Golden Scarlet Fox Seguir historia

yiasan Naiana Alves

Para a pacata cidade de Sweet Amoris, a chegada da misteriosa família de Kitsunes vai mudar o ritmo da cidade e principalmente dos alunos que vivem lá.... Segredos e um novo universo misterioso aos poucos vão sendo descobertos, à medida que o emaranhado de acontecimentos vai sendo tecido e enlaçado...


Fanfiction Juegos Sólo para mayores de 18.

#kitsune #raposa #Japonesa #mitologia #castiel #amordoce
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Kitsunes



Mais um dia nascia no horizonte, trazendo sua costumeira promessade renovação e felicidade para todos... em especial para uma curiosa família japonesa; em seu exuberante quarto que mais parecia com o aposento da rainha da Inglaterra, uma bela moça acorda com os primeiros raios de sol tocando sua face delicada e afastando as finas cortinas de seda da sua cama, ela se levantou, calçou suas sandálias e caminhou sem pressa para seu banheiro, onde faria suas higienes matinais com calma.



O dia que nascera seria longo e cheia de compromissos e como uma verdadeira herdeira do clã Kitsune deveria estar pronto para ele... o que não estava, raciocinava ela enquanto se admirava no espelho.



Naquele país, o nome de sua família realmente era imponente e muitos tremiam ao simplesmente ouvi-lo. Até mesmo seu próprio nome era muito curioso, pois lhe fora dado por seu pai em homenagem a uma heroína de histórias que ele adorava e como era a primogênita de seu clã, tinha a obrigação de ser forte, imponente e rígida para poder liderar com honra depois que seu genitor morresse sem ser questionada ou tida em pouca conta pelos demais.



Responsabilidades que um dia também seriam suas - mas não agora pois, graças aos deuses seu adorado pai ainda gozava de uma excelente saúde e ela o ajudava no que podia, afinal era também sua família... ela pensava nisso tudo quando mergulhou na banheira - que mais parecia uma mini piscina de tão grande - e submergiu até cobrir todo o seu corpo levemente bronzeado com a água aquecida; de olhos fechados, relembrava também os últimos acontecimentos daqueles tempos.



O clã do qual fazia parte havia crescido bastante com o passar dos séculos e devido a isso, veio questões importantes: a modernização chegara ao seu mundo e muitos deles haviam acompanhado o progresso dos ningens com interesse; contudo, com isso havia outras preocupações: não haveria muitas formas de esconderem sua verdadeira natureza e agora todo cuidado era redobrado.



Numa reunião dos principais líderes youkais, fora discutido a população e temendo um problema como a "fome" ou até mesmo algum combate devido ao extenso povoamento do território que estava limitado devido a dividi-lo com os humanos, seu pai, o líder Muhammad Kitsune, buscava juntamente com seus conselheiros um novo local para que todos de seu povo pudessem viver espaçosamente unidos, sem preocupações desnecessárias ou o medo de um possível ataque.


Essa busca para seu novo estabelecimento durou meses; afinal, seu clã era grande, composta de sete grandes e honradas famílias ligadas por parentesco, ideais e que desfrutavam de uma convivência pacífica, tendo a sua linhagem liderando-os há tempos - isso, sem falar nos criados e seus entes queridos que serviam cegamente cada família, fazendo a conta subir para um total de sessenta pessoas - e Muhammad precisava de um ambiente receptivo para todos e que seus moradores não levantassem quaisquer dúvidas a respeito de sua exótica aparência, pois ali todos sabiam o porquê daqueles traços tão perfeitos.



Uma equipe foi enviada e a descoberta desse novo "lar" chegou há poucas semanas e que alegrou a muitos, pois este lugar era de longe, o mais promissor. Contudo, cauteloso como todo youkai raposa, ele e outros membros das famílias que faziam parte do conselho foram vistoreá-lo pessoalmente e com cuidado.



Finalmente, todos ficaram satisfeitos com ele; além de ter muita caça, era espaçoso, discreto e com vizinhos humanos pacíficos que tinham outro tipo de mentalidade sobre lendas... isso sinalizava que logo todos deveriam tratar de se "misturar" com o povo local e continuar mantendo a cautela sobre sua identidade, pois só assim seriam bem sucedidos.



