Canis Lupus Seguir historia

aloucadoscavalos A Louca dos Cavalos

Desde que Archie foi dado como morto por uma armadilha que ocorrera, Ruby e Henry ficaram responsáveis por Pongo; desde então eles vêm criando grandes laços de amizades e eis que algo imprevisto acontece. Quando Ruby acorda em seu quarto e percebe o recinto completamente bagunçado, percebe então que algo de diferente aconteceu, em algum momento.


Fanfiction Series/Doramas/Novelas No para niños menores de 13.

#comédia #romance #furry #Pongo #Ruby #once-upon-a-time #ouat
Cuento corto
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Operação Canina

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A vasta escuridão se estendia sobre a cidade como um manto sobre os ombros, vento gelado assoprava os becos e janelas, como conduzia as gramíneas em campos abertos. A lua sorridente no longínquo céu negro sardento de estrelas embalava a cidade em sonos profundos, sonhos estimados e corpos consumados.

As residências todas enfileiradas por entre os cercados, os armazéns e conveniências com seus letreiros piscando coloridos, irritando os acordados, mas alegrando os felinos. Alguns bares desgovernados, pois para eles era apenas o início.

Entre os aposentos algumas de destaques por seus tamanhos eram: a mansão da prefeita, o orfanato das freiras e a pensão da Vovó Granny. Neste segundo se era perceptível algumas indiscretas luzes acessas indicando que ainda haviam pessoas acordadas e não sendo as crianças, pois as regras eram rígidas.

No recinto iluminado de janelas fechadas e pintura básica branca com ar aconchegante, sofás beges numa sala inexistente com algumas estantes lotadas de livros e mais a esquerda uma grande mesa redonda com oito figuras femininas sentadas.

Tinker Bell, a loira de coque com olhos curiosos, mas contidos. Rosetta, a ruiva com jeito de moça e aroma floral. Iridessa, a negra com ar sábio e presença luminosa. Vidia, com longos cabelos negros como cascatas e sorriso prepotente. A direita. Silvermist, animada sempre com bochechas inchadas por seus risos. Fawn, aventureira e tagarela. Periwinkle, a incomum de cabelos brancos e adoradora de invernos, não havia quem disesse, mas era a irmã de Tinker. E claro, Blue, a líder com decisões firmes e tamanha rigidez.

Não era um simples encontro entre fadas, muito menos migrações, tinham apenas um assunto sério a tratarem e por vezes a carrasca se decidiu em convidar suas iguais para discutirem. A de traje originados de copo de leite azul, seguiu até a chaleira que apitava indicando que fervera a água, voltando encheu as xícaras decoradas e com os saquinhos de chás distribuídos, a fumaça e aroma preencheu o cômodo.

—Estando todas presentes aqui vamos dar continuidade. Gostaria de parabeniza-las pelos grandes trabalhos realizados ultimamente! —A loira de pompom nas sapatilhas encarou estupefata a presença em sua frente descrente no que ouvira. A outra fitou-a com olhos castanhos semicerrados, tinha noção do que falavam e pensavam de si mas continuava indiferente. Ouve gritinhos de felicidades e batidas de palmas alegres, a morena repuxou os lábios no que seria um esboço de sorriso.

Bebericou o chá e esperou se acalmarem, após o momento passar depositou a xícara e retornou.

—Queria relatar a baixa produção de pozinho mágico, as crianças estão perdendo a fé nas fadas e isso não pode prosseguir, não podemos deixar suas crenças desabarem, quero que se encarreguem disto! —Anunciou deixando-as a par.

—Pode deixar, Blue. Não lhe desapontaremos. —A albina logo concordou apurada.

—Assim espero! —Lançou de primeira. —Outra coisa, nossos casais estão juntos, a magia dos amores verdadeiros agora flutua por Storybrooke. —Relatou suavemente com a expressão tranquila.

—Agora que quase todos já tem seus amores verdadeiros, não acha que esta na hora de uma “certa pessoa” conseguir o dela? —Tinker arriscou perguntar.

—Quem ainda não conseguiu encontrar seu par, apenas nos resta esperar. —Indicou.

—Mas também podemos dar um pequeno empurrão! —Rosetta exclamou radiante à oportunidade da paixão, fazendo com que a líder cedesse.

—Alguma ideia? —Inquiriu séria. Se debruçaram sobre a mesa ouvindo a ideia maluca porém racional da artesã. A freira não acreditou no que havia sido proposto, era completamente absurdo e irracional.

