O que os olhos não veem, o coração sente Seguir historia

dancerbobohu Lucas Byun

Baekhyun era cego. Mas não se deixe pensar que aquilo o tornava uma pessoa triste, muito menos deprimente. Ele era bastante encantador e divertido, gostando de tirar risada das outras pessoas. Tudo o que lhe faltava, talvez, fosse um alguém. Por isso, logo decidiu, junto dos amigos, fazer um encontro a cegas — literalmente — com Park Chanyeol. [ CHANBAEK | Fluffy | 4shot | Baekhyun!cego ]


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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Encontro às cegas

Baekhyun sempre foi uma pessoa positiva e animada, nada abalava seu sorriso brilhante e sua personalidade adorável que conseguia encantar a todos. Um garoto muito bonito e engraçado, de fato. Era também muito perceptivo e, ah, também era cego.

Embora fosse um absurdo para quase todo mundo que o conhecia, isso não fazia falta e nem chegava perto de ser um dos seus maiores problemas — provavelmente por ter nascido assim —. O primeiro contato era sempre estranho porque normalmente as pessoas não notam e quando ele acaba contando, ficam sem graça até finalmente o tratarem normalmente. Sorte a dele de levar tudo pacientemente e na esportiva.

Sendo extremamente perceptivo e tendo uma perfeita noção de espaço, normalmente não andava de bengala e acompanhava as pessoas com o olhar sem perceber, isso só servia para confundir mais as pessoas. Existe todo um mito de que os cegos quase sempre não tem nenhum sentido de visão e enxergam tudo preto, mas a verdade é que este é apenas um pequeno grupo. A maioria, assim como ele, podem ver ou perceber certos tipos de pistas visuais, isso facilitava um pouco sua percepção espacial, tinha que admitir.

Seguindo em frente sobre a explicação da vida do Byun, ele era um escultor muito respeitado e seu melhor amigo se chamava Jongin. Veio de um berço de ouro e ainda recebeu muita herança, então dinheiro nunca foi problema para si. Mesmo assim decidiu cursar faculdade e trabalhar esculpindo, ganhava uma boa grana com isso também.

Outro fato interessante sobre o moreno era seu humor um tanto quanto peculiar. Obviamente ele permitia apenas o melhor amigo e o namorado dele — que também era muito amigo seu — que fizessem piadas igual a si, mas queria apenas levar sua cegueira na melhor medida possível e seu escape era fazer piadas para todos rirem, inclusive o próprio. Seus amigos já estavam mais que acostumados, mas infelizmente era sempre desconcertante para quem não o conhecia. Sempre deixava claro que seu intuito era fazer os outros rirem porque ele tinha propriedade para fazer isso, não para os outros reproduzirem o mesmo. Piadas como “como pude ser tão cego?” eram bastante frequentes.

Já Chanyeol era um pintor e fotógrafo profissional com um coração grande demais para o próprio peito além de muito curioso. Se considerava um homem bastante quieto e comum se visse no meio de outras pessoas, já entre seus amigos muito íntimos era outra história. Melhor amigo do estranho do Sehun e doido para se apaixonar por alguém que cative sua alma e essência.

Nessa nova geração de desapego era difícil demais conhecer alguém interessante e que quisesse um relacionamento sério, apenas Sehun pra ter essa sorte ao conhecer o atual namorado, Jongin.

Ainda tinha outro problema chamado a própria aparência. Não que fosse feio, mas as tatuagens e cabelo vermelho junto das roupas pretas, sua enorme altura e físico forte normalmente assustavam as pessoas ou criava uma imagem de si que não tinha nada a ver consigo de verdade.

Só podia de fato ser uma brincadeira do destino os melhores amigos dos dois namorarem e de repente acharem que juntar Baekhyun e Chanyeol era uma ótima ideia. Os dois encalhados e românticos na mesma proporção, a chance de dar certo era bem boa.

