Human Seguir historia

_daanyyy Daniela Machado

Em meio a toda a sorte de desastres naturais causados pela própria ganância, a humanidade se vê obrigada a buscar outro planeta para perpetuar-se. "O maior problema era o tempo: o sistema de Trappist-1, apesar de ser o detentor candidato mais próximo, ficava há cerca de 39 anos luz da Terra e era improvável que tivéssemos comida, água e combustível suficiente, mesmo que fossem racionados, para nos deslocar pelo espaço por tanto tempo." "- Eu sei como chegamos à Trappist-1 em menos de um dia! - Shikamaru Nara bradou inesperadamente."


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#shikatema #temari #shikamaru #naruto #FNSdoFuturo #distopia #futurista #espaço #nave-espacial #viagem-interdimensional
1
850 VISITAS
En progreso - Nuevo capítulo Todos los miércoles
tiempo de lectura
AA Compartir

Prólogo - Aurora-T87

(Nota: essa história tem sua próprias leis a respeito de viagem dimensional, sobre a física e, exceto a parte do Sistema da Trappist-1 e dos seus planetas, incluindo a distância entre estes e a terra, é tudo fruto de minha cabeça u.u Dito isso, boa leitura ^^)



“Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come”.

Greenpeace

***

Ninguém jamais pensou que a humanidade pudesse chegar ao ponto de se auto-sabotar como fez, sempre afirmando que era o necessário para a sobrevivência, mas, analisando hoje os fatos daquela época, posso dizer com toda certeza que toda aquela destruição nunca foi nada além da ganância humana.

Na época em que isso aconteceu, a maior surpresa foi quando ocorreu o primeiro Tsunami no litoral brasileiro, coisa que era cientificamente pouco provável de ocorrer. Foi aí que finalmente começamos a perceber os sinais que o planeta desesperadamente nos dar: o nível do mar aumentando, os rios secando, epidemias, infertilidade, tudo nos gritava o óbvio. Nós havíamos errado e era tarde demais para reparar tudo.

Passamos a viver apenas em ambientes climatizados, a poluição não permitia que respirássemos sem a ajuda de uma máscara purificadora de ar. A comida era escassa e cara e eu tinha sorte de viver em um dos alojamentos militares, onde recebíamos tudo isso de graça.

Não era mais possível cultivar o solo a céu aberto e falta de água, aliada a temperaturas quase insuportáveis não nos deixava outra opção se não nos prepararmos para deixar a terra.

A única opção que tínhamos, no fim das contas, era nos prepararmos para deixar o planeta e partir em busca de outro. Talvez você pense que essa era uma péssima ideia, mas toda a destruição ao menos resultou em um enorme avanço tecnológico, de forma que, no ano de 2187, a nave Aurora-T87 saiu oficialmente da atmosfera terrestre, carregando cerca de 3000 civis, homens, mulheres e crianças entre 4 e 35 anos, que fossem férteis e saudáveis. É claro que, se você tivesse dinheiro suficiente para pagar uma passagem intergalática, sua idade poderia facilmente passar despercebida pelos guardas e, falando neles, Aurora era tripulada, ainda, por um grupo de 200 cientistas, e outro de 2800 soldados.

Pode parecer um absurdo a ideia de que deixamos pessoas para trás, mas a verdade é que ficaram apenas um pequeno grupo de idosos para trás que se recusou a vir conosco. Algumas pessoas sequer acreditavam que a nave sairia do chão e certas vertentes religiosas planejavam, inclusive, suicídios coletivos. Além de tudo, era muito difícil alguém passar dos 35 anos por causa dos problemas de saúde oriundos da poluição e pelos desastres naturais.

A Aurora-T87 já tinha um destino marcado: o planeta E, satélite da estrela Trappist-1. Se parecia muito com a Terra, exceto pelo fato de ser absurdamente mais jovem e por possuir possíveis diferenças na atmosfera, mas tinha crosta rochosa e os estudiosos afirmavam ter algum tipo de vegetação.

