Uma desconhecida na minha vida - Imagine Kim SeokJin Seguir historia

yiasan Naiana Alves

Juro te amar, respeitar, ser fiel... e só depois te conhecer! Kim Seokjin abre mão de sua estabilidade, de sua família, fãs e amigos para ser feliz com a moça que julgava ser "a mulher da sua vida".... Mas tudo o que ela fez foi destruir seus sonhos e sua reputação... Isso, até que seu caminho cruza com o da intempestiva Arya, que se oferece para salvar o bom nome de Jin com um casamento por conveniência. E em meio a uma jornada recheada de ação e perseguições, Arya esconde um terrível segredo. A começar pelo seu próprio nome, que era S/N. O que mais ela escondia? Ela era o completo avesso de tudo que o membro mais conservador do BTS almeja numa mulher: forte, impetuosa, indomável, durona... e brasileira. À medida que se conhecem, Jin pouco a pouco consegue despertar em Arya cálidos sentimentos que ela achava estarem soterrados para sempre em seu coração...


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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Encontro




Jijoca de Jericoacoara, Brasil...




O vento marinho soprava silencioso e imponente naquelas areias brancas e tranquilas de Jijoca de Jericoacoara, uma praia linda considerada um dos vários "paraísos tropicais" do Brasil. Tudo isso - sua beleza e pureza - agora era uma distração da qual não precisava em sua fuga.



Vozes de homens desconhecidos ecoavam pela imponente escuridão do lugar que, após dois dias de fuga do seu cativeiro, agora aquela choupana servia de lar, onde abrigava-o depois de muito lutar para se manter oculto na Pedra Furada numa tentativa de despistar seus captores.



Cansado e com fome, porém não menos vigilante, Kim Seokjin se levanta do chão apodrecido da cabana de pescador aonde havia adormecido, trêmulo e atento ao seu redor. A escuridão que o rondava não o ajudava porém, o deixava oculto da vista alheia. Ou era o que ele pensava. Uma fraca luz de alguma lanterna se aproximava de seu esconderijo e abaixando-se para não ser visto, ele intimamente lutava contra o pânico que praticamente o eviscerava naquele momento à medida qe via o brilho passando pelo cômodo.



- Onde anda minha pequena pombinha?!



O homem estava embriagado, discerniu ele.



Merda.



Foi a primeira coisa que pensou.



Pombinha? Ele não era mulher!... Muito embora o que aquela roupa ridícula, seus traços suaves e a constituição física afirmassem isso, ele era um homem. Merda absurda. Ele até cogitava seriamente a possibilidade de que poderia resolver cordialmente aquela questão, saindo para explicar aquelas pessoas o mal-entendido causado e quem sabe lhes pedir ajuda.


Contudo, algo naquela expressão ouvida dizia a seu instinto que ele devia ficar ali quieto e quietamente permaneceu escutando-os, com o rapaz completamente atento ao desenrolar da conversa que eles nem se davam ao trabalho de disfarçar.



Péssimo sinal.



- Você tem certeza de que a mulher está aqui?



Um segundo homem indagou. Eles conversavam em português e Jin nunca se sentira tão grato a Min Yoongi em ter lhe insistido a estudar aquela língua tão complicada.



Um obstáculo a menos, pensou ele aflito. Ele precisava de qualquer ajuda disponível e não de uma bagunça que o deixasse ainda mais enrascado.



O coração martelava enlouquecido. A qualquer momento teria um infarto.



- Eu a vi entrando e sei que está aqui, seu idiota. Está apenas aquecendo o nosso ninho.



Ninho?! Certamente ele pensa que sou uma mulher. A vontade de se explicar e a de se manter escondido duelavam pelo poder de decisão com ferocidade.



Quem ele iria ouvir?



O sujeito que havia respondido aquilo havia dado uma risada rouca da qual Jin certamente não achava nenhuma graça e para seu desespero, mais dois riram também.



Talvez três ou mais; ele já não tinha certeza e se havia algo de certo naquela situação era de que ele não podia ficar ali. Não dava mais para esperar qualquer tipo de certeza.



Estou fodido,pensava ele. Não! Nem pense nesta palavra!


Ainda tremendo, Kim Seokjin vestiu um casaco envelhecido de algo que imitava a lã que havia conseguido na sua caminhada, calçou seus tênis surrados e certificando-se de que seus documentos ainda estavam em seu poder para que tivesse ajuda com a imigração, resolveu que não ia ficar mais nenhum minuto ali... Esperando só Deus sabe o quê... E tremia só de pensar.



