir até a sacada estava chegando e sabia que, daquela vez, seu vizinho estava em casa.

Tentou se estender naquilo pelo máximo de tempo que conseguiu. Cogitou até mesmo quebrar sua rotina e ficar pela sala mesmo, fumar ali dentro e infestar o apartamento inteiro com cheiro de tabaco, mas ainda gostava de ter suas coisas limpas, mesmo que fossem simples. Quando o relógio marcou duas horas da manhã, ele abriu a porta da sacada e se escorou na varanda.

Naquele dia, não havia nenhum outro rapaz com seu vizinho.

Apenas ele, encostado na parede da varanda, uma mão envolvendo o próprio pau duro, masturbando-se, e os olhos cravados em si. O viu nu pela primeira vez, não conseguindo desviar o olhar dele nem por um único segundo. Não conseguia negar o quanto estava fascinado e viciado naquela merda toda. Quando seu vizinho gozou, ele estava com aquele mesmo sorriso estampado no rosto. O sorriso que tinha lhe dado na reunião e o mesmo sorriso que tinha oferecido no dia que descobriu que, no meio da escuridão, Baekhyun assistia aos shows particulares dele.

E quando ele entrou no apartamento, fechando as cortinas mais uma vez, Baekhyun percebeu que estava duro dentro das próprias calças.


[...]


Tinha escolhido o primeiro horário do dia para a entrevista. Era melhor que chegasse atrasado do que pedir para sair mais cedo. As chances de Sungmin negar eram maiores do que o sermão que tomaria pelafalta de compromissocom seu horário de expediente. Por isso, Baekhyun saiu cedo de casa naquele dia. O céu estava começando a dar indícios de que clarearia quando ele subiu na moto, acelerando pelas ruas vazias de Seul. Era absurdamente estranho estar enfiado dentro de roupas engomadinhas depois de tanto tempo usando um macacão velho. Baekhyun não conseguiu deixar de sentir um tanto bizarro quando se olhou no espelho, o cabelo úmido e penteado para trás, a camisa branca abotoada até o pescoço e a calça jeans escura, tão apertada que poderia exterminar sua próxima geração.

Entretanto, nem todo cuidado e perfume foram o suficiente para fazê-lo conseguir àquela maldita vaga. Sendo honesto consigo mesmo, Baekhyun sabia que não tinha chances quando pisou na sala de espera e deu de cara com outros malditos engomadinhos, provavelmente vestindo ternos de marca. Os sapatos eram tão lustros que refletiam a luz do teto. Mas ele tentou não desistir até o último momento. Podia convencer a entrevistadora com seu jogo de cintura e respostas bem dadas. Porém, quando chegou em casa naquele início de noite, a cabeça estourando por ter aguentado o chefe berrando dentro da oficina como se não houvesse amanhã, Baekhyun recebeu uma ligação.

“Foi um prazer entrevistá-lo, Senhor Byun, mas a vaga foi preenchida por outro concorrente” a mulher disse do outro lado da linha, fazendo Baekhyun revirar os olhos com tanta força que ficou tonto por alguns segundos. “Abriremos novas vagas no final do ano. Esperamos vê-lo novamente em outra ocasião.”

Meu cu,Baekhyun quis dizer, mas limitou-se apenas em desligar o celular e atirá-lo do outro lado da cama.

Mesmo sabendo que suas chances eram mínimas, ele não achou que fosse ficar tão frustrado por não passar em mais uma entrevista. Estava sentindo o peso da idade somado ao fato de que não tinha um curso superior para ajudá-lo a sair do inferno que era trabalhar como mecânico para Sungmin. Talvez aquele fosse o seu inferno pessoal; estar fadado a aguentar uma vida medíocre, recebendo pouco, trabalhar até os ossos doerem e mesmo assim não conseguir fazer nada de satisfatório, não conseguir ter nada em seu nome.