O maior problema era o tempo: o sistema de Trappist-1, apesar de ser o detentor candidato mais próximo, fica há cerca de 39 anos luz da Terra e era improvável que tivéssemos comida, água e combustível suficiente, mesmo que fossem racionados, para nos deslocar pelo espaço por tanto tempo.

Foi aí que o laboratório começou um projeto de hibernação, que consistia em fazer com que boa parte da tripulação vegetasse durante a viagem; o plano era bom porque, além de economizar alimento, ainda havia uma queda drástica no consumo de oxigênio. Outras formas de gerar combustível também estavam sendo estudadas, mas o impasse ainda era o tempo: gerar soluções estava se tornando uma tarefa demorada e trabalhosa, pela qual não podíamos nos dar ao luxo de esperar.

Fazia quase sete anos que estávamos no espaço e nos preparávamos para a induzir a hibernação do primeiro milheiro de civis quando um cientista, não muito mais velho do que eu, invadiu a sala de reuniões em que eu, o Comandante K e os outros oficiais discutíamos os detalhes do processo, para nos contar sobre a descoberta que mudaria o rumo da humanidade à partir daí.

- Eu sei como chegamos à Trappist-1 em menos de um dia! - Shikamaru Nara gritou, em uma tentativa desesperada de não ser expulso da sala, quando os seguranças o agarraram.

O silêncio reinou no ambiente. Todos olhavam para o jovem cientista, aparência desleixada e com a barba por fazer, os cabelos escapando da liga que os mantinha para cima. Ele cheirava de longe a cigarro e café e era quase a caricatura de um louco, principalmente porque usava um pijama listrado de verde e azul claro por baixo do jaleco branco.

Olhei para K pelo canto dos olhos e ele fez um gesto com a mão, me autorizando.

- Soltem ele - ordenei e fui imediatamente atendida - o que quer aqui?

- Temari - K reprimiu-me - vamos ouvir o que ele tem a dizer.

- Ele não deveria interromper uma reunião como essa - resmunguei, irritada pela situação - é muita ousadia para um simples…

- Você já foi um simples soldado antes de ser líder do esquadrão Alfa de Ataque, Temari - observou e eu me calei, de má vontade - perdoe a falta de simpatia de nossa guerreira e diga-nos, o que tem a oferecer?

Ele me lançou um olhar superior e se dirigiu ao centro da meia lua que nossos assentos formavam, colocando um projetor do tamanho de uma maçã no chão, de onde saiu o holograma de um módulo espacial com formato semelhante à ponta de uma flecha.

- Vamos partir da ideia de que vivemos e estamos agora em um espaço-tempo contínuo, isolados de outras dimensões de um multiverso - a projeção mudou para um desenho com várias linhas coloridas - dessa forma, é impossível viajarmos para outra dimensão sem um poder absurdamente avassalador, certo?

O Dr. Orochimaru, líder dos cientistas, parecia interessado e abriu a boca para concordar, mas Shikamaru não deixou que ele falasse. Aquele cara estava começando a me irritar de verdade; Se eu não tivesse recebido ordens de K, ele provavelmente estaria flutuando no espaço a essa altura da conversa.

- Errado - o holograma agora apresentava algo como uma colméia, toda fechada, exceto por um espaço aberto - na verdade, a barreira contínua de tempo e espaço possui alguma fissuras que, quando encontradas, podem ser usadas como pontos de salto - a nave atravessou o espaço aberto, zarpando em uma velocidade absurda, até mesmo para uma projeção - não iríamos exatamente para outra dimensão, funciona mais como…

- Um ponto de salto em que o tempo não interfere no espaço, que pode nos levar a atravessar a galáxia em segundos por uma fenda entre duas dimensões - Orochimaru completou, entendendo o que o outro queria dizer - sua teoria é bastante… peculiar.

- E me parece bastante arriscada - observou K.

- Ora, vamos Kabuto, você sabe que… - o Dr. começou, mas logo foi interrompido.

