Keberanian Seguir historia

igor-morais-costa Igor Morais

As chamas da guerra caem sobre o mundo, os vendavais gélidos trazem consigo, as nuvens da destruição e de dentro da terra, dos confins do esquecimento, surge uma estrutura que corta o tempo, o espaço, cruza a propiá terra, não se importando com os oceanos, montanhas ou desertos, essas são as Torres de Floriam.


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Apocalipse

O céu estava bem nublado, uma chuva forte estava por vir, o asfalto das ruas estava seco por causa da seca que assolava a Europa, perambulando por esse asfalto, havia um ônibus que viajava pelas montanhas da França rumo a capital do pais, esse ônibus era de uma excursão escolar estrangeira, os alunos e a professora que ali estavam eram americanos, todos estavam vestindo roupas sociais e se divertindo, bom quase todos, afinal sempre a um que não se encaixa no grupo, seu nome era Jim de Valdrimir, esse sobrenome era de descendência francesa, então por causa disso você deve imaginar que ele estaria feliz em estar nas terras de seus ancestrais, mas essa não era a verdade, Jim não gostava muito de sair de casa, o garoto preferiria ficar no seu quarto e jogar videogames, principalmente os de sobrevivência, mas se ele gostava tanto de ficar em casa por que ele estava ali? Bom, o garoto que tinha por volta de seus dezesseis anos, foi obrigado a ir nessa viagem, sua mãe que era americana, o obrigou falando que, ele devia pelo menos ver de perto a história do pais de seu pai, por falar no pai dele bom, podemos dizer que um é a cara do outro, afinal os cabelos dos dois eram castanho-escuros, os dois tinham um porte físico bem ruim, afinal eles não eram de praticar esportes, a única coisa que era diferente dos dois eram os olhos e a maneira de se vestir, pois seus olhos eram os mesmos de sua mãe, eles eram castanhos iguais a de sua mãe, por falar na mãe dele, bem ela era uma atriz, mas não de um cinema convenciona, pelo contrário, a mulher era uma atriz de filmes adultos, por isso o garoto ficou conhecido, como dejeto de gozo...., sim esse apelido era ridículo e esse é o objetivo, afinal todos adoravam o zuar, agora indo para seu estilo de roupa bem, ele vestia uma camisa verde, com uma calça preta e tênis azul e preto, seu estilo era bem normal, ele não usava nada como um anel, ou um colar e muito menos um brinco em sua orelha, Jim achava isso desnecessário, afinal para que isso serviria? Não tem utilidade andar com um monte de bijuterias por aí, então sendo assim, ele era o clássico nerd solitário, que fica sempre no canto para se isolar e não chamar atenção.

