atila-titi-senna Atila Senna

Quem não ama cavalos, ainda mais um horrendo em chamas na noite.


Horror Literatura de monstruos No para niños menores de 13.

#terror #medo #lendas #Mula
Cuento corto
0
1.6mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

O pecado, a transformação e redenção

Sete casas.

Uma rua principal com outras menores ligadas ela como membros, enraizavam espalhando-se em pastagens ou em pequeninas trilhas em meio a mata, dava vida a uma pequena vila no sul do Brasil de 1890.


—É santa! Quem vê, nessa humilde vila, uma filha tão fiel assim. Diga ao filho saudade.

— Sim senhora. Até mais minha mãe.

Sua mãe, vestido em panos dos pés à cabeça com de costume em respeito ao corpo, de forma austera, mas acima de tudo desconfiada, dera de falar ao marido, que se balançava a cadeira, desconfiava ao um tempo de algo.

— É sempre assim, todas as quintas-feiras a menina sai para a Igreja a essa hora.

— Ora, Igreja é um compromisso importante. Deixe em paz. — disse seu marido.

Insatisfeita, ordenou a um dos filhos, o menino, que espertamente em segredo presigue-se a irmã mais velha.

— E lembre-se, se fora algo de errado espalhe a vila para que passe vergonha e arrependa-se do pecado. Agora vá.


A distância, o garoto seguiu. Era algo que nunca havia visto, era o que sempre queria fazem com sua irmã, visto o incentivo que tomava do irmão mais velho sem intenção. O pequeno garoto então observou calmamente exitando-se com o arrepio da cena até que o dever de tornar a casa o obrigou a voltar e revelar a verdade. Do lado de dentro, escutavam a noite dos animais em seus cantos excitante a procura de uma fêmea avida ao prazer para ser devorada cruamente. Felipa se inclinava abaixando sua cabeça escondendo a própria face como a face do corpo que entre as penas devorava. Era nojento aos olhos de Deus crucificado e imponente a frente. A mulher erguia-se levemente a se contorcer e revirar os olhos escondendo-os atrás das pálpebras superiores, os exibindo completamente branco para o mundo, era como uma possessão sexual diabólica. Era prazer carnal, e pecado grave. Levemente subia com arrepio e descia no aconchegante calor pecaminoso que se instalava em seus lábios rosados inferiores e o corpo ereto. A boca se abria, expulsava de pouco em pouco a alma e o espirito santo que ainda lhe restava. Não queria ser amaldiçoado, por isso o rosto temia o prazer que sentia ao tela, mas nunca resistia. Felipa novamente o abraçava entrelaçando seus braços finos por de trás da nuca do parceiro, levantava as poupas da bunda, as exibindo sobre a luz noturna da lua que entrava das vidraças nas alturas e descia. Gemia. Suas aureolas avolumava-se a medida do prazer, o abdômen contraia-se ao encostar no oposto masculino, e juntos gemiam em pecado.


— Como papai está — perguntava deitado sobre a batina.

— Ah. Reclama ainda que demora nos visitar.

— Tenho muito trabalho por aqui.

— Essa vila mal tem fieis.

— Mais acreditam em minha santidade.

— Ah demônio sexual... — gemia ao descer — Mamãe está com saudades.


O vento sobrava de lugares desconhecidos e amenizava o calor do corpo o tornando momentaneamente gélido. No corredor central excitavam-se. Pela fresta angusta da gigantesca porta, detalhada em arabescos católicos, movimentava-se a sombras de forma fantasmagórica. A noite estava gélida e misteriosa. Todos os olhos parecia perdido e amedrontados com curiosidade, como quando caminha de noite em lugares estranhos. O corro, de repente, se iniciara soprando as chamas das velas que seguravam para dentro da Igreja, estavam derretidas a palma das mãos ceras. As porta escancararam-se num susto. Para dentro da Igreja de pedra, todos. Revelando aos olhos santificados a carne feminina sendo devorada sexualmente a levar inúmeros e fortes tapas até sangrar. Três, quatro — gotículas vermelhas se espalharam pelos quatros canto — até que o quinto golpe fez com que Felipa fosse ao chão e o membro ereto num ejacular ainda dentro antes de expulsa-la de si, a melasse. Todos da vila observavam o nu, e o padre a se recompor um sua batina negra, encolhido e ouriçado, declarar que, como uma devassa e demoníaca sedutora comandada pelo Diabo, o seduziu.


— Queime-a essa prostituta para que purifique a alma ou pereça no Inferno! Ousou enfeitiçar-me corromper minha carne pura e santa. Queime-a!

Já era tarde, e mesmo no negro da noite, lampiões clareava o caminho noturno a encontrar taboas, cordas velhas e fermentas para escavar. Amararam-na com corda crucificara próximo a escadaria de pedra, perfeitamente alinhado a Igreja, onde, por último ao fundo, via-se a imagem sagrada de Jesus, forjada em ferro. Os observam. Colocaram-na erguida onde um pequeno círculo de terra estava exposto com miúdas plantas. Não importava os olhos de quem olhavam, não importava se crianças, se frágeis, Felipa estava nua e crucificada. Gritos serpenteavam à volta de todos os habitantes das quatorze moradas que ali havia, seguia um riso macabro de uma inimiga que se alegrava. A frente da multidão; o padre. A frente do padre; Felipa desacordada com a cabeça pendida ao lado, o que fazia com que o sangue escorresse calmo e lento para fora da boca e tocar o solo espalhando-se em gotículas menores onde secava.