Naquela noite, Baekhyun não foi até a sacada. Estava tão incomodado e chateado consigo mesmo que nem mesmo a insônia foi capaz de chateá-lo ainda mais. Dormiu cedo, em seu quarto, como não fazia há muito tempo. Mongryong subiu na cama em algum momento, mas a única coisa que o Byun fez foi esticar o braço e prender o rabo dele entre os dedos, negando-se a expulsar o bichado na cama porque estava carente e incomodado demais até para isso.

Acordou, entretanto, antes mesmo do despertador tocar. O relógio em cima da cabeceira da cama mostrava, em vermelho, que era cinco e quarenta da manhã. Poderia dormir mais duas horas antes de se levantar e enfrentar mais um pouco daquela rotina cansada, mas Baekhyun estava inquieto demais para conseguir fazer isso.

Tinha acordado num rompante, o coração batendo tão rápido no peito que conseguia ouvir o sangue fluindo através dos ouvidos. A camiseta estava suada, colada contra o corpo, e ele não precisou erguer o cobertor para saber que estava duro dentro da roupa íntima. Malditamente duro depois do sonho que teve com o vizinho do outro prédio, onde conseguiu colocar suas mãos nele — finalmente — e tinha sido gostoso pra caralho. Eles se beijaram na cozinha de seu apartamento e tiraram as roupas na sala. A mão daquele cara alto entrou em suas calças antes que pudesse dizer qualquer coisa e, porra, ele era bom. Sabia perfeitamente o que estava fazendo quando bateu uma para si, antes de se ajoelhar no chão e enfiar seu pau inteiro dentro da boca.

Tinha sido a merda de um sonho, mas Baekhyun podia garantir que conseguia sentir tudo como se fosse real. Seu corpo arrepiado e a pele suando como o inferno não negavam o poder que aquele cara tinha sobre si, mesmo que não o conhecesse, mesmo que não soubesse sequer o nome dele. Era muito pervertido de sua parte ter aquele tipo de sonho com uma pessoa que nunca tinha falado, apenas visto de longe?

Esperava que não, porque sabia que não ia conseguir ir trabalhar naquele estado. Por isso, Baekhyun tirou as roupas e entrou debaixo do chuveiro, mas nem mesmo um banho frio foi capaz de fazer com que ele se sentisse menos excitado ou que o fizesse tirar aquelas imagens da cabeça. Só podia estar ficando maluco, não havia outra explicação.

Frustrado e excitado, ele foi para a sala. A toalha estava porcamente presa na cintura quando ele se sentou em uma das pontas do sofá, cogitando se batia uma punheta meia boca ou esperava as coisas normalizarem por conta própria. Enquanto questionava-se sobre isso, captou, mesmo que pelo canto do olho, uma movimentação no apartamento da frente. Baekhyun não se fez de rogado ao se esticar por inteiro para entender o que estava acontecendo. Ele já não fazia mais questão de esconder o quanto estava mexido pelo vizinho e o quanto esperava por ele, dia após dia, mesmo que isso fosse um tanto inútil. Na maioria das vezes, ele sequer dava as caras. O apartamento estava sempre fechado, como se ninguém vivesse ali.

Baekhyun até tinha cogitado que ele fosse uma... assombração ou que estivesse louco. Do jeito que se encontrava, não era de se duvidar que sua mente estivesse criando pessoas que não existiam apenas para que se sentisse menos solitário. Porém, o dia que o viu na reunião de condomínio, chegou à conclusão de que aquela situação era apenas algo muito estranho criado pelo destino. Nada além disso.

Entre todas as coisas que podiam acontecer naquele momento, Baekhyun não esperava que seu vizinho — e também causador daquela confusão debaixo da toalha, fosse aparecer na sacada aquele horário. Inclinou-se para frente, os pés descalços no tapete e as pernas afastadas para conseguir enxergá-lo melhor. Ele estava vestindo uma camisa social branca e calça escura, justa no corpo. Havia maquiagem em seu rosto, também. Algo parecido com glitter cintilando nas bochechas. Baekhyun se perguntou se ele estava chegando de algum lugar ou saindo de casa.

