Amor Pecaminoso Seguir historia

teffychan Steffanie Pinheiro

"A culpa ainda me consumia por dentro. Culpa por afastar pessoas que o paqueravam não por querer protegê-lo e sim porque elas podiam ter o que era inalcançável para mim. Culpa pela forma como eu o cobiçava todos os dias só com o olhar. Culpa pelo jeito em como eu desejava o meu irmão. Mas era algo inevitável. Por maior que fosse o pecado por amá-lo daquela forma, meu desejo por ele era maior. Meu amor era muito maior do que qualquer culpa que eu pudesse sentir por amá-lo tanto de uma forma nada fraternal".


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#sexo #incesto #naruto #sasuke #itachi #uchihacest #nudez #universoalternativo #alcool #FodaNoJutsu2019
Cuento corto
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Capítulo Único – Você é Meu Fruto Proibido

Notas Iniciais:

Essa história foi feita para o Desafio #FodaNoJutsu2019 da página Fanfics Naruto Shippers com o tema "Prazeres Proibidos".


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Já perdi a conta de quantas vezes fui até aquele bar. Também não sabia há quanto tempo estava ali. Era sexta à noite, eu tinha acabado de sair do trabalho e decidi parar para beber um pouco antes de voltar para casa. Nada de anormal até aí. A questão é que “um pouco” logo se transformou em várias doses de uísque e a volta para casa tornou-se uma conversa com um rapaz que sentou-se ao meu lado no balcão.

Ele trajava o uniforme de uma universidade perto dali. Era alguns anos mais jovem, tinha cabelos negros arrepiados e pele pálida, parecida com a minha, aliás.

É claro que era.

— Então, estranho — ele brincou enquanto balançava o copo — Toda sexta-feira à noite eu venho aqui e te encontro com essa cara deprimida. O que foi dessa vez?

— O mesmo de sempre, você sabe — baixei a cabeça, encarando o líquido em meu copo.

— Ainda não resolveu aquela questão? — perguntou retoricamente — Você precisa dar um jeito nisso logo. Afinal, sexta à noite é sinônimo de diversão e não de tristeza.

— Você fala como se fosse fácil — virei o copo de uma vez só. O barman o encheu outra vez — O que faria se estivesse no meu lugar?

— Precisa ser mais específico — o mais jovem respondeu, bebericando seu próprio uísque.

— Sabe o que quero dizer. É o meu maior desejo… e a única coisa que está fora do meu alcance — passei a mão pelos cabelos frustrado. Me sentia sujo por desejar uma coisa dessas. Aquilo era tão errado… e mesmo sabendo disso não conseguia me livrar desse desejo. Por que será que o que é proibido parece mais gostoso?

— Você sabe que isso vai acabar como sempre, não é? — o rapaz ao meu lado perguntou sério.

— Então me diga o que você faria — pedi novamente — Se você tivesse um irmão mais novo e o desejasse, não como um irmão… o que você faria?

— É difícil dizer… não tenho um irmão caçula e sim um mais velho — ele comentou como quem fala do tempo — Mas, se esse fosse o caso… eu o comeria até não aguentar mais — ele me encarou pela primeira vez naquela noite e sorriu — Se fosse recíproco, é claro.

— Fico me perguntando se é recíproco.

— Acho que nenhum homem ou mulher seria capaz de resistir a um homem gostoso como você Nem mesmo um parente.

Aquilo foi o suficiente para eu terminar minha dose de uísque de uma só vez e cometer o maior erro da minha vida.

De novo.





Não me recordo de quando ou como chegamos àquele quarto. Não lembro nem de ter ido até o motel. Sabia que existia um quarto naquele lugar que estava sempre reservado para sexta a noite e o fim de semana no sobrenome Uchiha. O homem da recepção nunca perguntou qual de nós era Uchiha e nem era necessário. O importante era receber o dinheiro do pagamento e gorjetas generosas contribuíam para que ele ficasse calado.

Ninguém precisava saber que nós dois éramos Uchihas.

A culpa ainda me consumia por dentro. Culpa por estar beijando meu irmão mais novo e retirando cada peça de roupa que ele usava. Culpa por afastar as pessoas que o paqueravam não por querer protegê-lo e sim porque elas podiam ter o que era inalcançável para mim. Culpa pelo jeito como cravava minha boca em seu pescoço e chupava o local, marcando a pele alva do meu irmão. E por ficar excitado enquanto o escutava gemer em meu ouvido.