— Padre, ela já está morta? — disse uma em tom de perigo.

— Oh! Deus tenha misericórdia de sua alma. Vamos, todos, cantemos louvores e piedade ao Senhor.


Cantava todos como se fosse a junção de todas as vozes uma mortalha a prepara-la para passar, finalmente, para o lado de lá, o lago de fogo. Lentamente a retomar a sobriedade, Felipa via todos do mais alto ponto, com satisfação em tê-la exposta de tal forma que sabia que não teria mais volta ou perdão tudo o que fizera outrora. Seu respirar, mesmo ali de cima, parecia roubar até mesmo o que pertencia aos vizinhos de baixo. Seus olhos procurava em cada um, um só que fosse, refúgio a quem pudesse apelar ao menos a vida. Crianças e velhos, gritavam-lhe as piores ofensas criada pelo homem até então, decidiam ainda o que finalmente iriam fazer. Estava condenada a ser a maldição de quem tinha tal relação, destinada ao Inferno. Seguia-se as ofensas e canções santas.


— Não! Por favor! Por favor — gritava lá de cima — ele também queria...

— Não! — gritou o padre a contrariar — Ela é uma imunda profana! Tomou-me em concupiscência hoje!

— Não, não — dizia a mulher embriagada em seu próprio choro lá de cima — ele é tão pecador quanto eu! Éramos amante...

— Mentirosa! Não escutem essa devassa, ela quer apenas amenizar o seu suplício inventando os meus!

— Sim, você está temendo ser castigado padre! — disse Felipa diretamente ao irmão.

— Devassa, está tomada pelo pecado!

— Como você meu irmão! Também habitara o Inferno! Vivera em lugares lúgubres e desgraçados.


Os fiéis estavam estagnados entre uma verdade e outra. Havia ali três grande medo. A vida, o castigo e a dúvida de que fariam e quem dizia a verdade. E para não ser castigado pelo ato da fornicação o padre mais uma vez gritara ordenando que a queimassem, queimassem-na o mais rápido possível para que não iludissem ou perturbasse a mente de quem dava ouvidos ao Diabo. Mas a vida também gritava em apelo, pedia para que os fies deixassem a cegueira de lado, gritava ao dizer, o padre era tão pegador quanto ela. E diante a dúvida reinava a difícil decisão se deixasse o fogo queimá-la ou não.


— Não sou apenas eu! Vocês também viram como estava. Eu, — gritou crucificada lá de cima para todos — eu estava sendo devorada pelo amor que meu próprio irmão sente por mim. E vocês idiotas fanáticos, não veem que ele está mentindo apenas para se salvar! Usando da religião de nosso Deus!

— Vadia! Jamais terá um Deus! Não acreditem nela, vocês bem vê como Deus está presenciando agora, esse mostro já não tem mais medo do julgamento ou suplício!

— Não tenho medo porque sei que vou morrer filho da puta! — berrou em voz acelerada — Todos vocês filhos da puta! Acabou para mim, e você padrezinho de merda, somos um só filho da mesma mãe, conectados por um mesmo pecado. Você já está no Inferno desgraçado! Olhe para eles...

— Não! — tentava amenizar os nervos o padre.

— Olhe para eles seu filha da puta! — enfim olhou, então após um respiro profundo tenso Felipa continuou. — Vê que nem um deles mais acredita em você. Você vira comigo. Digam a mamãe e ao papai que os filhos dele se transformaram em lenda, que viveram uma vida infame e profana mentindo a todos vocês, idiotas. Por que o padrezinho fez crescer a irmãzinha dele com sentimentos mais que genuínos entre irmão! Amorosos com prazer carnal, pois essa vila podre mal se tem mulher para comer!

— Maldita. — balbuciou. — Maldita o Inferno é seu lugar! — declarou a todos com ira numa segunda vez.

De repente das mãos do padre foi jogado o lampião quebrando-se ao pé do crucifixo onde o fogo passou a consumir o óleo que se abraçou a madeira seca. Em pânico Felipa acusou.

— Seu herege desgraçado! Pior que o meu será seu fogo no Inferno!

— Apóstata! — retrucou o padre.


Era meia noite, ninguém se atrevia a esse horário, adentraram todos a casa e o padre fora recusado o oficio e a Igreja, expulsado junto da família, da vila. A sós a noite parecia grande, parecia que nunca iria acabar ou ao menos por algumas horas se estendera e não estava nem se quer na metade. Não havia mais a claridade noturna de quando adentrada a casa para visitar o parente amado. Tudo estava simplesmente noturno, sem vento sem sereno, e assim se podia ver ao longe detalhes macabros que antes nuca veria. O odor costumeiro da noite desaparecerá e som gritante do silêncio tomara posse de tudo então. Sentia apenas o odor da fumaça rala e o leve som das chamas tímidas estalando pela madeira velha. — Em suas casas não se atreviam olhar da janela, rodeados a mesa ou acuados em seus quartos rezavam enquanto a sensação os tornaram tensos e doloridos. Sentiam o ar seco. Os moradores mais próximo escutavam até mesmo os gemidos e os estalos da madeira em combustão. Felipa sentia todo o carbono produzido que consumia a base do crucifixo inundar suas narinas sufocando-a. Às vezes, por um momento, gritava todo o ódio, no outro momento, murmurava dores. A princípio o suor que a protegia de queimaduras mais sérias era o suficiente, mas logo pouco resolvia. E vendo que logo a alcançaria optou, desesperadamente, por urinar em si mesma para que o liquido escorresse pela nudez da melhor forma possível para tentar amenizar os danos que causava.