Baekhyun estendeu o braço e pegou o par de óculos abandonados no encosto do sofá. Odiava usá-los e eles estavam muito bem atirados dentro do guarda-roupa até pouco tempo atrás. Caso perguntassem, jamais diria que tinha desenterrado-os apenas para poder admirar mais precisamente seu vizinho. Por um minuto esqueceu-se de como estava, dando-se conta apenas quando o olhar do homem no outro prédio encontrou o seu. O sorrisinho que ele deu pareceu inevitável, quase como se tivesse sido impossível de controlar. Lentamente, o olhar do vizinho caiu sobre seu corpo, enquanto ele mordia o lábio perigosamente e o analisava de forma quase cirúrgica.

Nunca tinha sido um homem que ligava para estética e a falta dela nunca incomodou. Isso refletia diretamente em seu físico — que, em sua opinião, não tinha nada de muito atraente. Os poucos músculos que tinha foram conquistados muitos anos atrás, quando ainda era um jogador de futebol no ensino médio, ou na oficina. Estava um pouco acima do peso, também, provavelmente pela falta de exercícios e uma boa alimentação, mas nada que o incomodasse. Pelo menos, nunca tinha incomodado até aquele momento. Baekhyun inclinou-se para trás novamente, de forma que sabia que apenas suas pernas podiam ser vistas. Estava ligeiramente envergonhado, se fosse para ser sincero. Não era como nenhum dos caras que viu com o vizinho; com certeza não tinha a metade dos músculos, ou o físico escultural de nenhum deles.

Lembrava-se bem do último homem que viu com ele: cabelo vermelho, pele pálida e o abdômen tão marcado que lhe deixou com uma pontinha de inveja. O vizinho cavalgou no colo dele por quase quinze minutos naquela noite, o tempo inteiro com rosto virado em sua direção.

Um suspiro frustrado saiu dos lábios de Baekhyun e ele se obrigou a voltar para a posição anterior. Ainda estava malditamente duro a ponto de estar assustado. Costumava durar bastante no sexo, porém quase nunca chegava até o final sozinho, desapontado e entediado demais na maior parte das vezes. Aquele cara só podia ser a fonte de sua loucura, não havia outra explicação — apenas sendo doido para se manter duro por tanto tempo depois de um sonho molhado com vizinho que nunca sequer tinha conversado.

— Porra... — Deixou escapar por entre os lábios ressequidos quando se deparou com uma figura daquele homem, ainda na sacada, erguendo uma sobrancelha.

Viu o vizinho tirar o primeiro botão da camisa da casa, o olhar fulminante jamais abandonando o rosto dele. Baekhyun se sentiu quente como o inferno. Era como faísca e pólvora. Não conseguia compreender o poder que aquele cara tinha sobre seu corpo, tampouco conseguir excitá-lo com meia dúzia se olhares. Para descargo de consciência, o Byun sempre colocava a culpa na carência e na falta de sexo. Não queria aceitar a possibilidade de estar tão aprofundado naquele joguinho inadequado. Não queria aceitar que estava lentamente se afeiçoando àquele homem que vivia no prédio da frente.

Era simplesmente um absurdo. Sabia que era errado pra caralho o que os dois faziam, talvez por isso que fizesse tanta questão em permanecer em negação sobre as coisas que sentia. Não queria aceitar que estava se entregando de corpo e alma pra algo tão imprudente quanto aquilo apenas porque não conseguia lidar com a carência. Não conseguia aceitar que tinha levado um pé na bunda e sido trocado por alguém mais novo, mais rico e menos problemático.

De repente, precisava muito de um cigarro. O maço abandonado na mesa de centro estava quase vazio quando Baekhyun o pegou, precisava comprar mais quando saísse para trabalhar. Somente daquela forma para aguentar a porra do chefe pegando em seu pé o tempo todo. Ele acendeu um, fechando os olhos enquanto sentia o gosto amadeirado do tabaco tomar conta do paladar e a fumaça inundar a própria mente. Quando abriu os olhos novamente, a camisa inteira do vizinho estava aberta.