Mas era algo inevitável. Por maior que fosse o pecado por amá-lo daquela forma, meu desejo por ele era maior. Meu amor era muito maior do que qualquer culpa que eu pudesse sentir por amá-lo tanto de uma forma nada fraternal.

— Eu disse que acabaria como sempre — ele acariciou meu rosto dele enquanto sorria. Em seguida segurou meus cabelos com a outra mão e me puxou para mais um beijo. Lento e sedutor no começo, até que tocou meus lábios com a ponta da língua para intensificar o beijo. Era interessante ver como ele agia quando eu o deixava guiar os beijos. Geralmente era afobado quando eu estava no comando, mas, quando era o contrário, fazia tudo devagar e de uma forma inexplicavelmente sensual. Tanto que deixei escapar um gemido baixo quando ele praticamente enfiou a língua na minha garganta. Afastou-se alguns centímetros, apenas o suficiente para separar nossos lábios enquanto me observava com curiosidade para ver o resultado do que tinha feito.

— Sasuke…

Não aguentava mais. Não adiantava mentir para mim mesmo e fingir que estava prestes a dormir com um estranho. Não quando acabei de sussurrar o nome do meu irmão, que sorria maldosamente para mim. Em um impulso eu o joguei na cama e me deitei em cima dele, impedindo-o de se levantar. Ele pareceu surpreso com minha atitude repentina, mas logo voltou a me encarar nos olhos calmamente, embora soubesse o que estava por vir.

Será que ele não sentia culpa por estar se deitando com o próprio irmão? Será que não se sentia sujo por dentro? Não tinha medo que alguém descobrisse que estava tendo um caso com seu irmão mais velho? Se ele sentia alguma culpa conseguia disfarçar muito bem.

— Sabe, isso não é justo — a expressão dele tornou-se levemente aborrecida. Talvez eu tenha ido muito longe com isso. Mas não fazia sentido, não era a primeira vez que fazíamos isso — Por que só eu tenho que tirar a roupa?

Suspirei um pouco aliviado. Realmente não era justo.

— Tem razão. Desculpe — Sentei-me em cima dele e levei a mão até a camisa, mas ele se sentou também a tempo de segurar minhas mãos e me impedir.

— Me deixe fazer as honras — ele deu um sorriso torto.

Aproximou-se um pouco mais e começou a desabotoar minha camisa devagar, deslizando a mão pela minha pele a cada botão que abria sem nunca quebrar o contato visual. Quando terminou eu retirei as mangas, livrando-me da peça de roupa incômoda e me surpreendi quando ele me puxou pela gravata que ainda pendia em meu pescoço, trazendo-me para mais um beijo.

Ele levou uma das mãos até meu cabelo, puxando o elástico que o prendia e enrolando os dedos nas mechas compridas enquanto retirava de vez minha gravata. Deslizei a mão por suas costas até enlaçar seu quadril e trazê-lo para mais perto de mim, intensificando o contato. Agora que também estava sem camisa podia sentir a pele quente do meu irmão contra a minha, o que só fazia com que eu o desejasse ainda mais. Sua pele macia, seus lábios deliciosos, tudo nele me inebriava muito mais do que qualquer bebida daquele bar. O sabor dele era tão viciante… nunca me cansaria de sentir o gosto daquele beijo. Por mais errado que fosse beijá-lo.

Sasuke encerrou o beijo de repente, mas eu podia jurar que pude senti-lo sorrir antes que nossos lábios se separassem. Sim, ele de fato sorria enquanto me encarava. Um sorriso nada inocente e eu logo descobri o motivo. Com nossos corpos tão próximos ele percebeu o volume que começava a se formar em minha calça.

— Você se excita rápido demais — ele riu.

— Não tem como não ficar excitado com você — rebati pateticamente, embora fosse verdade.

— Agradeço o elogio — ele pousou as mãos em meus ombros — Bem, irmão… parece que terei que dar um jeito nisso.

Eu detestava quando ele me chamava de “irmão” enquanto fazíamos isso, nossa, como detestava. Embora fosse verdade. Parecia estar apenas frisando o quão sujo e corrompido nós éramos. Me incomodava tanto que mal percebi que Sasuke tinha me empurrado contra a cama e agora estava sentado no meu colo, invertendo as posições.