Esse era o tipo de pessoas que Jim gostaria de ser, mas ele nunca conseguia seu objetivo, o garoto falhava por causa de muitos motivos, mas o principal motivo era por causa de seus olhos, eles chamavam muita atenção, por causa disso faziam bulling com ele, os outros motivos eram por causa de sua própria família e por ele mesmo, afinal seus pais eram extremamente ricos e poderosos, isso o fazia ser chamado de riquinho mimado e muitos outras coisas, afinal seu pai era um empresário e havia muitas maneiras de zuar com a cara de, um filhinho de papai que nem ele, e sim todos estavam certos, o garoto era mimado e arrogante, por isso eles tiveram que dar uma lição nele e o jeito mais fácil foi humilha-lo, Jim havia sido transferido de Nova York para Los Angeles, por isso ele achou que o melhor jeito de mostrar quem ele era, foi mostrar o quanto ele é rico e esnobar todos, essa escolha de apresentação foi péssima, pois ele logo foi escolher o melhor atleta para fazer isso, naquele dia ele foi espancado até vomitar sangue, o garoto depois daquele dia mudou, Jim aprendeu que era fraco e que ele havia sido marcado, sendo assim esses dois anos foram um tormento para a vida do garoto, ele havia se tornado um medroso, você deve se perguntar, do porque ele não falou nada? Bem ele nunca falou nada disso, porque se ele falasse, sua vida se tornaria pior e ele não queria isso, sendo assim ele sempre ficou calado e foi atormentado a vida inteira, principalmente nessa viagem, onde ele foi e está sendo atazanado. O ônibus estava indo para Lyon, essa era uma das paradas deles, afinal todos queriam ver seus pontos turísticos e provar a culinária local, a viagem de certa forma corria bem, ninguém tinha com que se preocupar, a não ser a professora Tamari, ela tinha muita responsabilidade e preocupações em sua mente, principalmente com Jim, afinal na última parada ele desapareceu por horas e só voltou quando já estavam quase indo, ela se perguntava se isso era culpa dela, afinal ela só foi reparar em seu sumiço quando já estavam dentro do ônibus, sim essa professora era bem irresponsável, mas a culpa de certa forma não é dela, muito dessa culpa vem de Ken, ele é o melhor atleta da escola, ele não gosta de Jin nem um pouco, o motivo como já tinha dito antes foi sua chegada na escola, os dois pareciam ter tido uma desavença após a chegada de Jim, mas nada foi reportado, então nada era concreto, mas a mulher nitidamente podia ver que havia acontecido algo entre os dois, afinal Ken só sabia incomodar e fazer bulling com Jim, Tamari via isso, mas ela não podia fazer nada, pois o pai de Ken era algum bem influente, tanto quanto o pai de Jim, sendo assim ela não podia fazer nada, mas o que a mais preocupava, era a probidade do pai de Jim, não saber do que estava ocorrendo, ela queria muito perguntar ao homem se ele sabia sobre a situação do filho, mas ela foi impedida pelo diretor, que a ameaçou com demissão, ela tinha tido tanto trabalho para arrumar aquele emprego que não queria perde-lo, sendo assim, mesmo vendo toda aquela situação, a professora apenas deixou rolar, ela se sentia como um perfeito lixo, afinal para alguém que luta contra o bulling, fazer isso apenas por seu emprego é muita hipocrisia.

Após horas, já era por volta das quatro da tarde, eles finalmente alcançam um posto, que estava nomeio do caminho, o ônibus para e todos descem tanto para usar o banheiro, quanto para tomar um ar fresco, cada um dos alunos estavam de saco cheio de ficar sentados, eles queriam chegar logo em Lyon, as garotas queriam ir nas lojas, enquanto os garotos queriam andar para ver como eram as pessoas daqui, além de comer comida é claro, isso era o que se passava na cabeça de todos, pelo menos era para ser. Jim não havia saído do ônibus, o garoto só queria que isso acabasse, ele não aguentava mais ficar perto dessas pessoas, ele apenas queria ficar em sua casa, dormindo ou jogando videogames, enquanto isso Tamari estava do lado de fora da loja o vigiando, ela não queria perder ele de vista dessa, então ela encarregou alguns alunos de comprar coisas para todos comerem, pelo menos para durar até a noite, já que eles iriam chegar no hotel, apenas por volta das oito da noite, sim a viagem era um pouco longa. Apor mandar dois alunos ir até a loja do posto, ela atentamente começa a observar os alunos que, ou estavam conversando ou zuando por aí, tudo estava calmo, a maioria parecia que estavam se divertindo, vendo isso Tamari estava mais aliviada por conta disso, afinal parecia que todos estavam se comportando, sendo assim ela fica ali esperando até os alunos que entraram saíssem.