Com os braços apoiados para fora da sacada, juntos, ele o encarava com uma expressão que nunca tinha visto. Geralmente era Baekhyun quem o encarava daquela forma...desejoso. Atraído. Completamente preso naquela brincadeira de gente grande. Surpreendeu-se, porém, ao descobrir que era ele quem o fulminava daquela forma. Era como se, através dos olhos, estivesse pedindo para continuar. Para dar-lhe um show em resposta à todas aquelas noites acordado.

Perguntou-se se deveria. Se descer a toalha, somente um pouco, o suficiente para que pudesse envolver o pau que sabia estar duro feito rocha debaixo do tecido e bater uma, masturbar-se para seu vizinho, como ele mesmo tinha feito não muito tempo atrás, seria como declarar que eles tinham, sim, uma relação e que ela era conturbada e totalmente disfuncional. Arriscou-se a olhar mais uma vez para ele, recebendo um sorriso ladino e caloroso.

Foda-se,ele pensou.

Num gesto totalmente desesperado e livre de pudor, Baekhyun segurou em uma das pontas da toalha e a afastou do corpo. O pau deu uma guinada, sujando o abdômen com pré-gozo. Não tardou em envolver o cumprimento com os dedos, mordendo o lábio ao perceber que estava muito mais sensível do que sequer imaginou. Depois de todo aquele tempo mantendo uma ereção, sem se tocar ou gozar, era esperado que estivesse um tanto dolorido. Com a mão livre, ele massageou os testículos arroxeados. Estavam tão sensíveis quanto o pênis duro, onde apenas alguns apertos fizeram com que ele tivesse que contorcer os dedos dos pés contra o tapete para descontar a tensão.

Olhou para o lado, assistindo o vizinho com uma das mãos dentro da camisa social parcialmente aberta. Ele estava tocando nos próprios mamilos, aproveitando de seu show particular — e isso não podia ser melhor. A autoestima de Baekhyun não era muito alta e saber que, apesar de não ser um dos homens gostosos pra caralho com quem aquele cara se relacionava, ainda conseguia ser atraente de alguma forma.

Tomar ciência disso fez com que Baekhyun se empenhasse mais na masturbação. Geralmente as punhetas que batia no banho eram mais ou menos, nunca interessantes o suficiente. Na maioria das vezes, ele apenas esperava as coisas se acalmarem sozinhas — era rápido, até. Não era do tipo que ficava zapeando sites pornográficos e não se excitava com qualquer coisa. Era um pouco frustrante, pra ser sincero. Estava no auge da vida, recém completos trinta anos e mal conseguia se masturbar direito sem se sentir entediado. Porém, depois de conhecer o vizinho... isso tinha mudado um pouco.

Desceu o punho devagar, fechando os olhos e lembrando-se imediatamente dos lábios daquele cara em seu corpo. Era gostoso. Se ele chupasse um terço da forma como tinha feito naquele seu sonho, ele com certeza era muito bom com a boca. De outro planeta, no mínimo. Quando moveu o punho novamente, uma gota cristalina escorreu pela fenda e tocou em sua barriga. Estava sensível como nunca e o menor dos movimentos fazia com que estremecesse da cabeça aos pés.

Baekhyun sentiu aquela pontinha de vontade de se mostrar crescer e crescer e tomar proporções que não imaginava. Quando percebeu, estava deitado no sofá, a planta dos pés no estofado, as pernas bem separadas e a nuca apoiada no braço do móvel. Naquela posição, conseguia enxergar o vizinho muito melhor — e ele também. Estava muito mais exposto daquela forma e não podia negar que também estava com medo que algum outro vizinho presenciasse aquela cena constrangedora, mesmo que estivesse inspirado a continuar apesar disso.

Jamais imaginou que estaria daquele jeito e que cederia tão fácil aos malditos instintos. Enquanto se masturbava, os olhos mantinham-se tão fixos no homem do apartamento à frente que mal conseguia piscar. Estava hipnotizado e, mais desesperador que isso, atraído por aquele homem que jamais tinha trocado sequer uma palavra. Era um absurdo, mas absurdo maior era o que estava despudoradamente fazendo.

