Entre Galáxias Seguir historia

suianne Suianne Souza

"Fico paralisado, não consigo pensar nem fazer mais nada além de admirar a beleza do ser que entrou no cubículo branco. Alta, a pele morena que contrastava com as roupas brancas, um rosto angelical iluminado por penetrantes olhos verdes e emoldurado por longos cachos castanhos claros, que deslizam e brincavam por suas costas até chegarem à altura de sua cintura. Andava graciosamente com sua postura impecável usando um salto agulha preto; seguida por vários homens muito bem armados. Impondo respeito por todos no quarto branco, se pôs a minha frente e fez um sinal com a mão para que os homens abaixassem suas pistolas, que só então percebi estarem apontadas para mim"


Romance Suspenso romántico Todo público.

#extraterrestres #entre-galaxias #suiannesouza #ficção #romance
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Parte um: Set

A única coisa que eu consigo pensar é: AIIII!

Levanto-me e sinto a dor na minha cabeça aumentar de um simples incômodo até se tornar incrivelmente agoniante. Olho ao meu redor e vejo um mundo todo branco: seres vestidos de branco da cabeça aos pés, mesas e mais mesas com objetos e toalhas brancas e paredes brancas, o que acaba fazendo parte da minha dor ceder lugar a uma dúvida: Onde estou?

Repentinamente me lembro do que aconteceu. Eu estava tão perplexo com a beleza do espaço e dos planetas dessa galáxia que acabei me distraindo e minha nave colidiu com um meteoro, ou algo do tipo, fazendo-me perder o controle e ser obrigado a fazer um pouso de emergência em um planeta chamado Terra; um pouso que por acaso não deu muito certo.

Quando meus olhos se acostumaram com todo aquele branco percebi que aqueles seres, estranhamente parecidos comigo, estavam me observando; alguns com espanto, outros com medo outros ainda com curiosidade. Me levanto dando um passo a frente, mas acabo batendo em alguma coisa um material transparente, mas incrivelmente duro. Apesar de sua resistência se eu der um soco relativamente forte ele, com toda certeza, vai se despedaçar em um milhão de pedaços. Levanto minha mão com o punho fechado pronto para socar aquela espécie de vidro, mas…

Fico paralisado, não consigo pensar nem fazer mais nada além de admirar a beleza do ser que entrou no cubículo branco. Alta, a pele morena que contrastava com as roupas brancas, um rosto angelical iluminado por penetrantes olhos verdes e emoldurado por longos cachos castanhos claros, que deslizam e brincavam por suas costas até chegarem à altura de sua cintura. Andava graciosamente com sua postura impecável usando um salto agulha preto; seguida por vários homens muito bem armados. Impondo respeito por todos no quarto branco, se pôs a minha frente e fez um sinal com a mão para que os homens abaixassem suas pistolas, que só então percebi estarem apontadas para mim.

-Olá. Meu nome é Elison, você pode compreender o que digo? -sua voz doce é como música.

-Sim. Eu posso compreendê-la.

-Pode me dizer seu nome? -ela disse pegando seus óculos no bolso e uma prancheta, provavelmente, para anotar minhas respostas.

“Meu nome é Set. Venho de um planeta que fica a aproximadamente dois mil ano-luz da Terra. Tive que fazer um pouso de emergência devido a problemas técnicos durante o percurso da minha missão.

-Set, como sabe que está na Terra? -ela tira os óculos e me encara com profunda curiosidade.

-No meu planeta evoluímos muito. Temos conhecimento sobre todas as espécies de vida existente no universo, estudamos todas elas apenas observando seu comportamento. Fui enviado para observar uma espécie que vive em uma galáxia próxima, por isso não sei muito sobre sua espécie.

-Poderia me contar o que sabe?

-Sobre o que?

-Sobre tudo.

-Apesar de gostar da ideia eu não posso. Tenho que cumprir minha missão.

-Set sinto muito, mas creio que talvez você não possa completar sua missão. Talvez meus superiores nem concordem em liberá-lo.

