shogun Fernando Avendanha

Uma homenagem em verso aos nossos heróis que lutaram bravamente na Segunda Guerra Mundial, homens muitas vezes esquecidos e injustiçados. A história não deve ser esquecida, a verdade deve manter-se viva. Nestes versos, busquei representar de forma geral toda a batalha do Monte Castello, porém, claro, certas partes do poema são invenção poética, como a parte do discurso de morais. Em âmbito histórico, no entanto, segui rigorosamente os eventos. Este poema dedico a todos os 25.334 que lutaram por nosso país na Grande Guerra que, como sua predecessora, não acabou com todas as guerras.


Poesía Épico No para niños menores de 13.

#guerra #épico #brasil #segunda-guerra-mundial #homenagem #popular #FEB #patriótico #monte-castello
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Monte Castello

~ Aos Cobras Fumantes


O monte se estende alto ao céu

O soldado o olha e aperta o rifle na mão

Lá em cima o inimigo protege sua posição

Defende sua pátria em nome dum réu


O suor escorre por seu rosto

Endurecido pelo pavor da guerra

Cumpre a ordem e assume seu posto

O homem férrico luta por sua terra


As vezes, durante as noites enfumaçadas

Tira de sua farda uma foto

Nela, filha e esposa, suas amadas

E se pergunta:

Para elas, será que volto?


Não tem jeito, não tem jeito

Se endireita e guarda a foto

O dever no vale acabou

E pensa:

Disse o general, ao Reno eu vou


O clima não estava bom

Por que ele nunca está bom?

O toró deixou este lamaçal bem gostoso

E pra piorar, lá vem inverno rigoroso


Mas a DIE não titubeia

Senta a pua e emprega peia

E se é pra tanto lutar

Vamos o ritmo um pouco mudar


A DIE chegou bem empregada

Se juntou a Mark Clark, à força aliada

E Mascarenhas de Morais

Sem recuar jamais

Viu a situação

E percebeu então

Eita! Nós somos os principais!


E então assim foi-se começando

Vamo lá! Vamo lá!

Gritava brasileiro e americando

Aqui e acolá


A primeira foi bem preta

Os aliados subindo o monte

Começaram a rastejar e sair da reta

Da velha amiga que encontraram

E tu me pergunta onde?

Foi lá no monte do castello


Pra lá e pra cá virava

Rasgando o chão e subindo a terra

Mas a arma aliada não emperra

Subiram o monte e a vitória perto estava

O Belvedere já tinha sido tomado

Lá estava a bandeira americana

Só faltava um bom músculo estriado

Pra vencer esse braço de cana


E ele veio! Ele veio!

Pouco tempo depois de subirem ao cume do Castellão

Ele veio, ele veio

O tedesco, o alemão


E rolou uma batalha

Das braba que tu só imagina

E no final da trocação de navalha

O Brasil tava lá na China


E assim falhou-se a ofensiva

Foi necessária a evasiva

Mas relaxa, vamos passar por cima!

No Belvedere os ianques ainda estão em cima!


E preparou-se a segunda

Agora a peia ia apertar

Os brasileiros em posição moribunda

Sozinhos iam lutar

E quando menos se esperava

La vinha o contra-ataque

E com um forte baque

No Belvedere o tedesco estava!


Neste momento, Mascarenhas se indagou

O flanco esquerdo tá descoberto, assim não tem como atacar!

‘Isso mesmo, isso mesmo’ pensou

Devemos esperar!


Mas senhor, disseram os soldados

Não tem como recuar

Os brasileiros já estão posicionados

Devemos atacar!


Ataquemos então, ataquemos!

Temos três pelotões de tanques americanos, pelo menos!

Não senhor, não senhor!

O tempo tá pior

Os tanques não se movimentarão

Nessa tresloucada condição!


Raios! Arre!

Vão! Comecem o ataque!


E lá foram os soldados

Subir o monte enlameado

E pra nossa surpresa, Zénobio teve sucesso!

Mas por pouco tempo, pois foram contra-atacados

E tiveram de empreender regresso


O mês passava

A semana entremeava

Mascarenhas em tomar o monte muito pensava

Quando uma ordem recebeu


De Morais, te digo eu

Que aguentes mais

E não apenas isso

Vai tomar o Belvedere, agora esse é teu compromisso!


