lireas tiago líreas

Sobre como a existência terrestre às vezes parece uma doença.


Poesía Todo público.
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do ente

acho que vejo a morte

não tem forma, só cor

é escura... cor da dor

que bom que é forte


já não me aguentava...

meu corpo pede o fim...

minha alma, presa assim...

pelo olfato viera a clava...


sinto-a aproximar-se

terna, como se amasse

...algo estremece lá dentro


num momento, o êxtase

ela quis dar a sua ênfase

...já não estremece lá dentro


sinto que me consumiu

o negro é omnipresente

só sinto a minha mente

o mundo todo... subiu...


surge um orbe verde

que traz um discurso

"acaba aqui o decurso.

já todo o todo viveste."


"morres não de doença –

pois a tua vida já o era;

como tantas, tão mera –

mas de convalescença."


"o exício que inalaste

foi por mim planejado.

estás melhor marejado,

sem par nem haste."


"mas mereces alguma

verdade como prêmio,

por teres sido gelsêmio

de tantos energúmenos:


"eu te pus, a ti e a todos

neste mundo aparente,

do qual já foste ente,


"para que vossos cômodos

lhes mostrassem o que é gente.

cada um de vós é doente."


"doença mata e reproduz.

sofre porque só quer viver,

mas a morte não deixa ser.

doença morre, sem luz.


"mas agora dou-ta.

adeus. vais a outra"




























11 de Marzo de 2020 a las 21:21 2 Reporte Insertar Seguir historia
4
Fin

Conoce al autor

tiago líreas Meu sonho é passar as mensagens certas às pessoas certas e erradas através da minha imaginação tresloucada e poder viver disso. Ficção científica e Fantasia me fascinam e, por isso, são o meu foco, sem contar a Poesia, que me completa.

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DC David Cassab
Muito bom! Esse site está repleto de ótimos textos e o seu é um deles, parabéns.
May 21, 2020, 21:37

~