Logo adiante, via pela fresta da cabana a pequena vila que repousava tranquila na madrugada sob o brilho esmaecido da Lua... Mas ele não ia mais voltar para lá; em todo lugar que andou naquela cidadezinha, as ruas estavam infestadas de homens... como aqueles que estavam ali fora da pequena casinha de taipa. Seres cruéis que iam e queriam se aproveitar dele. Ou os que estavam lhe caçando a mando daquela maldita... O que era possível.



Isso, senão o matassem quando descobrissem que é homem... O que era ainda pior e também uma outra coisa que era totalmente possível dada às circunstâncias. Se isso acontecesse, jamais faria justiça como jurara fazer.



Minha única opção viável é se eu me refugiasse na direção da praia, pensava ele enquanto se esgueirava cautelosamente para fora através de uma fresta sem ser visto e assim foi; o rapaz saiu de lá sem dar sinal.



Graças aos deuses, pensou ele aliviado. Estava a ponto de gritar de satisfação. Caminhou lentamente até que...



- Lá embaixo! - Eles o avistaram.



Começou a perseguição.



Não adiantava mais se preocupar com o barulho. Jin levantou a saia e correu o mais rápido que suas pernas podiam permitir, passando com movimentos rápidos por arvoredos e gramados ali perto.



Vestindo um vestido com uma saia estúpida da qual não se lembrava de sequer ter posto, o tecido fino se enroscava em galhos retorcidos e espinhos daquela vegetação agreste, rasgando muto do tecido na fuga e maltratando sua pele branca, deixando rastros grandes nela e fazendo horríveis arranhões à medida que tentava desprender-se deles em cego desespero.



Atrás dele, vinham seus perseguidores, berrando furiosos e descrevendo os horrores a que iriam submetê-lo.



Se o pegassem, é claro. O que não ia rolar.



Aquilo era um inferno, pensava ele enquanto jogava a tiara fajuta de princesa nas areias brancas e rasgava o tecido de seda até seus joelhos aparecerem e com a pouca luminosidade, via o quanto os cortes eram feios.



Por que aquilo aconteceu com ele? perguntava-se ao retomar sua corrida.



Em meio à escuridão, Jin olhou ao seu redor para ver a distância que colocou e sem pensar mais, se enfiou numa espécie de pântano que tinha ali perto da praia e que desembocava no mar; o coreano forçava seus passos em meio à lama escurecida e malcheirosa, até que ouviu um barulho e sem pensar, se abaixou rapidamente e segurou o fôlego, vendo um grupo passar por ele com tochas e lanternas, com suas passadas numerosas batendo firme no chão.



Tentando se recompor, ele arranca os pés de dentro daquela lama horrorosa com dificuldade, tira o calçado que havia esquecido devido à pressa para facilitar suas passadas e agora descalço, continuou em sua corrida desenfreada, carregando os tênis enlameados do mangue em que estivera sob as costas. Sem ver direito, o coreano tropeçou numa raiz alta e caiu, rolando na pouca lama que tinha por perto e ficou com a face coberta por sujeira. Mesmo no chão, o coreano buscava o ar para seus pulmões que lhe parecia fugir naquele momento crucial e finalmente tirando o enlameado dos olhos, recuperou o fôlego no mesmo instante e se levantou, retomando a fuga desesperada, arrependendo-se amargamente de sua decisão.



Fui um estúpido, admitiu.



Como pudera ser tão idiota?



Abandonar tudo: amigos, trabalho, família por uma simples mulher?



Ele não cansava de se torturar.



Para sua sorte, arrependimento ainda não matava... será que era por que ele não havia dado oportunidade para tal? Isso não importa.



Como será que sua família recebeu a notícia de sua fuga? Bem? Mal? E os fãs?



Em silêncio, Jin jurava voltar para casa e consertar cada um de seus nefastos erros. E recuperar a honra que jogara fora.



E como ele queria viver muito para se arrepender...



Neste momento de terror e de culpa, o silêncio que agora reinava absoluto na paisagem foi rompido por uma suave melodia e pelo o que podia ouvir, não estava tão longe dali.Onde havia música, havia pessoas... pessoas que poderiam lhe ajudar a voltar para casa.



A música já foi tudo em sua vida: seu refúgio, ganha-pão, refrigério, uma forma de expressar amor e bem-estar para lembrar de sua amada... agora, ultimamente apenas representava a lembrança amarga de sua ruína; arriscando tudo, Kim Seokjin, o mais famoso membro do grupo k-idol coreano conhecido como Bangtan Boys e que agora estava ridicularmente fantasiado de princesa, sujo de lama, sozinho, descalço e descabelado num país estrangeiro, tomou o caminho para a praia com ainda mais determinação.