Olhando dali de cima, ninguém se aproximava. A pequena vila ainda era a mesma durante essa noite, pacata e silenciosa. E isso fazia com que o medo a ataca-se, fazia com que toda a escuridão a olha-se de volta ameaçando-a com algo maior. Judiada, as bolhas nos pés já não era mais fartas e macias, criou-se cascas negras e feridas que surgia da pele rasgada pelo calor. Estava esmorecida. O seu próprio peso agora era um fardo, pois as cordas que amaravam os pés se desfizeram no derreter se misturando com a pele negra, era agora, sustentada apenas pelas amarrações dos braços e da cintura. Felipa se debatia lentamente e extremamente cansada em lágrimas de dor até que de repente um estalo maior, devido aos movimentos, fez com que a madeira se dividisse espalhando brasas incandescentes para os quatro cantos, quebrando assim a estrutura que a sustentava. Diante da velha Igreja e todo o cenário fabulosamente silencioso caia o crucifixo sob o chão duro de pedras, onde pelo percurso gritou embriagada até se calar com a pancada da cabeça sobre as grandes pedras do chão que deformou levemente o formato do crânio.


As horas se passaram, ninguém fora socorrer. O fogo consumia até o fim o tronco enterrado que sobrara a partir da rachadura, era o mesmo fogo que consumia lentamente o tronco que prendia o corpo da pecadora infame e imóvel, jogada ao chão. O calor a acordara antes do que o cérebro havia programado, estava mui debilitada, com dentes tortos e quebrados, cuspia ao respirar ofegante o grosso que incomodava. Mais lucida novamente Felipa se arrastou como pode, movimentava apenas os dedos das mãos e sem poder usar os pés torados, movimenta coxas e joelhos para se arrastar, visto que os seus braços estavam proibidos, pois seus punhos estava ainda amarados. E foi um deles, somente um, com muito trabalho e tempo que colocou sobre o resto de fogo que ainda havia em combustão no tronco da estrutura presa ao chão que a segurava de pé quando crucificada. Exprimia expressões trágicas e doloridas enquanto expelia entre os dentes tortos que lhe restava da pancada, o sangue escuro a encharcava por dentro. Queimava seu pulso direto para liberdade, rasgava a pele e as fibras da grossa corda enquanto o cheiro ruim a embriagava junto da dor. Seus cabelos eram falhos devido ao calor, seus olhos inchados e vermelhos, lúgubres, via o fogo ainda avançar por baixo entre suas pernas nuas, o que obrigou com que ela afastasse suas pernas para fugir de novas de graves queimaduras. E quando liberta uma das mãos, pobre pecadora, não podia, não conseguiria libertar a amara oposta, pois a estrutura de seu pulso era dolorida e frágil demais, corrompia as cascas e mostrava a sofreguidão vermelha já nos mais simples movimentos, exibia os nervos deformados a se movimentarem. Não suportaria tudo outra vez, se assim fizesse, morreria em dor. Precisava descansar mesmo enquanto o fogo a encandeava entre as pernas, como antes era com o padre nos momentos de amor e, do lado direito, onde colocara o pouso em chamas, também avançava lentamente sobre a madeira a chama que com o tempo aproximara-se do crânio tortuoso. Felipa sentia que a própria Igreja, de forma maldosa, a observava. Tinha muito medo, muita dor, revirava os olhos murchos a todos os lados enquanto o calor a ameaçava em duas direções. Largada ao chão amarada erguia sua cabeça a observar seu entorno, poderia gritar por ajuda, poderia escutava ainda viva e podre, assim viriam finaliza-la. E entre todo o alvoroço silencioso que causava para se libertar, se perguntava onde estaria seus pais que a essa altura que não vieram acudir.


— O que fazem?


A família estava proibida, a maldição havia se deitado sobre os filhos, o rapaz, deixou a força de ser padre. A filha? Ninguém se atrevia em dizer o que se tornaria. Sua mãe em pânico e angustia rezava, a repetir tristemente vezes e vezes, os filho habitaria infinitamente o maldito inferno. Enquanto isso o velho pai atormentava-se, castigara o filho com injurias e tristes marcas corporais. Depois desse desistira.


Enquanto isso o fogo mais se aproximava, queimava suas pernas enquanto do íntimo, que escorria em suor e desejo, sem desejar, e não sabia ao certo ainda a aliviava timidamente. Da li, jogada a olhar para o céu límpido sem nuvens rezava e pedia para que pouco sofresse, mas parecia proposital, mais lhe doía na carne e espirito. Ainda estava amarrada pela barriga. A manhã do dia se aproximava em algumas horas, se aqui ainda com o primeiro raio de luz, acabariam com sua dor rapidamente, mas não queria, precisava antes se redimir com o senhor. Demostrar-se a todos que seu arrependimento agora almejava o reio do céu. Faltava pouco tempo para o primeiro raio de sol, faltava pouco. O fogo, já pouco forte, ainda queimava próximo ao íntimo e derretia os pelos. Tudo que a satisfazia se deformava aos pouco, seu braço direito livre era inútil visto que repleto de bolhas e feridas pelo pulso e mão a invalidava. Ficaria imóvel até que se curasse. Então; com as foças de seus pés negros e feridos pôs-se a levantar em berros e gemidos horrendo, inclinado a estrutura de madeira do lado esquerdo para se apoiar na madeira que prendia a mão, e após os gemidos e suspiros para recuperar o folego, pode equilibrar-se por si só, corcunda sobre seus pés miseráveis e sangrentos entre as feridas. Arrastar tortuosamente e bizarra como um demônio em torno da Igreja de pedras, devagar alcançou a mata úmida e sombria que cercava a vila.


