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dissecando Edison Oliveira

Não. Isso não é um conto. Apesar de possuir algo do tipo no segundo parágrafo, aqui abordei apenas um pensamento que tive sobre como seria o mundo sem escritores.


Cuento Todo público.
Cuento corto
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ESTRANHO CONHECIMENTO




A história logo irá começar, me dê apenas um instante.
Já deve ser do conhecimento daqueles que me acompanham, que costumo escrever sobre os mais variados temas — trafegando pela magia, por histórias sombrias e outras que creio não possuir um gênero em específico.
O conto a seguir se enquadra nesta categoria. Não saberia dizer se há ou não algum gênero para ele, embora, se pudesse sugerir algum, diria que ele é “indefinido”. Histórias indefinidas são agradáveis de se fazer, não ganham um rótulo e podem ser lidas por todas as idades.
Quando tive a ideia de fazê-la, estava mergulhado em um mundo de outras histórias, com todas elas me cutucando o ombro e pedindo para serem escritas. Quem escreve sabe muito bem do que estou falando; às vezes, as histórias querem simplesmente serem contadas, não importando se vão furar a fila ou não. Querem ser lidas, apreciadas e aplaudidas. Histórias possuem um ego e tanto. Seus autores, na maioria das vezes, são apenas uma peça, um porta-voz para palavras que não sabem se pronunciar em público. Nosso trabalho é dar vida a estas palavras, e se não fizermos isso bem, a culpa é unicamente nossa, e não das histórias.
Primeiro, surge a ideia. Depois, a história ganha forma e começa a chutar, assim como um bebê em gestação. Então, ela nasce e quer ser vista, paparicada e ser o centro das atenções por alguns minutos. Se o seu autor fizer tudo certinho, essa atenção durará por muito mais tempo, pois a história será lembrada por outras pessoas por algum motivo, tornando a vida útil dela um pouco mais longa.
Em meio a tantas ideias, histórias em formação e finais inacabados, este conto furou a fila e ganhou a preferência.
Um pensamento sobre a vida (e até sobre a morte) de um mundo sem conhecimento.
Boa leitura.



Um dia acordei, e o mundo tinha partido. Não o mundo em si, mas aquelas pessoas que o tornavam relevante.
Por um momento, olhei para o lado e não enxerguei absolutamente nada, apenas ignorância e solidão. Tudo havia sumido, menos a minha fome, que só aumentava.
Passei então a me alimentar dos livros. Lê-los já não era o suficiente.
Construí uma casa bastante grande feita de enciclopédias, e uma cama com o meu tamanho exato, que a cada dia tinha de ser reconstruída, pois eu sempre beliscava algumas páginas antes de dormir.
Com o tempo, minha casa se tornou apenas uma sala, depois um quartinho e depois mais nada.
Por um momento, acabei esquecendo que não haviam mais escritores no mundo, e que as suas obras mais nutritivas agora viviam apenas em minhas lembranças, permitindo que meu corpo ainda sobrevivesse. Sem alternativas, saí em uma jornada pelo que sobrou do mundo, me alimentando apenas de coisas que escrevia em pedaços de papel. Me descobri um ótimo escritor, ótimo o suficiente para me manter vivo e andando.
Caminho sem nunca olhar para trás, e paro apenas quando meu corpo precisa absorver conhecimento. Escrevo qualquer coisa que me deixe satisfeito, mesmo que a sua aparência não seja tão boa. Algumas coisas não passam no critério de nossos olhos, mas nosso paladar não consegue nos ludibriar.
Então caminho e sigo por aí, sem rumo, esperando para ver até onde as minhas pernas serão capazes de me levar. Quando pergunto isso a mim mesmo, a resposta é tão simples que não consigo evitar o sorriso;
Irei até onde minha criatividade permitir.

20 de Marzo de 2020 a las 19:52 0 Reporte Insertar Seguir historia
4
Fin

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