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renkyou renkyou

Hairo estava estranho naquele dia e Saiki nunca pensou que seria tão surpreendente descobrir o motivo. +18 somente pelo yaoi


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#declaração #dia-dos-namorados #ua #Kineshi-e-Kusuo #Hairo-x-Saiki #Hairo
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Surpresa

Não foi muito difícil para Saiki perceber que havia algo de errado com Hairo naquele dia em específico, e nem era por algum motivo que, sendo Hairo, o Hairo, seria considerado normal por todos na escola, menos para Saiki. Ele não estava como tipicamente, — animado e berrando palavras de motivação para todo lado — estava quieto demais, desde que chegara na escola, olhava apenas para o chão com um olhar assustador.

As pessoas ao redor não paravam de falar e pensar sobre esse comportamento novo de Kineshi, chegava a ser irritante para Saiki, que por causa da telepatia, podia ouvir todas as teorias absurdas que alguns alunos formulavam. A única que achou ser mais lógica naquele mar de suposição foi que talvez Hairo houvesse sido rejeitado por alguma garota ontem, já que fora o famoso dia 14 de fevereiro, dia dos namorados, era costumeiro declarações na data, porém não se lembrava de ter captado nada desse tipo, e mesmo se tivesse, não saberia se seria mesmo do rapaz ruivo, já que todos estavam alvoroçados e Saiki acabou se envolvendo em algumas situações complicadas.

Todavia, por outro lado, duvidava que algo dessa espécie poderia abater o ruivo energético tão fácil, entretanto, não se daria ao trabalho de tentar descobrir, cada um tinha seus próprios problemas com o que lidar, de qualquer forma, amanhã Hairo estaria bem, fazendo abdominais pelo corredor como sempre. Bom, obviamente, havia uma pequena parte de Saiki que estava curiosa, mas não o suficiente para fazê-lo se motivar a intervir.

Hairo, estranhamente, não o havia incomodado naquele dia, nem mesmo o virá por perto e quando o via era sempre longe ou em multidões de alunos nos corredores. O que dificultava que pudesse ler claramente os pensamentos alheios, ou identificar quais eram no meio de tantos outros. Era semana de prova, então todos estavam focados nas matérias, inclusive Kineshi, que na sala de aula só pensava nisso, e aí estava algo ainda mais bizarro, nem estranho era mais.

Então, por esses motivos Kusuo não conseguiu descobrir o que acontecera realmente com o ruivo, mas também, não insistiria, pois já tinha vários problemas com os quais lidar graças a dupla de colegas que o acompanhavam, eles eram o bastante para um dia cheio e com excessos.

O tempo passou e logo Saiki se viu no banheiro, teletransportando-se para a saída do colegial para despistar qualquer um que o seguisse, pois a alguns dias, tinha em mente ir até uma loja que abrirá recentemente para provar a gelatina de café caseira deles que era bem falada entre os alunos e nesse momento ele gostaria de desfrutar em paz, na calmaria de sua solidão.

Tudo ia bem, terminava de calçar os sapatos quando foi surpreendido por Hairo que estava parado na porta de saída/entrada com um caixa de chocolates na mão, não sabia se ele já estava lá antes ou chegará agora, mas pelo olhar distraído e pensamentos como "será que consigo fazer isso, por fim?" ele parecia não ter o notado ali, o que era uma ótima chance para se teletransportar mais uma vez.

— Saiki! Que surpresa te ver aqui!

É, não dera tempo. Torcia internamente para que Hairo não se auto convidasse para sair consigo como os outros faziam.

"Surpresa nada, eu estava o esperando"

Pode ouvir o pensamento alheio e esperava que o ruivo apenas quisesse-lhe dar algum recado sobre as aulas de educação física ou algo similar. Sem conversas longas, ou acabaria correndo o risco de ser encontrado pelos outros que logo viriam ao se cansarem de espera-lo ou procurá-lo.

"O que você quer?"

As palavras não saíram por sua boca, mas sua face talvez denunciasse sua impaciência.

— Desculpa abordá-lo assim na saída, deve estar muito cansado pelas provas e só quer ir para casa, acho que todos estamos nesse estado hahaha. — Ele estava claramente enrolando ao invés de ir até o ponto. — E aí, chuta que foi bem? Eu espero estar na média pelo menos hahaha.

"Você se dedicou bastante, talvez consiga."

