Ensaio de Halloween Seguir historia

shikamaterasu

Izuna Uchiha precisa fazer um ensaio fotográfico com o tema do Halloween que servirá de avaliação para um trabalho da faculdade. Assim, precisa de alguém que aceite posar para suas lentes seguindo o roteiro da atividade, que envolve diversão, terror e sensualidade. Para sua sorte, Tobirama Senju mostra interesse em seu trabalho por ser modelo e digital influencer em ascensão precisando alimentar seus seguidores com postagens nas redes sociais. Nessa aliança de interesses, surge um acordo que pode ser melhor para eles do que imaginam.


Fanfiction No para niños menores de 13.

#uchiha #senju #izutobi #halloween #tobiizu #slash #naruto #au
Cuento corto
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Capítulo Único

Notas iniciais:

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One-shot Tobiizu levinha porque eu não quero escrever desgraça no Halloween e não estive no clima para pwp. Boa leitura.

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Quando soube como seria avaliado no início do semestre, ainda na apresentação da disciplina, Izuna tinha achado o máximo. Adorava fotografar e se identificava muito com o Halloween, o tema escolhido pelo professor. Vai ser divertido, pensou depois de saber detalhes daquela avaliação acadêmica. Obviamente deveria encontrar alguém que posasse para ele de acordo com aquele roteiro que envolvia diversão, terror e sensualidade; a única imposição é que não poderia ser alterado. Mas era Halloween, a festividade que a maioria das pessoas amava, então não seria complicado achar alguém que fizesse as vezes de modelo, certo? Errado.

O resquício de sanidade que Izuna ainda tinha ameaçava abandoná-lo à medida que o tempo passava e ele não recebia mais que recusas gentis.

— Não dá pra pular o tópico da sensualidade? — lhe perguntavam com um pouco de desgosto, logo recusando definitivamente quando Izuna lamentava que não podia alterar o roteiro.

Entendia perfeitamente que nem todo mundo se sentia confortável fazendo aquilo, pois havia insegurança com o corpo, timidez e o tabu herdado de anos de influência de crenças que comandavam o comportamento das pessoas. Izuna até passou a preferir fotografar homens para não causar constrangimento às mulheres, o que no fim não dava em nada porque os rapazes também recusavam. Nem o fato de terem gostado de seu trabalho quando mostrou o que já tinha feito aplicando o que aprendera ao longo do tempo fez as pessoas torcerem menos o nariz para o quesito sensualidade.

— Você é ótimo. Mas não vai rolar. — destruíram sua esperança em dar andamento à atividade.

Com o prazo ficando cada vez mais curto, pensou em dizer ao professor o que se passava; era direito seu poder fazer outra atividade avaliativa e não tinha culpa se ninguém estava topando oferecer a própria imagem para um ensaio fotográfico cujo roteiro não podia ser modificado. Só de pensar na burocracia para informar o problema e tentar resolver já lhe dava dor de cabeça e o fazia cogitar trancar o curso. Foi então que a luz no fim do túnel apareceu.

Uma mensagem chegou em seu celular, vinda de alguém perguntando se ele ainda precisava de um modelo. Não se preocupou em não parecer desesperado e respondeu imediatamente, enviando logo os documentos que explicavam melhor o ensaio fotográfico. A pessoa precisaria avaliar com cuidado a proposta, afinal era a imagem dela a ser exposta. Pensar nisso minguou um pouco da súbita animação de Izuna. E daí que alguém tinha se interessado em modelar para ele? Depois de ver os detalhes poderia muito bem tentar mudar o roteiro e logo recusar quando soubesse que era inviável, então Izuna voltaria ao fracasso. Queria muito fazer esse trabalho, mas não dependia só dele. O jeito era aguardar pelo o que parecia ser sua última esperança.

A resposta veio no dia seguinte, tempo o suficiente para livrá-lo do peso da dúvida. E, uau!, obteve êxito. Fotografaria um jovem modelo em ascensão na carreira de digital influencer, indicando a responsabilidade que estava tomando para si. Não entendia por que alguém de certa forma famoso teria solicitado os serviços de um simples graduando, mas não era hora de questionar a intervenção divina que o salvou. Foi encontrar seu modelo para explicar melhor seu trabalho enquanto fotógrafo, obedecendo ao procedimento mesmo que tivesse conta no Instagram com esse tipo de detalhe, e só então iniciaria as sessões.

Sem deixar passar o fato de que o garoto era ainda mais bonito pessoalmente, Izuna limitou-se ao profissionalismo para certificar-se de que ele estava ciente do que seria feito.