Após um tempo de espera os dois alunos retornam, esses carregavam várias sacolas com muitas coisas dentro, vendo isso todos já se animam ainda mais, mas como um bom adulto faria, ela fala para primeiro todos voltarem para o ônibus, pois então ali ela dividiria tudo igualmente, vendo isso todos reclamam, mas logo aceita e vão rumo ao veículo. O ônibus não estava muito longe dali, eram apenas alguns passos para chegarem na porta e a abrirem, mas como a vida é injusta, muita coisa aconteceu nessa pequena distância, ao darem seus primeiros passos, todos vem um clarão, ele era de uma cor roxa bem clara e vinha de Lyon, todos se perguntaram o que era aquilo menos Jim, afinal o garoto pela primeira vez havia cochilado na viagem, bem continuando, após esse clarão todos sentiram um grande calor se aproximando, tudo estava ficando quente e o ar parecia ser brasas, literalmente pois a cada respirada, parecia que os pulmões de cada um estava em chamas, isso era horrível, além de ser agoniante, sendo assim eles logo foram para o ônibus apressadamente, mas como eu já havia dito, muita coisa aconteceu em pouco tempo, pois logo eles chegarem no ônibus, um vento forte começou a soprar, ele era pior que o calor, esse vento parecia ser um vento feito de areia, areia quente que cortava toda a garganta, pulmões e narinas, muitos alunos ao inalarem isso caíram no chão, eles se contorciam e gritavam de dor, todos estavam assustados, mas isso era só o começo, pois além desse vento ficar mais forte, junto dele vieram fagulhas de fogo, essas fagulhas eram diferente de uma normal, principalmente em sua coloração que era roxa, mas o que importa não é a cor, e sim o que acontecia ao entrarem em contato com o corpo, elas perfuravam a pele e queimavam até se tornarem poeira, ou seus órgão se tornarem tão escuros quanto carvão, todos que entraram em contato com essas fagulhas logo caem no chão, agonizando, gritando e cuspindo ou vomitando sangue, vendo isso aqueles que não entraram em contato ficaram desesperados, eles de todas as maneiras tentaram abrir a porta do ônibus, mas ela não abria, a porta havia emperrado e com isso cada um deles gritou alto, era como se estivessem sendo torturados enquanto morriam lentamente, o motorista tentou ajudar mas nada acontecia, ao mesmo tempo Jim acaba por acordar, ele via da anela do veículo as pequenas fagulhas, que como inofensivos vagalumes caiam do céu, no intendendo o que era aquilo e ouvindo os gritos, Jim olha para a outra janela do ônibus, ele presenciava a morte de quase todos, afinal houveram pessoas que não foram rumo ao ônibus e sim para a loja, essas pessoas eram as duas pessoas com a comida, a professora, Ken e Wila que era mais conhecida como a musa do colégio.

Vendo tudo isso e não entendendo nada, o garoto levanta para tentar ajudar o motorista, mas ao se levantar ele vê algo aterrorizante, da frente do ônibus vinha uma nuvem de fumaça, com pequenos pontos roxos, que nitidamente eram fagulhas, essa nuvem emitia um calor forte e ventos avassaladores, ela estava vindo muito rápido, e não era apenas isso, ela se estendia por quilômetros, parecia que não tinha fim, vendo isso a primeira coisa que ele fez foi se abaixar e gritar:

-Abaixem-se! –Jim-

O motorista ao ouvir isso nem deu importância, ele apenas tentou abrir a porta, ele desesperadamente tentava salvar aquelas crianças, mas isso tentar isso custou muito, pois quando a nuvem atingiu o ônibus, ele não conseguiu sobreviver ao impacto, o vento foi tão forte que o veículo foi levado junto do impacto, as janelas quebraram e o veículo rodou, o velho que dirigia o ônibus, foi jogado em todos os lugares do veículo com uma força extrema, suas costela quebraram, sua espinha se estilhaçou e seus ossos perfuraram sua própria carne, essa foi a última coisa que Jim viu antes de desmaiar, o garoto se sentiu aterrorizado, com medo e inseguro, ele achou que a mesma coisa aconteceria com sigo mesmo, ele gritava como a porra de uma criança, mas ainda bem que ele fez isso por pouco tempo, pois uma barra de metal que havia vindo junto da tempestade, o atingiu e ele desmaiou. mas pena que não por muito tempo, o garoto quando acordou se viu deitado no teto do ônibus, sim o veículo estava de cabeça para baixo, a primeira coisa que o garoto fez foi se levantar, ele não ficou em pé, mas se sentou e se escorou na parte de traz do ônibus, ele estava tremendo, seus batimentos estavam a milham, tudo isso por causa do que havia acontecido, sendo assim ele lentamente tocou em si mesmo, ele procurava partes de metal ou algo assim, mas ele não encontrou nada, vendo isso, um grande sorriso se abre em seu rosto e um pensamento vem a sua cabeça, “Eu estou vivo!”, sim era isso que ele pensava, ele realmente estava vivo e isso o deixou feliz de maneiras que ele nunca nem imaginou, mas mesmo estando vivo ele não saiu ileso, afinal mesmo não tendo seu corpo perfurado por vidro ou metal, o garoto estava sangrando, vendo isso ele tentou arranjar um jeito de parar o sangramento, principalmente o que estava em seu rosto, sim o pedaço de metal que o acertou, fez um corte enorme em seu rosto, esse corte foi feito na vertical, bem rente ao olho, ele vinha de sua bochecha até sua testa, por sorte não havia acertado o olho, mas mesmo não acertando um de seus olhos, não era certo deixar o machucado ainda assim era perigoso deixar esse machucado sem tratamento, então o garoto se levanta e vai até o banco do motorista.