O orvalho que habitava a vegetação foi como abençoas, Felipa se jogava com risos, choros e gritos sobre a vegetação verde alta, típica da região sul. Arrastava-se arqueando suas costas como um doente, um bicho bizarro e tenebroso, sombrio entre os trocos e raízes verdes de musgo a gemer e sussurrar palavras inaudíveis enquanto, o que deixava mais tenebrosa, arrastava pela areia o braço imóvel e dolorido como e esse nada lhe fosse útil. Com o tempo o fogo diminuirá devido tocar o novo ambiente. Quando não muito se fez faíscas e apagou-se. Felipa se jogava contra as grandes arvores de casca dura, se contorcia em dor e tentava a cada pancada se livrar do que ainda a prendia. Agora sentia frio. Sua nudez, onde ainda lhe preservava o corpo sem queimadura, se descava no escurecer devido ser pálida. E a cada passo o intimo sofria ardência. Quando longe entre todas as raízes enroscou os pés horrendos, e num afundar, o corpo logo se aprofundou entres as raízes em um grande buraco de cindo ou seis grandes e antigas árvores. Tudo que a segurava ficou para trás, finalizou a queda de costas. Entre dores agonia e lágrimas, via através das raízes partidas, através das gralhas no topo das árvores, a lua grande, clara de cheia. De repente a mulher debatia-se, jogava os pés negros e nojentos ao redor da parede de terra a disferir coices e de certa forma, por mais bizarro que fosse, passou a relinchar estranhamente e, entre os som animalesco e humano. Faíscas a cada tosse. Felipa se contorcia a cada novo foco de dor, ali se debatia, levara a mão ao pescoço sentindo a secura e gosto horrível de fumaça saindo pela boca. O rosto bizarramente se alongava, a boca parecia mole e levemente crescia na horizontal e também puxar a pele para frente, como uma montagem simples e tosca, assustava. Novas toses, faíscas e coices a relinchar. O ar era sugado para dentro entre as frestas e o buraco feito na queda através das raízes. Parecia derreter, mas tudo era tão pouco que apenas parecia.

Quando pela manhã o pai, junto do pequenino, procuravam pela floresta sombria o corpo desaparecido. Não muito distante da nova morada e da Igreja se escutava os relinchar. Ninguém havia se queixado da perca de um bom animal sadio como aquele estava. Olhavam-na de cima, sobre as raies ainda firme que não foram quebrada, tudo em volta era cinzas e pó, como se alguém tivesse ateado fogo no rasgo onde se encontrava a égua a relinchar desesperadamente de patas para o ar a se contorcer entre os restos de raízes carbonizada e pedaços de carvão. Acima, as folhas estavam murchas por terem ateado fogo em suas raízes e ao sugar do calor, as árvores pareciam morrer.


— De certo caiu quando andava perdida por aqui. — disse velho.

— Mais e fogo, parece que atearam fogo para matá-la. — disse a criança masculina que acompanhava o pai.

— Não importa. — dizia de olhos ao filho. — Vá chamar sua mãe, diga a ela que me chame ajuda de seu irmão e me traga todos os sacos que temos em casa duas pá. Vá!


Quando disperso da distração do garoto que corria entre a mata retornando para casa, o velho pai olhou novamente para o animal entre as raízes queimas. Ouve um momento estranho de pânico interno. Quando de pernas para o ar se retorcia antes, agora, deitada delicadamente entre as raízes queimadas o olhava com alguma forma de sentimento. Tinha em seus olhos selvagens algo a dizer. Logo ao retorno, com força e suor passaram o dia a retirar terra de onde podia a encher os sacos, e com a velha carriola os aproximava o máximo possível de onde estava o animal. De pouco em pouco jogava a terra. Quando o animal pode subir e obter a liberdade, ao lado a espreita, estava o homens pronto para laçar o animal. Mas estranhamente tão pouco foi necessário, os homens viam-se abismado, o velho pai e filho, tensos encarava o animal em sua frente que permanecia imóvel, somente a respirar e fitar os olhos familiares. O rapaz sussurrava em rezas, temia a lenda concretizar-se e ficar atordoado e morrer na loucura. Seu pai então deu dois suaves tapas dera a face dela e com o cabresto posto a levara para casa.