Eles poderiam realizar suas atividades corriqueiras sem serem tão claramente notados ou incomodados por suas... peculiares características e costumes como era no Japão - isso sem contar que fazia fronteira com seus mais poderosos aliados que não se opuseram a sua vizinhança, após firmarem uma vantajosa aliança com eles. Para não chamar a atenção indevida de curiosos, Muhammad realocou todos de seu clã em datas específicas e pré-determinadas para se deslocarem, fazendo com que todos que a jovem Eurídice conhecia desde a juventude estivesse morando lá ou a caminho deste "oásis".



Ela deveria estar feliz...



Mas não estava.



Sua família era a última que ainda permanecia naquele solo tão querido para eles e seus pais acertavam os últimos detalhes da mudança comum clima de felicidade que facilmente se instalava no ar enquantoela permanecia ali, alheia à novidade. Vestida com um quimono azulado que tinha uma enorme raposa bordada em toda sua extensão, ela prende os compridos e negros cabelos ondulados e desce para se unir aos demais.



Ah, talvez se perguntem: "Por que uma mudança tão radical? Por que a autora diz isso deles?"



Simples: os Kitsunes eram um clã de youkais raposas, muito famoso no folclore japonês...



Estranho de acreditar? Pode até ser, mas esta era a pura verdade. Todos os youkais completos - e agora os meio-youkais desta família - mudavam de forma: para ser mais direto, eles se transformavam em enormes raposas de dezenas de metros e dependendo de quantas caudas possuíssem, vários poderes se manifestavam e uma vez bem treinados, os membros se tornavam absurdamente fortes e juntos dominavam aquela parcela do território japonês desde séculos imemoriais de forma pacífica com outras raças que ali viviam.



Na época feudal, eles enfrentaram intensa perseguição e guerras por territórios da parte dos ningense haviam decidido após uma assembléia histórica entre as lideranças youkais que deveriam manter oculta sua existência e terem muito cuidado quando usassem seus poderes. Leis que regeriam aquelemundo foramcriadas e foi aceita pela a maioria deles e os que não aceitaram, acabaram sendo dizimados pelos humanos que os temiam e com razão.



O poder pode ser corrompido.



E os youkais eram mais poderosos, fortes, sábios e de longevidade superior aos dos humanos.



Conforme era narrado nos contos passadas pelas gerações ancestrais, a sua família era representante das divindades. Viviam ali e cuidavam da prosperidade do povo que vivia sob sua proteção. Seus pais viveram e participaram em épocas importantes da história japonesa e intimamente ela se orgulhava de tudo que o clã representava.



Mas mudar para uma terra estranha com costumes estranhos era demais - embora reconhecesse que era necessário, conforme seu pai sempre dizia. A seu ver, não havia nada contra acidade de Sweet Amoris, pois de acordo com o que pesquisara na Internet,era uma cidadezinhaconhecida por ser bastante hospitaleira e seus moradores ningenseram bastante pacíficos - o que significariaa ausência de quaisquer desentendimentos futuros com os humanos,jáque eles não acreditavam na existência de youkais e isso era até bom.


A última coisa que queria era se envolver numa guerra e quando filhote, presenciara a destruição e dor que este conflito causava.



Fora sempre ensinada a valorizar a vida e proteger os menos desfavorecidos. Numa luta com seus... semelhantes, era dura. Mas quando era com uma espécie mais fraca como os humanos, era fácil de notar que por serem mais frágeis, eram os primeiros a morrer e seu pai tinha como obrigação moral proteger a eles... embora demonstrassem uma conduta invejável de nao se deixarem abater diante da desvantagem.



Afinal,sua mãe Amaterasu era uma humana de sabedoria, humildade, modéstia e beleza física muito rara - seu pai era um homem de sorte. Foi por causa de uma guerra com um han vizinho ao dela que seus pais vieram a se conhecer: Muhammad lutava contra um enorme youkai serpente que havia atacado uma comitiva - cuja responsabilidade era levar a filha de um senhor para se tornar sacerdotisa... Amaterasu havia se imaginado servir às divindades mas quando conheceu Muhammad, a ideia de viver daquela forma já não parecia mais tão atraente.