O tomou e o manteve

Não é preciso nota ao esforço que teve, bem o sabem

E pouco depois, finarmente

Subiriam ao Castello novamente


E num romance diferenciado

Lurdinha o Brasil beijou

Já era bem apresentado

O soldado o tiro matou


No meio da loucura

Os soldados lutavam com bravura

Pois tinham fé de que logo ao Brasil voltariam

E o que viram no Monte Castello diriam!


Os batalhões empregaram milagre

Espancaram Lurdinha cum bagre

Tomaram diversas posições

Cantariam vitória pras nações?


Quase, quase!

Quando estava quase acabada a fase

Veio lá muito tedesco de novo

Rolou tiro pra todo lado

A batalha tornou-se agravo

20 brasileiros no chão deitados

Para nunca mais serem acordados

E 150 feridos

Sem pernas, forças e braços!


Recuaram como puderam

Pela lama da vara da sinhá correram

Rapidamente desceram o monte infernal

Em seu âmago muitos gritaram

Terá esse sofrimento um final?


Mascarenhas estava agora sombrio

Em sua mesa ponderava

E ter de fazer isso não esperava

Resolveu usar de toda a DIE o brio

Soldados! Irmãos!

Levantem suas cabeças!

A situação está ruim, mas não te esqueças

Que em Itororó, foram necessárias cinco investidas

Antes da sexta, a final

Para derrotar de vez o mal

Que esganava nossa nação!

Lembrem-se do porque de estarem aqui

Lembrem-se que nos defendemos!

E se sofremos

É por nossa família! Por nossa pátria! Por nosso Senhor!

Venham! Vão! É a hora!

Hoje tomaremos este monte e os alemães venceremos

Urra! Vamos! Antes do entardecer no topo estaremos!


Neste ataque feroz nossos irmãos novamente atacaram

Subiram e dispararam como deviam

Lutaram com braveza e fé

Pois sabiam que no final estariam de pé


A batalha se arrastou por todo o dia

Sinhá Lurdinha tava toda afobadinha

Querendo os pegar!

Mas eles rastejavam

Da varada desviavam

E não paravam de se aproximar


Chegavam perto do cume e o combate não tardava de apertar

Mas dessa vez era morrer ou ganhar

Quando já chegava o tardar

Numa barragem o Cordeiro

Disse que faria!

Então o Carneiro

Entre as quatro e as cinco

Armou o morteiro, pro ar granada ia

Disparou com muito afinco

E desmontou a inimiga posição


Agora o brasileiro festejava

Descoberto o monte se achava

Subiu e subiu com perna forte

Escapando da morte

Alemão no monte não mais estava!


Finarmente as cinquimeia

Chegava ao final a peia

Franklin mei tremente embaixava

‘Té que a nossa clava

Derrubou os que restava

Estava terminada a missão!


O Monte Castello era nosso

E se algo podemos tirar destes versos

É que não foi sem grandes esforços


A guerra não estava acabada

Montese ainda estava por vir

Os três...

Porém uma vitória estava conquistada

E conquistaria também as que estavam por vir


Em meio a força e heroísmo

A poucas alegrias

Nas noites frias

Que precediam o cataclismo

Mantiveram seu espírito brasileiro

Mantiveram a saudade da terra

Mesmo aqueles que não voltaram de corpo inteiro

Para longe da Grande Guerra

Mesmo aqueles que não voltaram de mente sã

Voltaram com orgulho

Trajam com todo motivo hoje, antes e amanhã

A bela braçadeira, brasão tão belo


Não há como produzir suficientes elegias

Para os que foram e não voltaram para suas famílias

Para os que lutaram pelo verde e amarelo


Não há como produzir suficientes poemas

Em honra dos que lutaram e voltaram

E não há como agradecer o suficiente

Àqueles que aqui estão,

Mas do pavor da guerra nunca se desvencilharam

30 de Diciembre de 2019 a las 06:02 0 Reporte Insertar Seguir historia
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Fin

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Fernando Avendanha Ó Capitão, Meu Capitão

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