—Por favor, vamos tentar! Nós confiamos em nossa amiga! —A negra implorou.

Suspirou balançando a cabeça em concordância.

—Vou me preparar... —Não terminou a fala.

—Não será você TinkerBell, falhou em sua primeira tentativa não fará outras missões até segunda ordem. —Esclareceu fazendo-a abaixar a cabeça. —Fawn, cumpra sua missão com dedicação e ganhará um cargo.

—Muito obrigada!!! —Agradecera alegremente e se aprontara.

No cobertor negro um pontinho brilhante fazia piruetas e ziguezagueava no ar, elevou o corpo ao encontrar o local de seu destino e se enfiou numa brecha pela ventarola. A jovem adormecida na cama respirava tranquilamente junto com o cachorro pintado ao pé da cama sobre o tapete felpudo.

Agitou sua varinha no ar e fez alguns símbolos com o pó que caía em cima do canino, instantes depois uma vasta claridade se apossou do quarto e imperceptivelmente a fadinha fora embora confiante.

***

“Como uma loba no cio,

Agarro-me nas grades que me separam de Ti;

Observo-te de longe, um Macho imponente a desfilar,

Mas esquivando-se do cheiro e do mel, que sai do meu corpo

para te lambuzar!” –Luciana Andrea

Os raios de Sol beijavam-na a face enquanto o típico vento da manhã acariciava seus fios chocolates levando-os até seus lábios, fazendo a despertar; abriu os olhos esverdeados encarando o teto e se levantou rapidamente, ao sentir o delicioso cheiro de bacons fritos, estranhando, igualmente a janela entreaberta, coisa que nunca deixara. No chão seus pés pisaram sobre chumaços de ralos pelos pintados e a cama do cachorro desarrumada. Mal sabia que seu dia seria estranho por completo.

Desceu as escadas delicadamente mal tocando os degraus, a TV estava ligada baixinha nas notícias matinais e ao se virar para a cozinha, levou um enorme susto ficando sem reação. Cabelos desgrenhados, corpo branco com pintas pretas e braços ageis virando panquecas...

—O que está acontecendo? —Sua boca aberta dificultava as palavras, tamanho o espanto.

—Oh, estupidez minha, sente-se! —Correu desajeitado puxando a cadeira e voltando atender a massa que quase queimara. —Panquecas? —Sorriu colocando-as no prato à frente.

O delicioso aroma impregnou seu olfato fazendo suas tripas ansiar por eles, porém ainda estava em choque. O corpo másculo se ergueu até o armário alcançando o pote de sucrilhos. Os olhos verdes ocupadíssimos em visualiza-los e o cérebro em formar coerência, os ombros largos com quadril exuberante e na cintura uma toalha bem presa. Se virou e encontrando as esmeraldas arregaladas e firmes em si, se justificou.

—Não tinha nenhuma roupa masculina e não iria usar suas roupas de mulher, então optei pela toalha, algum problema? —Despejava o alimento numa vasilha.

Depois do que pareceu uma eternidade, balançara o rosto saindo do transe e bebendo o suco pois sua boca estava seca.

—...Não. —Encarou-o. —Pongo?!

Os ônix automaticamente a olharam e esculpiu um largo sorriso aquecendo-na.

—O que aconteceu? —Mordiscou o lanche, estava faminta.

—Acordei assim! —Deu de ombros. Engoliu a comida achando uma delícia e muito bem feito.

—E agora como vou trabalhar?! —Se lamentou ainda receosa com a forma do cachorro.

—Me desculpe, não quis te atrapalhar...mas não sei o que aconteceu comigo, só acordei assim, humanoide. —Suas orelhas estavam baixas e a voz igualmente. Parou em sua frente.

—Hey, tudo bem! O que seja que aconteceu a você conseguiremos achar uma explicação, agora fique tranquilo. —Abraçou-a deixando um pouco desconcertada. Também envolveu os braços em si. —Vá tomar um banho que vou comprar alguma roupa para você.

Subiu as escadas em direção ao banheiro e logo a loba ouvira o barulho do chuveiro, saiu rapidamente indo a loja e voltando em seguida, desejando que fosse o tamanho certo. Alguns minutos após chegar ouviu a campainha tocar, foi atender, era Henry.

—Oi Ruby, vi que o Granny estava fechado então vim saber como estava! —O garoto estava alto e com a voz grossa.

—Ah, oi Henry. Estou bem...só um pouco indisposta por isso não fui trabalhar. —Acalmou-o ficando na porta impedindo a visão de dentro.