A alguns quilômetros dali, em meio a mata, o medo das crenças desde o envolvimento dos filhos num relacionamento porco e doentio, os ameaçava constantemente. A morte de Felipa calçava muito medo a mãe desde que a família fora expulsa da comunidade. Moravam agora um clarão com raio aproximado de 500m metros. A égua era um achado e tanto, ajudava a família no arado e outras tarefas pesadas. Mais ainda era um mistério o antigo dono bem como a situação que a encontrara. E enquanto o estabulo não era finalizado o animal passava as noites amarado próximo a casa. O filho mais velho, excomungado da Igreja, tinha um amor especial pelo animal. Cuidava sim sempre muito bem, penteava os cabelos e dava-lhe em excesso caricias por todo o corpo enquanto sussurrava em teus ouvidos as magoas da vida desde aquele dia desgraçado. E rezava, dia e noite a sussurrar redimindo-se a Deus pela vida porca que o dominou. Sempre exclamava ira contra o Diabo que o atordoava. E com mais estranheza, com forme os dias passavam, as duas crianças, um casal branco de gêmeos, tinha nove anos ambas, sempre que podiam brincavam a atordoar a égua com seus cantos ritmados e infantis.


Pule a cerca e perca a cabeça

Vire a mula sem cabeça

Pule a cerca perca a cabeça

E ela se incendeia

Namorou um padre e padecerá

Neste caminho sem volta está


— Crianças! Porcaria. Parem já com essa cantoria e entrem agora! E parem de chamar a égua pelo nome de sua irmã!

— Mais escutamos ela. E disse que esse é seu nome.

— Calem-se agora! E entre já!


Com os passar dos meses perceberam logo, estava grávida. E antes que desse a luz, com esforço do dia-a-dia tinha construía de pouco em pouco a morada, também erguia o cerco da nova fazendo onde moravam, agora o clarão no meio da mata pertencia a família e mais ninguém. Estavam na lei de uso e posse. E de muitos acontecimentos estranho ocorria. Durante uma noite, entraram em pânico com pancadas invisíveis pelo teto da casa, a noite era negra, era uma quinta-feira e finalmente a pós o apavoramento o dia veio. Entorno do lar, crucifixos de madeira e outros menores de ferro amanheceram caídos ao chão. Mais nada reclamou com o povo da vila, do qual atribuía a má brincadeira. Conforme o passar do tempo mais e mais carniceiros invadia o cerco da propriedade a rodear a égua. Estranhamente pousavam ao longe, nas galhas das grandes araucárias, ficavam a observar o animal o dia inteiro dia após dia. Por vezes eram espantados a tiros de espingarda, mas não tardavam, voltavam agitados e interessado no animal vivo. Sentiam algo, mas aonde, porque vigiavam, por que com o tempo passaram atacar barriga arredondada da gestante que mal conseguia se defender.

Novamente, as crianças corriam de mãos dadas cantando a infernizar a pobre coitada que tentava se livrar. Próximo a casa, o casal observava, era quinta-feira e o dia parecia estranho.

— Essas malditas crianças não param de chamar essa égua pelo nome da irmã; tenho medo que ela seja quem penso quando se deu ao...

— Ora não seja besta mulher! — exaltou-se o marido. — Essas crianças não sabem o que fala.

— Mais dizem que falam com ela. E os carniceiros — via-se desesperada. — Eles não param de rodear. Por que?

— Abutres! Apenas isso, diacho! Abutres.

— Está sem alma. — disse alucinada — Mesmo que vida, por isso a rodeio! Ah Deus, já está morta mesmo em vida.

— Por Deus mulher, deixe de tolices! E deixe o sobre natural de lado!


A mulher se retirou enquanto o homem se colocou em posição e mirou rumo ao animal que andava espantado de um lado para o outro. Um único tiro fora o suficiente, atravessou um abutre que plainava próximo e, rolou até parar imóvel no chão, assim espantou os demais para longe momentaneamente ao mesmo tempo que fez as crianças correm para longe desesperada. Estava estressada. Nem mesmo pudera adentras em casa para descansas os males. Agora relinchava a balançar a cabeça em desordem como se a atormentassem.


— Oh, oh! —tentava acalmar o homem num aproximar.


Mais nada adiantava. A égua o afastara de forma brusca e corria desvairada de um lado para o outro a relinchar, a golpear o ar bruscamente virava e revirava a cabeça de uma lado para o outro sem sentido norteado ou sensatez. Rodeava no próprio eixo, pulava escandalizando a todos ao seu redor. Nada que tentava parecia acalma-la. Nitidamente sentia dor, expulsava das narinas sangue e impurezas quanto de repente se jogara ao chão e com as patas tentava fugir, cavalgar no vácuo em vão, até que desistiu e se fez dura. Todos se aproximara estupefatos, depois se afastaram devido o terrível odor e, num pulo, ao som mais forte que a égua fez, expulsou para fora a cria, assustaram-se. Todos gritavam em choque. Aquilo havia saído quase que a rasgando de forma rápida e bruta, ficou horrível a aparência da carne aberta a se movimentar dilatada, tentando fechar depois de expulsar a forma medonha. Escondia as bocas e narinas enquanto arregalavam os olhos ao ver aquilo. O filho mais velho, tomado pelo pânico, caído ao chão sentado se afastava como podia a se negar, a negar que aquilo era seu, que o pertencia, e chorava alucinado a ficar louco. As crianças abraçaram-se a chorar com medo, chamavam pela mãe, que rapidamente viera acudi-los os envolvendo em seus trapos velhos e gritar confirmando seus pensamentos sobre a lenda de quem se envolvia com padres e, ressalta a palavra, “desgraçados”, pois era todos que estava ali. E com isso partira em pânico e choradeira se retirando a passos rápidos seus pequeninos dali.