Enquanto isso no posto de gasolina, a professora e os outros se se encontravam sentados olhando para fora, eles estavam desesperados, todos se perguntavam o que seria deles, principalmente agora que alguém estava ferido, por falar nisso, eu havia esquecido de mencionar que, um deles foi atingido por uma das brasas, essa pessoas era a professora, a mulher não foi rápida o suficiente, e por causa disso uma das brasas adentrou suas costas, mas essa não foi igual as outras, ao invés de queimar e atravessar o corpo atingido, essa brasa não atravessou o corpo como as outras, ao invés disso ela se alojou bem no peito da professora, e como ela fez isso foi simples, a pequena brasa ao entrar em contato com a pele das costas de Tamari, criou um pequeno buraco que de início não doeu, mas segundos depois, ela queimou até o peito e lá se alojou e começou a queimar muito mais bruscamente, todos estavam preocupados, nenhum deles acreditava que ela sobreviveria, por isso as pessoas que ali estavam, entraram em choque, uma das pessoas que foram comprar comida começou a chorar em um canto do lado da professora, que gritava e gemia de dor, essa pessoas era um rapaz, ele usava óculos e tinha um cabelo lambido, esse garoto se chamava Kaio Mirram, um descendente de nativos americanos, ele tinha pele bronzeada e usava roupas sociais comuns, como uma blusa e uma calça, junto dele estava uma menina, ela era a outra pessoa que Tamari tinha mandado ir comprar coisas, ela era uma pessoa negra de pele bem escura, a garota estava com um short e uma camiseta cavada, ela tentava de todo jeito consolar seu amigo que estava em desespero, ao lado do balcão estava Ken, junto do velho que atendia e tocava o posto, ele estava irritado, por causa dessa situação, ele não sabia o que fazer nem como agir naquele momento, então para se acalmar, ele usa uma técnica que seu pai o ensinou, o garoto serrou os punhos e apertou até começar a sangrar, isso era uma forma de controlar suas atitudes explosivas, pena que não funcionou, essa técnica só o causou mais danos a si mesmo, pois além de o deixar mais irritado, isso o deixava ansioso, ver ele fazendo isso deixava todos com pena e mais depressivos ainda, sendo assim Wila que estava sentada em frente a porta, vendo aquelas pequenas fagulhas passarem dentro daquela fumaça, se levanta pega na mão do garoto e vai para os fundos com ele, s dois tiveram um conversa séria, ela o chamou a atenção e falou pare se acalmar, pois nada que ele fizesse naquele momento iria ajudar, ao ouvir isso ele fica em choque e descerra os punhos, ao fazer isso Wila que era sua namorada, pega sua mão toda cheia de sangue e põem perto de seu rosto, o garoto tentou puxar a mão para não sujar o rosto da garota, mas isso não funcionou, afinal ele não podia lutar contra ela, sendo assim ele acaba por se acalmar e em seguida como prêmio, ele recebe um beijo, após isso os dois vão para frente e ajudam a cuidar da professora.