— Você é realmente injusto, irmão. Aposto como se eu não tivesse reclamado você iria me deixar completamente nu e colocar apenas isso para fora enquanto me comia não é? — ele falava como uma criança mimada, o que era meio bizarro, pois tinha enfiado a mão nas minhas roupas e massageava meu membro dentro delas.

— Eu não pretendia fazer isso — era mentira. Se ele não tivesse dito nada eu teria feito exatamente isso de tão descontrolado que estava quando entramos neste quarto.

— Então o que você pretendia fazer? — ele começou a massagear um pouco mais rápido, o máximo que as roupas permitiam.

— Pretendia seguir o conselho que recebi de um estranho no bar — respondi com um gemido, fazendo Sasuke gargalhar e jogar a cabeça para trás.

— Aquele foi realmente um ótimo conselho.

Ele retirou minha calça com um único puxão, levando junto minha roupa de baixo e começou a movimentar o quadril ainda sentado no meu colo. Meu membro pulsava ao roçar com a entrada dele enquanto meu irmão rebolava em cima de mim, as mãos apoiadas no meu peito. Ele também estava excitado, no entanto parecia ter mais interesse em destruir minha sanidade do que em se aliviar.

Levei as mãos até seu quadril para inverter nossas posições novamente, mas de alguma forma ele conseguiu se esgueirar de mim. Começou a distribuir beijos pelo meu corpo enquanto as mãos ágeis percorria minha musculatura. Senti sua língua morna brincar com meu umbigo até descer um pouco mais…

Ah, não.

Isso acabava comigo. Tirava todo e qualquer resquício de sanidade que ainda pudesse me restar, Sasuke sabia disso. Por que ele decidiu fazer isso ao invés de me deixar “seguir o conselho do estranho do bar” de uma vez? Bem, provavelmente porque ele era um sádico. Eu o amava, mas sabia que ele era sádico.

— Abra um pouco as pernas irmão — Sasuke pediu fingindo gentileza enquanto me encarava de forma lasciva. Era bizarro ele me dizer isso e eu sabia que Sasuke adorava.

Obedeci, mesmo sabendo que poderia fazer com que ele parasse se quisesse. Mesmo sabendo que aquilo destruiria minha sanidade. Mas eu não queria. Desejava que ele fizesse aquilo. E já tinha enlouquecido há muito tempo.

Contive novos gemidos com certa dificuldade quando ele passou a distribuir beijos pelos meus testículos e joguei a cabeça para trás soltando um suspiro quando ele engoliu meu membro por inteiro de uma só vez.

Sasuke sabia muito bem do que eu gostava, e não era devido às incontáveis vezes em que fizemos isso, pois ele acertou logo de primeira. Seria instinto fraternal? Isso soava terrível e eu não queria pensar nisso agora, nem conseguia. Sentir a língua morna de Sasuke brincando com meu membro enquanto ele o retirava da boca quase que por inteiro para então engoli-lo novamente estava me levando a loucura.

Me esforcei para encará-lo e confirmei minhas suspeitas. Ele observava cada movimento meu, olhando atentamente cada reação que era capaz de me causar. A cada encontro parecia se esforçar mais para me dar ainda mais prazer do que no anterior e era impressionante como ele conseguia. Observar o corpo nu do meu irmão enquanto ele engolia meu membro com vontade, me encarando com luxúria estava destruindo qualquer pensamento racional que ainda pudesse me restar.

Bem, na verdade havia um.

Minha sanidade retornou quando Sasuke parou abruptamente com o que estava fazendo. Ele parecia se divertir com minha reação.

— Por que você parou?

— Eu também estou precisando disso. E com urgência — Sasuke indicou o próprio membro que também estava ereto.

— Mas…

— Eu sei que você tem essa fantasia sexual em ver o seu irmão caçula te chupando, mas eu realmente preciso me aliviar — pela primeira vez Sasuke parecia estar falando sério — Ou você vai ser cruel comigo de novo e pensar apenas nos seus fetiches e em ser saciado? Você é mesmo egoísta, irmão.

Esquece o que eu disse. Ele está sendo mimado.