Em questão de meses, o youkai acabou conquistando a moça, porém sua família não via com bons olhos aquela união e rapidamente ele tomou uma atitude: fez a moça sua mulher e fugiu com ela.



O repentino casamento dele causou um enorme alvoroço no clã Kitsune;sua mãe desmaiara e seu pai teve um choque ao ver seu primogênito unido a uma humana. Devido à sua naturezae a certeza que ela só lhe daria crias meio-youkais, ele se manteve firme enão se importava com nada... apenas ela e sua nova família tinham prioridade. Teve que lutar muito para manter a unidade do clã depois que o pai morrera, expulsou e matou a qualquer um que fosse uma ameaça a eles. Amaterasu aprendeu a usar sua energia espiritual para lutar e se tornou uma temida adversária que colocava medo em seus oponentes.



Depois de muitos verem a força que motivava-o, não fora só ele que contraiu matrimônio com uma humana, mas muitos outros que conhecera ao longo da vida também haviam feito esta mesma escolha e se uniram ao seu clã, onde a tolerância entre esta união reinava absoluta e firme; realmente, os humanos eram frágeis se comparados a eles, mas se havia algo que ela,sua irmã e tantos outros admiravam na raça humana eraa forma em como eles viviam de forma tão intensamente e cheia de amor.



Fora por sua força e caráter que Muhammad caíra de amores por Amaterasu e construiu uma família com ela, conquistando arduamente o respeito de cada membro do conselho e contando com o tempo, fez seu papel como líder. Atualmente, seu pai era encarado como um exemplo e todos o admiravam.



Para evitar quaisquer transtornos desnecessários, o pai de Kohana havia conversado com todo o seu povo a respeito dos planos e após chegarem a um consenso, toda a mudança de território fora sendo organizada: as moradias, empregos e um enorme local de reunião para se encontrarem para tratar de assuntos pertinentes a eles foi sendo comprado ou construído; o braço direito de seu genitor cuidava de tudo na sua ausência, além de sempre alertar aos demais para manterem a discrição com seus poderes perante os humanos.



Tudo ia de vento em popa, seguindo o cronograma estabelecido por seu pai e agora que todos estavam lá bem instalados, ela e sua família partiriam para aquele lugar novo, estranho e com se sabe lá quais aventuras e perigos à sua espera. Por que tínhamos que nos mudar justamente agora? lamentou-se a jovem que saiu de seu devaneio e começou a caminhar pela última vez na casa antes da viagem; como filha de seu pai, não poderia dar sinais de insubordinação e era evidente o quanto ela o adorava. Ela entra no solar de seu pai e fica lá, admirando o sol brilhando.



A irmã mais nova -chamada de Nohana - bateu delicadamente na porta do solar e como sua irmã mais velha não respondera, entrou com cautela e não deixava de também ficar triste com a mudança - aquela mansão era de sua família há tantos anos e não deixava de se emocionar. Fora lá que nasceu e cresceu, correu e teve suas primeiras transformaçõesnaqueles extensos campos que circundavam a propriedade e que elas conheciam como a palma da mão... ir embora dali era o mesmo que deixar um pedaço de si para trás. Kohana sentia o perfume de rosas silvestres da irmã e virou-se para ela, vendo-a vestindo um quimono impecavelmente branco; era palpável a tristeza dela e sentindo sua irmã ali, Nohana lhe lançou um olhar empoçado de lágrimase a abraçou com força, chorando logo em seguida; "Eu não posso chorar...", falava a primogênita a si enquanto afagava os cabelos loiros da irmã.



- Nee-san, não precisa fazer todo esse alvoroço... Chichi-uênão venderá a mansão; ele virará um hotel que será administrado por gente de nossa confiança para complementar as despesas do clã na outra propriedade - fala a primogênita com a voz suave.



- Sei que é para o bem do nosso clã Kitsune... - falou ela com a voz embargada do choro e fungando sem classe. - Mas eu não aceitei ainda.