Agora voltando para Jim, o garoto havia conseguido tirar um dos bancos do teto, esse estava solto e por causa disso, o garoto pensou que poderia soltá-lo, afinal este banco estava logo acima dele, sendo assim Jim apenas precisaria usar seu peso para solta-lo, mesmo sendo magro isso podia funcionar pensou ele, então depois de muito tentar Jim o tirou, este banco era pesado e era difícil de puxá-lo, mas depois de muito tentar, Jim com sua magreza o posicionou perto do banco do motorista, e após isso ele apenas subiu e começou a vascular debaixo do acento e no porta-luvas. Enquanto o garoto mexia no porta luvas, um vento forte entra na carcaça destruída do ônibus, ele não reparou de onde veio, na verdade ele nem se importou com o vento, o garoto apenas não queria morrer de infecção, então ele nem deu moral para isso, pena que essa decisão o fez sofrer, afinal as janelas da laterais estavam quebradas, por causa dessa atitude descuidada e estupida uma fagulha entra pela janela e rapidamente vai em direção a seu braço, ela parecia estar viva e como Jim não estava prestando atenção, a fagulha logo entra em seu braço, na verdade não era bem uma fagulha, era algo como parecido, isso se parecia com uma linha roxa, que tinha o mesmo brilho e com das fagulhas, quando a linha roxa entrou em contato com a pele do antebraço, ela com uma rapidez imensa, se enrola por dentro do antebraço e começa a pulsar, a dor foi sem igual, ele na hora cai para traz e começa a se contorcer de dor, seus gritos ecoavam no meio do mar de fumaça que estava do lado de fora, sua boca espumava e sangue saia de seus olhos e narinas, um zumbido começou a ecoar nos ouvidos do garoto, sua cabeça doía junto de seu corpo, que como um graveto começou a se quebrar, seus ossos rangiam, se trincavam e então logo se quebravam, junto disso seus braços e pernas se contorciam, viravam ao contrário e no final a pele de seu corpo começou a rachar, isso doía e formigava, parecia que a pele estava se descascando, com o tempo essa pele começou a sair, mas não de uma maneira suave, pelo contrário, ela quando saia espirrava sangue e mostrava a carne viva, isso doía em níveis que um humano não aguentaria, com o tempo Jim desmaiava, mas a dor era tanta que logo após recuperava a consciência, essa tortura durou um tempo e no final quando a dor parou, quando isso acontece Jim abre seus olhos, o garoto não estava mais no ônibus, ele se encontrava em um ambiente estranho, por isso se perguntava se ainda estava vivo, mas ele não podia dizes se sim ou não, afinal esse lugar poderia ser um delírio de sua cabeça, pois este local era estranho, nada parecia em seu devido lugar, todo o ambiente a sua volta era um mar negro e escuro, a não ser os pisos, que estavam flutuando por ai ou estavam sobre a superfície da agua, isso era bem estranho, esses pisos eram feitos de pedras polidas, por causa disso eles não deveriam flutuar por cima da agua, ou estar voando pelo ar, mas isso não importava por agora, afinal ele se sentia seguro ali, mesmo nada parecendo estar certo, ainda assim apenas uma coisa era certa, se essa fosse a vida após a morte, essa porra era solitária e triste, principalmente porque não tinha videogames e vídeos pornô, sim isso era o que o garoto pensava, ele não se importava com sua família ou com seus colegas, ele apenas se importava com sigo mesmo.