A ideia do “encontro às cegas” — piada do próprio Byun ao ouvir a proposta —, foi montada. Marcaram de se encontrar no sábado à noite em um café próximo, já cheios de ansiedade para o tal dia desde o começo da semana.

Como era de noite, Baekhyun ao menos se importou em colocar os óculos escuros, realmente só usava para a proteção do sol. Vestiu-se estiloso e colorido como o usual e chegou no local junto do casal de amigos. O que Sehun e Jongin estavam fazendo ali na maior cara de pau? Definitivamente não sabia.

Chanyeol chegou uns minutos depois meio ofegante por ter corrido para não se atrasar tanto, acabou demorando para se vestir mais do que o esperado. Como se não bastasse já estar ofegante, o ar pareceu querer sumir de vez ao ver o garoto bonito que estava com seus amigos, definitivamente estonteante. Assim que seus olhares se cruzaram tentou sorrir galanteador, mas o garoto só olhou para outro ponto. É, talvez não fosse dessa vez.

— Chanyeol! Finalmente chegou — Sehun pareceu finalmente notar a presença do maior se aproximando, então se levantou para cumprimentá-lo — Baekhyun, este é o Chanyeol, ele vai sentar ao seu lado. Chanyeol, este é o Baekhyun.

— Muito prazer — O ruivo murmurou meio sem graça ao ter os olhos praticamente acompanhando seu movimentos até se sentar ao lado.

— O prazer é todo meu, Chan — Abriu um largo sorriso e estendeu uma das mãos para um cumprimento. Provavelmente um dos sorrisos mais lindos e sinceros que Park já viu, não seria louco de não retribuir o sorriso e apertar sua mão brevemente.

— Bom, agora que vocês já estão juntos, vamos deixá-los a sós — Jongin se pronunciou e arrastou Sehun para fora do estabelecimento após se despedirem. Se dependesse do namorado ficariam ali apenas espiando os dois e o desenvolvimento da noite.

— Então… muito estranho essa coisa de encontro às cegas. não é? — Chanyeol comentou levianamente apenas para puxar algum assunto, mas só resultou em um Byun risonho.

— Pra mim é literalmente, né? — Ficou tentando segurar a risada, mas logo percebeu o silêncio estranho de Chanyeol. Será que ele não tinha entendido ou apenas não achou graça? — Olha, não precisa ficar acanhado com as minhas piadas, tá? Eu levo na boa essa coisa toda de ser cego, não é nada demais pra mim

— Espera… você é cego?! — Os olhos grandes aumentaram de tamanho no mesmo momento. Agora se sentia um idiota e constrangido de não ter notado antes, muitos detalhes faziam mais sentido, de fato. Ter Baekhyun rindo não ajudava em nada também

— Se te faz sentir melhor, quase ninguém nota de primeira — Cessou um pouco as risadas e levantou um pouco uma das mãos até encostar no ombro largo e malhado. De primeira notou o músculo firme e o tecido da jaqueta de couro, forte e estiloso. A partir deste toque subiu até a nuca e começou um cafuné nos fios que, pela textura, eram pintados. — Seu cabelo é pintado?

Não segurou a curiosidade, aproveitando também para mudar do assunto e o clima estranho de antes, a fim de deixar o outro mais confortável.

Enquanto isso Chanyeol quase derreteu com o carinho tão suave. Certamente estava longe de ser algo normal logo nos primeiros minutos do primeiro encontro, mas não estava reclamando. Por conta de sua aparência as pessoas pré julgavam que ele era grosso e não gostava desse tipo de contato ou que só pensava em foder. A verdade é que Chanyeol era um mel de tão carinhoso, por isso estava perfeitamente bem e dando total liberdade ao Byun para que continuasse.

— Sim, de vermelho — Impressionou-se na hora — Percebeu isso só tocando meu cabelo?

— A diferença é bem sútil se o cabelo for bem cuidado, como o seu, mas da pra reparar sim — Tirou sua mão do ninho de fios e ouviu um muxoxo do maior, descobrindo logo o quanto ele era dengoso.