Pedaços de tronco e pedras arrasavam seus pés descalços a cada passo, mas mesmo tropeçando e com uma enorme desvantagem, ele jurou que não ia desistir.



Como membro do Bangtan Boys, melhor amigo de Kim Namjoon e homem, não podia se dar ao luxo de desistir.



As consequências seriam horrorosas.



E nunca desejou tanto ter seus amigos por perto como naquele momento mortal. Se estivessem, teriam lhe ajudado bem antes das coisas piorarem.



Não muito distante, o som de seus perseguidores voltou à audição e ele olhava para os lados como um coelhinho assustado em meio à uma caçada brutal, numa tentativa de deduzir se estavam ou não próximos de seua passos.



Aqueles homens iam para matar. E ele não ia cair fácil... ia lutar até o fim. Não ia se entregar nunca!



Jin correu mais ainda pela extensa faixa de areia para salvar sua vida com tudo o que tinha e não tinha; assim como uma alma amaldiçoada que buscava a redenção em um minúsculo ponto de luz, correu desesperado na direção da música que praticamente o guiava naquele tormento.



A melodia o encorajava.



Chegando lá, via-se que era um pequeno acampamento montado com uma fogueira acesa... uma figura solitária, sentado um pouco próximo das chamas e ainda assim, coberto pela escuridão, tocava uma melodia suava ao qual Jin nunca conhecera... mas que ainda assim era linda.



O som daquelas cordas espanholas ecoavam pela noite que agora estava fracamente enluarada. Uma enorme fera surgiu das sombras e Jin paralisou, temendo aquele animal enorme.



Era um cachorro, um husky siberiano da raça Malamute do Alasca em tons branco e marrom, que rosnava ferozmente em sua direção.



E ele era ENORME.



Grande...



Gigante...



Este animal realmente só pode tomar esteróides para ser deste tamanho, pensava Jin assombrado com a imponência do animal que o olhava e o analisava como um... perigo em potencial.



- A cadela está lá embaixo!



As vozes de seus perseguidores ficavam cada vez mais próximas e com certeza, nada seria pior do que aquilo que planejavam fazer com ele.



Precisava de ajuda e era agora.



- Ajude-me! - suplicava Jin desesperado. - Ajude-me... eu lhe imploro! Por Deus, me socorra!



A música parou. Os olhos azuis glaciais do imenso cachorro refletiram as chamas avermelhadas e ele rosnou, ameaçando atacar Jin.



- Silêncio, Ice!!!!



O cachorro rapidamente se calou e sentou.



Caindo de joelhos, por suas pernas estarem completamente exaustas do esforço "heróico" a que foram submetidas, Jin começa a chorar e levanta a cabeça, insistindo, quase sem fôlego: - Me ajude!



Para sua sorte, a pessoa havia entendido seus gestos e largando o instrumento, caminhou até ele e estendeu sua mão, cujas unhas ostentavam um puro vermelho-sangue.



Ele foi roubado naquele momento...



- Venha, pequena - foi tudo o que ela disse.



Seu salvador era uma mulher?! pensava atônito.



Que ironia.



A vida era uma vadia que havia resolvido avacalhar com sua cara a todo custo.



A desconhecida não devia ter mais de vinte e cinco anos, vestia uma camiseta branca, jeans de corte reto e botas pretas parecidas com as de um motoqueiro, feitas sob medida para chutar traseiros enormes. A voz dela era serena e transmitia tanta calma e segurança que Jin sentia vontade de ser embalado por ela. Não podia ver bem seu rosto, mas ele agarrou a sua mão com todas as suas fracas forças. Ela era quase da mesma altura dele - talvez 1,65m, será? - mas ela era sólida e sua voz, segundo o que pensava, passava força e proteção.



Nada parecida com as meninas que conhecia e convivera durante a vida.



Aquela à sua frente não era uma mocinha e sim uma mulher.



Uma mulher que realmente deixaria sua namorada no chinelo, conforme ouvira inúmeras vezes da boca dos seus captores ao se referir das brasileiras, que tinham a fama em seu país como mulheres de beleza sem igual.



O fandom BR das ARMYS eram sempre presentes dentre todos os outros e os ajudavam em tudo que podiam, consumindo suas coisas, acompanhando as programações no V Live e até mesmo assistindo shows e dando audiências em seus MV's no Youtube; seu amor incondicional amarrava a banda naquele país como se fosse sua segunda casa.