Quando gozou, a respiração ofegante e o corpo todo sujo, o vizinho estava anormalmente sério. Ele ficou daquela forma até que Baekhyun parasse de se masturbar, aproveitando a letargia e dos últimos resquícios do orgasmo arrebatador que teve. Não se sentia daquela forma desde... não se lembrava, pra falar a verdade. O sexo com Sehun era muito bom no início.Muito bom. Mas as coisas começaram a esfriar e em muitas vezes Baekhyun se obrigava a gozar somente para virar de lado e dormir de uma vez.

Desejou uma expressão diferente do vizinho. Apenas uma. Algo que denunciasse que ele tinha curtido a viagem, que tinha gostado do que tinha feito quase tanto quanto gostava de assisti-lo com diversos caras diferentes que sequer olhavam para a cara dele. Admitia que incomodava enxergar o que ele fazia na sacada como um sexo cru. Não havia sentimento, apenas tesão. E se questionava o que ele fazia pra ter tantos homens diferentes dentro de casa e se ele gostava da vida daquela forma. Baekhyun nunca saberia, porque não conseguia se relacionar com qualquer pessoa. E sexo nunca era só carnal para si.

Assim que olhou novamente para a janela, permitindo-se sair daqueles devaneios que estavam se tornando cada dia mais comuns, o vizinho não estava mais lá. A primeira coisa que sentiu foi uma pontada grande de decepção, porque esperava pelo menos mais um daqueles sorrisos cheios de segundas intenções dele, mas o que recebeu foi um grande e absoluto nada. Seguindo isso, ele se sentiu péssimo. Imundo, para não dizer coisas piores.

Pegou a toalha largada no canto do sofá e se envolveu nela novamente, correndo para dentro de banheiro para que pudesse se lavar e se martirizar pelas péssimas decisões que tomava o tempo inteiro. O que estava pensando? Achou que ia agradar o vizinho bonito só por que estava, muito inutilmente, começando a desenvolver algum tipo de apreço por ele? Achou que seria retribuído da mesma forma?

Não seja tolo, Baekhyun.

Você nunca vai chegar aos pés de nenhum homem que ele leva pra cama.


[...]


Saiu para beber naquele início de noite.

Veja bem, Baekhyun era do tipo que saía para bares, primeiro porque não tinha dinheiro para ficar jogando fora com as mesmas bebidas que poderia beber em casa — pela metade do preço, vale ressaltar — e em segundo lugar, porque não tinha companhia. E ele já tinha decidido há muito tempo que não se submeteria aquele tipo de coisa — sair sozinho, encher a cara, reclamar para qualquer pessoa sobre o quanto sua vida era uma verdadeira merda e se arrepender no dia seguinte. Todos os itens sucessivamente.

Mas era a despedida de solteiro de Kyungsoo e ele tinha intimado sua presença de punhos cerrados. Acabou concordando meio a contragosto, apenas para não fazer desfeita do convite e, principalmente, para não tornar as coisas ainda mais difíceis. Kyungsoo falava daquele casamento desde que tinha começado a trabalhar na oficina, cerca de três anos e meio atrás, e agora finalmente acontecer. Tinha sido convidado, inclusive, para a cerimônia que aconteceria em menos de um mês.

Por isso, encontrava-se ali, sentado na mesa cheia de caras que não conhecia — com exceção de Jongin, um moleque novo do serviço — bebendo uma cerveja que nem era uma de suas favoritas. A cada cinco minutos, o Kim tentava puxar uma conversa diferente consigo, mas Baekhyun sempre dava um jeito de sair pela tangente, sem muita vontade de colocar alguma energia naquelas conversas. Quando chegasse em casa lamentaria sobre a própria solidão, bêbado demais para perceber que jogava qualquer oportunidade de novas amizades um lixo.

— Hyung? — Jongin o chamou mais uma vez, cutucando-o no braço para ter alguma atenção. Lentamente, Baekhyun virou o rosto em direção ao garoto, lançando-o um olhar um tanto duro. Ele era insistente como inferno. — Quer que eu pegue outra cerveja para você? Essa já deve ter esquentado.