- Não… me chame assim - o comandante pôs-se em pé - eu sou seu superior. Deve me tratar como tal. E eu não gostei desse plano, é arriscado e não sabemos onde isso vai dar.

Orochimaru levantou as mãos e se sentou novamente, mas sua expressão era divertida, como se estivesse apenas esperando para ver o que Shikamaru diria para convencer o comandante.

- E vamos fazer o que, então, “Comandante”? - o Nara cuspiu a palavra - ficar aqui e esperar pela morte? Hibernar até que os aparelhos parem de nos fornecer nutrientes e morrer de forma silenciosa e indolor?

- Nossos cientistas estão bastante próximos de encontrar uma solução, não precisamos que uma criança...

- EU JÁ ENCONTREI A SOLUÇÃO! - ele bateu na mesa de K e isso assustou a todos e fez com que eu posicionasse uma das minhas mãos sobre a arma no meu cinto, atenta a cada mínimo movimento dele; se ele cometesse tal afronta novamente, meu lazer iria atravessar o peito daquele insolente. O cientista apontou o dedo na cara do comandante e apertei mais o punho emborrachado da arma, mas ele apenas o encarou profunda e seriamente, antes de se afastar. Percebi a olhadela de canto que ele me lançou e fechei a carranca para seu olhar analítico, mas ele sequer percebeu, pois já encarava K novamente - você só não quer admitir que uma “criança” alcançou sucesso em uma ideia que você falhou!

- A sua teoria é impossível! - K se levantou - você não sabe o que está fazendo, isso poderia romper a consciência de espaço-tempo biológica dos envolvidos e nunca mais seriam os mesmos!

- Com o cálculo certo…

- Acontece que não se pode confiar apenas na matemática de um garoto de 23 anos! Eu não vou pôr a vida dos meus homens em risco por um adolescente mimado que acha que fez a descoberta do século!

Shikamaru se endireitou e ergueu o queixo. Ser chamado de adolescente e criança parecia ter sido uma ofensa imperdoável.

- Você não precisa “pôr” ninguém em risco - falou, de forma superior antes de se virar aos outros presentes - se esse é o nosso problema, tenho certeza absoluta que, entre nós existem aqueles que são corajosos o bastante para saber o que é o certo e arriscar-se por si só em prol da sobrevivência de todos nós.

Ele deu a volta na sala de reuniões, parando atrás de nós e K, espumando de raiva fez sinal para que eu o imobilizasse, mas Asuma, que liderava o esquadrão de segurança e defesa, se levantou e se pôs ao lado do outro, que contemplava o espaço aberto através da janela imensa que se abria no fundo da sala de reuniões.

- De quantos você precisa, garoto? - falou o mais velho, pousando a mão no ombro dele.

- Eu criei um projeto de módulo pequeno, para que não seja demorado nem necessite de materiais que não dispomos aqui - explicou, acionando um holograma em seu relógio, que foi imediatamente duplicado para o projetor no meio da sala, de uma cápsula que lembrava muito o formato de um mouse de computador, com riscas verdes que o circundavam, formando uma teia neon ao redor do aparente módulo de viagem - eu o chamei de Besouro e ele tem capacidade para seis pessoas, mas eu e mais dois podemos guiá-lo sem problemas.

- Bem… eu tenho uma esposa grávida a bordo e quero que minha filha nasça em terra firme - o homem analisou o módulo com atenção - temos mais quatro vagas então. Eu, Shikamaru, e… quem mais se voluntaria…?

- Eu vou - Orochimaru se levantou, com os olhos brilhando de forma levemente maníaca - é uma experiência e tanto a sua, garoto, espero que saiba o que está fazendo.

- Precisa de um piloto experiente para algo assim - Kakashi, que fora o orgulho da aeronáutica japonesa anos atrás e agora era o melhor piloto de módulos de combate, suspirou e se pôs em pé também.

- Ah, já que o meu rival vai entrar nessa, eu não posso… - Guy iria se pronunciar, mas K o interrompeu.

