Conversa Fiada Seguir historia

lyubi

E não são as conversas fiadas que nos fazem mais próximas? Que nos fazem conhecer uma à outra?


Cuento No para niños menores de 13.

#cotidiano #mulheres #garotasink
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Capítulo Único

N O T A S I N I C I A I S :


Escrevi essa história pensando em todas as mulheres que passam pelo meu dia-a-dia e todas as histórias que carregam; o quão diferente cada uma é.


Conto original. Também postado na minha conta do Nyah! e Spirit.


Importante: Não consegui encontrar o autor da imagem de capa, se você souber de quem é, por gentileza me informe para que eu possa dar os devidos créditos.


Boa leitura! ♥






RODA 1


BECCA: Ai, gente, não! Filhos são uma benção e tal, mas não agora. Nesse momento da vida eu não consigo nem me imaginar cuidando de uma criança. Sem falar que é muito invasivo... O corpo da mulher muda totalmente. Os hormônios; os órgãos internos se movem para cima; dá pressão alta; ânsia de vômito... É como um corpo estranho que o seu corpo tenta rejeitar. Horrível, horrível. Minha irmã já teve duas gestações. Eu falo pra ela, “Bianca, como você aguenta?” Assim, eu amo meus sobrinhos. Ver aqueles pretinhos correndo e se divertindo é uma delícia, sabe? Mas eu, Rebecca, com vinte e quatro anos? De jeito nenhum!

ROSANA: Não, Becca, eu concordo com você no ponto de não se sentir preparada, e eu acho que não é nem pela idade. Eu tenho 32 e moro com os meus pais (tudo bem que a minha vida é independente da deles, mas eu não tenho uma casa MINHA) e o Vinicius ainda não tem cabeça, assim como eu, para ter um filho. Eu acho que as coisas tem que acontecer no nosso tempo. Não importa se você namora há dez anos. Você se casa quando quiser e pensa em ter filhos quando quiser também. Já foi o tempo que mulher tinha um script a seguir e o que saísse fora daquilo era “imoral”. Mas... Pode acontecer de eu engravidar e eu não vou encarar isso como um suplício. É um milagre...

BECCA: Não, eu sei, gente. Tendo condições de criar a gente cria com todo amor...

LILIAN: Eu acho Becca, que você tem muito medo da gestação em si e, embora seja mesmo uma mudança muito grande, não é o fim do mundo. O que o corpo da mulher faz para receber uma criança é lindo...

BECCA: Ai, é o fim do mundo sim! Pelo menos pra mim. Gente, eu tenho pavor de pensar naquela coisa crescendo, no meu corpo mudando, e eu já sou meio louca imagina com os hormônios tudo revirado? E pra sair? Misericórdia! Não, Li, não dá.

LILIAN: Assim, eu tive dois filhos com o traste do meu ex-marido e o que me deu forças e me forças para trabalhar, lutar e sair daquela depressão do divórcio foram eles. Por que eles dependem de mim. Eu precisava me erguer para cuidar do Júlio e da Patrícia. A Patrícia ainda era um pouquinho mais velha, tinha 8, mas o Júlio tinha 5 e ele sentia falta do pai dele todo santo dia. Como que eu me permitiria abaixar a cabeça sabendo que eles precisavam de mim? Eles foram a minha força. Foi por eles, mais do que por mim, que eu procurei ajuda e fiz terapia.

ROSANA: Nossa, mas no caso do seu ex-marido o bicho é um traste mesmo, ne Li... Ela já te contou a história Becca? O filho da puta tava traindo ela. Quatorze anos de casados, dois filhos, desempregado, só ela trabalhando... Largou ela pra ficar com a amante. Depois traiu a amante e quando ela descobriu, ele foi morar com a segunda amante. A segunda “Outra” não aguentou e chutou ele. Ele voltou pra primeira amante e ela aceito ele de volta!

LILIAN: Pode rir, bem, a vida é um pagode. Olha como o bicho é desgraçado: ele ficou com as duas por um tempão, jantava duas vezes. Nossa, e tem mulher que é muito trouxa mesmo! Não tem outra explicação. Ela descobriu que ele estava traindo ela, a primeira, e chutou ele pra outra, a outra não quis, ele volta e ela aceita ele de volta! Ah, não, ou! Homem desempregado, nem aí com nada. Essas mulheres são loucas! E me mandavam mensagem querendo saber o que eu tinha que conversar com ele. Eu “bem, o único interesse que eu tenho nisso aí agora é a pensão dos meus filhos, só!”