— Então, Tobirama, sei que você aceitou posar pra mim. Mas antes que assine o termo, quero ter certeza de que você está ciente do que faremos. Muitas pessoas me recusaram por causa da questão da sensualidade, mesmo sendo muito diferente de erotismo. Não posso cortar isso do ensaio, infelizmente.

Ele agradeceu pela preocupação de Izuna em se certificar de não deixar abertura para mal-entendidos e reafirmou que aceitaria ser modelo dele sem querer alterar o ensaio.

Termo assinado e horários combinados, as primeiras sessões aconteceram logo na primeira semana. Izuna estava em fase final de um pequeno trabalho e ainda tinha acesso ao estúdio que resolveu usar para os ensaios com Tobirama. A estrutura era adequada e lhe pouparia dinheiro, energia e tempo — coisas que não estava podendo desperdiçar.

Tobirama era um modelo disciplinado. Nunca atrasava, tinha sempre alguma sugestão pertinente para as fotos e mostrava preocupação com o andamento do trabalho de Izuna. Chegou até a sugerir aumentar o número de sessões por semana para que ele não se enrolasse com as questões acadêmicas, que costumavam ser um problema se os prazos não fossem obedecidos. Izuna era grato pela gentileza, mas jamais exploraria um modelo, principalmente um que estava lhe fazendo um enorme favor no fim das contas.

— Obrigado, mas não vai ser preciso.

— Você que sabe. — Tobirama disse terminando de arrumar-se para ir embora. — Mas pode me chamar se precisar. Você é meu único contrato no momento e um ótimo fotógrafo. — piscou pelo reflexo do espelho.

Izuna ficou um pouco sem graça, mas não fez caso daquilo. Tobirama era charmoso, embora sério, e já estavam criando uma espécie de vínculo pelo tempo trabalhando juntos. O rapaz gostava e confiava tanto em seu trabalho que até fecharam um contrato temporário para que o fotografasse a fim de manter atualizados os posts nas redes sociais daquele modelo e digital influencer em ascensão; também quis contratá-lo para o aniversário de um dos primos dele.

Pode ser que estivesse dando em cima dele em alguns momentos, o que ainda era uma dúvida para Izuna por não ter muita experiência no assunto, mas saberia não ceder à possível tentação. Havia um contrato e um código de ética a ser respeitado, e Izuna queria muito ser um profissional digno, coisa que só conseguiria se soubesse manter a distância segura de seus modelos para não desrespeitá-los e nem se desrespeitar.

Algumas sessões mais tarde e chegariam ao tópico da sensualidade, aquele do qual todos fugiram por diversos motivos. Tobirama não se mostrou acuado quando chegou ao estúdio já ciente do que aconteceria. Mesmo assim, Izuna quis conversar com ele sobre o assunto.

— Hoje ingressamos na questão da sensualidade. — informou o óbvio — E eu gostaria de reforçar algumas coisas. Primeiramente, nunca fotografei algo assim. Segundo, eu sei que você é incrível modelando, mas se acontecer de ficar desconfortável com alguma coisa precisa me dizer. Eu nunca iria submeter alguém a situações ridículas ou humilhantes, pois o bem-estar dos meus modelos é mais importante que qualquer cachê ou avaliação. Então me avise se eu disser ou fizer algo errado, ou for invasivo de algum jeito.

Tobirama assentiu e foi trocar de roupa. Retornou minutos depois, pronto para as lentes de Izuna. A fantasia era bem reveladora, mas nenhum deles mostrou ter ficado inibido. Sucessivas mudanças de posição e de expressões, seguidos de clicks, e Tobirama já se preparava para trocar de fantasia.

— Não, descanse. — Izuna disse quando ele perguntou que fantasia devia colocar a seguir, já que havia muitas. — Fica para a próxima.

E assim foi feito. Na sessão seguinte Tobirama já posava com outra fantasia sensual e Izuna tentava ser o mais profissional possível; não queria olhar demais para um fotógrafo, aquilo era arte e não sua própria satisfação. Talvez, em um determinado momento em que percebeu que não estava mais sabendo lidar com essa linha tênue entre profissão e vida pessoal, mesmo que não tivesse tocado em Tobirama, achou melhor encerrar as sessões.

— Eu fiz algo errado? — quis saber quando foi informado de que aquela era última sessão juntos. Ele não era bobo e deduzia que provavelmente a quantidade do material estaria abaixo do regular para o que Izuna precisava.