Por último, ainda de pé, paralisado a olhar aquelas formas infantis mescladas o fazendeiro intendia por que os urubus tanto a rodeava. Por mais que fosse bizarro e um tanto humano, estava meio morto, meio vivo e morto. Muito fedia, pouco ou quase nada se movimentava e sua mãe, parecia morta de olhos abertos. Novamente os lixeiros do céu rodeava, dessa vez não o animal, mas a forma humana, aquilo que parecia e não parecia. O que era? Olhava o pai seu filho, louco de desesperado ao chão, que olhava o filho meio morto meio vivo ter acabado de sair de sua irmã. Era nojento. Os animais famintos avançava de salto em salto a aproximar-se do mostro. O rapaz teve de ser arrastado a força para dentro de casa. Pelo caminho pode ver um movimentos bruscos e louco da criatura a respirar forte o ar, aquilo lutava pela vida, e com isso assustou-se. Na bizarrice que era, se locomóvel novamente numa tentativa pífia de espantar as bicadas que recebia. Ambos os homens corem em pânico para longe, ficaram entre a casa e grandes blocos de feno.


Estava lá, estática a respirar levemente a égua que cuspiu de si, o filho que o gozo à concebera no momento em que os fiéis abriram as portas. Não demorou muito para que descessem do céu outros a cutucá-la e usar como local de pouso. Longe, atrás de amontoados de fenos, a frente da casa de toras, gritava desesperadamente o filho algo inaudível. O velho bem sabia porquê. E se aproximar era medonho, era fétido ao extremo e incomodativo aos olhos que, até mesmo, os fazia lacrimejar. Os bicos afiados adentrava por debaixo da calda de onde a aquilo havia saído. Os bicos adentrava perfurando a barriga e, por ser muitos, e a prole muito pequena e frágil, muitos bicos adentrava a cutuca-lo no fundo por todo o corpo daquela coisa, meia morta meia viva, pequenina que ainda lutava. E por mais que o filho gritasse ao velho pai, esse o ignorava, não acreditava em lendas, mas aquilo, aquela coisa, era uma maldição divina? Quando libertos dessas perguntas em seu pensamentos, pode ver seu filho correr em direção do que julgava ser dele. Ato interrompido pelo pai que com sua arma veio em direção e se jogou sobre as costas da prole o barrando de alcançar o que acabara de nascer erroneamente. E de forma desordeira divido ao movimentos bruscos do filho que tentava fugir pegara ao lado no chão sua arma.


— Entre em casa, pegue todos as caixas de munição.

— Não!— gritava, o que apavorava a todos.

— Vá agora!

— Mas, não devemos se... — o velho mirou rapidamente em direção a cena medonha e disparou.

— Vá! — ordenou uma última vez.


As aves fugiram amedrontadas quando o dispara escandalizou, a rapaz então entendeu o pedido e acatou a ordem. Escurecia. Dentro de casa rezavam fielmente e sem descanso a mulher com suas crianças, pedindo, que se os filhos estivesse condenados ao Inferno, ao menos salvasse o resto da família. O único som que a distraia de Deus e seus filhos era os vários tiros disparados em direção a maldição para espantar os urubus. Do lado de fora recarregava a arma, não deixava o filho de aproximar, não sabiam ainda se deviam tentar ajudar ou não. O que era o certo? Deus permitiria isso? O cheiro se espalhava na mesma intensidade que a noite vinha tenebrosamente cobri-los a atormenta-los diante o Inferno que ali se estabelecia. O filho profano ajoelhara-se a rezar enquanto de tempos em tempos o velho assustava a família ao fazer outro disparo. As crianças cobriam as orelhas, a velha outra vez ajoelhava diante a cama e rezava, não saia de casa. Mais uma vez os carniceiros se afastavam, nada os acertava visto que atirava levemente a cima daquilo que era bicado.


Ainda na quinta-feira o filho mais velho dormia jogado ao feno desfeito para melhor acomodar o cansaço, ao lado, por alguns minutos, o velho não resistiu e também adormeceu de forma desajeitada apoiada a arma que colocara por cima do feno, mas de repente, ao lado do fedor barulhos os acordaram assustados de seus postos de vigias. A cria estava morta e em pequenos furos devorada. O velho estava babando de sono e cansaço do dia trabalhoso tanto quanto da noite tenebrosa, mas pode ver permeado na noite, ao lado daquela coisa que não sabia dizer se era um milagre ou uma maldição demoníaca, vultos de um lado para o outro a se mexer bruscamente de forma bizarra na escuridão. De trás dos blocos de feno arregalava seus olhos murcho, o velho via o animal se transformar de modo dolorido no que se transformava, debatendo-se. O profano, excomungado, se levantara e andara lentamente pelo chão plano, pelo gramado, de mãos ao alto a rezar ao Senhor tentando com ele se redimir no soar alto e claro de todo seu arrependimento pelo relacionamento que havia estabelecido com sua irmã. Na janela a velha ajoelhou-se, rezando em pranto olhando aquela triste cena que a abatia, se negando que tudo aquilo fosse real, não queria como filha, tão pouco que ela levasse a maldição. Não aguentaria tal fardo. Trancadas dentro de casa as crianças corriam de um lado para o outro em desespero e lágrimas a gritar e cantar canções divinas, diziam que ouviam a voz dela dentro deles. E entre todo o apavoramento o velho pretendia uma última vez dispara contra o mostro que se formava a sua frente. Deus o perdoaria se cometesse um erro. Enquanto isso, mais e mais, o profano rezava e se aproximava. Mais e mais o ar manso se transformava em vento, corria dos quatro cantos abrasando-se ao centro onde parecia se transformar em massa ao tocar aquele corpo de pele negra.