—Que bom, e o Pongo? Posso passear com ele? —Mexeu a cabeça tentando visualizar o interior.

—O Pongo? Ah é, ele fugiu... —Foi cortada pela tom curioso.

—Me chamaram? —A voz grave soou da sala fazendo-os encarar. O moleque ficou boquiaberto enquanto a outra mordia o lábio pelo que via. As gotas de água do cabelo escorria por todo trajeto até serem detidas pela toalha, que praguejou por estar ali. Ruborizou vendo-a se morder mais forte.

—Esse é o Pongo? —Se aproximara incrédulo tirando-a dos pensamentos perversos.

—E aí Henry! —Lhe estendeu a mão ainda muito semelhante a uma pata, e teve a mesma apertada.

—Longa história, precisamos vesti-lo e irmos até sua família. —Jogou a roupa para que se vestisse. Sumiu cômodo a dentro.

—Ele ficou legal assim, achei maneiro! —Contou sorrindo.

—Seus familiares não vão gostar nada. —Pegava a chave e desligava a televisão. Não demorou para o novo homem aparecer vestido. Em seu torso uma comprida blusa vermelha e nas pernas uma bermuda verde, quando se virou o silêncio foi rasgado por um grito escandaloso e depois um ataque de risos da mulher. De um furo na peça, provavelmente feito por ele, saía um rabo fino e pintado, motivo da reação dela.

Saíram de sua moradia se dirigindo até a delegacia, onde certamente estariam David e Emma. Ruby estava muito temerosa tentando pensar em como reagiriam. Quanto mais se aproximavam mais nervosa ficava, não percebendo que segurara a mão dele. Entraram no estabelecimento e a cada passo parecia que seu corpo pesava toneladas, desconhecendo o por que de estar assim. Do contrário a presença masculina estava tranquila apenas eternizando a sensação de suas mãos entrelaçadas.

Quem tomou a dianteira da conversa foi o garoto que estampou um sorriso para a o assunto a ser tratado.

—Oi mãe. Oi vô. —Cumprimentou.

—Oi garoto! —A loira o abraçou.

—Henry! —Beijou-lhe a cabeça. —O que faz aqui?

—Prometem não surtar? —Esperou e quando inquietos concordaram, chamou a amiga e o “desconhecido” que decidiram não aparecer de imediato.

Primeiro a garçonete apareceu esfregando as mãos ruborizadas por perceber estar engatada na dele. Segundamente de orelhas abaixadas e rabo entre as pernas, entrou na visão ampla.

Sons de admiração e surpresa saíam dos dois espantados aumentando a tensão de Ruby. Foi David quem tomara a iniciativa.

—...Pongo?! —Inclinou as orelhas e direcionou o olhar ainda baixo.

—Como é possível? —A salvadora estava incrédula e a cada explicação da trajante vermelho, mais as coisas não faziam sentido.

—Então você não sabe o que aconteceu? —Depois de muito analisar, o príncipe perguntou. Negou com a cabeça e ficaram ainda mais descrente.

—Isto realmente é estranho, como não temos mais informações sobre o assunto teremos que deixa-lo detido. —Pegara a algema da gaveta e se encaminhou ao canino que não pestanejou, levando as mãos para trás.

—Mas mãe, é o Pongo... —O homem depositou as mãos no ombro do neto.

—Não Henry, não é o Pongo. É um humanoide desconhecido e para sua segurança é melhor se afastar, não sabemos suas intenções. —Colocara-o dentro da cela e notou a tristeza estampada no rosto da amiga.

—Se ele fosse fazer algo de ruim, não acham que teria feito quando fizera meu café da manhã?! —Soltou de súbito irritada desviando do olhar do amigo.

Encararam-na como se houvesse falado uma maldição. Os dois xerifes se entreolharam.

—Sinto muito Ruby! —Torceu o lábio por ter que se manter firme e não confiar mas mesmo assim era desconhecido e se fosse uma ameaça? Esse é o certo e estão se tornando mais rígidos perante os acontecimentos na cidade ou não conseguirão manter a ordem.

Saiu dos devaneios quando ouviu os passos apressados da testemunha se retirando e suspirou pesadamente. Mas o que lhe apertou mais o coração foi o garoto se afastando bravo com ele. Coçou a cabeça mas não voltaria atrás.

A morena achava-se arrasada, como podem ter reagido assim! Eram seus amigos, acreditaram em seres piores mas não nela e no cachorro, como puderam?! Se debruçou sobre a cama segurando a coleira que ele havia deixado quando se trocou.

