magicsvante Ari Lima

Um guia geral para aqueles que desejam entender melhor o funcionamento e os mecanismos por trás do universo ABO ou, como também é conhecido, omegaverse. Explico nos capítulos a seguir o modo como as relações e a sociedade ABO é organizada, partindo da proposta de que há duas vertentes principais para explicar essa realidade alternativa: a primeira que foi idealizada por autores norte-americanos e ingleses e baseia-se na organização e comportamento dos lobos em suas matilhas; e a segunda, de origem japonesa, que propõe uma realidade "futurista" em que a sociedade é classificada conforme a organização das colmeias de abelhas.


No-ficción No para niños menores de 13.

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O omegaverse idealizado pelas gringas

Considerações iniciais….

Antes de tudo e qualquer coisa quero deixar bem claro que todas as informações encontradas abaixo são baseadas nas minhas pesquisas pessoais , conhecimentos pessoais e traduções feitas por mim de conteúdos em inglês acerca do universo ABO. Particularmente, eu sempre gostei muito de omegaverse e por isso li muito conteúdo desse gênero, pesquisei em muitos sites e procurei me informar sobre as inúmeras possibilidades que essa realidade alternativa tem as nos oferecer.
A minha intenção com esse texto não é ditar regras, mas sim informar pessoas que possuem interesse em entender melhor os mecanismos e regras que imperam nesse mundinho de alfas, betas e ômegas, porém, não tiveram o mesmo contato que tive com conteúdos produzidos pelas gringas, asiáticas e brasileiras.
Abaixo, você encontrará informações sobre as duas principais linhas do omegaverse — lembrando que existe uma terceira linha que não será contemplada aqui, na qual existem “bestas” na sociedade, que nada mais são do que pessoas com uma forma híbrida de animal e humano.


O que é omegaverse, também conhecido como universo ABO?


É um universo especial pertencente ao gênero yaoi, que originou-se na Europa e nos Estados Unidos. A primeira história era baseada em um amor entre lobisomens e buscava retratar esse romance com base na divisão de classes das matilhas de lobos, a qual é firmada na hierarquia estabelecida entre alfas, betas e ômegas. Existiam também elementos satíricos que faziam referência ao sexismo e ao racismo dentro desse sistema de classes.


O universo ABO idealizado pelas gringas


Tomando como base as primeiras histórias ABO produzidas por escritores americanos e ingleses, criou-se a primeira "vertente" — por assim dizer — desse universo, que tem como princípio a organização e comportamento dos lobos em suas matilhas. Nesse segmento, o homem seria uma espécie distinta originada a partir dos lobos. Em algumas histórias, são como lobisomens propriamente ditos, em outras possuem força sobre-humana, instintos e características animalescas, mas não são capazes de transformar-se em lobo. Existem muitas variações de como esses instintos e características lynkan podem ser utilizados na construção dos personagens e da sociedade em que vivem, contudo, o aspecto mais importante a ser mantido em mente é que, nesse caso, os seres humanos tem um lado completamente animal e, por esse motivo, o conceito de instintos torna-se primordial para explicar o comportamento, personalidade e relações que serão construídas nesse universo.

É impossível, nesse caso, falar do universo ABO sem conceituar “instinto animal” ou explicar sobre o funcionamento das matilhas de lobos.

Segundo o dicionário, instinto é:

  1. Impulso interior que faz um animal executar inconscientemente atos adequados às necessidades de sobrevivência própria, da sua espécie ou da sua prole.
  2. Impulso natural, independente da razão, que faz o indivíduo agir com uma finalidade específica.
  3. Predisposição inata para a realização de determinadas sequências de ações (comportamentos) caracterizadas sobretudo por uma realização estereotipada, padronizada e pré-definida.

E, por último, mas não menos importante: “o instinto é universal e invariável dentro dos padrões de comportamento de uma mesma espécie”. A partir disso, podemos dizer que o ser humano não é um animal guiado por seus instintos, pois o comportamento humano varia de acordo com a cultura, a sociedade, o tempo e as experiências individuais. Então, basicamente, todos os comportamentos que estão no âmbito do “instinto” dos personagens inseridos no universo ABO devem condizer com a padronização das ações animais de sobrevivência e de reprodução.


Você sabe como funciona a sociedade dos lobos sobre a qual nós fanficamos tanto?

Ao contrário do que é representado nas fanfics, os lobos conquistam o seu status como alfa, beta e ômega através do esforço próprio e qualidades individuais. Em uma matilha de lobos há sempre um casal dominante chamado alfa, que possuem o dever de liderar e tomar as decisões que definirão o destino de toda a matilha. Existe um outro casal, conhecido como beta, que assume o “comando secundário” do grupo. Enquanto o lobo ômega é o mais fraco da alcateia, por isso é sempre o último a comer e é tratado como bode expiatório, porém também é protegido pelo restante do grupo em situações de perigo.

As relações e hierarquia dentro de uma matilha é muito diferente do que é representado nas histórias omegaverse desse segmento. Na ficção, os personagens possuem uma predisposição genética que os define como alfas, betas e ômegas. Apenas alguns aspectos da organização social dos lobos foi mantido no ABO, por isso, quando trabalhamos com matilhas de lobisomens, podem existir vários alfas, betas e ômegas no grupo. Há um consentimento geral de que os lobisomens nascidos alfas disputam entre si pelo comando da matilha e, em vez de terem um outro alfa como companheiro e vice-líder, é amplamente aceito que o par ideal para um alfa seria um ômega — pois eles precisam procriar. A marca de acasalamento também é algo exclusivo para casais compostos de alfa x ômega.