Em torno daquela visão tenebrosa o ar rodeava levando com sigo restos que se encontrava em massa próximo do bicho, o bicho transmitia um calor notável que fazia suar. A essa altura o gramado ao redor já estava morto, murcho devido ao forte cheiro. Todos rezavam, por vezes gritava, ao nosso senhor bom Deus e, mais e mais, o profano se aproximava de mãos aos céus noturno em rezar, sentindo o calor e uma considerável falta de ar. Da janela, os cabelos comprido da velha a orar se movimentava perdidos pelo ar, as velas de casas se apararam pelo sopro forte do ar que passou e, também levou o chapéu do dono, que em reza mirava quase cegamente no escuro o corpo do mostro medonho. Estavam abrasados pelo medo no meio da escuridão. A metros daquilo a falta de ar já afetava drasticamente o profano que, sem forças, caiu de queixo ao chão com palavras cortadas a rezar como podia, ainda com as magras mão para o céu.


A forma égua negra e atordoada se retorcia pelo chão e espalhava misteriosamente o calor que provocava e trazia suor a todos. Pela primeira vez gritou, queria se levantar, queria tomar forma de uma só vez, mas ainda não conseguia. Da janela a velha erguia os braços a escandalizar e um tiro acertou no mostro. Todos em pânico. Agora o bizarro relinchava e entre os som animalesco havia um som feminino de dor, se destacava a gritar, ao mesmo tempo com o relinchar diabólico. Ao que parecia, a cabeça ficava cada vez mais mole, os olhos de perdiam afundando sobre a própria pele que derretia enquanto seu corpo se debatia e novamente, o relinchar junto de um grito feminino, que parecia preza ou perdida dentro daquele corpo ou em algum luar do qual tentava agora se levantar com suas quatro patas em chamas que, ao pisar sobre a grama, queimava o solo na forma de pegadas. Simplesmente de pé, aquilo que restava de uma cabeça mole e torta, aquela imagem horrenda e pútrida, se encolhia a deixando de forma caveirosa até torar no encostar dos ossos uma certa quantidade. E finalmente a estrutura de osso e resquício de pele foi murchando até restar somente um pedaços a amostra que vinha de dentro do corpo, e o fogo, o fogo formava perfeitamente o que de carne havia perdido em dor.


Todos estavam paralisado, todos tinha dificuldade de respirar. Jogado ao chão o profano gritava como podia, era a maldição da mulher que se relacionava com ele. E a sua frente, o animal demoníaco se movimentava perdidamente, como fazer os cavalos acuados, balançava o que lhe sobrava do pescoço e cuspia fogo e fumaça acompanhada do pavor feminino pelas marinas, junto do relinchar apavorado. Estava com medo de suas próprias patas onde formava crescentes raízes em brasa incandescente e espalhavam-se a subir pelos músculos a cada pisar forte e assustado. Galopava perdidamente em pânico enquanto todos ainda olhavam aquela cena. As chamas se estendiam pela clina, a calda movimentava-se como um chicote em chamas e espalhava rastro de fogo pelo ar. E quanto mais entrava em combustão mais roubara o ar de todos ali presente. Vinha do peito e dorso as ramificações em brasa iluminando a escuridão até formar o crânio do animal que ofegante jorrando fogo pelas narinas avançando em direção a casa. Mesmo excomungado, e em ocasião erronia, tentava sete vezes libertá-la, mas pelo caminho, o fogo e peso o acertou uma vez quebrando os ossos da perna esquerda, o que o fez escandalizar ao extremo tanto ele, quanto a família. Uma vez o fogo e o peso a macetou seu peito, isso o calou e, por fim o terceiro toque de fogo e peso estourou seu crânio, silenciando-o por completo para sempre. Estava ali, estirado ao chão gramado banhado com muito sangue enquanto o mostro continuava em direção a casa.


Oh Senhor, a velha por mais que o ar lhe falta-se ou o coração palitasse preste a matá-la, berrou exaustivamente em falência dos órgãos. Enquanto isso um tiro ao peito não a parou, formou-se no local uma cratera a brilhar incandescente, mas pouco adiantara, esmorecido, o velho pai correu adentrando a casa em euforia. Era de madeira a porta, como todo o resto. O animal brutamente arrombou. Ali dentro as crianças escandalizaram-se, taparam seus pequeninos ouvidos que escutavam-na e fugiram, correram pela pequena e simples porta do fundo. Fugiram sozinhas e amedrontadas em meio a noite, mesmo que sua mãe aos gritos os chamassem tentando cancelar a fuga, foi em vão.


