Thom Harper: E o começo do fim Seguir historia

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O mundo de um adolescente que mora na Inglaterra e tem uma vida relativamente monótona, vira de cabeça para baixo quando ele descobre o que realmente é...


Fantasía Todo público.

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Antes do começo

Capítulo um

Antes do começo

Muito antes de o universo tomar forma havia apenas um ser, essa existência não tinha corpo físico tratava-se apenas de uma consciência que vagava pelo infinito vazio. E assim foi por uma quantidade de tempo imensurável.

Até que em um determinado instante, esse ser percebeu o quanto estava sozinho e fez se nascer nele à solidão, o sentimento foi tão forte e intenso que para sanar sua falta de algo que nem mesmo sabia o que era, ele se dividiu em dois. E assim surgiram Kreptus e Magnus. Os dois passaram uma eternidade juntos, não se sabe ao certo o que ficaram fazendo nesse meio tempo e realmente não importa.

Em dado momento Magnus decidiu que ser um deus de um universo, mas sem universo para governar era algo extremamente inútil e então criou tudo àquilo que nós conhecemos ou iremos conhecer algum dia. Desde a mais bela das estrelas que brilha no céu noturno aos mistérios do profundo oceano. Construiu um reino próprio chamado Aurum para que ele e Kreptus morassem, em seguida ele criou seres especiais, que os ajudassem a administrar esse imenso universo, e os chamou de Hangelis. Os Hangelis não se igualavam em poder com Kreptus ou Magnus, porém eram muito fortes e imortais. Logo dividiram o panteão* em dois, sendo uma parte os Deuses Superiores que eram Kreptus e Magnus e a outra parte Deuses Inferiores que era constituído por todos os Hangelis. (Panteão: “conjunto de deuses")

Os Hangelis ficaram cada um com encargos diferentes, existiam Hangelis para todos os tipos de coisas, desde Hangelis da Natureza, Hangelis das Montanhas, Hangelis dos Animais e Hangelis das Colheitas, centenas ou talvez milhares deles e cada um com poderes e obrigações distintas, tinham apenas algo em comum, manter o equilíbrio no mundo. E entre os Hangelis havia os 5 mais poderosos, e eles chamavam-se de PILARES , os pilares eram a base para tudo e cada um deles representava um dos quatros elementos, salvo de apenas um. O pilar do Fogo representado pelo Deus Fúria, o Pilar da Água representado pela Deusa Aquarius, o Pilar da Terra representado pelo Deus Solomon, o Pilar do Ar representado pela Deusa Vales e o Pilar da Alma representado pelo Deus Nortis. E apesar das rivalidades entre alguns deles, todos cooperavam entre si da medida do possível, e os demais Hangelis deviam se reportar a eles.

Kreptus, maravilhado com todas as criações de seu irmão, decidiu tomar parte de seu projeto e junto de Magnus, os dois doaram uma partícula de sua própria existência e assim moldaram os primeiros seres humanos e os colocaram em um pequeno planeta chamado Terra.

Magnus sempre estava por perto dos humanos, vendo-os crescer e evoluir gradativamente e auxiliando sempre que possível, com uma chuva, uma boa colheita e em raras ocasiões até se fazia presente entre eles em datas especiais. Logo se tornou inevitável que os seres humanos o denominassem como uma espécie de divindade e começassem a adorá-lo. Kreptus quando notou que seu irmão tinha toda atenção, amor e adoração daqueles seres, transbordou de inveja.

Então em um súbito de raiva ele manipulou a parte do homem que era fruto de sua partícula e fez nascer o mal em sua essência, guerras e assombros por todas partes assolaram aquele pequeno planeta. Quando Magnus questionou seu irmão a única resposta foi “Eles são minhas criações, são fracos e inferiores, nada melhor do que uma diversão para variar!”. Magnus discordou do seu irmão o que gerou uma rixa entre os dois, na qual o campo de batalha era a Terra e os peões os seres humanos.

De um lado Magnus, defensor da humanidade e da paz o que rendeu-lhe o título de Magnus o Deus da Luz, da mesma forma representando outro lado Kreptus que disseminava o mal agouro e toda desgraça pelo mundo e por isso ficou conhecido como Kreptus o Deus do Caos.