ROSANA: Sabe o que é isso Li? Imaturidade. Ele sempre foi imaturo, mas dentro da sua casa ele tinha um papel de pai e marido que ele cumpria, (de qualquer jeito? é), mas que deixava ele na linha. Agora não tem mais.

LILIAN: Becca... É cada rolo... Ele entrou em tanta coisa errada depois que a gente se separou... Do que eu fiquei sabendo, ne, por que tem muita coisa que eu não sei! Faz quatro anos que a gente se divorciou, eu descobri que ele me traia bem antes; descobri que ele tava mexendo com droga com um amigo do trabalho. Um homem que você olhava e falava “não, esse aqui é só mais um pobre coitado, trabalhador, decente”. Uma ova! Eu que colocava ordem naquela casa! Se não fosse por mim, se eu não ficasse cobrando “arruma um emprego fixo”, “guarda dinheiro para gente terminar de construir a casa”... Se não fosse pela “chata” os meus filhos iam ta passando fome e debaixo dum teto cheio de goteira, por que ele não pensava em nada disso. E ainda coloquei ele na justiça por que faz seis meses que ele ta pagando metade da pensão mês sim, mês não!

BECCA: Ai, gente, ta vendo? Agora é que eu não quero arrumar filho mesmo. Você acha que ta com um homem bom, lindo e maravilho, arruma filho com ele e descobre que ele é um merda. E por causa dos filhos ainda tem que ficar ligada com ele a vida inteira!



RODA 2


TALÍA: Fiz a radio!

PALOMA: E aí? Sobreviveu?

TALÍA: Menina, minhas pernas estão dormentes. To andando até com medo de cair, mas to bem. Foi mais tranquilo que eu esperava.

LIDIANE: É assim mesmo Talía. Minha irmã ficava molinha depois de uma sessão de radioterapia... Você vai fazer uma vez por semana?

TALÍA: É. Ele falou que era pra eu fazer uma vez por semana até marcar a cirurgia e tirar o nódulo.

PALOMA: Mas você não tinha tirado o útero já?

TALÍA: Eu tirei parte do útero quando tive o aborto espontâneo. Eu não sabia que tava grávida, bem! Só descobri na hora que cheguei lá sangrando meio mundo... Aí uma das tubas que ficou ta com nódulo, ele não sabe se é maligno ou benigno, só vai saber na cirurgia. Ele falou que se for maligno a radio vai enfraquecer o câncer e aí ele vai tirar tudo.

CECÍLIA: Eu também tirei um ovário policístico.

LIDIANE: Ô Cecí, male pergunte, você pode ter filho?

CECÍLIA: O médico falou que sim, mas o risco é muito grande por que eu tomo hormônios e remédios pra cabeça. Então é melhor prevenir. Mas nessa parte de prevenção ta tudo certo...

PALOMA: Não tem como engravidar se não fizer as coisas, ne Cecí?

CECÍLIA: É.

LIDIANE: Que coisa, ne... Como pode dar um AVC numa criança de dez anos?

CECÍLIA: O médico fala que foi um milagre eu ter sobrevivido, por que lá na minha cidade não tinha médico especializado nem nada; cidadezinha do interior, ne. Eu tive que ir de carro pra cidade grande. Era pra eu ter chegado morta lá, mas os médicos conseguiram cuidar de mim. Eu fiquei com muitas sequelas... Antes, todo o lado direito era paralisado tanto que a minha perna direita não cresceu direito, ela é mais curta que a esquerda, mas só a mão direita atrofiou tanto a ponto de eu não conseguir mexer mais. Aí eu fico com a patinha do tiranossauro... A cabeça também deu problema por que meu organismo absorveu uma parte do crânio. Aqui do lado esquerdo é mole, olha, eu não tenho o osso.

TALÍA: Trein de doido, ne.

PALOMA: Ai gente! Falando em osso, esse final de semana a Cíntia quebrou a clavícula.

LIDIANE: Nossa, tadinha! Deve ter chorado até.

TALÍA: Como que ela quebrou?

PALOMA: Caiu da cama... Ela já tinha a cicatriz no osso, ne, por que a médica quebrou a clavícula dela no parto.

LIDIANE: Por quê?