— Não, não! É que já é suficiente — não passou tanta credibilidade no tom de voz. — É só um trabalho avaliativo, e você também já tem o que precisa para postar em seu perfil o resto do mês.

— Mas e o contrato? Só vence no Halloween. — Tobirama o lembrou de que era um cliente, não apenas um modelo lhe fazendo o favor de ajudá-lo a passar na disciplina.

— Sinto muito, Tobirama. Mas não posso continuar te fotografando. — admitiu e logo explicou que o reembolsaria pelo pequeno prejuízo, pois era direito dele. — Obrigado por me salvar na disciplina e por ter dado uma chance ao meu trabalho.

Tobirama apenas se retirou para trocar de roupa e logo foi embora sem dar um charmoso tchau como sempre fazia. Quebra de contrato não deixava ninguém feliz, não importa o contexto. Mas era melhor isso do que arriscar desrespeitá-lo durante as sessões. Uma pena Izuna não saber a hora exata em que começou a cair no charme dele, assim teria como amaldiçoá-la. Um fotógrafo devia saber o nível de apreciação de um modelo carismático e limitar-se a isso. Se não estava mais conseguindo manter a devida distância profissional, o certo era desfazer o acordo sem prejudicar nenhum dos dois, ainda que isso significasse admitir que falhara de algum jeito.

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O passar dos dias trouxe as boas notícias de que Izuna tinha conseguido uma ótima nota e que já não havia mais contrato entre Tobirama e ele. A questão burocrática correu de forma leve, pois Tobirama não fez questão de brigar. Izuna gostaria de ter lhe agradecido por isso, mas era melhor que não o procurasse mais.

Para sua surpresa, foi ele a ser procurado e convidado para um lanche. O clima não era dos melhores porque ainda estava sem jeito pelo vacilo, mas agora já não estaria fazendo nada de errado e por isso aceitou conversar com ele.

— Eu sei por que você não quis mais me fotografar.

— Me desculpe, não fui profissional. — não tinha razão para tentar mentir.

— Foi sim. — o contrariou. — Não teria sido profissional se aproveitar da situação para se aproximar de mim. Teria sido bem canalha, na verdade, como a maioria no ramo é. Mas você não é como eles.

Izuna ficou sem palavras apesar de saber que era tudo verdade. Tinha agido certo em se afastar para evitar algo pior. Não era do tipo que deixava seus modelos exaustos pelas poses por longas horas de sessões, e também estava longe de ser um assediador que se aproveitaria de uma temática sensual para abusar de alguém.

— E eu admito que estava dando em cima de você, então tenho culpa por ter te tirado do foco. Fiquei meio chateado porque não aconteceu nada, mas também fiquei feliz de saber que podia confiar em você. — pegou Izuna de surpresa, visto que ele tinha ficado sem palavras diante da confissão de flerte e de confiança. — Eu tinha te procurado quando ouvi sobre o trabalho do Halloween e resolvi posar para alguém de quem tinha gostado dos trabalhos que vi no perfil do Instagram e que parecia ser confiável. Que bom que eu não estava errado sobre você, Izuna. —Tobirama estendeu a mão de forma sutil até alcançar a dele. — Agora já não temos uma relação profissional. Isso quer dizer que posso te chamar para sair.

Uau, não estava esperando por aquilo! Tinha entendido direito? Tobirama Senju estava tão interessado a ponto de chamá-lo para um encontro?

— Um encontro?! — estava mais animado do que planejava evidenciar, mas era difícil controlar.

— Se você não me der um fora, sim, é um encontro. — Tobirama sorriu. — Então, o que vai ser?

Izuna exclamou um sincero e animado sim. A atração que uma vez amaldiçoou por ter lhe feito quebrar um contrato profissional para não arruinar as coisas irremediavelmente agora era o motivo de imensa felicidade. Eles tiveram o encontro que planejaram e muitos outros vieram com o tempo. Valeu à pena não ter desistido daquele ensaio fotográfico de Halloween do qual ninguém quisera participar, pois foi assim que conhecera aquele que viria a ser seu futuro namorado, com quem participaria de vários eventos e construiria um relacionamento tão sólido e prospero quanto a carreira dos dois seria.

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Notas finais:

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Obrigada quem leu. Há um lugar no paraíso para vocês que favoritam/seguem/votam e comentam coisas gentis que fazem o meu dia melhor.

31 de Octubre de 2019 a las 21:25 0 Reporte Insertar 0
Fin

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Dani • Uchiha stan •

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