- Eu irei - falou, chocando a todos, mas a sua frase seguinte me fez o encarar embasbacada - e Temari irá comigo; essa missão requer algum reforço militar.

Me senti, no mínimo, traída. Ele recompensava a sua soldado mais leal a mandando para uma missão suicida? Eu fui a única que não me voluntariei para aquela merda, e agora meu pescoço está nas mãos de um cara idiota que, além de não ter respeito e de ser mimado e sabe-tudo, não parece fazer a mínima ideia do que está fazendo, nos colocando em um módulo que poderia simplesmente sumir no espaço e nunca mais aparecer! Só podia ser brincadeira!

Jamais admitiria isso naquela época mas estava apavorada com a ideia e definitivamente não queria fazer isso.

K parecia alheio ao meu olhar furioso e assustado e continuou falando para a carranca insatisfeita de Shikamaru.

- Ora, vamos, se eu não posso os impedir, pelo menos vou garantir que tudo saia como o planejado - ele sorriu e o sorriso foi perverso - não pode me impedir de me voluntariar para uma tarefa tão… nobre… quanto essa.

- Você não - ele resmungou e acenou com o queixo para mim, as mãos nos bolsos - ela não está fazendo isso por vontade própria. Você não fala por ninguém além de si mesmo.

Me senti ligeiramente desprotegida por ter sido pega desprevenida pelo seu olhar analítico e astuto. Mas que droga, ele sabia atacar nos pontos fracos. Abri e fechei a boca algumas vezes, surpresa por ter a palavra dirigida a mim, sem querer desconcertar meu chefe, mas sem conseguir mentir sob o olhar do Nara. Não estava acostumada a receber a atenção nesse tipo de reunião; eu estava ali apenas por ser da confiança de K, pois, para ele, a única coisa que eu precisava saber era como liderar um grupo de brutamontes que apenas entendiam a língua da guerra.

Assim como eu.

- Ela segue ordens - K se intrometeu - é apenas um soldado leal que faria tudo o que o seu superior mandasse e confiaria nele.

Shikamaru nem vacilou com as palavras do comandante, agindo como se não tivesse o escutado, falando apenas para mim.

- Você não precisa fazer isso - o olhar era entediado, mas havia alguma compaixão ali. Empatia, na verdade. Era como se ele dissesse "não tem problema ter medo de algo assim" - não vou deixar que te coloquem naquela nave se não quiser.

- Não interessa o que ela quer! - K falou furioso - diga a ele, Temari, que você serve por um propósito maior que uma pessoa.

Baixei os olhos e respirei fundo.

- S-sim - murmurei baixinho - eu participarei da operação ao lado do comandante.

- Certo - ele murmurou depois de alguns segundos em que buscou meu olhar novamente, desistindo quando percebeu que eu continuaria olhando para as placas de metal polido e revestido com um tipo de porcelanato líquido cor de pérola - a planta do módulo está pronta, três dias para construir e mais quatro para treinamento dos envolvidos. Espero vocês amanhã para começarmos.

E virou, saindo da sala calmamente; esperava que ele houvesse ido dormir porque parecia precisar e tudo o que eu não queria era um piloto que pudesse dormir ao volante.

Naquela noite, Shikamaru Nara acendeu uma chama no coração de todos ali; em alguns, era de esperança, de curiosidade, de dúvida, de ódio. Mas eu sentia como se fosse a única naquele lugar que ardia em medo.

13 de Febrero de 2020 a las 16:43 0 Reporte Insertar 1
Continuará… Nuevo capítulo Todos los miércoles.

Conoce al autor

Daniela Machado Amo ler e escrever e meu gênero preferido para escrita é one-shot/conto. Amo ler originais, mas não recuso uma boa fanfic também, né amores? hahah Se você boa curte música, filmes de heróis e artes (desenhos, pinturas, fanarts, etc.) vamos ser amigos (as)? You're welcome to my dark place <3

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~