Após um tempo Jim percebe algo estranho, esse lugar parecia não seguir as leis da física, afinal o garoto podia andar no nada, flutuar, ficar em pé de cabeça para baixo e além disso andar na vertical, era tudo muito estranho, vendo isso ele pensou que poderia invocar ou sumonar um computador, o garoto estava esperançoso, mas nada acontece e ele acaba se frustrando, após isso ele se irrita e pronuncia palavras horríveis de sua mãe e de seus pai, ele os mando ir para o submundo e morrerem e que a culpa por tudo aquilo era deles, Jim estava bem irritado, mas nada poderia ser feito então ele apenas continuou xingando seus pais e observando o lugar. Após um tempo, algo o chamou a atenção foi o que estava dentro da agua, essas coisas eram gigantes, algumas delas 5 metros, outras até dez, mas a maior de todas tinha no mínimo dois quilômetros, essas “coisas” eram carpas, sim carpas, mas não da forma normal, elas emitiam uma espécie de eletricidade e eram negras como a noite, seus grandes bigodes se estendiam a metros ou quilômetros, esses eram animais extremamente belos, mas mesmo sendo belos, eles não deixavam de transparecer um sentimento de perigo, afinal, eles demonstravam dentes grandes e afiados, além de uma atitude agressiva com carpas menores, mas o pior está por vir, elas estavam rodeando o local onde Jim estava, por causa disso ele agora estava ali, bem lá no alto observando, o garoto estava sentado em um dos pisos, olhando fixamente para baixo esperando algo acontecer, pelo menos ele estava já esperando algo acontecer, mas nada acontece, mesmo assim ele ainda ficou ali sem fazer nada esperando por minutos, horas, dias e muitos anos, sim você não leu errado, Jim ficou ali sentado por anos, sem saber o que fazer, ele esperava um dia retornar ao seu mundo, mas nada aconteceu, então por isso, ele apenas decidiu fazer o que lhe desse vontade e que estivesse ao seu alcance, após dez longos anos, o garoto já não estava em sua plena sanidade, ele não tinha mais medo das carpas e muito menos de morrer, pois para ele já estava morto. Após cinquenta anos sua loucura e insanidade, já haviam o consumido, ele não distinguia mais nada nem mesmo falava, suas lembranças estavam confusas, Jim não sabia o que era passado ou presente, pois mesmo sendo lembranças, e estando em sua cabeça, ela as vezes se tornavam reais e se transformavam em parte daquele mundo negro, essa suas lembranças, podiam ser de tempos longínquos, mas toda a vez que ele as revivia, algo morria dentro dele, pois no começo ele chorava toda vez que via sua mãe ou seu pai, afinal mesmo falando todas as coisas horríveis, o garoto não falava aquilo de coração, Jim com o tempo se arrependeu e quando se tornou esse ser irracional que nem mesmo derramava uma lagrima, bem dentro de seu coração uma lagrima caia toda vez que essas memorias apareciam, isso demonstrava que mesmo agora sendo um animal, sua humanidade que já era pouca ainda não havia se desvaído, mas mesmo assim sua alma lá no fundo daquela loucura se perguntava, se esse anima que apenas babava e gritava como um louco e que sentia uma fome eterna, pois mesmo após tanto tempo, ele nunca comeu nada desde aquele dia, do dia de sua chegada a essa mundo sombrio, solitário e triste, era capaz de sobreviver. Bom, essa resposta só foi respondida depois de muito tempo, afinal sua loucura continuou por muito tempo, talvez centenas de anos? Não sei ao certo, mas depois de tanto tempo de espera, seu corpo finalmente havia começado a se definhar, e a resposta para sua pergunta de muito tempo foi respondida, a resposta era não, ele não era capaz de sobreviver, afinal mesmo não sendo de uma maneira normal, seu corpo finalmente morreu. Quando digo de uma maneira não normal, me refiro a sua aparência, que mesmo depois de tanto tempo era a de um jovem, ele ainda tinha as mesmas características, pois seu cabelo ainda era bagunçado e detinha uma cor castanha, mas não uma clara e sim uma escura, mesmo assim o que mais era surpreendente era que, ele ainda era curto e liso, como se tivesse acabado se ser lavado, ainda assim o que mais era vivo em seu corpo eram seus olhos, que brilhavam como pontos de luz ou estrelas, sim neste momento Jim finalmente voltou a ser quem era, neste momento ele estava triste, pois mesmo tendo vivido uma quantidade anormal de anos, esses haviam sido apenas reservados à loucura e a insanidade, sendo assim ele não queria morrer, mesmo que em sua visão aquilo já fosse morte, ele não queria morrer, o garoto queria viver, ser tudo o que não foi em sua vida, ser uma pessoa útil e não um riquinho mimado, que odeia os próprios pais e familiares, o garoto queria ser um grande herói, como o Rei Arthur em suas lendas, ele queria ser alguém na vida.

Mas mesmo agora pensando essas coisas, e sendo cincerro com sigo mesmo, Jim não tinha mais tempo, seu corpo como um castelo de areia desaparecia, mas ao invés de areia era apenas cinzas negras, vendo isso o garoto logo fala:

-Realmente...parece que até minha alma se corrompeu. –Jim-

Após isso ele finalmente se deu conta do que estava acontecendo, isso não era apenas sua morte, mas sim sua punição, sendo assim ele apenas aceitou seu fim, Jim fechou lentamente seus olhos e conforme o fazia, seu corpo, sua alma e ele mesmo desaparecia, até que finalmente tudo o que restava, era a solidão e o fim. Neste momento Jim finalmente descobriu o que realmente era a morte, qual seu verdadeiro significado e sentido, mas mesmo agora sabendo o que era, o garoto não gostou disso, ele não gostou daquele lugar, por isso mesmo sem um corpo, ele manteve sua mente, sua alma e seu coração, então depois de vagar pela escuridão da morte, os últimos resquícios de Jim finalmente encontraram algo, a pequena luz amarela via várias e várias luzes se reunindo e subindo para cima, rumo a algo maior, rumo a um futuro, pois lá no céu escuro da vida após morte, estava a entrada para o lugar onde reis nasciam, heróis se vangloriavam, pessoas era felizes e lendas eram criadas. Mesmo não sabendo disso ainda, a pequena luz amarelada começa sua subida, foi um longo caminho, afinal a distância entre o que era Jim e a entrada, eram enormes, pois a aquela luz que estava no meio das outras era lenta, pequena e quase sem vida, por conta disso havia algo que o puxava para baixo, essas coisas eram linhas negras, as linhas da morte que controlavam tudo no mundo dos mortos, mas ainda sendo fraco ele tentou e tentou...foi uma longa batalha, mas no final, nem mesmo a morte segurou a vontade de viver daquele garoto, sendo assim quando a pequena luz amarela entrou no portão, o garoto finalmente abriu seus olhos. Jim estava mergulhado em um recipiente retangular, que estava sem tampa e se parecia com uma banheira, ao seu lado haviam muitos outros desses recipientes, talvez centenas ou quem sabe milhares, mas uma coisa era certa, ninguém sabia onde estavam, afinal além estarem nus, todos estavam confusos, principalmente pelo que se veio a seguir, pois nas paredes do que se parecia ser um grande quarto, com metros de distância e de altura, havia um grande espelho, este cobria toda a parede de um canto a outro, mas isso não era o mais estranho, isso era o de menos, afinal quando Jin saiu da banheira, que estava cheia de agua e foi a esse espelho, o que o garoto viu não foi seu corpo, mas sim o de outra pessoa, ele continuava a ser um garoto, mas agora era mais branco que antes, seu físico que não era dos melhores, agora era no máximo mediano, mas ainda assim o garoto não deixava de ser magro, seus cabelos ainda estavam bagunçados, só que bem mais lisos e chegavam a seus ombros, ele agora tinha uma franja que tampava seus olhos e por falar neles, bom algo tinha mudado, pois eles agora se pareciam com os de um cobra, mas não acaba por ai, pois tanto seus novos olhos quanto o seu novo cabelo tinham a cor de sangue, sim eles eram ruivos, mas não como um cabelo ruivo normalmente seria, esse se aproximava do preto da noite e ao mesmo tempo brilhava como o vermelho do sol.

De primeira isso foi bem estranho e Jim estranhou, o garoto achou que estava ficando louco, mas logo percebeu que isso era real, muito disso se deve por ele ter enlouquecido, por causa disso, agora o garoto sabe diferenciar muito bem o que é real e o que não é, mas ainda assim era difícil de acreditar, ele estava em um novo corpo e estava vivo, percebendo isso o garoto quase chorou, essa era sua segunda chance, não, não era só isso, esse corpo devia ter no mínimo quinze anos, em resumo essa era uma nova vida para ele. Sendo assim ele logo abre um grande sorriso e se vira para dar uma volta, neste momento Jim estava tão feliz, que não viu por onde andava e acabou esbarrando em alguém, o garoto logo pediu desculpas e perguntou se a pessoa estava bem, mas ele ou ela não respondeu, sendo assim Jim que estava olhando para seu cabelo, vira seu olhar para a pessoa e vê um grande lagarto, de mais ou menos 2,30 de altura, isso o assustou, mesmo assim logo o garoto se recompõem e pede desculpas, o lagarto ainda não havia respondido, mas o garoto não queria ouvir sua resposta, afinal ele parecia ser agressivo, sendo assim ele logo vai embora e começa a caminhar pelo grande quarto, que estava cheio de pessoas peladas e de banheiras, que logo copiam mais pessoas. Após andar por algum tempo, Jim vê algo estranho, haviam muitos animais que andavam em duas pernas, tinham mãos de humanos e falavam com humanos, Jim de primeira não entendeu, mas ao ver um minotauro chorando e dizendo “Olhe o monstro que me tornei! ” Jim logo entendeu, aqueles eram humanos, mas que se tornaram uma raça de bestas-humanoides, isso fez o coração de Jim tremer, mas logo esse sentimento foi substituído por outro, pois repentinamente, bem no meio da sala um grande holograma aparece, era um senhor de idade, ele tinha uma trança branca e usava um Kimono chinês, todos se assustaram ao ver isso, mas isso não importava por hora, pois ele lentamente com sua voz carismática disse:

-Bem-vindos a Torre de Floriam! Eu o administrador do andar zero, os saúdo e vos desejo saúde, mas lhe peso para irem aos armários, que estão na sala ao lado e coloquem roupas, pois agora começa a fase um da torre! -Senhor-

Após isso o holograma se apaga e portas se abrem, todos ficam desconfiados, mas logo todos estavam do outro lado e vestidos com roupas iguais, esse manto que estava dentro de todos os armários, era composto por três peças de roupas, uma blusa branca com um zero cortado atrás, uma cueca ou calcinha e por último uma calça azul, sim não haviam sapatos, mas não era como se precisassem, afinal esse local era bem higienizado e não parecia ter poeira ou qualquer coisa do tipo. Após isso todos foram encaminhados para um grande local, onde se juntaram não só as pessoas que estavam na sala de Jim, mas também pessoas de outras salas, ninguém parecia saber o do porque estavam ali, então eles apenas estavam seguindo as ordens daquele velho, bom, já estando naquela sala, logo são ordenados a irem a certos balcões e se inscreverem para algo, isso era estranho e muitas pessoas não foram, mas Jim assim como muitos não tinham nada a temer, afinal todos ali já haviam morrido uma vez, sendo assim não custava nada ir lá. Minutos se passaram e apos isso horas, todos pareciam cansados, principalmente Jim, mas já havia chegado sua vez, o garoto foi atendido por uma raposa azul, ela o perguntou sua idade, seu sexo, história de morte, nome e sobrenome, isso foi bem estranho, mas Jim não tinha o que perder em dizer isso, então ele logo ia falar seu nome, só que então ele para pensa e fica ali alguns minutos, após esse tempo ele fala todas as informações necessárias e então a raposa o entrega uma fixa escrita:

Nome do Andarilho: Brave Sobrenome: Keberanian

Sexo: Masculino Idade do Andarilho: 15 anos

História de morte: morto no ataque zero; enquanto fazia uma excursão escolar, o Andarilho agora conhecido como Brave Keberanian, sobreviveu as fagulhas do desespero e a nevoa do caos, mas por casa de um acidente com seus ônibus, Brave foi parasitado por uma linha do caos, após isso ele ficou preso no limbo e após anos de loucura e sofrimento, o Andarilho finalmente encontrou uma estrada, que o levou até a torre.

12 de Noviembre de 2019 a las 20:47 1 Reporte Insertar 3
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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo-lhe por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para verificar o cumprimento das Regras comunitárias e ajudar os leitores a encontrar boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se você não quiser verificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através de Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada "Em revisão" pelos seguintes apontamentos retirados dela: 1)Pontuação: "os vendavais gélidos trazem consigo, as nuvens" em vez de "os vendavais gélidos trazem consigo as nuvens". Uso de vírgula para unir frases que deveriam estar separadas por vírgula, como "assolava a Europa, perambulando" em vez de assolava a Europa. Perambulando" — também há casos em que é necessário uma avaliação sobre os paragráfos, que poderiam ser divididos em mais parágrafos. "o garoto que tinha por volta de seus dezesseis anos, foi obrigado" em vez de "o garoto, que tinha por volta de seus dezesseis anos, foi obrigado"; "o obrigou falando que, ele devia" em vez de "o obrigou falando que ele devia". 2)Acentuação: "do pais de seu pai" em vez de "do país de seu pai". 3)Outros: "a única coisa que era diferente dos dois" em vez de "a única coisa que era diferente nos dois"; "convenciona" em vez de "convencional". Uso de dois tempos verbais na narrativa, como "é" — no presente — e "vestia" — no pretérito. É importante escolher apenas um tempo verbal para a narrativa. Observação: os apontamentos acima são exemplos, há mais o que ser revisado na história além deles. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, e os betas do Inkspired, quando contratados, fazem uma análise detalhada da sua história e a enviam através de um comentário. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Além disso, também temos o blog Tecendo Histórias, que dá dicas sobre construção narrativa e poética, e o blog Esquadrão da Revisão, que dá dicas de português. Confira! Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
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