Acorde, Midoriya Seguir historia

cecifrazier Cecília Frazão

Era Natal, afinal. E finalmente Deus havia escutado suas preces, lhe dando o maior e melhor presente que poderia receber.


Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13.

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Ainda é Natal

A vida nunca continuaria a mesma depois da perda de uma pessoa importante; essa era a realidade que as pessoas sempre enfrentarão muitas ou poucas vezes ao longo de sua vida. É triste dizer, porém, todos se vão algum dia. Todos terão um buraco no peito deixado por alguém amado em vida e após sua morte, esse sentimento de carinho e afeição permanece, sendo eternizado.

Todos têm o tempo contado na Terra, e não há nada que se faça para impedir tal acontecimento fatídico.

A não ser quando se trata de pessoas em coma, que têm suas vidas prolongadas artificialmente.

Talvez o coma seja pior que a morte. Seus entes queridos sabem que você está lá; vivo; respirando mesmo sendo através de máquinas; se alimentado mesmo sendo através de tubos; você está vivo. Mas, ao mesmo tempo, permanece em um estado incerto. Ninguém sabe quando você vai despertar do sono de duração indefinida; isso quando não acaba morrendo após passar tanto tempo inerte.

Já fazia quatro anos desde o último Natal que a família Midoriya passara realmente unida. Quatro anos desde que Bakugou, Ochako, Todoroki e os demais amigos não viam aquele sorriso alegre; aquela cabeleira verde balançando contra o vento e os olhos iguais às esmeraldas, tão cheios de vida e esperança.

Contudo, quem sofria mais com aquela situação toda, certamente era Inko. Ela não suportava ver o filho daquela forma. Não conseguia acreditar, mesmo tendo se passado quatro longos e difíceis anos, que seu lindo menino na flor da idade estava em coma. Adoraria, ah, como adoraria ver o belo rapaz de dezenove anos que se tornaria. Como adoraria vê-lo se formar no ensino médio, ingressar em uma faculdade, tê-lo acompanhado a cada decisão que tomasse... Porém, o mais perto que podia chegar era àquela cama de hospital, vendo-o deitado sobre ela.

Não sabia se ele realmente podia ouvir naquele estado, mas era isso que mais ansiava. Que ele ouvisse suas palavras de amor e carinho; preces e pedidos para acordar logo.


24 de dezembro de 2013

Véspera de Natal. As ruas se encontravam perfeitamente iluminadas e banhadas no clima natalino. As lojas estavam uma loucura, repletas de pessoas malucas fazendo suas últimas compras para um dos dias mais aguardados do ano.

Época de paz, celebração, confraternização, fé e também, presentes.

Midoriya Inko todos os anos comprava vários presentes para dar ao seu filho e aos amigos do rapaz. Uma mulher bondosa, carinhosa, gentil e compreensiva. Estas eram suas maiores qualidades, tal como o filho, Midoriya Izuku, que muitos diziam ser a versão masculina mais jovem da mãe. E não era para menos, pois quem o conhecia de fato sabia o quão maravilhoso era Izuku.

Até mesmo Bakugou Katsuki, quem sempre implicava como garoto, não poderia negar suas qualidades. Conhecia-o desde os quatros anos de idades e até que eram bons amigos, apesar da implicância que Kacchan apelido de Izuku para Katsuki tinha por Deku apelido de Katsuki para Izuku —.

Ochako Uraraka e Todoroki Shouto eram amigos que Midoriya conhecera assim que entrara no ensino médio. Haviam também Iida Tenya, Kaminari Denki, Ashido Mina, Kirishima Eijiro, entre os muitos alunos de sua classe, que considerava a todos como seus amigos, porém, aqueles três eram os mais especiais para si. Não sabia explicar a razão, eles apenas eram. Tinham uma conexão forte, e isso era uma das coisas mais importantes para o jovem Midoriya Izuku.

Quando o relógio marcou exatamente meia-noite, mãe e filho abraçaram-se, confraternizando-se. Era assim todos os anos, apenas eles dois, entretanto, aquele Natal seria um tanto diferente, pois marcara de se encontrar com seus amigos após a meia-noite na grande árvore de Natal na praça. Inko não o impediu, afinal, sabia o quanto aquelas três pessoas alegravam a vida do filho.

Mas... ela só não esperava que o caminho à praça mudasse completamente sua vida.

Durante a primeira hora do dia 25 de dezembro de 2017, Midoriya sofreu um acidente ao atravessar a rua. Um homem completamente bêbado dirigia em alta velocidade quando acertou o jovem em cheio. Ele, praticamente, fora jogado para longe, quase como se tivesse voado e caído com tudo no chão.

Midoriya não morreu, mas, por quatro anos nunca mais acordou.