PALOMA: O meu osso pélvico é estreito demais... Se não quebrasse ela ia morrer. Aí, foi ela cair em cima do bracinho e quebrou.

TALÍA: E o pai dela?

PALOMA: Ficou bravo comigo! Tudo ele dá um jeito de botar a culpa em mim. Ó gente, não arruma homem rico pra casar não... Não compensa! Nunca vi um ser tão avarento e ruim de coração desse jeito. Dinheiro não compra felicidade, gente, não compra. Ele acha que ta dando dinheiro pra mim! Tenha dó! Eu só quero viver um dia de cada vez e dar o melhor pra minha filha. Dar uma boa educação, sabe?

LIDIANE: E você ainda da saindo com o sargento, Paloma?

PALOMA: To nada! Muito arrogante... To paquerando um moço na faculdade, mas ele é muito novo pra mim. Assim, ele é uns quatro anos mais velho que eu, mas eu gosto de homem ainda mais velho... Eu nunca fiquei com homem menor de 35.

CECÍLIA: Ei, Paloma...

PALOMA: É serio, eu gosto da conversa dos homens mais velhos. Sabem contar uns causos, fazem a gente rir, riem de si mesmo. Tem mais experiência, sabe?

TALÍA: Tem vivência, ne. Sabem fazer as coisas...

PALOMA: É... Não tem essa frescura de homem novo. Timidez? Na onde?! Já tem a vida formada. Eu contei pra vocês que eu me casei pela primeira vez com 16 anos?

CECÍLIA: Não! Como assim?

PALOMA: Não foi com o pai da minha filha, não, foi outro. Eu mocinha, novinha, queria me casar virgem. Arrumei esse moço de 23 e a gente casou. Mas gente... Eu só fui descobrir o que era sexo de verdade depois que me separei dele. O HOMEM ERA GAY. Ainda é, ne.

TALÍA: Ah, não! Não acredito Paloma.

PALOMA: Te juro fia! Fiquei casada durante um ano, mas o homem não gostava da coisa... Hoje ele ta namorando um outro moço aí. Se assumiu e tal. É cada uma, ne?

TALÍA: Ai bem, não precisa ser muito mais velho não, mas eu só que queria que a minha irmã tivesse um pouquinho mais de juízo. Se pelo menos ela arrumasse um, um, que preste já tava bão. Ó, eu sou a mais velha lá em casa, mas não é por isso que eu tenho que levar tudo nas costas junto com a minha mãe! Ou, a menina tem 26 anos e já arrumou dois filhos, um com cada pai; os pais não tão nem aí e é a gente que tem que cuidar.

PALOMA: Ah, mas a Danila tentou dar um rolê desses na minha mãe. Minha mãe cortou na hora. “A Paloma ta fazendo faculdade e ainda trabalha até meia noite, você nem trabalhando ta” ela falou “Eu é que não vou cuidar de criança de graça não”. Vixe fia, minha mãe quando quer dar os pulos dela, ela dá. E eu tenho casa própria ainda, ne. Ajudo ela na renda. Minha irmã nunca deu um real! Então a sua irmã aproveita por que a sua mãe deixa.

TALÍA: Ou, pior... Que menina chata do caralho. E mimada... Eu tenho um ódio disso.



RODA 3


RENATA: Ai mãe, o que eu faço?

CIDA: O que foi Renata? Por que você ta chorando?

RENATA: Mãe, eu odeio, eu odeio, eu odeio aquele professor de história! Ele é muito cuzão!

CIDA: Olha a boca!

RENATA: Mas ele é mãe! Que homem desgraçado! Que raiva.

CIDA: Para de falar coisa feia. O que que ele fez?

RENATA: Ai mãe, ele não passa matéria direito e passa uma coisas nada a ver na prova. Eu to tão brava! Eu fiquei até de madrugada estudando pra esse bosta passar nada com nada...

CIDA: Calma filha. Você foi mal na prova?

RENATA: Acho que fui mãe. Ele não explica a matéria direito, ele só dá os capítulos pra gente estudar e daí na prova ele coloca umas perguntas que não estavam nos capítulos e ele nem explicou em sala! Que ódio.

CIDA: Filha é só uma prova...

RENATA: Não é só uma prova mãe. Eu me preocupo muito com o meu futuro, eu quero ter um futuro melhor, eu não sou igual a esses adolescentes que só querem namorar e se divertir, eu quero ir bem nas provas.