Ergueu uma sobrancelha, incisivo. Não sabia o que toda aquela aproximação significava e, honestamente, não sabia se queria descobrir. Apesar disso, ele sentiu com a cabeça, incapaz de recusar a boa vontade do garoto. Aquela bebida realmente estava quente e ruim.

— Claro, Jongin.

O moleque sorriu como se tivesse ganhado na sorte grande, levantando tão rápido quanto poderia da cadeira onde estava sentado e caminhando entre todas aquelas pessoas. Kyungsoo, que estava ocupado cumprimentando e se despedindo de alguns amigos, aproximou -se como um gato traiçoeiro. Baekhyun soube, apenas com aquele olhar cerrado e sorriso ladino, que nada de bom sairia da boca do colega de trabalho naquele momento.

— O Jongin? É sério? — O tom de voz dele estava carregado de sarcasmo. Precisou de mais tempo que o normal para entender o que ele estava insinuando.

— Não estou fazendo nada. — Deu de ombros em resposta, balançando o líquido quente dentro da garrafa. — Não estou interessado.

Em algum lugar não tão fundo assim na mente, Baekhyun sabia que ter concordado em sair de casa naquela noite não daria em boa coisa. Agora estava tendo certeza absoluta disso.

— Poderia estar. — Ele voltou a falar como quem não queria nada. Baekhyun quis revirar os olhos. Era isso que recebia por decidir sincero sobre alguns aspectos de sua vida que, na maior parte das vezes sem, preferia deixar em silêncio? Sua sexualidade, por exemplo. — Jongin é um rapaz bonito.

Ele era assim. Baekhyun não era nem um cego e também não estava morto. Sabia admirar a beleza quando ela existia, mas nem só de um rostinho bonito e gostoso que se vivia. Poderia dar no mínimo dez justificativas para aquela ideia ser um grande erro. A primeira delas era bastante incontestável.

— Ele tem dezenove anos, Kyungsoo. — Baekhyun falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

— E daí? Ele é maior de idade, talvez só queira sexo com você.

O problema é que Baekhyun funcionava assim. Ele gostava muito de sexo, sim, talvez até demais, mas não curtia sexo casual. Era emocionado demais para se encaixar nesse tipo de coisa, e sempre acabava se apegando e se fodendo no final de tudo. Também tinhaaquela coisaque sentia pelo vizinho, aquela curiosidade que o fazia quase ter certeza de que ninguém no mundo seria capaz de satisfazê-lo o como ele. Nem mesmo um rapaz bonito como Jongin.

— Não estou interessado, cara. — Voltou a reforçar aquela ideia, fechando o rosto para qualquer outra investida de Kyungsoo naquele assunto. Esperava que daquela forma o colega percebesse que a conversa estava incomodando.

— Tudo bem. Só achei que fosse uma boa ideia pra ver se você desestressava um pouco.

Baekhyun estava pronto para responder debochadamente e perguntar para Kyungsoo se ele não tinha uma noiva para cuidar em casa ou qualquer merda além de ficar de olho em sua vida, quando os olhos encontraram Jongin no meio de todas aquelas pessoas. Caminhava firme, desviando de um por um, o rosto quase sempre sorridente dando lugar a uma carranca emburrada. Ele parou ao lado de onde estava, colocou a garrafa na mesa em um baque abafado pela música e estendeu um papel em sua direção.

— Mandaram isso pra você. — Ele disse, sequer fazendo o mínimo de esforço para negar o quanto estava sendo debochado naquele momento.

Pegou o papel entre os dedos — um guardanapo dobrado milimetricamente e abriu. Tinha um número de telefone escrito com números caprichados e um nome.

Park Chanyeol.

— Quem mandou? — Questionou ao rapaz.

A risada que saiu dos lábios de Jongin foi sarcástica e quebrada. Ele olhou por cima do ombro a expressão anta impetuosa deixando o Byun momentaneamente desconcertado ponto final.

— O barman.