- As mudanças nãoficam restritas apenas ao campo de vida humano...fazem parte de nós também. Achei que vocêaceitava bema mudança- falou ela e Nohana responde: - Me conhece bem para saber que eu preciso me acostumar com a ideia... você sabia que vamos frequentaruma escola? Eu não frequento um local assim há séculos!!!



- E isso é ruim? - indaga.



- Exatamente não mas... vamos conviver bem mais de perto com os nimgens do que aqui. Tenho medo de sofrer preconceito - confidencia ela.



- Não se preocupe com isso... aliás, quem vai acreditar que somos meias-youkais com séculos de vida? - raciocina a moça ela e continua: - Fazsentido que tenhamos cautela quanto a quem somos exatamente para não levantar suspeitas indevidas... A cidade tem apenas humanos lá e Tou-san pretende estabelecer um negócio ecológico para que os humanos possam conviver com a natureza e organizará paralelamente a isso,as rondas para todos nós conheçamos bem o novo solo que será nosso - afirma Kohana que vai se trocar e quando finalmente está pronta.



- Você tem razão - diz Nohana.



-Não tema qualquer bobagem deles... afinal, dizer é uma coisa, mas ver é outra... Quem sabe você não conhece um carinha lá e se apaixone? - implica Kohana saindo do solar com sua irmã no seu encalço.


- E por que tem que ser eu? - falou ela cruzando os braços e fazendo bico. - Quem precisa de um macho saudável é você minha irmã... sabe bem que Chichi-uê não deixará eu me casar enquanto você estiver solteira.



Kohana revira os olhos e sorri com aquele comentário. Como a filha mais velha de seu pai e uma futura líder do clã Kitsune, sabia que tinha essa particularidade especial perante seu povo a cumprir - casar e ter uma cria. Uma pena que nunca se interessara tanto por ninguém durante toda sua existência para levar tal intento adiante e no íntimo, pensava que seu "amor" devia ter vindo em forma de "caça" e ela o deve ter matado por engano - esse pensamento a faz sorrir.



As duas jovens desceram a grandiosa escadaria e rumaram para o suntuoso salão de jantar onde seus pais já a aguardavam.Muhammad Kitsune sentava na cabeceira, era um youkai raposa de cabelos clarose olhos absurdamente avermelhados; ela odiava admitir este fato, mas seu pai era um homem muitíssimo atraentecom seus 1,95m, andar elegante, porte forte e másculo... isso sem falar que sua postura era dignade um rei. Seus atributos físicos - que não deixavam em nada a desejar - eram realçados por sua educação polida e espírito generoso e amável; contudo, quando era para defender os seus contra inimigos, ele não hesitava em lutar e mostrava uma face realmente sádica e diabólica. Vestia uma reluzente armadura dourada que fora de seu tataravô e lhe passava uma aura de poder que muitos invejavam e as armas em seus respectivos lugares.



Ele era o único do clã que possuía sete caudas e era absurdamente forte sem falar na sua mãe. Kohana sabia quese não fosse filha dele, certamente ficaria louca por ele - como toda humana e youkai ficava quando o via. Sua mãe Amaterasu apareceu em cena usando um quimono vermelhoe e adereços nos cabelos ricamente ornamentados e vendo todos tão elegantes naquelas vestes, sentou-se ao lado de seu esposo após darum beijo em sua bochecha e sorria com satisfação para a família que construiu com o Kitsune; a mulher era muito linda com seus cabelos negros, ondulados, pele levemente bronzeadae expressivos olhos roxo-acinzentados.



Seus pais eram lindos e felizes... muito felizes juntos nestes séculos de união; "Que inveja... será que serei feliz assim como eles um dia?"pensavam elas ao começar a se servir.



- Já preparou sua bagagem minha primogênita? - indagou seu pai de forma calorosa.



- Sim Tou-sane os criados já levaram as bagagens - falou ela ao saborear uma maçã. - Se me permite a pergunta, o que ficou resolvido quanto a mansão?



