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u15684182201568418220 João Vitor Cunha

Elliot Sinclaire é um garoto com problemas, e por isso não tem amigo. Muito por culpa de não achar alguém "interessante o suficiente", porém, a ,até então novata, Elizabeth, chega e faz com que ele mude a maneira de pensar.


Romance No para niños menores de 13.

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Capítulo 1- Preparação

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Há dois dias, Elliot Sinclaire ingeriu remédios e tentou se matar. Isso pairava em sua cabeça no meio de uma aula. Todos sabiam disso e como sempre, apenas o ignoravam. A campainha bate mais uma vez e o barulho das pessoas se levantando e conversando já havia começado, ele permanece em seu lugar, apoiando a cabeça sobre a mão e olhando para o longo horizonte através da janela, fazia aquilo para tentar ver ou imaginar um bom local para tirar as suas tão amadas fotos. Foi então que o professor chega e anuncia:

- Bom dia classe, silêncio - pede Arthur, o calmo professor de português, com a sua alta e grossa voz- reúnam-se em grupos, vocês vão ter que fazer um seminário... – Elliot olha para o professor e revira os olhos, odiava seminário com todas as forças, não porque o deixava estressado, mas sim pelo medo tão constante antes e durante as apresentações.

Depois de não muito tempo todos os grupos estavam formadas, o barulho na sala continuava alto, então foi preciso que Arthur gritasse para que as pessoas o ouvissem.

- Silêncio! Ok, todos os grupos já formados, vamos ver quem sobrou, – Diz ele levantando os olhos, com um meio sorriso no rosto. Por algum motivo estava feliz naquele dia, ou estava fingindo muito bem – A.... qual o nome da novata mesmo? Elizabeth, isso. Ela e.... Sinclaire, de novo – É notável ver a tristeza dele ao dizer o nome de Elliot, e então Arthur olha para ele com uma leve expressão de tristeza, que apenas o encara fazendo uma cara séria.

"Já vai começar de novo", pensa ele, "será que eles pensam que eu acredito nessa cara de pena? ". Sempre que acontece algo como aquilo, o garoto percebe o olhar de pena que todos dão para ele, fingindo se preocupar ou tentando ser legais, mas ele já está bem acostumado com isso e sabe muito bem que nunca passa de uma semana.

- Tá bom, juntem-se vocês dois e então darei o tema, ok? – Diz o professor, falando mais baixo e alternando o olhar sobre os dois. Elizabeth então, pega a sua carteira e a põe ao lado de Elliot, ela o cumprimenta com um leve aceno de cabeça, e tinha um leve sorriso no rosto ao se sentar.

Elliot via que ela nem olhava para o lado, primeiro supôs que seria vergonha, mas logo percebeu que não. Ele não fazia muita coisa na sala de aula, então reparava e anotava o comportamento das pessoas, com isso pôde definir grande parte dos alunos da sala, basicamente, "adolescentes clichês com problemas clichês", tendo algumas exceções como o gênio e a tal Carla, que nunca conseguiu definir ela.

Mas de todo modo, Elizabeth era nova o suficiente na escola para não ter uma ideia de como ela era, porém ele viu que ela não era muito de falar, tendo poucos amigos e quase sempre estava com uma cara séria, sem contar na sua beleza os curtos cabelos negros e sua pele esbranquiçada. Mas a sua personalidade era um mistério. E aquilo, a deixava no mínimo "interessante".

Era apenas uma aula e nem houve uma oportunidade para que eles conversassem, raramente até olharam um para o outro, quando a campainha bateu novamente, Elizabeth virou para Elliot e então disse:

-Ei, o que acha de marcarmos um dia para pesquisar o trabalho? – Pergunta ela com uma cara meio séria.

-Tá. Aqui na escola, amanhã às 15. Me encontra na biblioteca. – Responde ele com rispidez, como se fosse uma ordem e a encarando.

-A internet não funciona aqui, sei porque tentei antes, - ela para e olha um pouco através da janela - que tal na tua casa?

-Não, lá não é um bom lugar, que tal na tua?

-Escola então? – Responde ela rapidamente, Elliot dá um sorriso, não sabe se foi o timing, apenas achara aquilo engraçado, e assim a sua cara séria se vai e ele olha para o chão, ao olhar para Elizabeth ela estava apertando os olhos, fazendo uma cara de confusa.

-Desculpa, -ainda com um meio sorriso no rosto - nem eu entendi isso. Mas sim, às 15h.- Foi então que Elliot percebeu que ela também tinha em seu rosto um sorriso contido.

Ela murmura um "ok", pega a sua carteira e vai embora. "Sem sorriso de pena, sem uma tentativa de ser gentil, ou ela não sabe, ou ela não liga. Bom, mesmo assim, eu acho que esse foi um bom primeiro passo, né? Ela quase sorriu, isso é bom, né? Mas e se ela estava rindo de mim? Peraí,ainda agora eu tava sério, porque eu tô voltando a pensar nisso de novo?" Pensou ele. Não entendia porque estava preocupado com isso, tinha uma ideia, mas realmente não queria acreditar.

Ao sair da escola, passando pelo portão, ele olhou para o lado e viu que Clara não estava mais fumando alí, "menos mal". No seu não tão longo caminho até a sua casa, enquanto tirava fotos da natureza, pensou em agradecer a sua vizinha, por ter salvo ele depois daquilo, mas parando para pensar, "Por que mesmo? " Ele apenas olhou pra baixo e falou um triste:

-Ah, não.

24 de Septiembre de 2019 a las 00:35 0 Reporte Insertar 0
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