CIDA: Eu vou falar com o seu pai. Se a sua nota for ruim na reunião de pais ele conversa com os outros pais e eles vão até a diretora, ta bom?

RENATA: Ai mãe, mas e agora? Eu tenho certeza que não fui bem e ele vai lançar as notas na semana que vem!

CIDA: Renata, pra quê esse desespero? A prova já passou. E você nem sabe a nota ainda.

RENATA: Mãe, eu sou ansiosa. Eu não consigo ficar calma, droga.

CIDA: Eu vou fazer um chá pra você.

RENATA: Eu não quero chá!

CIDA: Eu vou fazer um bem docinho, pra aquecer e acalmar esse coraçãozinho. Fica tranquila filha.

RENATA: Porra mãe, você não entende!

CIDA: O que você quer que eu faça Renata?

RENATA: Ai, nada! Nada! Você nunca faz nada!

RITA: Renata, para de falar assim com a mãe. Não dá bola não viu. São os hormônios.

CIDA: É difícil demais da conta. Você não era assim...

RITA: Eu não tinha as qualidades que ela tem mãe. A Rê tem uma cabeça bem à frente da minha nessa época. Mas ela ainda não sabe controlar a ansiedade dela nem tem maturidade pra lidar com as coisas. Repensa em levar ela no psicólogo, mãe...

CIDA: O melhor psicólogo é Jesus filha. E a Renata já falou que não quer ir também, por que não se sentiria bem se abrindo com um estranho.

RITA: Mãe, não é um estranho, é um profissional. Ele não vai passar remédios para ela, vai só escutar e tentar fazer ela entender a si mesma...

CIDA: Você foi uma adolescente difícil também, mas não desse jeito... Eu vou fazer uma campanha na igreja dia de terça.



RODA 4


LUCÍ: Gente, alguém tira a Amanda de perto de mim ou eu vou dar um piti.

DORA: O que foi Lu?

LUCÍ: Ela não para de falar de Star Wars.

AMANDA: Vai sair o último filme em dezembro. Você imagina como que eu to, ne.

DORA: Imagino.

AMANDA: Eu assisti tudo o que eu pude antes da Netflix tirar do catálogo, mas ai... Não chega logo...

CARLA: Ta que nem eu quando fui no último show do Mötley Crüe em 2015. Eu não conseguia falar de outra coisa.

DORA: Mas vamos falar de outra coisa sim. Como que ta o livro da Rachel?

AMANDA: Nossa, ela ta me irritando muito. Por outro lado, eu to me identificando com algumas inseguranças dela... Não que eu vá me drogar com cocaína e destruir a minha vida até que alguém tome alguma providência e me interne numa casa de reabilitação...

CARLA: Gente que livro é esse?

DORA: Ela ta lendo a série das irmãs Walsh, da Marian Keyes.

LUCÍ: Ah, a autora do “Tem alguém aí?”. Eu amei aquele livro, se quiser emprestar mais livros, viu.

DORA: Empresto. Vou trazer o “Melancia” pra você; é o da irmã mais velha, Claire.

CARLA: Gente eu to boiando.

DORA: Ai, desculpa Ca. É que você é a única que gosta de livros de terror, então eu só te empresto os de terror. Mas tem uma autora de “comédia romântica” que eu adoro e ela conta a história das desgraças de cinco irmãs. Em algum momento da vida cada uma delas passa por um momento muito difícil. Tipo: o marido da Claire largou ela pra ficar com a vizinha e contou isso pra ela logo após ela ter ganhado o bebê deles. Ela se sente gordona depois do parto por isso o livro se chama “Melancia”. “Férias” conta a história da Rachel que teve uma overdose e teve que ser internada, mas na cabeça dela ela não é uma viciada, só ta ali pra relaxar.

CARLA: Nossa!

DORA: “Tem alguém aí?” é o meu livro preferido.

LUCÍ: E o meu.

AMANDA: E o meu.

LUCÍ: Ai, gente, o Aidan...

DORA: Viu? Eu criei monstros.

CARLA: Qual a história desse?

AMANDA: É assim, a Anna é uma das irmãs mais novas. Ela sofre um acidente e volta pra casa dos pais na Irlanda e fica tentando falar com o marido dela que mora em Nova York, mas ninguém deixa e você só vai descobrir por quê se você ler.