As labaredas crescia, era conforme a raiva, alcançava o simples teto da casa, o velho quase morria do coração, subira com dificuldades a escada, onde o demônio nos primeiros passos se atrapalhara e esparralha coices a parede e ao vento de forma violenta. Tentava de forma debanda, degrau por degrau, alcança-lo no epilogo da escada onde em pânico o velho recarregava a pólvora de sua velha arma. Ali, em desespero e fúria, relinchava com fervor a revelar a voz humana que vinha de dentro o chamando de pai! Mais contrariando, não mais querendo ser sua mãe, com mais fúria ainda, gritou a velha junto de um disparo de uma segunda arma em suas mãos. O material bruscamente atravessara a barriga do animal demoníaco o inclinando, fazendo-o tombar na parede com a dor, o que a deixou mais agitada e raivosa. As labaredas se queixaram num aumentar instantâneo queimando e espalhando o fogo pelo teto da casa. Era uma versão reduzida do Inferno. Era horrendo. Estavam morrendo. Irada, o diabo atacou com as patas chão para, propositalmente, quebras e arrancar as madeira que era o único acesso ao segundo andar. Lá em cima o velho estava preso no sótão, havia uma única e pequena janela para entrada de luz. Dali ao chão, era mais de três metros a se encarar. Nessa idade estava impossibilitado. O fogo percorria as paredes com facilidade, outro tiro veio soar, acertando a face do bicho que se atordoou debatendo-se. Num momento seguinte, outro a atravessar, mais uma vez, a barriga do animal endiabrado. Isso muito a irritou, socou mais uma vez ao mesmo tempo ambas as patas na madeira da escara desabando a mesma, prendendo um em cima e, tombando e espedaçando a frágil mureta, galopou a toda em direção a mulher e num giro de cento e oitenta graus mirou um violento coice que a jogou janela a fora da forma que, ao bater a cabeça da parte superior da estrutura, seu corpo já falecido caiu de barriga ao chão em frente aos blocos de feno onde, mais cedo, escondia-se os homens a observá-la.


Trancado no segundo andar junto das tranqueiras que ali guardava, daí o propósito desse cômodo, chorava sentado a beirada da pequenina janela, onde se pós com enormes dificuldades e, analisava o salto. Chorava arrependido por tela como sangue do seu sangue. Não sabia de que forma quebrar tal maldição, não sabia ao certo se podia afinal. Em lágrimas e saliva com excesso chamava pela esposa, também pulava de pavor e choro languido a cada pancada que o animal dava na tentativa de destruir a estrutura da morada ao mesmo tempo em que escurava a voz da filha reclamar dores e sofrimento diabólicos. A fumaça lhe maltratava e o calor estava insuportável, incomodava fortemente os olhos. Ao redor da propriedade, nada trazia alivio e tão pouco apoio, qualquer que fosse. Pancadas e pancadas estremecia a casa enquanto ao alto, muito alto, a fumaça negra subia. A manhã se aproximava. Todo estava perdido. Foi então que o primeiro soar do galo se escutou. O sinal do crucifixo foi feito diante a face e o peito, sem filhos e mulher, já estava decidido o seu triste final, não podia mais espera, a casa que construiu com todo seu esforço desabaria em chamas o matando ou lentamente morreria queimado. O segundo cantar do galo soara. O diabo pode escutar a queda, virava e revirava-se dentro de casa em meio as chamas e fumaça para encontrar a saída. Tudo desabaria em breve, estava de um lado ao outro enquanto se escutava bem claros os gemidos femininos e humanos que escapa do mostro. Clamava algo. Quando pôs-se do lado de fora galopou em fúria para confirmar o final que se iniciou alguns metro a cima. Estava morto.


O terceiro soar do galo aconteceu. Se desfizera das chamas de uma vez levando para o alto ao céu, o que restou com fumaça. Era sexta- feira 13. Nua e com todas as cicatrizes de disparo e queimadura, finalmente estava liberta depois de meses presa a um corpo animal por não poder se desfazer ou até mesmo se transformar todas as quintas-feiras no que fora lamentavelmente amaldiçoada. De joelhos em frente ao corpo do velho pai, arrependia-se da vida porca, das relações pecaminosas. Repetia em pânico e loucura em sussurros “estou tão arrependida, tão arrependida”, pois estavam agora pai, mãe e amado irmão, todos mortos. E as crianças sabe-se lá para onde correram.

7 de Marzo de 2020 a las 03:58 1 Reporte Insertar 1
Fin

Conoce al autor

Atila Senna Imagino cenas, faço delas contos e histórias.

Comenta algo

Publica!
Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo-lhe por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para verificar o cumprimento das Regras comunitárias e ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se você não quiser verificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através de Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada "Em revisão" pelos seguintes apontamentos retirados dela: 1)Pontuação: "Quem não ama cavalos," em vez de "Quem não ama cavalos?"; falta de pontuação para separar vocativos de frases, como em "Sim senhora" em vez de "Sim, senhora"; "costume em respeito" em vez de "costume, em respeito". 2)Outros: "vestido em panos" em vez de "vestindo em panos"; "com de costume" em vez de "como de costume"; "desconfiava ao um tempo" em vez de "desconfiava há um tempo"; "persegui-se" em vez de "perseguisse". Observação: os apontamentos acima são apenas exemplos retirados de sua obra, há mais o que ser revisado. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, e os betas do Inkspired, quando contratados, fazem uma análise detalhada da sua história e a enviam através de um comentário. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Além disso, também temos o blog Tecendo Histórias, que dá dicas sobre construção narrativa e poética, e o blog Esquadrão da Revisão, que dá dicas de português. Confira! Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
March 19, 2020, 11:34
~

Más historias

Un viejo amigo Un viejo amigo
La Oscuridad en Mi La Oscuridad en Mi
La ciudad perdida de Babilonia La ciudad perdida de...