luraywriter Luray Armstrong

" Eu não me importava com os planos das Parcas, ou nosso destino, ou o que quer que fosse acontecer, eu iria dar um jeito de ficar com ele em nossa próxima vida. " fanfic escrita em: 10/2016


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Eu estava finalmente caminhando para onde deveria ir, ao final iria finalmente encontrar o meu verdadeiro destino. Provavelmente ainda me lembraria de tudo, mas isto não importava. Talvez eu fosse jogado no Tártaro, lugar onde mereço estar, como verdadeiro monstro que sou.

Ainda amo o Perseu Jackson, o idiota, corajoso, forte, poderoso, lindo e atraente Perseu Jackson, o mesmo que irá casar com Annabeth Chase. O resultado depois de vê-lo pedindo-a em casamento daquela forma- os olhos brilhando no mais puro amor e admiração, ajoelhado perante ela na frente de todos- foi uma das maiores dores que já senti em toda minha vida, chorei por horas a fio durante dois dias, nos quais também fiquei sem comer.

Então chegamos a melhor parte da história, em que além de machucar-me, destruo também aquele que me ama, o único que ainda permanecia ao meu lado, cuidava de mim, e me amava de uma forma que eu não merecia; Will Solace. O gentil, doce e amável Will Solace.

Como pude fazer isso com alguém que me amava tanto?

No terceiro dia ele finalmente decidiu arrombar meu chalé para ver se eu estava ali e bem. Confesso que foi idiotice permanecer ali; poderia ter fugido para qualquer parte do mundo, teria evitado o ocorrido. Mas como diabos teria pensado nisso se a única coisa em que podia me concentrar era minha dor? Isso mudou no exato instante em que Will adentrou meu chalé.

Dissera que estava muito preocupado e não dormia há dois dias, perguntou-me por que havia feito aquilo, me afogou em varias perguntas e chacoalhou-me tanto que pensei que meu cérebro havia virado gelatina, mas quando ele parou e encarou meu rosto percebeu que estivera chorando. Não precisei dizer-lhe o motivo, ele apenas sorriu sem humor e disse: “Você realmente nunca vai esquecê-lo, não é? Pensei que meu amor e esforço finalmente estavam fazendo algum efeito, dando algum resultado... você disse que me amava, beijou-me com tanto carinho que cheguei a acreditar... mas tudo bem Nico, eu o entendo”. Vi algumas lágrimas escorrerem em seu rosto antes de se levantar e ao chegar à porta virou-se e sorriu para mim, então saiu.

Um monstro. Claramente um monstro. Havia melhor palavra para descrever-me? Will estava tão desolado e machucado e tudo que pude sentir por ele naquele momento foi... pena. Não queria ir atrás dele e pedi-lo perdão, ou dizer que iria esquecer Percy, dizer que o queria, ou dizer o quanto sentiria falta dele. Foi como se um amigo que você sempre viu como um irmão se declarasse para você: com certeza era uma pessoal especial, muito estimada, mas você não poderia jamais vê-la desta forma e sabia disso, então tudo que podia sentir era pena.

Eu me sinto repugnante depois de tê-lo feito sofrer tanto, miserável por tudo que consigo sentir por ele ser pena. Will jamais mereceu alguém como eu. Um filho de Hades que nunca poderia o fazer feliz.

Mas claro que esse não era o único motivo pelo qual queria me matar neste momento. Nunca havia sentido tanta falta de minha irmã e de minha mãe em toda minha vida. Imaginava constantemente que, se ainda estivesse viva, sua mãe far-lhe-ia biscoitos e chocolate quente, o abraçaria e confortaria no sofá de casa. Bianca, se também estivesse viva, viria e se juntaria ao abraço e eles permaneceriam ali como uma família normal, ou quase isso, considerando-se que ambos eram filhos de Hades.

Ahhh, também havia meu pai, “viver”, depois de minha morte, com ele e Perséfone não me parece agradável, acho que havia me esquecido de que não vou para os Campos de Asfodelos como um humano normal... que pena, mas talvez eu vá para os Campos da Punição, o que é bem mais reconfortante e melhor do que ficar com Perséfone.

Depois de andar um pouco finalmente estou a beirado do penhasco que trará para mim a anestesia de que tanto preciso, o alivio da dor que tanto almejo. Olhando para baixo posso ver o mar, não é irônico? Não é irônico que os domínios do pai de meu amado irá tirar-me a vida? Este ultimo pensamento o levou a Percy. O que será que estaria fazendo? Provavelmente se divertindo com Annabeth em algum lugar.

-Eu estou pronto para deixar esta vida. - disse para mim mesmo e pulei.

Em poucos segundos estava na água, deixei-me afundar como uma pedra enquanto, com os olhos fechados, via o rosto de Percy no mar, tão lindo e doce, sorrindo, chamando meu nome. Senti uma mão puxar meu braço. Abri meus olhos, eram apenas algumas algas que se enroscaram em mim.

Percebi que por um segundo desejei que alguém me salvasse, me tirasse dali. Desejei que Percy me salvasse, que me beijasse e dissesse que tudo foi um pesadelo, que jamais iria me deixar... todos aqueles anos amando-o secretamente para no final ele se casar com Annabeth e eu morrer no mar, pensando nele até o último segundo de minha vida. Lembrei-me de Will, seu sorriso resplandecente sempre que ele via-lhe.

Eu era um monstro, não merecia que ninguém me tirasse dali e me salvasse.

Não é que ninguém se importasse comigo, mas eu que afastava as pessoas, quantos não tentaram se aproximar? Hazel, Jason, Will e ate o próprio Percy, mas EU os afastei, preferi agarrar-me a minha dor enquanto também machucava os outros. Nunca fui um bom irmão para Bianca, por que reclamava que ela havia lhe abandonado e depois morrido? Culpei Percy pela morte de minha irmã mesmo depois de ele tê-lo protegido e de tudo o que ele fez, nutri sentimentos nojentos e repugnantes, que ousei chamar de “amor”, por ele e mesmo assim nunca retribui o que ele havia feito por mim, não era obvio que ele escolheria Annabeth, a inteligente e corajosa filha de Atena que estava sempre ao lado dele ao invés do vergonhoso filho de Hades? Tantos que machucou... Will, o maravilho filho de Apolo que tentou cuidar de suas feridas e no fim saiu machucado... é, ele merecia morrer, não era digno de viver e respirar o mesmo ar que estas pessoas. Era apenas um lixo e escoria da humanidade, deveria apenas me retirar para o Mundo Inferior que é o meu lugar como filho de Hades.

Talvez consiga ir para o Tártaro de novo, mas desta vez definitivamente, afinal, eu sou um monstro. Pior que cães infernais, gorgonas, drakons, ou o que quer que seja, sou apenas um monstro baixo, repugnante, nojento... e jamais passarei disso.

_****_

Com este último pensamento Nico di Angelo perdeu a consciência e continuou afundando no mar com aquelas algas vermelhas enroscadas em seu braço, pareciam tentar puxá-lo a superfície, mas não conseguiam. Não por ser muito pesado, mas a sua dor o arrastava para baixo como uma pedra sem vida. Por fim as algas desistiram e soltaram-se dele, quando ele finalmente atingiu o chão de areia no fundo do mar. Inconsciente e, posteriormente, morto.

1 de Enero de 2020 a las 16:17 0 Reporte Insertar Seguir historia
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