25 de dezembro de 2017

Midoriya Inko se encontrava sentada sobre a poltrona confortável do quarto 101. Recostara sua cabeça no encosto do móvel, olhando fixamente para um ponto qualquer do lado de fora da janela. As luzes natalinas iluminavam fracamente o cômodo, trazendo um pouco de luminosidade para aquela escuridão. Nevava lá fora, mas Inko sentia como se estivesse congelada há muito tempo.

Todos os dias desde quando seu filho entrou em coma, o viera visitar. No Natal não seria uma exceção, mas fez questão de permanecer desde as 21:00 do dia anterior. O hospital não tivera objeções àquilo, pois sabiam muito bem da situação e eram compreensivos.

Já devia passar das duas da manhã. Inko não tinha a mínima vontade de dormir, apesar de estar emocionalmente desgastada e aquilo interferisse em seu físico. Chorara não fazia muito tempo; descarregara um pouco o peso que sentia sobre suas costas. Seu mundo havia caído, estava em pedaços e tinha vários cacos espalhados pelo chão.

— Izuku... — Sibilou Inko, cedendo ao cansaço enquanto fechava os olhos que ardiam; tanto pelo sono quanto pelas lágrimas derramadas.

Ela tinha esperanças. Seu filho acordaria algum dia, disso ela tinha certeza, contudo, não sabia quando. Poderia demorar anos e anos, ela sempre estaria ali, o esperando.

Inko estava quase caindo no sono, quando, de repente, escutou a frequência do monitor cardíaco acelerar. Isso a fez abrir os olhos de supetão, seu próprio coração batia mais rápido que aquelas pulsações mostradas pela tela. Levantou-se, então, apoiando suas mãos na beira da cama de Izuku, observando-o atentamente.

Os cabelos verdes estavam do mesmo jeito que eram, pois ela tinha o devido cuidado de manter a boa aparência do filho. Ele já tinha a feição de um jovem adulto, fazendo Inko imaginar o quão bonito seria sorrindo.

Mas, naquele momento, ela mesma quase desmaiou ao ver as pálpebras de Izuku tremerem e os lábios se contraírem brevemente. Um fio de voz passou entre eles, os olhos se esforçando para abrirem.

Inko não movia um músculo sequer ou expressava algum tipo de reação. Estava paralisada de emoção, alegria, surpresa e desespero.

— Mãe... — A voz de Midoriya quase não saía, mas ela entendera perfeitamente.

— Izuku! — Exclamou, arregalando mais ainda os orbes quando percebeu que aquele não era mais um dos devaneios que tivera. — Meu filho!

Inko o abraçou sem mais nem menos, procurando ter um pouco de cuidado com o rapaz frágil.

— O... que aconte... ceu? — Izuku grunhiu baixinho, então ela rapidamente o soltou e limpou as lágrimas que insistiam escorrer.

— Você sofreu um acidente, Izuku. — Inko afirmou tristemente, logo suspirando. — Mas, não pense nisso agora, por favor. Eu senti tantas saudades...

— Mas... eu tenho que ver... os meus amigos... — Midoriya respirou fundo. — Kacchan deve estar furioso...

— Ninguém está furioso com você, filho. — Ela passou as mãos pelo rosto do rapaz, enquanto novamente as lágrimas desciam.

— Que horas são...? — Perguntou tentando virar a cabeça para o lado, mas Inko o impediu.

— Shh... — Sentou-se na beiradinha da cama. — Ainda... é Natal, filho.

Abriu seu melhor sorriso. Izuku não deveria ter noção do que acontecera, então, tentaria deixá-lo tranquilo ao menos por enquanto. Apenas imaginava o tamanho do choque que ele sofreria ao descobrir a verdade.

— Feliz Natal. — Midoriya também sorriu, voltando a fechar os olhos. — ...de novo.

— Logo voltaremos para casa, tudo bem, meu amor? — Inko beijou a testa do filho quando ele assentiu com um pequeno aceno de cabeça.

Era Natal, afinal. E finalmente Deus havia escutado suas preces, lhe dando o maior e melhor presente que poderia receber.

19 de Septiembre de 2019 a las 21:37 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

Cecília Frazão Hey, eu sou a cecifrazier, mas, pode me chamar de Ceci/Zezi, já que praticamente todo mundo me chama assim. Eu escrevo fanfics e de vez em quando uma história original, poema, conto, etc. Já me viu por aí? Pois é, eu estou em vários lugares da internet mesmo. Fui do Nyah, depois fui do Social Spirit e agora estou testando novas plataformas, como o Inkspired, Wattpad e Sweek. Relaxa aí e vem ler as coisas que eu escrevo.

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