Pensando assim, parecia que foi a uma vida atrás...



O terreno em que estavam era irregular e por estar distraído, Jin tropeçou, caindo nos braços da desconhecida. Movida por instinto, ela o apertou com firmeza contra o peito mas o impacto a derrubou de costas no chão e, por um momento, os dois ficaram ali deitados: o corpo de Jin sobre o da mulher; seus braços fortes ao redor dele. Sem se dar conta, ele sentiu seu cheiro e achava que era muito bom, um aroma natural de limpeza.



E ela é forte, pensou.



Ice latiu novamente e foi na direção do breu. Aqueles homens estavam cada vez mais perto, pensava ele desesperado. Tentando se recompor, Jin tentava buscar palavras para explicar a situação. Mas elas lhe fugiam devido ao nervosismo. Ele se ajoelhou na areia ao lado dela e ergueu as mãos em foma de prece; a silhueta esbelta se ergueu na sombra da fogueira, o encarado com um olhar glacial incomum.



- Como? - a voz dela era muito maistentadora quando estava por perto.



Não se deixa levar pelos encantos dela... fala logo droga, gritava seu subconsciente.



-Perdão, me perdoe - murmurou Jin. - As palavras me fogem; oh, Deus!



Não podia ver o rosto dela, mas o seu estava bem iluminado pelas chamas que continuavam a tremular ali. E devia estar um desastre. Não era um momento de grande orgulho seu, mas deixou o pensamento afundar. Aquela ocasião não era a melhor para suas crises de aparência, já que ele próprio era estrangeiro e estava metido numa grande confusão.



- Você é coreana?



- Sim, eu sou coreano. Você também é?



Pelo sotaque, Jin havia percebido que ela conhecia bem a linguagem coreanae isso, ou algo mais misteriosamente inexplicável naquela mulher, ofez sentir-se seguro. O cão começa a latir desesperado. Aquele incidentehavia distraído-o da situação calamitosa e tentando controlar as lágrimas, ele fala: - Aqueles homens... estão vindo.



Ela apenas olhou para os lados e estendeu a mão para ele. - Você consegue levantar?



Suas atitudes eram como de um cavalheiro. Jin assentiu, apesar das pernas tremerem como varas e ela o ajudou com mãos firmes e gentis. O cachorro latia e latiasem parar.



- Chega, Ice!



O cão se calou e o silêncio prevaleceu.



Pela luz da Lua, que estava milagrosamente mais forte agora, permitia-lhes ver quatro silhuetas correndo na areia da praia.



- Eles estão atrás de mim.



- Foi o que pensei. Mas por que o estão perseguindo? O... senhor roubou algo?



- Não! - Jin respondeu, indignado. - Eles querem... Eu acho que... Acho..


- Eu entendi. Sente aqui, perto do fogo. Eu cuidarei muito bem deles.



- Mas são quatro homens contra uma mulher sozinha! - exclamou Jin incrédulo com sua afirmação e seu íntimo se arrepiou ao ver seu sorriso... um sorriso selvagem e sádico.



- Ótimo!



"Ótimo?" Tinha que ser uma piada... ou problema de audição.



Jin encarava a face dela nas sombras, tentando vê-la melhor e se perguntava: o que ela queria dizer com "ótimo"? Aquela situação era tudo... menos ótima. Naquele momento de reflexão, uma voz forte brada: - Ei meu caro!!!! Esta mulher é minha...



- Devolva-a para nós e não haverá problemas - outro gritou.



- A mulher é minha.



Sua "protetora" o coloca detrás de si e os observava com espantosa frieza. Seus olhos eram surpreendemente marrons... e cruéis. Jin estava ainda mais assustado, mas fez como ela indicou.



Os papéis estavam invertidos.



Era ele quem devia protegê-la e não o contrário.



Isso era inacreditável.



Mas pensando bem, é melhor assim e não seja ingrato, alertou seu lado racional; vai que se em vez de nos ajudar, ela quisesse entregar-nos àqueles malditos? Só de pensar naquela possibilidade, assombrava-se até a espinha e a olhou de soslaio.



Pela postura rígida dela, isso não ia rolar.



- Mulher? Eu acho melhor você ir atrás de um oculista. Eu vejo apenas um rapaz de boa aparência que foi erroneamente vestido de mulher e ele...é meu - afirmou friamente e o cão latiu monstruosamente, reforçando as palavas da sua dona e fazendo-os se afastar.



Pelo visto, uma confusão vai começar...



6 de Octubre de 2019 a las 16:30 0 Reporte Insertar 0
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