— Vou cuidar disso para você. Mas me chame pelo meu nome.

Era um pedido tolo e eu realmente estava sendo egoísta ao dizer isso. Estava mentindo para mim mesmo ao pedir que Sasuke me chamasse pelo nome ao invés de “irmão”. Não é como se isso não me tornasse um pecador, mas não conseguia evitar. Causava uma falsa sensação de que aquilo não era tão errado assim. Sem falar que eu adorava escutar Sasuke gemendo meu nome, mas isso é só um detalhe.

Ele sorriu concordando. Fiz menção de me levantar, mas Sasuke foi mais rápido engatinhou por cima de mim para me encarar mais de perto.

—Ei, Itachi — ele sussurrou no meu ouvido, causando-me um arrepio involuntário — Acabei de ter uma ideia. Você me ajuda com isso enquanto eu termino o que estava fazendo. Desse jeito você pode me observar… de outro ângulo.

Em um piscar de olhos ele tinha se virado em cima de mim e agora eu não encarava mais seu rosto e sim… bem, outra coisa.

— O que foi Itachi? Nunca fez um 69? — Sasuke não conseguiu conter uma risada. Eu sabia que ele já tinha namorado outras pessoas antes de começarmos com tudo aquilo, é claro, mas nunca imaginei que ele tinha se aventurado a fazer esse tipo de coisas.

Logo percebi que ele não tinha parado apenas devido à urgência em se aliviar e sim porque desejava ficar naquela posição. E provavelmente também porque queria saber se eu já tinha feito aquilo. E depois eu é que sou o egoísta.

— Acho que você terá que me mostrar como se faz — respondi enquanto massageava o membro dele.

Sasuke não se deu ao trabalho de conter os gemidos ao ser tocado. Gostava de demonstrar o prazer que eu lhe causava, o que consequentemente me causava mais prazer. Como eu adorava a sensação de ouvi-lo gemendo daquele jeito e saber que eu era a fonte de seus desejos sendo saciados. Logo deixei de usar a mão e engoli seu membro, fazendo com que ele arqueasse as costas, um ruído longo saindo do fundo da garganta.

E não importa o quanto ele gemesse e pedisse por mais, no fundo eu sabia que, por mais que eu me esforçasse, jamais chegaria aos pés dele fazendo isso. Sasuke usava apenas a língua para me provocar e estava me deixando louco. Quando voltou a abocanhar meu pênis a sensação foi tão maravilhosa que senti como se estivesse no paraíso. Ou no inferno… sim, é para lá que eu iria por estar transando com meu irmão caçula e ainda arrastaria Sasuke junto. Mas não era hora de se preocupar com isso. Não conseguia me preocupar com mais nada que não fosse chupar o membro do meu irmão enquanto ele me concedia um dos maiores prazeres da vida fazendo o mesmo comigo. Apoiei as mãos em suas nádegas, praticamente coladas no meu rosto e aperte com vontade, fazendo Sasuke arquejar e empinar ligeiramente o corpo. Ele também sabia muito bem que as coisas não iriam parar por ali.

Sasuke me chupava com cada vez mais vontade, como se estivesse passando fome e a única fonte de alimento que poderia receber era o meu pênis em sua boca. E não importa o quão maravilhosa fosse aquela sensação, ele já tinha me estimulado antes então eu logo gozei, saciando o meu irmão faminto.

Ele ainda estava excitado. Senti quando Sasuke cravou as unhas nas minhas coxas, balbuciando coisas desconexas. Acelerei os movimentos enquanto ele arranhava minha pele até que Sasuke gemeu longamente ao atingir o ápice. Ele desabou em cima de mim, o corpo amolecido enquanto eu provava seu sabor. Tinha um gosto agridoce e intoxicante, que combinava perfeitamente com ele. Porque eu estava viciado em Sasuke. Porque eu o amava tanto a ponto de ignorar o fato de sermos irmãos e fazer obscenidades com ele.

Sasuke girou, saindo de cima de mim e deitando ao meu lado na cama, a respiração normalizada. Ele me encarou com um sorriso travesso, me estendendo a mão.

— Feliz por ter seguido o conselho do estranho do bar, Itachi?