- Ela será administrada por Heiko e sua família que nos tem sido leais há várias gerações - fala seu pai com a voz suave como uma brisa fria num dia de verão e sorrindo, ele olha para Amaterasu e completa:- Foi aqui que nosso clã começou e tem existido... sua herança e nossas histórias estão aqui; farei o impossível para proteger o nosso legado.



- O que me preocupa não é a mansão em si Tou-san...são as fêmeas de lá - falou Nohana que tomava um suco. - Chichi-uêé muito bonito e vai ficar cheio delas à sua volta Haha-uê!!!! - exclamou ela fazendo os demais rir; ela nunca admitiria, mas sentia enormes ciúmes de seu genitor.



- Não se preocupe com isso minha filha - fala Amaterasu que entrelaçando suas mãos nas de Muhammad,o fita com amor antes de responder sua cria: - Elas só vão olhar, por eu sei que ao final de cada dia, é para meus braços e minha cama que seu pai retorna.



- Sua Kaa-san tem razão... nenhuma delas se compara a minha deusa Amaterasu- fala Muhammad que a beija com fervor e as filhas riem com seu gesto.



Nem parecia que eram casados há quatro séculos, pois o amor deles não havia enfraquecido em nada com o tempo mas sim aumentado - algo que fica muto raro em certos casamentos; paraas filhas, a lua-de-mel dos pais nunca passou... apenas deu uma longa prolongada.



A família comeu tudo que fora posto e foram cumprir seus rituais de despedida e honrar os antepassados que agora guardariam sua terra. Depoisde terminar e com tudo pronto, eles entraram no carro blindado e seguiram em direção a pista de aviação aonde um jato particular o esperava. O piloto Clark já aguardava-os com sua esposa Faith que seria a aeromoça com ansiedade, pois sempre quisera conhecer Muhammad e ver sua família de perto, já que eram tão ricos... será que era verdade que eles eram... peculiares? perguntava-se.



O automóvel estacionou e Clark ficou supreso em vê-lo pessoalmente: realmente, ele era um homem sem igual, conclui ele que corre até o youkai e recebe os cumprimentos de Muhammad que sem perder tempo, o apresentou à família dele, surpreendendo-se com as filhas que seu novo patrão tinha: Kohana tinha os olhos vermelhos como o pai e os cabelos negros da mãe com degradê num vinho intenso enquanto Nohana tinha os cabelos loiros do pai e os olhos da mãe, com seu degradê azulado; a mais velha era forte, determinada e envolvente e a caçula era suave, meiga e feminina - a diferença das duas crias dele era gritante.



- Como está o tempo Clark? - pergunta Muhammad sorridente.



- Tudo claro senhor - responde ele. - Podemos ir quando quiser.



- Então vamos lá Clark! - responde ele com entusiasmo. - Vamos logo para a nova cidade.



As bagagens são colocadas em seus lugares e todos se acomodam; após um sinal favorável da torre, vão se prendendo em seus assentos e sorrindo para Faith, que admirava Amaterasu sem disfarçar.



Amaterasu era surrealmente linda - sua beleza devia ao fato de sua vida estar ligada ao de Muhammad, já que é sua fêmea.



Com todos dentro, o jatinho logo voa e a moça olhava sua cidade ficar cada vez para trás... amigos, vizinhos, conhecidos e o lugar que conhecera como lar ficava ali. Ela suspira pesadamente e vê sua mãe conversando com Faith, que se mostrava atenta e divertida com sua mãe; seu pai lia os papéis relacionados ao clã e sua irmã mais moça dormia lindamente como um anjo.



De acordo com ela, o vôo foi tranquilo e sem qualquer turbulência do tipo horrível e quando finalmente pousaram na pista de aviação da cidade de Sweet amoris, Kohana sentiu novos aromas inundar seus sentidos. Eles saíram e já havia um veículo que foi enviado pelo conselho para levar a família para sua nova residência que ficava perto da escola e com uma visão da floresta de tirar o fôlego; logo vou correr pelos arredores em minha forma de raposa e desfrutar desta brisa tão acolhedora, decidiu a jovem que via a paisagem verdejante. O motorista guardou tudo e a família entrou no carro, sendo levados para a casa em questão.