Seu final de tarde, a noite e a madrugada foram atribuladas.

***

O homem ruivo trancava a porta de seu consultório, pegou o guarda-chuva e se moveu para longe do local. Estranhamente estava sendo convocado para comparecer na delegacia, nunca antes havia sido chamado. Não estava preocupado, não fizera nada de errado porém estava curioso.

Chegou no estabelecimento cumprimentando os quatro presentes. Os xerifes e seus pares. Indicaram a cela para ele e quando olhou-a figura sentada sobre a cama, Archie desacreditou. Se aproximou com os olhos arregalados, voltou-se a eles que assentiram.

—...Pongo? —Tirou as mãos do rosto e se levantou distribuindo um sorriso, eles eram suas obras primas. Estendeu a mão que foi pega e apertada. Pela terceira vez contou o que sabia.

Com todos ali reunidos, tiraram-o da cela para discutirem o estranho caso, novamente repetindo o acontecido e já estava enfadado. Se encontravam absortos em pensamentos, teorias e possíveis acertos quando alguém irrompeu pela entrada.

Com a feição levemente irritada a jovem andou furiosa até o companheiro e o puxou.

—Chega! Sem conversas, sem teorias, sem nada. Se vocês não acreditam nele por que estão o aborrecendo! —Fuzilou todos percebendo a presença das duas, não presentes ontem.

—Calma Ruby, só estam... —A mulher de cabelo curto e face redonda tentou tranquiliza-la.

—Calma nada! Quando vocês precisaram de ajuda eu fiz de tudo para os ajudarem e não ataquei pedras de primeira ou insisti em um interrogatório besta! —Explodiu, tamanha sua raiva que acabara empurrando a mulher de seu lado e arrastou o sujeito consigo.

No caminho despejou as lágrimas que segurara. Chegando em casa despencou no sofá cobrindo a face com a almofada; sentindo-se culpado trouxe um copo de água com açúcar e a apoiou em seu colo, fazendo carinho nos cabelos com mechas vermelhas e aspirando seu cheiro.

Ficaram bastante minutos até amenizar as ondas de choro e vendo o momento certo avançou.

—Por que choras? —Enrolou suas mechas no dedo.

—Por...porque eles não acreditaram em você, não acreditaram em mim... —Retornou a chorar e foi apertada mais forte.

—Por que choras? —Insistiu na pergunta, não sendo a resposta que esperava.

—Por...porque eu me im... —Fora interrompida por ele que erguera seu rosto fazendo-a o encarar.

—Eu te amo Ruby! Sempre te amei, e não digo isso por meus sentimentos caninos, mas aos sentimentos humanos que adquiri e também não estou confuso, mesmo os sentimentos humanos sendo complicados, por isso não fiquei preocupado com minha nova forma, não sinto que tenha sido algo maligno, mas que seja benéfico; eu fiquei todo esse tempo junto a ti, te protegendo, te acalmando nas horas tristes, estive com você quando sua avó morreu e não me importa qualquer outra coisa não relacionada a você. —Secara-lhe as lágrimas beijando a bochecha. —Não terá nada que me tirará de ti! Então não chores, nunca mais chores por nada, eu serei o tudo para você! —Notou os olhos molhados tornarem a encher da água e antes que escorressem de novo para fora, segurou-lhe a face depositando uma lambida, carregada de sentimentos, nos lábios vermelhos.

Despreparada e presa em suas lástimas, fora pega de surpresa com as palavras e reação do mesmo. Como uma centelha de fogo acendendo uma fogueira, assim foi seu coração ao ser apertada e aquecida pela declaração sincera de seu descendente. Desabou nos braços em volta de si e como nunca antes, se sentira acolhida como em uma toca quente numa nevasca. Ficaram assim por muito tempo até que ela estivesse mais calma e não mais chorasse, fora completamente satisfatório sentir seus dedos sobre seus ralos pelos contornando suas pintas, um charme como ela dissera.

Estando acomodada, levantara do sofá grudada com o corpo masculino que não a soltaria. Subiu as escadas risonha com o comportamento, parou em frente ao quarto.

—Não vai me soltar né? —Fez bico mordendo a orelha pintada.

—Não! —Balançou a cabeça apertando-a.

—Mas eu vou tomar banho! —Soltou um gemido mudo.

—E daí! Não é como se eu já não tivesse te visto nua. —Disse normalmente, não percebendo-a arregalar os olhos. Encostou-o na parede indo lhe dar um beijo mas como um sabão, escorregou das mãos fechando a porta no instante que entrara.