— Estou feliz por você ter me mostrado uma coisa tão divertida. Precisamos fazer isso mais vezes — respondi segurando a mão dele e Sasuke concordou com um aceno de cabeça — Mas eu ainda não segui conselho nenhum.

— Como assim?

Em um instante Sasuke tinha feito uma pergunta e no outro ele se viu de pé, jogado contra a parede do quarto. Eu estava atrás dele e segurava-o pelos pulsos, impedindo-o de fugir novamente. Sim, eu tinha muitas fantasias malucas. E fazer aquilo com ele de pé era uma delas.

— Sexta-feira à noite é sinônimo de diversão. Foi o que eu ouvi dizer — repeti as palavras de Sasuke em um sussurro.

— Tem razão. Então, me divirta — ele virou a cabeça para trás para me encarar e sorriu, tentando me provocar.

A expressão dele logo mudou quando abocanhei seu pescoço, mordiscando a pele e lambendo a região em seguida. Distribuía beijos ao redor do pescoço, descendo um pouco pelas costas. Meu membro roçou entre as nádegas dele e começou a se animar novamente. Sasuke queria me abraçar, queria me tocar, eu sentia isso enquanto ele se debatia, mas eu ainda o segurava firmemente pelos pulsos.

— Itachi, me solta… não é justo você ser o único a poder me tocar — ele pediu com a voz manhosa.

— Você já se divertiu bastante me enlouquecendo lá na cama. Agora é a minha vez de te provocar — respondi enquanto chupava o pescoço dele, fazendo-o gemer particularmente alto.

Era justo, certo? Ele me levou até os limites da sanidade enquanto me provocava com joguinhos infantis. Não tinha problema em provocá-lo um pouco.

— Acha mesmo que não posso te tocar, é? — ele resmungou, me causando um mau pressentimento. Em um movimento repentino Sasuke inclinou o traseiro para trás, indo de encontro com meu pênis. Se eu não estava completamente excitado antes, agora com certeza estava. E ele não parou por aí. Ficou roçando o traseiro no meu membro, fazendo com que ele fosse de encontro com o interior das duas bandas das nádegas.

— Sasuke… o que pensa que está fazendo? — minha voz saiu rouca.

— Te tocando — ele riu maldosamente — Eu disse que daria um jeito. Ou não vai me dizer que não me quer mesmo depois de termos vindo até aqui?

— Você não presta mesmo — eu o censurei, mas sabia que o mesmo se aplicava a mim.

É claro que eu o queria, e como. Soltei uma de suas mãos e virei o rosto dele na direção do meu para beijá-lo rapidamente. Em seguida peguei o preservativo que havia em cima da cômoda ao lado e o coloquei às pressas. Alcancei também o frasco de lubrificante, colocando uma generosa quantia na entrada de Sasuke. Quando recoloquei o lubrificante de volta na cômoda umedeci os dedos também só por precaução enquanto ele apoiava as mãos na parede. Adentrei meu irmão com o primeiro dedo e ele soltou um resmungo enquanto eu realizava movimentos de vai e vem. O segundo dedo entrou com um pouco mais de dificuldade, mas logo o corpo de Sasuke relaxou enquanto eu os movimentava em seu interior. Retirei os dedos e ele respirou fundo, sabendo o que estava por vir.

— Abra um pouco as pernas — pedi, repetindo a frase anterior dele. Aquilo fez Sasuke rir enquanto obedecia. O segurei pelas nádegas e afastei uma da outra enquanto penetrava o orifício. Não me dei ao trabalho de me conter dessa vez. Gemi longamente enquanto violava meu irmão caçula e o escutava arfar, os músculos tencionados. Fiquei parado um instante para que ele se acostumasse com o volume extra dentro de seu corpo, mas foi só um instante mesmo. Logo Sasuke começou a movimentar o quadril indicando que eu já podia me mover.

Eu o estocava devagar no começo, indo fundo e voltando até quase retirar meu membro de seu interior para então estoca-lo novamente. Sasuke começou a movimentar o quadril em um ritmo frenético, como se tentasse acelerar o processo. Ele se esforçou para virar a cabeça para trás e me encarar. Parecia aborrecido com alguma coisa.

— Itachi… é melhor parar de se conter — ele avisou — Vai precisar fazer mais do que isso se quiser me saciar.