Com aquele pensamento Saiki já abria a porta para sair, deixando o outro para trás. Pessoas que enrolam para falar sobre algo precisam de uma certa pressão para serem diretos e o claro desinteresse que demonstrou indo embora poderia ter algum efeito em Hairo. E teve, logo ele veio atrás, com uma pressa e decisão no olhar surpreendente. Kusuo pode captar o pensamento dele no momento quando ele o alcançou.

"Não serei um covarde como ontem!"

— Desculpe-me, é que estou um pouco nervoso. — Hairo fez uma reverência, seguida de mais uma. — Quero lhe dar algo que eu deveria ter entregado ontem, mas fiquei sem jeito por causa do pessoal. Mas cara, não entenda errado, é só que a…

"Estou enrolando mais uma vez! Ah, desse jeito o Saiki vai acabar ficando irritado comigo. Vamos lá, eu consigo, é só dizer e entregar a ele e sair correndo o mais rápido possível."

A única coisa que Kusuo conseguiu pensar em responder foi "fale logo." Não fazia ideia do que estava por vir, somente saberia se tentasse ver o futuro, o que parecia desnecessário, ou talvez não fosse, mas só chegaria a essa conclusão alguns minutos a frente.

— AQUI. — Ele o entregou uma caixa em formato de coração junto a um pedaço pequeno de folha de caderno dobrada. — SEI QUE GOSTA DESSE DOCE. FELIZ DIA DOS NAMORADOS.

"Consegui! Nem acredito. Precisei passar o dia todo ensaiando e evitando o Saiki e os outros para isso, mas deu certo no final. Quase desisti da ideia e até me foquei em pensar nas provas para não lembrar desse meu fracasso, a sorte estava do meu lado hoje, afinal!"

Esses foram os pensamentos de Kineshi Hairo que Saiki conseguiu captar enquanto o mesmo corria disparado pela rua com um sorriso bobo enorme no rosto, o que não compreendia, na verdade, Kusuo não estava entendendo nada do que acontecia ali, então deu de ombros voltando a andar tão rápido quanto Hairo para que ninguém do colégio o alcançasse no caminho.

Mas durante o percurso, resolveu dar uma pausa para poder espiar o doce que havia ganho, descobrindo que eram realmente seus prediletos, gelatina de café em cubinhos com vários recheios. Sem muitas pretensões e por curiosidade, também resolveu abrir o pedaço de papel, foi um pouco difícil desvendar a letra em garranchos de Hairo, mas assim que o fez, a ficha caiu para Saiki.

"Eu gosto de você Saiki, mas de um jeito diferente. Um gostar romântico sabe...?

Espero que um dia possamos marcar de ir a academia juntos e depois, quem sabe, comer algumas gelatina de café. Com carinho, do seu amigo Kineshi.♡"

Era o que estava escrito no papel e com isso, de repente, todos os fatos se encaixaram, dando mais sentido a tudo. Saiki estava surpreso, muito aliás. Desde quando Hairo começará a gostar de si que não percebeu? Era o impossível sendo feito ali. Se bem que, apesar de passarem alguns momentos juntos, nunca deu muita importância ao que o ruivo estava pensando, pois sempre estava com Nendo e Kaidou — parecia uma babá tendo que cuidar dos dois que sempre o arrastavam para uma situação complicada. A única vez que esteve sozinho com Hairo estavam focados em consertar o arco de entrada do festival, mas logo mais pessoas apareceram.

Pensando mais racionalmente, agora, Saiki nunca em toda sua vida esperaria que justo o Kineshi acabaria gostando de si de uma forma romântica. Era bastante fantasia se pensando a algumas horas atrás, antes da "declaração" — não sabia se podia chamar assim ou se tinha outro nome pelo qual pudesse substituir.

— Oh, é o meu parceiro.

Somente pela voz pode reconhecer a pessoa que se aproximava as suas costas sem ao menos olhar para trás ou usar algum dos seus poderes para tal. Confirmou seu acerto assim que Nendo surgiu no seu campo de visão junto de Kaidou.

— O que é essa caixa na sua mão?

"Não acha que você é muito intrometido, Nendo?"

Kusuo pensou tão rápido quanto escondeu as coisas que havia ganho de Hairo na mochila, quase na velocidade da luz. Os dois rapazes estranharam a reação, daqui a pouco começariam a querer se intrometer, então restava a Kusuo 186 possibilidades para impedir isso. Só uma delas era pacífica e foi a que escolheu.

— É um presente da minha mãe. — Disse.