Assim que pousou a mão na própria coxa, sentiu a mesma sendo tocada levemente por Chanyeol. A mão dele era consideravelmente maior que a sua, por isso não foi difícil para que, quando entrelaçassem os dedos, a mão dele quase engolisse a sua.

— Devemos pedir algo para comer? — Chanyeol sugeriu enquanto abria o cardápio que já estava em cima da mesa, propondo-se a analisar as opções.

— Eu já dei uma olhada quando estava com Sehun e Jongin, não literalmente é claro — Gargalhou com a própria piada e ficou totalmente satisfeito ao arrancar pelo menos uma risada quase imperceptível do ruivo. — Tem um doce de morango que a garçonete disse ser bom para duas pessoas, o que você acha?

Na verdade, ela tinha falado casal, mas ninguém precisava saber disso.

— Perfeito — Sorriu meio bobo ao perceber que as mãos entrelaçadas debaixo da mesa se acariciavam e brincavam com os dedos, até se distraiu na hora de informar o pedido.

— Pintor e fotógrafo, certo? Jongin me contou — Byun se pronunciou assim que a garçonete gentil abandonou a mesa para informar o pedido — Como descobriu que queria seguir com isso?

— Ah, acho que eu já sabia desde que me conheço por gente, sempre foram minhas duas maiores paixões. A fotografia é tanto uma recordação dos momentos quanto a exposição nua e crua de tudo e a pintura é o retrato de como eu vejo a realidade, a minha forma única. — Chanyeol tinha tanta paixão embutida na voz ao falar do assunto que Baekhyun conseguia até sentir a verdade em suas palavras. — E você como escultor? Como é sendo… você sabe

— Cego? — Abriu um sorriso — Está tudo bem, Voldemort não vai aparecer para nos matar se você disser — A referência fez Chanyeol gargalhar alto. Baekhyun estava satisfeito — É uma forma de montar tudo o que eu “vejo”. Apesar das brincadeiras, é exatamente isso, minha visão do mundo.

— Eu já vi algumas obras suas, são incríveis, Baek! — Observou o exato momento em que as bochechas dele adquiriam um tom mais avermelhado, claramente não esperava um elogio. E Chanyeol achando que não tinha como Baekhyun ficar mais bonito.

— Obrigado — Tombou a cabeça até encontrar o conforto do braço forte e ao não receber reclamações, apenas permaneceu ali. — Aposto que seu trabalho também é fantástico nas duas áreas, ouço muitos elogios dos dois pombinhos para cada obra sua.

— Eu agradeço — Ousou aproximar o rosto dos cabelos morenos para inspirar o cheiro gosto de shampoo e aproveitou para fazer um carinho singelo com a ponta do nariz — Provavelmente parecemos um casal já no nosso primeiro encontro

— Eu não poderia me importar menos e você?

— Estou totalmente de acordo

Os dois sorriram sozinhos. Quem era a sociedade para dizer que não podiam ser tão carinhosos quanto um casal no primeiro encontro? De ambas as partes estão felizes assim, por que não?

A noite foi regada de uma boa conversa junto dos toques carinhosos. Comeram a tal sobremesa e ficaram conversando até que os funcionários praticamente os expulsassem pelo horário já praticamente de madrugada. Estavam tão na deles que ao menos perceberam a hora passando.

— Está frio — Baekhyun reclamou assim que saíram do estabelecimento, o vento cortante bagunçando seus fios e fazendo todo seu corpo arrepiar de frio. Chanyeol passou um dos braços pelos ombros alheios, mantendo-o pertinho e tentando aquecê-lo daquela forma. Sentiu o braço de Baekhyun rodeando sua cintura, só para ter certeza que continuariam grudados. Estavam seguindo a rua deserta e totalmente sem rumo. — Você é muito alto, Chan

— Ou você é muito baixinho? — Riu alto e com gosto ao sentir o aperto de reprovação na cintura junto da careta marrenta do menor, esta se desfazendo rapidamente para uma feição mais suave.