A batalha chegou a um ponto tão tremendo que Kreptus saiu do reino de Aurum e criou um para si próprio e o nomeou como Abrutmus. E assim continuou a guerra entre os dois irmãos. Décadas, séculos e milênios de puro ódio, e durante o processo tanto Kreptus e Magnus concederam poderes a determinados humanos o que lhes faziam despertar certas habilidades especiais, e a quem era concedido tal honra chamava-se Beatus.

Beatus de Magnus contra os Beatus Sombrios de Kreptus, até que por fim Magnus superou seu irmão e o expulsou da Terra sob a ameaça de obliterar sua existência, temendo o poder do seu irmão, Kreptus recuou, mas deixou claro que algum dia ele iria retornar e dizimar toda a humanidade. Mesmo recluso os resquícios das maldades de Kreptus continuaram espalhados pelo mundo. Magnus muito triste por ter rompido os laços com seu irmão voltou para Aurum e pediu para que todos os Hangelis vivessem camuflados entre os humanos e assim o fizeram. Magnus se isolou em Aurum e nunca mais voltou a ter contato direto com ninguém.

Os Beatus tantos os Sombrios quanto os de Magnus foram passando seus poderes para seus descendentes junto com os seus respectivos ideais, porém com o tempo tanto um lado como o outro foi enfraquecendo e Beatus se tornavam cada vez mais raros de nascerem. No entanto os poucos que restaram continuaram a levar suas guerras, mesmo que fossem pelas sombras do mundo. E tanto a história de Magnus, Kreptus e seus guerreiros Beatus perderam-se no tempo.

Pelo menos era isso que meu avô me contava quando eu era criança, nos dias em que eu ia vista-lo. Passávamos horas em frente à lareira com ele me contanto sobre isso. Não sei ao certo o motivo, mas as histórias e a maneira como encenava e mudava o tom de voz para cada personagem sempre me cativaram o que me incentivou de certa forma a amar desde sempre ler sobre histórias fantásticas. Só que nem tudo dura para sempre!

Lembro-me até hoje do dia em que minha mãe me levou até a casa dele, era Natal, eu tinha uns nove anos de idade, morávamos na cidade de Manchester na Inglaterra e nesse dia nevava bastante e eu estava muito ansioso para ouvir novamente o conto dos bravos guerreiros Beatus em frente aquela lareira quentinha com um copo de chocolate quente que somente meu avô sabia fazer. Só não contava que ao chegar à casa a porta estaria entreaberta, minha mãe entrou correndo na frente e eu a segui. Ao chegar à sala, aquele lugar que antes era tão bem iluminado e aconchegante tinha apenas uma atmosfera fria e azul. E logo ali na minha frente estava deitado no sofá o meu maior herói.

O funeral do meu avô foi muito triste, eu morava perto da casa dele, mas por causa disso minha mãe decidiu que a melhor opção éramos nos mudar. Quanto a minha avó, nem minha mãe a conhecia, pois ela deixou meu avô por motivos que ele não revelava quando questionado e minha mãe não se lembrava porque era bem pequena quando ela fora embora, mesmo assim meu avô a elogiava sempre que podia, dizendo “Sua avó, um anjo enviado do paraíso para mim!”. Até hoje não sabemos ao certo a causa da morte do vovô, segundo os peritos foi ataque cardíaco, mas algo em mim, aquele sussurro lá no fundo dizia o oposto, não sabia o que era pelo menos não ainda...

Bom, já é chegada a hora de eu me apresentar, meu nome é Thomas, tenho dezesseis anos, atualmente eu moro em Liverpool na Inglaterra, estou ingressando no primeiro ano do ensino médio. No meu tempo livre trabalho como auxiliar em uma biblioteca na minha cidade, chamada de Liverpool Central Library. E nos momentos em que eu tenho alguma folga eu leio muitos livros, MUITOS MESMO!

24 de Octubre de 2019 a las 19:33 0 Reporte Insertar 1
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