Curioso, Baekhyun procurou pelo bar do estabelecimento apenas com o olhar. Nem conseguiu fingir uma expressão neutra quando encontrou o talcara. A surpresa foi latente, sem dúvida. A respiração ficou entalada na garganta, quase como se estivesse esquecido de respirar durante um segundo. De repente, tudo ao redor pareceu rodar em câmera lenta. Ele estava debruçado contra o balcão lustroso, um sorriso tão bonito no rosto que o peito de Baekhyun apertou um pouquinho.

Porra… não conseguia acreditar que era seu vizinho ali. Inconscientemente, apertou o papel contra a palma da mão, nervoso e talvez um tiquinho esperançoso.

Apesar de tudo, eles não conversaram naquela noite, assim como não conversaram na reunião de condomínio. Mas trocaram sorrisos e olhares por muito mais tempo do que Baekhyun considerava saudável para a própria saúde mental. Tentou esconder seu abalo de Jongin, mas o rapaz parecia ser o único ali que tinha total e completa noção do que estava acontecendo — e talvez ele fosse, mesmo.

Cansado de não ter nenhuma das investidas retribuídas, o moreno parou de insistir e Baekhyun agradeceu, já estava começando a se sentir desconfortável com toda aquela insistência e não saberia como continuar recusando-o sem ser rude. Não estava interessado e tentou deixar isso o mais claro possível, mas talvez pela pouca idade e experiência — tentou acreditar nisso, para não piorar ainda mais as coisas — Jongin não parecia perceber que não era da sua vontade dar continuidade para aquilo. Felizmente, ele tinha desistido depois de muita teimosia.

Baekhyun bebeu apenas aquela cerveja que o rapaz tinha comprado. Não sabia como se aproximar do bar — e do vizinho, principalmente, que agora tinha nome sobrenome. Por isso, decidiu ficar em seu canto, ciente de que não passaria nenhuma vergonha daquela forma. Quando foi embora, ele não estava mais no balcão. Não notou quando ele sumiu, mais sentiu um peso estranho enquanto voltava para casa em cima de sua moto. A velocidade estava reduzida consideravelmente e Baekhyun atravessou a cidade daquela forma, não porque estava bêbado — três cervejas não faziam nem cócegas em sua corrente sanguínea — mas por que estava bastante perturbado. E também ansioso para chegar em casa.

Essa foi a primeira vez em meses em que ele fechou as cortinas da sala, receoso de que o vizinho estivesse em casa e presenciasse sua ridícula luta interna com celular, procurando decidir se enviava ou não uma mensagem deveria ligar para ele por sinal existe a chance também daquele número sequer existir e B que ter sido feito de bobo por um rostinho bonito.

Baekhyun se sentou no chão, os primeiros quatro botões da camiseta fora das casas e as costas encostados no sofá. Pé por pé, o cachorro se aproximou e deitou entre suas pernas, apoiando a cabeça em uma das coxas. Com a mão que não segurava o celular, o mecânico aproveitou para acariciar o pelo macio do bichano. Acabou rindo quando ele se virou com as quatro patas para cima e a língua para fora, pedindo para que coçasse sua barriga fofa e peluda.

Se cachorros eram, de fato, a imagem do dono, então Baekhyun era extremamente carente.

Já passava das quatro horas da manhã quando ele se encheu de coragem e mandou uma mensagem.


[04:07]Byun Baekhyun: Estava bonito hoje, Chanyeol.
[04:08]Byun Baekhyun: Me chamo Baekhyun, inclusive.


Não estava esperançoso por uma resposta, sabia que ela não viria assim tão rápido. Por isso, deixou o celular de lado na cama, atirado, encarando a escuridão do quarto. Sua velha amiga insônia não tinha dado uma trégua naquela noite, mas Baekhyun não estava tão incomodado quanto o costumeiro. Sabia que era muita exigência de sua parte querer mais de dois dias de um sono regulado. Já estava com os olhos um tanto fechados e o corpo pesado de preguiça quando o quarto se iluminou com o celular. Ele rapidamente pegou o aparelho entre os dedos, precisando ler a mensagem duas vezes para processar o que estava escrito nela.