Os dois idiotas ficaram em silêncio, por um curto tempo, até que do nada Kaidoupropôs que fossem comer lamen, ideia que rapidamente mudou com a telepatia, influenciando-os a ir na loja que queria para provarem o doce de gelatina-café.

Não obteve sucesso em ir sozinho, mas pelo menos o doce cobria qualquer aborrecimento. Saiki descobriu ao colocar a primeira colher na boca, sentia como se estivesse provando a primeira maravilha do mundo, até dava para ignorar os dois rapazes que o acompanhará e que brigavam por alguma besteira na qual não se deu ao trabalho de prestar atenção.

Era perfeito, até o momento em que, enquanto comia, se lembrou de Kineshi e os prováveis sentimento dele por si. Agora mais relaxado, não conseguiu evitar de se sentir um pouco constrangido, principalmente pelos pensamentos delirantes que o tomou ao imaginar como seria sair em um encontro com o ruivo. Com certeza, seria totalmente diferente de como cogitava ser com Teruhashi e isso era um ponto super positivo.

"Mas porquê estou devaneando sobre isso? Não é como se eu fosse sair com ele…"

— SAIKI, VOCÊ TÁ PEGANDO FOGO!

Os gritos desesperados de Kaidou e do atendente da loja fizeram com que voltasse ao momento atual, notando que estava mesmo pegando fogo. Sem perceber acabou ativando a pirocinese colocando uma quantidade de calor excessiva em seu próprio corpo, esse tipo de coisa acontecia quando era criança — quando ficava nervoso ou ansioso por algum motivo — havia parado a muitos anos, ou era o que parecia.

Obviamente, não se machucou, estava acostumado com aquilo, mas a porta da loja onde estava escorado não teve escapatória, pegou fogo e foi ainda mais desesperador. Sem querer ser mais expostos, não interferiu nas chamas e como uma pessoa normal esperou que os bombeiros chegassem junto aos outros.

Porém, Saiki nunca esperava que o destino fosse tão cruel consigo ao mandar Hairo no meio dos bombeiros para ajudar. E nos instantes em que ele o olhou e sorriu meio sem graça antes de ir retirar a mangueira do caminhão, sentiu o rosto quente, talvez estivesse mais uma vez descontrolado com a pirocinese

Foi o que pensou, mas assim que Kaidou se virou em sua direção com uma expressão de curiosidade e pode ouvir os pensamentos dele, Kusuo realmente pegou fogo tão intensamente que acabou, mais uma vez, atingindo a loja sem querer.

"O Saiki está corado, será que está bem? Pode ser por causa do calor, talvez."

O fato é que tinha certeza que a coloração avermelhada em sua face não se devia ao fogo, mas era bom que Kaidou pensassem assim, já que todos os outros iriam. Ninguém precisava saber que a culpa era na verdade de Hairo e suas palavras que agora pareciam não sair da mente de Saiki, toda vez que o olhava.

O dono do estabelecimento com certeza tinha a sorte ao seu favor, mesmo que não soubesse. Já que Kineshi não havia-se aproximado do grupo após ajudar a apagar o incêndio, se despedindo de longe, Kusuo não botou fogo em mais nada naquele dia.

Teria que aprender a se controlar, ou corria o sério risco de colocar fogo no colégio também, mesmo se evitasse Hairo por todos os cantos, uma hora se encontrariam ou seriam obrigados por causa de algum trabalho.

Entretanto, ninguém precisava saber desse acidente, afinal compensou o dono da loja fazendo com que ele vencesse na loteria e pudesse ter o dinheiro para reformar sua loja ou até comprar uma nova com mais espaço. Com a consciência limpa foi mais fácil se focar no que realmente precisava durante o final de semana.

Quando a segunda-feira chegou e Kineshi o abordou mais uma vez no fim das aulas, convidando-o para sair, Saiki aceitou após comprovar que o ruivo estava sendo sincero com o que sentia. E dessa vez não acabou se descontrolando, ou talvez sim, um pouquinho só quando no final do encontro Hairo lhe deu um selinho repentino.

Acabou se teletransportando para o meio do deserto sem pensar, pelo menos não ativou a pirocinese sem querer. Resolveu a situação fazendo com que Hairo se esquecesse de tê-lo visto desaparecer do nada, mas deixou que ele se lembrasse do selinho, pois queria muito saber onde tudo aquilo iria dar, prometendo a si mesmo que não tentaria espiar o futuro.

13 de Enero de 2020 a las 20:12 0 Reporte Insertar 0
Fin

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