— Sua risada de verdade é muito gostosa de ouvir e contagiosa também — Quebrou todas as estruturas de Chanyeol somente com uma frase, ele estava totalmente pronto para retrucar outra piada, não um elogio repentino

— Nananinanão, você não vai fugir dessa assim — Os dois pararam de andar de repente, Baekhyun largou a cintura alheia para que ficassem um de frente ao outro.

Começou a se deslocar de um lado para o outro em pequenos passos, claramente provocando o ruivo.

— Você quer que eu fuja assim então?

Foi a deixa para os dois começarem uma brincadeira de gato e rato cheia de risadas bobas junto de provocações e as típicas piadas ruins de Baekhyun. Ficaram nisso até Chanyeol conseguir pegar o Byun pela cintura e levantá-lo do chão, instintivamente este rodeou suas pernas na cintura alheia e ali ficaram. Baekhyun até estava um pouco maior que Chanyeol naquela posição.

Contrastando as respirações aceleradas pós brincadeiras, as mãos bonitas de Baekhyun foram com calma ao encontro do rosto do pintor. Sentiu a pele e os detalhes com cuidado e Chanyeol apenas deixou, permanecendo de olhos fechados. Os toques eram curiosos, mas parecia mais com um carinho que normalmente não é feito. De novo, não estava reclamando.

Aos poucos sentiu as orelhas proeminentes, as bochechas fofas, o nariz retinho até, enfim, chegar aos lábios carnudos. Tentador, no mínimo.

— Sua boca parece meio ressecada, Yeol — Voltou o toque para as bochechas somente para aproximar seu rosto até sentir a respiração de Chanyeol próxima, os lábios se roçando carinhosamente. Para piorar, Baekhyun praticamente sussurrando um novo apelido para si daquela forma fazia arrepios e suspiros acontecerem.

— Você vai me ajudar com o meu problema, então? — Decidiu sussurrar também, abusando de sua voz rouca. Tão gostoso que Baekhyun quase jogou a provocação pelos ares apenas para beijar aquela boca logo.

— Não sei, beijar no primeiro encontro, Park? Vão achar que somos um casal

— Idiota

Não demorou mais que cinco segundos para que as bocas se findassem em um selar. A partir deste toque simples de lábios que fundiram em um beijo mais envolvente, tudo em um ritmo até lento demais, mas que não deixava de ser extremamente gostoso.

Eles se beijaram muitas vezes: lento e apreciativo, rápido e desejoso, apenas com selares carinhosos e até alguns mais quentes que faziam os suspiros escaparem. Provavelmente só não continuaram no quente por, mesmo que totalmente deserta, estarem na rua.

— Foi um prazer ajudá-lo com seu problemas nos lábios, Park — O menor disse ofegante e com os lábios inchados. Uma belíssima visão para Chanyeol.

— Acho que vou precisar de sua ajuda mais vezes, a situação está realmente feia — Deixou o garoto pisar no chão e enquanto isso recebeu um selar rápido de tímido de Baekhyun. Impossível não sorrir com aquilo — Não faz isso, Baek

— O que? Eu não fiz nada — Fez-se totalmente de sonso, até fazendo todo um teatro com as expressões faciais só para ouvir a risada de Chanyeol novamente. Era viciante. Aproveitou que suas mãos não saíram das bochechas de Chanyeol e o trouxe para mais perto e roubar outro selar de seus lábios.

— Se continuar assim a gente não vai conseguir sair daqui — Deu um último selar nos lábios finos e voltou à posição que estavam antes de se atracarem nos beijos, com Chanyeol abraçando Baekhyun pelos ombros e este abraçando-o pela cintura.

Ah, o destino ainda guardava um grande futuro para os dois, mas por enquanto eles só queriam marcar um segundo encontro.

10 de Noviembre de 2019 a las 21:19 0 Reporte Insertar 0
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