Sua passagem causou comoção nas ruas de Sweet Amoris e tanto Kohana como Nohana observavam as pessoas pelos vidros e riam de suas faces. O carro chegou na casa e elas entraram, achando o local adorável. Andrew - um robusto youkai raposa de tom amarelo - já havia providenciado que toda a decoração da casa ficasse do gosto de Amaterasu e uma festa de recepção para todo o clã fosse realizado na residência do líder enquanto que o novo prédio que serviria como centro para seu povo ainda não ficava pronto.



Várias pessoas da cidade se perguntavam sobre a opulenta família que se mudara para lá e as teorias só aumentavam, pois todos estavam curiosos de conhecer os novos "vizinhos". Kohana ria sem parar da irmã e foram se estabelecer em seus respectivos quartos.



A noite caiu devagar em Sweet Amoris; na mansão dos Kitsunes, carros de diversas marcas enfileiravam-se na frente da residência e a celebração acontecia de forma requintada, com todos aproveitando bem para colocar as conversas em dia enquanto os machos acertavamdetalhes referentes ao novo território que tinham.



Os jovens passariam a treinar mais duramente para estaremaptos a se defenderem e as rondas seriam intensas e focadas - sempre mantendo a discrição, que era a marca registrada das raposas. A jovemNaira - uma meia-youkai cachorro - abraçou Kohana e Nohana que conversavam animadamente com Carol - uma youkai raposa pura - que sem pensar duas vezes, contou as novidades da cidade de Sweet Amoris - já que seu pai fora o primeiro a se estabelecer lá.



As filhas de Muhammad a ouviam com atenção e riram bastante dos comentários que a amiga dava a respeito do que ouvia as pessoas falando de sua chegada. Ser uma youkai raposa tinha suas vantagens...



- Quando formos a escola amanhã, vocês vão adorar o local e os gatinhos também - falou a jovem que arrancou risadas de Kohana.



- A única de nós que precisa de um namorado é a minha irmã - fala Nohana implicante e ri largamente quando a irmã lhe dá língua.



- Desculpa te decepcionar, mas eu ainda não encontrei o meuboy magia- responde Kohana que ri.



- Você ainda nem foi lá na escola amiga - fala Naira de forma maliciosa. - Vai que ele está lá louco para implicar com você?



- Só você para pensar estas bobagens Naira - replica Kohana. - Nenhum youkai me fez perder a cabeça; acha que um garoto humano de uma escola de cidade pequena roubará o coração desta Kohana?!Quanta pretensão da sua parte.



- Vocêvai se apaixonar sim senão eu não caso - diz Nohana e as moças riem com suas palavras. - Nem que eu tenha que lhe casar com um ruivo, você vai subir no altar.



Kohana encara a irmã; ela sabia bem o quanto ela tinha uma "tara" por ruivos, mas nunca conheceu um carinha ruivo e de personalidade que lhe cativasse; bebendo seu champanhe, ela lança um sorrisinho para a irmã e diz: - Vai mandar importar o ruivo para mim, irmã?



- Quem sabe seja necessário... mas eu sinto que aqui em Sweet Amoris vai achar tudo o que deseja, minha cara Kohana - diz Nohana de forma confiante.



- Veremos... - fala ela que ri com as demais e começam a circular pelo salão e conversando animadamente com os outros. - Quem viver, verá qual de nós tem a razão.



A festa seguiu até a alta madrugada e depois de se despedir dos convidados, a família foi se recolher. Cansada, Kohana apanhou sua camisola branca de seda, tomou banho e a vestiu por sobre o corpo ainda molhado, pois sentia calor. Todas as coisas foram guardadas e a moça deu uma rápida olhada para a Lua, que brilhava lindamente no céu.Ela caminhou até sua cama, colocou sua música favorita - Castle, deHalsey - para ouvir e adormeceu sob a envolvente batida da melodiatendoa certeza de uma coisa: sua vida e de sua família vai mudar para sempre.



10 de Octubre de 2019 a las 17:07 0 Reporte Insertar 0
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