[04:49]Chanyeol: Você também estava muito bonito, mas prefiro quando usa macacão e está sujo de graxa.

Permitiu-se sorrir para a mensagem, sentindo o corpo ser consumido por um sentimento que não sentia há bastante tempo. Ficou quente, o pescoço queimando e a ponta das orelhas também, mas tentou fingir que não sabia o que aquilo significava.

Não, ele não estava com vergonha.


[04:53]Chanyeol: Já está tarde. Vá dormir.
[04:54]Chanyeol: Boa noite, vizinho.
25 de Abril de 2020 a las 00:24 3 Reporte Insertar Seguir historia
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Continuará… Nuevo capítulo Todos los viernes.

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reeves love, art & kim jongin

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Ana Vitoria Ana Vitoria
Eu acompanhei ela no spirit, porém acabou que quando fui terminar de ler, ela já não estava mais lá. Fico muito feliz por poder acompanhar ela por aqui aaaaaa obg aliás. Enfim, odeio o Sungmin, achei o Sehun meio egoísta, mas ok skmkwenne e olha eu amo o Baek dessa fic e amo demais o Chan também. O Kyungsoo nem se fala, meu amor todinho, tô ansiosa pra ler o resto aaaaaaaa. Se cuida viu? Obg por postar essa história de novo.
December 29, 2020, 16:05
√ic Latrof √ic Latrof
MEU DEUS! EU PROCUREI ESSA HISTÓRIA COMO UMA LOUCA NA MINHA BIBLIOTECA DO SPIRIT. AGORA SÓ DURMO QUANDO RELER TODINHA. AAA AMO DEMAIS!
December 27, 2020, 00:49
Isís Marchetti Isís Marchetti
Olá, tudo bem? Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Sua história é incrível! Por mais que seja bem extensa, ela tem aquele poder de nos prender completamente na leitura. É até difícil eu poder dizer para você qual cena é a minha favorita. A coerência no seu texto está incrível, foi uma leitura muito agradável. Apesar de ser grande, não faz com que percamos a linha de raciocínio e isso ficou muito surpreendente. Quanto a estrutura do texto, a sinopse está instigante, fazendo com que tenha aquele ar de mistério e querendo logo descobrir o que ele tanto vê na varanda. E outra coisa importante: as cenas de sexo e pessoas nuas são permitidas, desde que as regras definidas sejam seguidas, sendo uma fanfic, você deveria usar a tag de “#PWP” para não correr o risco de exclusão da história por não seguir as regras comunitárias 😉. A construção de seus personagens também foi muito boa. Não sou familiarizada com o fandom, mas o seu Baekhyun me deixou com uma profunda empatia por ele. Por mais que ele não tenha nada para chamar de seu ao longo dos seus 30 anos, podemos ver que ele é uma pessoa esforçada, e mesmo ainda estando em um serviço de merda, ele não conseguiu dar as costas para suas dívidas, mostrando o quão responsável ele é, diferente do ex-namorado dele, que me pareceu ser um hipócrita de merda, que o abandonou por alguém mais rico, jovem e menos problemático. Também consegui pegar um enorme ranço pelo seu chefe, Sungmin. Esse homem não tem nenhum propósito na vida a não ser fazer seus funcionários de escravos, não é possível! Também me afeiçoei muito ao seu amigo, Kyungsoo. Seu texto ficou muito bem escrito, porém, encontrei alguns erros como; “novas amizades um lixo”, no lugar de “novas amizades no lixo”, “ele sentiu com a cabeça” no lugar de “ele assentiu”, “decidir sincero” no lugar de “decidir ser sincero” e “parte das vezes sem, preferia” no lugar de “parte das vezes, preferia”. E tem um trechinho no texto que seria bom rever, esta escrito; “expressão anta impetuosa”. Ressaltando mais uma vez que, apesar dos erros que foram apontados, seu capítulo é bem grande, então essa quantidade realmente é pouquíssima. No geral, parabéns pela história, com certeza, pretendo continuar acompanhando-a! Abraços.
June 03, 2020, 15:23
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