Eu realmente estava tentando me conter. Pelo menos a pouca parte racional que restava em mim estava para não acabasse me empolgandologo de cara e machucando Sasuke. Mas, ao que parece, não era necessário.

— Depois não reclame se não conseguir se sentar amanhã — respondi apenas, aumentando a velocidade das estocadas subitamente. Sasuke gritou, as unhas arranhando a parede. Os movimentos de fricção se tornavam cada vez mais intensos enquanto meu corpo colava com o de Sasuke, meu peito se chocando contra as costas suadas dele a cada nova estocada.

Sasuke se contorcia e gritava cada vez mais alto, me deixando em dúvida se era de dor ou prazer até que ele começou a pedir por mais. Era difícil decifrar os gritos de alguém que não usava palavras nessa situação, então pelo menos por ficar em dúvida eu não posso me culpar. Pressionei ainda mais meu corpo contra o dele, fazendo com que ele ficasse com o peito colado contra a parede enquanto o estocava violentamente. Meus pensamentos estavam nublados, eu me sentia em êxtase. Sem pensar muito no que fazia, ergui meu irmão por uma das pernas enquanto ainda apoiava a outra mão na parede. Percebi como aquela posição me permitia ter maior acesso à região. Eu precisava de mais. Até Sasuke pedia por mais.

Deslizei a outra mão pela perna dele, alcançando a coxa e erguendo-a no ar também. A posição me dava mais acesso, era verdade, no entanto era terrivelmente desconfortável. Se eu me desequilibrasse agora seria um tombo e tanto. Sasuke ainda mantinha as mãos apoiadas contra a parede, segurando-se o melhor que podia enquanto nossos corpos se chocavam um contra o outro. Ele balbuciava meu nome e pedia por mais, fazendo eu me perguntar como ele aguentava tanto daquilo. Quando estava lúcido eu me preocupava com a possibilidade de machucá-lo, mas agora tudo o que eu queria era foder o meu irmão até cansar.

O que na verdade estava prestes a acontecer. Soltando um longo gemido eu atingi o ápice novamente. Larguei Sasuke, que deslizou pela parede até cair de joelhos no chão, a respiração descompassada.

— Essa era mais uma das suas fantasias? — ele perguntou após recuperar o fôlego.

— Era sim. Na verdade eu pretendia fazer isso no banheiro enquanto tomávamos um banho, mas se fizéssemos isso lá não tomaríamos banho nenhum — eu comentei, retirando o preservativo usado e o jogando em um canto qualquer — Você não tem nenhuma fantasia, Sasuke? — perguntei curioso. Ele realizava a minha com frequência afinal.

— Tenho sim. Você realizou ela hoje — ele se levantou e sorriu maldosamente. Precisei forçar a memória, que ainda estava um pouco enevoada. Tínhamos feito muitas coisas hoje, mas… ah, é claro. Ele praticamente me obrigou a fazer um 69.

— Você queria tanto assim ficar naquela posição? — não consegui evitar de rir.

— É excitante — o sorriso dele se alargou — Não vai me dizer que não gostou?

— Ah, eu adorei. Podemos até repetir isso em outra ocasião — respondi despreocupado — Mas no momento eu quero seguir o conselho que recebi do estranho com quem conversei no bar.

— E qual era o conselho?

— Eu vou comer o meu irmão mais novo até não aguentar mais.

Que se dane. Já estou totalmente corrompido mesmo. Já tinha feito isso tantas vezes… não passo de um pecador por desejar meu irmão caçula. Não importa o quanto eu o ame, nós ainda somos irmãos, e mesmo sabendo disso, o que sinto por Sasuke pode ser qualquer coisa menos amor fraternal. Amo seu cheiro, seu cabelo sedoso… sua pele macia e seus lábios com sabor viciante. Precisava parar de fingir e de me culpar. Pelo menos aqui, a sós com ele entre quatro paredes eu podia ser sincero comigo mesmo e admitir meus sentimentos impuros.

— Finalmente parou de fingir Itachi? Você demorou dessa vez — Sasuke comentou. Ele caminhou até mim e acariciou meu rosto — Não se preocupe, é recíproco. Os sentimentos e os desejos… você sabe disso.