DORA: Eu não poderia ter explicado melhor. Sério, leia. E evite todos os spoilers, esse livro tem um plot que... Nossa...

CARLA: Maldade, ein? Eu vou terminar o Cemitério Maldito primeiro e depois você me empresta esse. Ou, esse livro é muito legal, é muito de terror. Que livro bom!

LUCÍ: A Dora vai ficar se achando até a quinta geração...

DORA: Gente que tem bom gosto literário é outra coisa, ne bebê...

AMANDA: Tadinha dela... Gente, eu já falei pra vocês de Star Wars?

TODAS: Amanda!

LUCÍ: Eu nunca vi gostar de cinema desse jeito...

CARLA: Eu gosto também, mas o cinema que eu curto é cinema antigo, filme mudo, branco e preto, clássicos do terror, principalmente terror trash, daqueles com as maquiagens bem feionas mesmo.

DORA: Tipo Evil Dead.

CARLA: É... Exatamente como Evil Dead.

LUCÍ: Eu gosto mais de filme nacional, comédia, romancezinho, de vez em quando um de ação...

AMANDA: A Dora foi comigo ver os filmes da Marvel.

DORA: Foi bom, ein?

LUCÍ: Ah, eu não vou muito no cinema, não. Lá em casa sou eu, meu irmão e minha irmã. Todos solteirões. A gente faz uma sessão pipoca na sala mesmo e é uma beleza.

AMANDA: Vocês não brigam Lu?

LUCÍ: Não, por que a gente mora no mesmo terreno, mas cada um no seu espaço. Meu irmão mora no fundo e a “casa” da minha irmã não tem ligação com a minha a não ser pela varanda e pelo quintal que é comum pros três. Então a gente consegue ter cada um seus cachorros e gatos. Minha irmã ainda leva uns namoradinhos pra casa. Ela é cinco anos mais velha que eu.

AMANDA: Lu você não é tão velha.

LUCÍ: Eu tenho 42.

CARLA: Nossa, não parece...

LUCÍ: Obrigada... Meu irmão é o único que teve filhos, mas é divorciado. A Toninha foi casada, mas o marido morreu e ela não quis mais...

ROSANA: Dora! Oi meninas! Deixa eu te contar o bafão!

DORA: O que foi?

ROSANA: Gente... ta todo mundo sentado, mas se segura: a Becca ta grávida.






5 de Noviembre de 2019 a las 14:33 3 Reporte Insertar 6
Fin

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Lyubi Prazer, Bárbara! Adoro a escrita, a leitura e o conhecimento em geral. Não me considero uma autora, mas gosto de colocar no papel as coisas que me vem à cabeça. Fique à vontade! Também estou no Nyah! https://fanfiction.com.br/u/267748/ E no Spirit https://www.spiritfanfiction.com/perfil/lyubi

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Billy Who Billy Who
Olá, que bom que você está participando do desafio, ficamos felizes com isso. É muito interessante como conversas casuais acabam revelando muito sobre um modo geral sobre coisas que acontecem com uma gama variada de mulheres e da forma que você retratou, revelam tipos de dilemas e situações que se passam no dia a dia, mas que tem uma importancia real na sociedade e no “ser mulher” hoje em dia. Como na primeira conversa, a questão pesada da maternidade, que para algumas, é uma benção, no entanto para outras, é algo completamente impensável. Hoje, o papel da mulher não é apenas se casar e ter filhos, mas pensar nela, no quer para a sua vida como individuo e está certo pensar assim, da mesma forma que para outras, ser mãe é um objetivo. O correto é ter essa escolha e poder escolher por ela. Esses temas abordados como relacionamentos difíceis, a pressão dos estudos – e ser criticada por isso. A forma como você terminou a última conversa foi realmente engraçada, pois em meio a conversas sobre filmes, estilos de livros e gostos pessoais, vêm em seguida uma “bomba”. A Becca ‘tá grávida. Gostamos muito sobre essa visão cotidiana e como as mulheres podem ser diferentes e ao mesmo tempo, parecidas. Com certeza personagens que em algum momento podem receber nossa empatia ao ler e se identificar com algum deles. Parabéns. Obrigado por participar do desafio e esperamos que tenha gostado também. Abraços da equipe.
Rafael Amaral Rafael Amaral
Adorei sua gramática, parabéns.

  • Lyubi Lyubi
    Oi! Obrigada por ler! E pelo elogio rs. Até o/ 3 weeks ago
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