Respirou aceleradamente, se encostando ao se dar conta da verdade dita pelo humanoide; agradecera demasiadamente por nunca ter se masturbado frente ao cachorro. Ouviu os ganidos e batidas na porta, mas ignorou.

Tomou um intenso banho relaxante, deixou a toalha cair frente ao espelho observando seu corpo, com os seios medianos e o rastro em sua intimidade, vestiu uma roupa leve constatando que a noite seria longa a julgar por seus hormônios humanos e lupinos.

***

A tarde passada quando a jovem invadiu a delegacia deixaram todos boquiabertos com a reação inesperada, Ruby sempre fora alguém calma, intelectual, afável e amistosa. Estavam todos descrentes e o xerife fora acudir sua esposa que chorava sentida pelo comportamento alheio.

—Não chore Mary, entenda a perspectiva dela, estava arrasada por não termos confiado em si. —Consolava-a.

—Eu realmente nunca a vi desse jeito! Nem nos tempos que eu aterrorizava a Floresta Encantada. —Regina explanou suscetível com a amiga.

Instantes depois a postura loira e animada de Tinker Bell apareceu calmamente para eles, com seus sapatinhos de pompom, abraçando a prefeita em primeiro ato.

—Oi pessoal! —Sorriu sentando perto de Emma. —O que aconteceu? —Estranhou a princesa chorando.

—Minha mãe teve um desentendimento com a amiga dela por um acontecimento estranho que ocorreu. —Relatou abraçada com Regina.

—Tem haver com o Pongo? —Segurou o riso.

—Bom, agora a cidade inteira esta sabendo. —Ironizou David.

Soltou o riso.

—Relaxem, vim aqui os informar do ocorrido. Tivemos uma reunião com a Fada Azul e ela concordou em dar um empurrão para que Ruby encontrasse seu amor verdadeiro. —Encararam-na espantados, esperavam por tudo menos isto. —Eu tive a ideia e minha amiga Fawn, a fada dos animais, executou com a permissão da líder. —Se apossou dos donuts, até então intocados na mesa.

—Que imprevisível!! —Abobalhou-se o pai.

A fada se afastou puxando o casal de noivas para o canto.

—Regina. Queria me desculpar novamente por ter achado que o Robin era e seria sua alma gêmea, mas nunca conjurei estar tão errada em minha vida. —Riu. —E quem diria que seu amor na época nem tinha nascido ainda.

—Esqueça Tinker, aquilo foi passado e infelizmente teve um resultado horrível para você, mas que bom que já recuperou sua perda, fico imensamente feliz por isso! —Segurou as mãos dela. —Realmente, minha amada apareceu da maneira mais inesperada possível, porém ainda assim, no momento que mais precisei! —Sorriu terna para Emma que corara de leve, declarações nunca fora seu forte.

Após mais algumas fofocas e a recomposição de Mary Margaret a fada se despediu, indo embora. Logo entardeceu e todos voltaram cansados para casa, vangloriando seus repousos.

***

O cônjuge mantinha-se alinhado nas cobertas sem dar importância a suas obrigações, ambos felizes e distribuindo carinhos entre lambidas, mordidas de orelhas e eriçar de pelos. Com isto foram se espertar no início da tarde, de forma lenta e ociosa.

Almoçaram frivolamente e o dálmata fora lavar a mínima louça que sujaram enquanto sua lupina aconchegava no almofadado sofá escuro. Granny’s estava a alguns dias fechados e os cidadãos já estavam loucos. Duas batidas na porta tiraram-no do afazer e foi atender sorrindo ao constatar quem era.

—Hey Henry. —Fizeram toques de mãos e trouxe o adolescente para dentro firmando o braço em seus ombros.

—E aí Pongo, que bom que já recobrou sua felicidade e não se abalou com o ocorrido, peço desculpas pelo comportamento de minha família. —Acenou para sua cozinheira de donuts preferida.

—Tssc, relaxe! Tudo tranquilo, afinal foi estranho mesmo aquilo, mas agora já me acostumei! —Voltou a secar os pratos.

—Eu vim aqui te chamar para jogarmos World of Warcraft estou louco para estrear Legion, só joguei a versão teste. —Sentou na cadeira.

—WoW, mas é pra já! —Largara o pano e subiu para o quarto pegando sua jaqueta preta. —Vai ter que me ensinar a jogar. —Riu.

—Claro. Até sei com qual classe e raça ira jogar, tão óbvio! —Sorriu.