Exemplo de uma matilha pequena e tradicional no omegaverse:


Divisão de classes e as características de cada um:

  • Alfa (α):

Alfas possuem uma aura dominante capaz de intimidar pessoas abaixo de si na hierarquia, são agressivos e territoriais, têm corpos mais fortes e robustos, gozam de instintos e sentidos mais aguçados e apresentam uma capacidade de liderança inata. Ganham respeito por demonstração de força, rosnados e ranger de dentes, também possuem um “encantamento” em sua voz com a capacidade de compelir outros a seguirem os seus comandos. Exercem o seu domínio sobre terceiros através de mordidas, que são capazes de criar vínculos com membros da matilha, selar um elo com o seu companheiro por toda a vida, ou, se desejarem, servem para humilhar um inimigo após fazê-lo submeter-se.

Normalmente, são caracterizados por exalar um forte cheiro almiscarado e amadeirado — que nada mais é do que feromônios para atrair ômegas —, possuem presas e apresentarem uma mudança na coloração das írises para um tom de vermelho. Vivenciam um período de cio em que tornam-se mais territoriais e agressivos do que o comum e, durante o qual, ficam constantemente excitados e são dominados pelo instinto de procriar, por isso precisam de um parceiro para acasalar e reproduzir.

Os alfas possuem uma protuberância na base do pênis (o nó) que incha no momento da ejaculação e “amarra” o seu pênis dentro do ômega para garantir a fecundação.

Alfas têm o dever de ser o protetor e o provedor do seu companheiro e dos seus filhotes. Assim como os lobos, tendem a permanecerem com o mesmo companheiro por toda a vida.

Em algumas obras, é apresentada uma subcategoria conhecida como “lúpus”, que nada mais é do que um alfa com capacidades e instintos que o tornam naturalmente superior a outros alfas na hierarquia.

  • Beta (β):

São retratados como humanos comuns na maioria das obras, porém, quando trata-se de lobisomens, os betas diferem-se dos alfas e ômegas por não serem capazes de exalar feromônios para atrair parceiros, imprimir uma marca de acasalamento ou vivenciar o cio. São lobos comuns, com força e instintos medianos. Costumam ser caracterizados por manterem o equilíbrio da sociedade com a sua natureza mais “neutra”, que os possibilita desempenharem papéis que exigem foco, inteligência e dedicação. Comumente apresentam olhos de coloração amarela quando estão em sua forma lupina. Os machos betas não são capazes de engravidar.

  • Ômega (Ω):

Ômegas tem uma aura submissa que os torna fáceis de intimidar, costumam ser representados como sendo os mais frágeis e delicados por não possuírem corpos robustos, mas, assim como os alfas, também gozam de sentidos e instintos aguçados, são muito territoriais e tem um forte instinto protetor em relação aos seus companheiros e filhotes. São caracterizados por serem mais calmos, dóceis e amáveis.

Os feromônios exalados pelos ômegas são descritos como detentores de um cheiro floral, frutado, cítrico ou doce. Eles são capazes de produzir lubrificação natural para propiciar a penetração. Os seus perfumes afetam fortemente os alfas, podendo ser usados tanto para atraí-los para acasalarem quanto como ferramenta de manipulação. Eles apresentam uma mudança na coloração dos olhos para um tom de azul.

Os machos assim como as fêmeas ômega são capazes de engravidar e, por isso, vivenciam um período fértil chamado de “cio” ou “calor” em que exalam fortes ferormônios, ficam constantemente excitados e são completamente dominados por seus instintos de reprodução. Somente um alfa é capaz de saciá-los durante o calor por conta do nó.

Enquanto os alfas são os provedores e protetores de suas famílias, os ômegas tem como dever a edificação do lar. Eles também costumam ter um único parceiro durante toda a vida devido a marca de acasalamento — que normalmente é feita no pescoço ou na nuca. Apesar de não ser muito comum nas histórias brasileiras, ômegas também poder marcar os seus alfas como companheiros através de uma mordida.


Imagem ilustrativa do sistema reprodutor e órgãos sexuais nesse segmento:



A marca de acasalamento

A marca de acasalamento é um vínculo que só pode ser firmado entre alfas e ômegas através de uma mordida feita no pescoço ou na nuca. Em algumas ficções, a marca é definitiva e não pode ser desfeita sob nenhuma circunstância. Em outras, apesar de ser um processo doloroso para ambas as partes, o vínculo pode ser quebrado através do afastamento e da separação do casal.

Em alguns casos, a marca pode se completar mesmo contra a vontade de um dos personagens, enquanto em outros, é necessário que ambos desejem o vínculo para que este exista pois, do contrário, será apenas uma ferida aberta na pele.

O local de marcação assim como as consequências da formação desse elo variam muito de enredo para enredo, contudo, o mais comum é que a marca seja feita no pescoço — onde encontra-se a glândula de cheiro — ou na nuca. Todavia, é amplamente aceito que a marca de acasalamento é um vínculo firmado entre duas almas, que transcende a união matrimonial religiosa e civil. Por ser uma conexão tão profunda, os personagens podem experimentar as emoções, sentimentos e até a ouvir os pensamentos um do outro.

31 de Enero de 2020 a las 22:42 0 Reporte Insertar Seguir historia
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