Aquilo me deixou aliviado de certa forma. Não mudava o fato de que o que nós estávamos fazendo era errado, mas ao menos eu sabia que Sasuke sentia o mesmo que eu. Desde o amor até a culpa por amar. E o desejo por quem amava. Já que estávamos condenados então era melhor chutar o balde de vez. Segurei a mão dele que antes acariciava o meu rosto e a beijei.

— Já que é recíproco então vamos aproveitar a noite — abracei meu irmão de e o guiei de volta para a cama. Ele virou-se para ver o que eu pretendia fazer, mas eu o segurei pelos cabelos, mantendo Sasuke de bruços, os joelhos e cotovelos apoiados no colchão — Você disse que é difícil de te satisfazer, não é? Então eu não vou ter pena.

— Vai fazer de novo? Você é mesmo insaciável — Sasuke riu, mas se manteve naquela posição.

— Se me lembro bem você não chegou a gozar nem nada agora a pouco, não foi? Tenho que dar um jeito nisso — recordei. De fato, eu tinha gozado antes que Sasuke atingisse o clímax e deixei por isso mesmo. Como ele costumava falar? “Eu sou muito egoísta por só pensar em mim”. Talvez eu realmente seja.

Me curvei por cima dele e beijei a pele maculada do meu irmão, chupando seu pescoço e deixando-lhe outra marca. Comecei a massagear o membro pulsante de Sasuke, arrancando-lhe um gemido alto por ter sido tocado sem aviso prévio, o que me excitou um pouco também. Ouvir os gemidos dele sempre me estimulava.

Quanto mais eu aumentava a velocidade mais ele gemia meu nome e mais excitado eu ficava. Tracei uma linha em sua coluna com o dedo indicador da mão livre, fazendo-o se arrepiar e empinar um pouco o traseiro.

— Itachi… continua logo com aquilo…

Ele não precisou pedir duas vezes. Parei o que estava fazendo por um instante para colocar um novo preservativo. Sasuke soltou um resmungo por eu ter parado e começou a protestar quando eu estendi a mão para o frasco de lubrificante.

— Não preciso disso, você já usou bastante agora a pouco.

— Tem certeza?

— Anda Itachi… me come por favor…

Não tinha como negar um pedido desses. Não enquanto Sasuke estava de quatro com o quadril empinado com uma expressão de puro prazer enquanto se masturbava. Eu o segurei pelo quadril, tocando o orifício devagar com a ponta do pênis e então o enterrei de uma vez só, invadindo meu irmão caçula mais uma vez. Assumi a tarefa de masturba-lo, na mesma velocidade em que realizava movimentos de fricção.

Sasuke gritava de prazer, movimentando o quadril em uma tentativa de intensificar a sensação o máximo possível enquanto segurava os lençóis com força. Murmurava coisas sem sentido e tudo o que eu conseguia compreender era “mais forte” ou “mais rápido” ou qualquer coisa com “mais” na frase. Era realmente difícil satisfazê-lo.

— Itachi… eu quero ver o seu rosto… — ele tirou forças sabe-se lá de onde para formar uma frase coerente. Eu costumava atender seus desejos, mas no momento não queria parar o que estava fazendo. Algo que ele também desejava, aliás.

— Itachi, por favor… — Sasuke pretendia falar mais alguma coisa, mas o gemido ruidoso que soltou não permitiu.

No fim das contas eu não conseguia negar nenhum desejo do meu querido irmãozinho mimado. Retirei meu membro de seu interior apenas para girá-lo na cama, de modo que Sasuke pudesse me observar e voltei a penetrá-lo sem fazer cerimônia. Ele gemeu alto e enlaçou meu pescoço com força, trazendo-me para um beijo sôfrego enquanto eu voltava a masturba-lo Desceu as mãos e até cravar as unhas nas minhas costas, marcando minha pele quando aumentei a velocidade e mordeu meu lábio inferior quando encerrou o beijo.

Qualquer resquício de sanidade que pudesse restar me abandonou quando ele teve seu pedido realizado e passou a me observar. O jeito como prestava atenção em mim enquanto eu o fodia era idêntico ao modo em que ele me observava quando estava me chupando. E aquele olhar lascivo sobre mim só fazia com que eu o desejasse ainda mais. Eu o escutei gemer alta e longamente e então senti o gozo dele se espalhar pela minha mão. Gostava de sentir o sabor do meu irmãozinho, mas tinha coisas mais importantes nas quais precisava me concentrar no momento.