Os dois se aproximaram da porta para sair e a dama surgiu frente ao parceiro.

—Vai me deixar sozinha?! —Emburrou a face.

—Oh, eu esperava por esta pergunta. —Lambeu-a. —Você ira pedir desculpas a Snow.

Fecharam a abertura e a mesma dilatava as narinas de irritação, não iria pedir desculpas, não estava errada. Eles que agiram de maneira precipitada! Se convenceu de sua decisão deitando no sofá, mas a medida que trocava os canais, sem nada interessante passando, relembrava da cara de surpresa da amiga ao acotovela-la. Balançou a cabeça para livrar a convicção imprecisa e se moveu depressa para a casa dela, qual sabia ser uma rua abaixo de seu restaurante.

Subiu no apartamento respirando demoradamente criando coragem, fechou os olhos ao bater e ficou de costas.

—Tia! —O grito da criança percorreu o corredor e o corpinho abraçou suas pernas. Virou pegando-o no colo, como estava grandinho! Entrou.

Percorreu o cômodo simples e aconchegante pintado de branco encontrando o casal na cama.

—M-me desculpe...Volto outra hora. —Ia sair quando o varão segurou-a pelo braço.

—Tudo bem Ruby, não estamos ocupados nem em momentos íntimos. —Deu tapinhas em seu ombro trazendo-a para dentro.

Sentou na cama junto da amiga brincando com o garotinho para amenizar a tensão. Engoliu em seco.

—Snow...eu vim pedir desculpas por meu comportamento...Sei que estava errada porém o...nervosismo me impediu de raciocinar e notar que ele poderia ser uma ameaça... —Lacrimejava.

—Não! Eu quem devo me desculpar, agimos pressurosamente e nos esquecemos de que vocês tem um laço maior que imaginávamos, nós quem devemos nos desculpar. E realmente, quando mais precisamos você nos ajudou muito e o que eu fiz?! Desacreditei, tentei te impedir de seu amor e não estava presente te dando forças. Me perdoa Ruby? —A essa altura as duas vertiam lágrimas abraçadas.

O marido assistia a cena feliz por elas estarem se entendendo, enquanto preparava um chá, após lágrimas e juras de que não mais ficariam distantes se recompuseram e nisso a lua já havia dado as caras com as estrelas, a escuridão e a criança dormia. Um rangido e sua filha chegara em casa com o semblante cansado. Não havia sido muito atarefado cobrir o horário de seu pai, mas ainda sim exaustivo, que ele pedira para poder acudir sua mãe. Abraçou-o e sorriu para as duas mulheres juntas e resolvidas, indo tomar banho.

Horas mais tarde estavam todos reunidos na grande mesa se servindo da aromática e aquentada janta. Novamente a porta foi aberta e as vozes denunciara os chegados, Regina com seu sorriso sensual direcionado a loira e Henry comprometido com Pongo em uma longa conversa sobre o jogo, também se assentaram a mesa, cada qual ao lado de seu par. Resultando na carranca do crédulo por estar sozinho, fazendo-o ir comer no quarto da mãe.

Após se alimentarem e degustarem da sobremesa, sorvete de bolacha, situavam-se na porta preparando as despedidas. Tiveram um papo muito agradável com o peludo e adoraram-no, estavam até fazendo planos para introduzi-lo em suas aventuras e operações.

—E não esqueçam. Sempre que estiver em apuros, é só latir por ajuda! —A garçonete indicou sorridente encarando-o consorte imóvel. —Late. Late! Por favor!

Revirou os olhos reprimindo um bufo e soltou um latido mostrando os dentes ao sorrir e abanar o rabo. Todos riram.

—Patrulha Canina, não! Por favor! O Neal assiste esse desenho vinte e quatro horas por dia, eu não aguento mais!! —A mãe levou as mãos ao cabelo em uma expressão desesperada rindo após.

Caminhavam de mãos dadas nas ruas silenciosas e gélidas da noite fria. No alto a lua crescente fundida no pretume e brilhante pelas estrelas, denunciava brevemente o abeiramento da lua cheia. E pela primeira vez em anos, não estava em pânico por esta peripécia e nem abandonada porém seu terror longínquo apresentava iminente: o cio.

***

“Você quer que a devore como lobo no cio,

Que te cubra com meu corpo, como um manto sagrado,

E como homem...Te possua.” –Marco Antônio Alvarenga

22 de Septiembre de 2019 a las 02:20 0 Reporte Insertar 0
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