Doce Pecado Seguir historia

L
Louca Shippers


Minha vida sempre foi monótona. Sempre fui uma excelente aluna, mas por problemas pessoais acabei repetindo de ano. Meu pai acabou me mandando para morar em São Paulo juntamente com sua irmã, Priscila e sua filha Ludmila e comecei então a estudar numa escola nova onde conheci minha melhor amiga, Talita. Bom... Na verdade, éramos vizinhas. O que eu não imaginava é que ela era irmã do crush dos meus sonhos. O tal padre sertanejo Alessandro Campos. Tá, eu sei que é loucura, pecado e tudo mais. Mas... Ele era lindo. E tinha um carisma enorme. Parecia ser uma pessoa maravilhosa. Era um ser iluminado e bondoso. Um homem incrível. Seu único problema era ser padre e claro, ter roubado o meu coração. Eu não sabia o que fazer. Não sabia como agir diante dele. Alessandro, sem dúvida alguma, era meu doce pecado.


Fanfiction Series/Doramas/Novelas Sólo para mayores de 18.

#violetta #padre #amor-proibido #romance #fanfic
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Não é possível

#Violetta

- Violetta, quero que conheça as regras dessa casa. – Minha tia Priscila falava e eu somente a escutava. Calada. Não tinha paciência pra tudo aquilo. Na verdade... Eu não tinha cabeça para nada. Mal havia chegado aqui em São Paulo e ela já vinha com mil regras. Parecia que não tinha coração. Droga! Porque meu pai teve que me mandar embora pra cá?

Sempre vivi feliz em Buenos Aires. Meu pai, minha mãe e eu. Mas... Há quase quatro meses, ela havia morrido vítima de um câncer. Meu mundo desmoronou completamente. Meu pai simplesmente se afastou de mim e me deixou aos cuidados de Olga, nossa empregada. Eu não tinha mais com quem contar. Ele era minha única família de verdade e eu já não podia mais receber seu carinho e seu amor. Acabei entrando numa depressão profunda e reprovei no colégio. Germán, claro, ficou extremamente furioso e decidiu me mandar pro Brasil. Para ficar aos cuidados de minha “querida” tia Priscila Ferro. Ela era o próprio demônio encarnado num ser humano. Sempre me tratou mal quando estávamos sozinhas. Sua filha Ludmila então... Era esnobe e mimada. Se achava a “estrela”.

A única coisa que me fazia feliz de verdade agora era o meu ídolo. O Padre sertanejo Alessandro Campos. O conheci através da internet. Tudo foi um grande acaso. Estava mexendo em minhas redes sociais e do nada um vídeo dele apareceu na tela. Como sou curiosa, decidi clicar no vídeo para assistir. Foi amor à primeira vista. Desde aquele momento, ele virou meu grande ídolo e minha força para continuar vivendo nesse mundo cruel e cheio de pessoas más. Suas mensagens de fé aqueciam meu coração. Suas palavras entravam em meus ouvidos e me deixavam calma e serena. Sua voz doce e seu olhar meigo e de certa forma, sedutor, me deixavam apaixonada. Eu sei que aquilo tudo era uma tremenda loucura. Eu jamais o conheceria pessoalmente, tinha que colocar os pés no chão em relação à isso. Apesar de estar morando no mesmo estado que ele, era impossível conhece-lo. São Paulo era enorme. Só um milagre mesmo.

- Então, Violetta. Entendeu tudo?

- Sim, tia. Entendi perfeitamente. Não posso chegar tarde em casa. Não posso trazer pessoas estranhas pra cá. Não posso sair sem lhe pedir permissão. Devo ir de casa para a escola e da escola para casa. Não posso fazer barulho. Sim... Entendi tudo. – Falo e solto um suspiro.

- Ótimo. Irei sair com a Ludmila agora. Iremos ao shopping. Precisamos de um banho de loja.

- Eu... Eu posso ir? Preciso comprar algumas coisas e...

- Mas é claro... QUE NÃO. – Priscila fala e meu sorriso morre. – Outro dia você vai, querida. Agora... Tchauzinho... – Minha querida tia fala e sai juntamente com sua filha. Argh! Como eu odiava as duas. Simplesmente não as suportava. O pior de tudo é que eu teria que ficar com ela até ao menos arrumar algum emprego, afinal, não conhecia nada aqui... E não sabia o que fazer. Havia completado dezoito anos há alguns dias, mas mesmo assim... Não tinha minha independência. Teria que estudar na mesma escola que Ludmila. A verdade é que eu precisava era arrumar um trabalho. Mas... Como? Eu não podia sair de casa pra nada. Era impossível. Bom... Tudo era possível e elas não precisariam saber que eu iria sair, não é mesmo?

[...]

Meia hora havia se passado desde minha ideia maluca de sair de casa sozinha. Eu não conhecia nada de São Paulo e tinha medo de me perder. Aquelas ruas eram enormes. E cheia de pessoas para todos os lados. Bem diferente das ruas de Buenos Aires que eram calmas e pacatas. Recebo uma mensagem em meu celular e paro para responder. Era Francesca, minha melhor amiga... Que havia ficado em Buenos Aires. Fazia somente algumas horas que eu estava aqui e já morria de saudades dela. Fran era como uma irmã pra mim. Ela e Olga haviam sido meu único apoio durante todos esses meses em que meu pai simplesmente me abandonou para ficar focado em seu trabalho. Era só nisso que ele pensava. Era só isso que ele queria fazer. Para ele, eu já não existia mais. Era como se... Eu tivesse morrido junto com minha mãe. E isso doía muito. A indiferença e a frieza do meu pai machucavam mais que a morte da minha mãe. Porque eu precisava dele mais do que tudo e não o tinha presente. Germán só sabia ficar trancado em seu escritório e as únicas vezes que se importou comigo foi pra mandar Olga chamar um médico para me examinar e pra me avisar que eu iria morar com a Priscila. Nesse dia, ele alegou que eu precisava de novos ares. Precisava morar em outro lugar para tentar melhorar. No fundo, ele não queria que eu melhorasse. Ele queria era se livrar de mim. Afinal, agora eu era um peso em sua vida. Era a lembrança de sua tão sonhada esposa que havia morrido. E ele não queria simplesmente olhar pra essa lembrança. Pensar dessa forma, me machucava bastante. Mas... Eu sabia que era assim que as coisas aconteciam. Meu pai já não me amava mais. E eu tinha que aceitar essa minha terrível e cruel realidade. Suspiro e clico para responder a mensagem.

Enquanto digito a resposta da mensagem para enviar a ela, começo a caminhar e não percebo a presença de alguém vindo em minha direção. Quando pego meu celular, fico completamente alheia à tudo e isso de certa forma era bom. Ainda mais agora que não teria praticamente nada pra fazer. Sigo caminhando e só consigo sentir o choque de esbarrar em algo e meu celular simplesmente voar para o meio da rua. Sinto alguém me segurar levemente pela cintura e ergo meu olhar. Arregalo meus olhos ao ver quem era a pessoa que me segurava. Não era possível! Não... Eu não conseguia acreditar no que meus olhos viam.

- Está tudo bem? Se machucou? – Escuto sua voz e fico sem conseguir pronunciar uma palavra sequer.

14 de Enero de 2020 a las 02:17 0 Reporte Insertar 0
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