Outro gemido alto e eu soube que havia localizado sua próstata. Me arremeti contra ele sem dó, fazendo Sasuke gritar tão alto que eu podia jurar que a voz dele poderia ser ouvida até no fim do corredor daquele andar. Já tinha feito isso tantas vezes que a essa altura eu também já não tinha dificuldade em acertá-lo naquele ponto tão sensível. Precisava admitir que ouvir meu irmãozinho urrar desejoso por mim me deixava louco e me incentivava estocá-lo cada vez mais fundo. Um grito longo indicou que Sasuke havia atingido o clímax. Mais algumas estocadas e eu gozei também.

Desabei em cima dele sentindo a respiração descompassada, e quando ela começou a normalizar eu rolei para o lado com um sorriso bobo na face. Não importava se estávamos corrompidos até a alma ou se éramos pecadores. Só o que importa é o agora. E no momento eu estou com a pessoa que tanto amo, o meu irmão caçula.

— Eu estava preocupado com você, Itachi — Sasuke falou repentinamente.

— Como assim?

— Você parecia deprimido lá no bar. Quero dizer, deprimido de verdade — ele comentou — O que você sente por estar aqui comigo… eu sinto também. O amor, o desejo e todo o resto.

— Até mesmo o lado ruim disso tudo? — eu sempre me perguntei isso. Se ele não se sentia culpado por dormir com o próprio irmão.

— De que adianta ficar se culpando se no fim das contas nós sabemos que vamos acabar voltando para cá? — ele virou a cabeça para me encarar. Realmente fazia sentido — Aqui nós podemos ser nós mesmos, nos amar e ser sinceros com nossos sentimentos. E quando voltarmos lá para fora eu voltarei a ser apenas o seu irmãozinho mimado.

— Você é realmente mimado — não consegui evitar de rir.





Quando acordei estava sozinho na cama. Bem, era compreensível. Seria estanho se as pessoas me vissem saindo de um motel com Sasuke de manhã, mas ainda assim era um pouco triste.

Voltei para casa e precisei enfrentar o sermão da minha mãe sobre não ter avisado que iria passar a noite fora e o quanto ela estava preocupada. Quando ela finalmente parou de falar eu fui até a sala. Estava dividido entre tomar um banho ou comer alguma coisa primeiro quando vi Sasuke descendo as escadas. Ele estava com os cabelos molhados, indicando que tinha acabado de sair do banho.

— Bom dia irmão — ele sorria docemente, nada parecido com os sorrisos da noite anterior — A mamãe estava preocupada com você.

— Já falei com ela — respondi. Em seguida notei que ele usava uma camisa de gola alta, mas ainda assim era possível ver algumas marcas avermelhadas em seu pescoço. Marcas que eu fiz — Sasuke, você deveria usar um cachecol. Está frio hoje.

— Tem razão — ele puxou a gola da camisa mais para cima quase que inconscientemente e deu meia-volta para ir ao quarto — Ah, irmão. Talvez você deva tomar café puro hoje. Está com cara de quem está com ressaca.

— Eu tive uma noite interessante — não consegui conter um sorriso.

— É mesmo? Acha que a noite de hoje vai ser interessante também?

— Bom, eu vou sair para beber em um bar. Tudo vai depender da companhia — respondi como quem fala do tempo.

— Tenho o pressentimento de que você terá uma boa companhia hoje também — ele sorriu mais uma vez — Nossa, está frio mesmo. Vou pegar o cachecol — e desapareceu ao subir as escadas.

Não conseguia evitar de sentir uma pontinha de culpa pelo que estava fazendo, e talvez nunca conseguisse. Mas o meu amor por Sasuke era maior do que qualquer outro sentimento que eu poderia ter. E não importa se eram sentimentos sujos e obscenos. Tudo o que importava era que esses sentimentos eram recíprocos. Sasuke também me amava com a mesma intensidade e da mesma forma, como um homem e não como um irmão. Ele também me desejava e por isso podíamos ficar juntos, ainda que fosse por poucas horas, saboreando aquele sentimento imperdoável que chamávamos de amor.




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Notas Finais:

História postada também no Nyah! Fanfiction.

10 de Septiembre de 2019 a las 21:22 0 Reporte Insertar 1
Fin

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