-Não me importo se eles me liberariam ou não. Tenho que concluir a missão na qual fui mandado.

-Vamos fazer um trato, então: você me ajuda com minhas pesquisas e perguntas e em troca faço tudo o que estiver ao meu alcance para te ajudar a sair daqui. O que acha? -ela finalizou com calma sorrindo.

-Não vejo problemas nisso. -respondi também sorrindo.

Murmúrios percorreram toda a sala e os homens voltaram a apontar suas armas para mim e vi Elison revirar os olhos suspirando.

-Okay pessoal! Voltem aos seus trabalhos! Não quero ver ninguém parado! Set? Por favor, me siga. -ela disse com a voz firme usando um tom autoritário e saiu da sala seguida pelos homens armados, fui logo atrás dela.

Apesar de saber que PODERIA dar o fora desse lugar a qualquer instante e que aqueles homens, mesmo armados não conseguiriam me impedir, eu não queria dar o fora daquele lugar. Passei o dia todo respondendo as perguntas da Elison e sendo testado pela mesma, sendo levado de uma sala a outra, a observando.

Toda sua marra e autoridade, sua pose de durona faziam parte de uma máscara muito bem composta. E quando ela sorria revelando covinhas, tudo se desmanchava e ela demonstrava ser uma pessoa extremamente sensível apenas com um olhar. Apesar de seu longo cabelo solto ser lindo, quando ela o prendia em um coque no alto da cabeça com sua caneta e colocava os óculos... Simplesmente não havia nada de mais perfeito no universo.

-Set? -ela disse estalando os dedos na minha frente. -Está tudo bem? -assenti e ela prosseguiu. -Então, responda a minha última pergunta: Por que sua espécie está sempre estudando as outras?”

-Eu já disse. Evoluímos muito.

-Mas não deve haver um motivo? Quero dizer não existe algo, além disso?

-Meus pais, que são também nossos líderes, acreditam que, apesar de sermos evoluídos, ainda não conseguimos desvendar o sentido do universo. E que a única maneira de nos tornarmos completos é descobrindo esse sentido. E ainda mais: de alguma forma eles acreditam que a única maneira de descobrir esse sentido é entendendo todas as espécies existentes.

-Faz sentido. Pelo menos para mim isso faz sentido. -ela murmurou rindo, não entendi exatamente o que ela disse.

-Como assim?

-Para nós, humanos, pelo menos, essa sempre foi uma grande questão: Qual o sentido da vida? Simplesmente viver e quando chegar a hora morrer? Ser amado? Não ter arrependimentos? E por quê? -ela disse brincando com caneta entre seus dedos -Entendo que para eles uma maneira de descobrir essas respostas é entendendo os outros. De um jeito estranho, mas entendo.

Então nossos olhares se encontraram e ficamos assim parados apenas nos encarando em silêncio. Como estivéssemos conversando por olhares, e naquele momento estávamos. Não precisamos de mais absolutamente nada para compreender um ao outro.

Subitamente um homem de aproximadamente 40 anos entrou no laboratório. Ele vestia um terno verde, era alto, forte e demonstrava estar em perfeita forma apesar das rugas ao redor de seus olhos.

-Oi, pai. -Elison disse se ficando de frente para o homem.

-Olá, querida. -ele respondeu sem desfazer a cara fechada.

-A notícia demorou a chegar aos seus ouvidos, hein? -a mulher disse rindo ironicamente.

-Não brinque com uma coisa dessas garota! -sua voz era ríspida e impunha um respeito um tanto quanto assustador. -Venha, vamos conversar lá fora. -disse já saindo pela porta.

Elison o seguiu, mas antes de sair se virou para mim e disse, piscando, sem fazer som “Eu já volto”. Assim que ela saiu outro grupo de homens armados entrou para ficar de guarda.

9 de Noviembre de 2019 a las 20:16 0 Reporte Insertar 0
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