Caçador de Sombras - Jasico Seguir historia

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Dores passadas mais presentes que o verão. Um coração em chamas pedindo perdão. Em uma jornada onde Nico e a família que restara embarcarão, terá apenas duas conclusões: Um, o amor avassalador dominara o tudo ou a morte pelo ressentimento acabará com tudo. Há apenas uma raça a qual é mais rancorosa que os Di Ângelos.


Fanfiction Series/Doramas/Novelas Sólo para mayores de 18.

#aventura #romance #lgbt #yaoi #jasico
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Capitulo - 1

Nico só queria desaparecer, tendo como impossível não querer ter ido com o pai, para o mais além da compreensão humana sobre a vida pós morte. Não conseguia entender como aquilo aconteceu, não que tenham explicado alguma coisa para eles, mas o pouco que conseguiu captar entre conversas alheias sobre o assunto, seu pai, que até então parecia estar bem, na verdade sofria constantemente ataques e ameaças, alguém queria algo dele e não mediu esforços pra isso, no fim seu pai não cedeu o que resultou em sua morte, deixando ele Bianca e Hazel sozinhos. No fundo o garoto sabia que seu pai escondia algo, depois que ele resolveu sair da clave, logo após a morte de sua mãe ficou claro isso. Olhou para Hazel, na época ela era só uma recém-nascida lutando pela vida, essa dada pela mãe segundos antes de nascer o que levou seu pai a loucura resultando em sua retirada da clave levando seus outros dois filhos com sigo, sem perguntar se queriam.

Nico suspirou contido, conhecia o caminho que estavam percorrendo e a cada passo ficava mais perto de chegarem ao instituto de Nova York, como queria poder escolher onde deveria ficar, já era de maior a algum tempo, porque a clave sempre tem que se meter onde não é chamada. Lembranças vieram à tona como fleches ao chegarem nos portões do instituto e sentiu um impulso em fugir se não fosse por sua irmã Bianca que o segurou pelo ombro de forma fraternal lhe acariciando ali. Ela o entendia tão bem que as vezes dava medo, mas se sentia agradecido, se não fosse por ela já teria sucumbido faz tempo.

O homem que ficou encarregado de os levarem para o instituto pousou a mão no portão e tão logo ele abriu, sem estrondo algum. Eles o seguiram, Hazel a mais nova pediu colo para Nico que a pegou afagando seus cabelos ruivos. Ele podia sentir o medo nela, não a julgava, nunca estivera ali antes e se fosse ele no lugar dela também ficaria apavorado. Seguiram por um corredor lustroso, de cor verniz, o instituto sempre foi um lugar de luxo acolhedor, mas agora, parecia tão diferente que a única coisa que sentiu foi frio, não se sentindo bem-vindo. Olhou para a irmã mais velha e soube que ela se sentia da mesma forma. Chegaram ao salão principal onde algumas pessoas andavam pra lá e pra cá, infelizmente eles eram o assunto do momento e via como os olhavam de esgoela.

- Ah crianças. - Ouviu a voz de Hera, uma voz que a tanto tempo não ouviam. Hera era uma mulher portadora de uma beleza única. Os anos pareceram generosos com ela, pois continuava a mesma, uma boneca de porcelana, seca. Ela os abraçou, mas não recebeu o afeto de volta. Compreendeu, não se viam a anos, não poderia força-los a gostarem de sua pessoa novamente, eram estranhos uns para com os outros. - Sinto muito pelo que aconteceu ao pai de vocês, Zeus por mais que por anos tivesse enumeras desavenças com Hades, eles eram irmão de fato e não poderia estar mais arrasado. - Disse sincera, eles podiam ver isso em seu semblante e notou olheiras rasas debaixo de seus olhos azuis que agora o tom parecia mais apagados. – E essa deve ser a pequena Hazel. - Disse se aproximando da menina que se encolheu no colo de Nico. Quando eles saíram desse mundo de caçador de sombras, Hazel era só um bebê, e por mais que não quisesse acreditar sabia que, por algum motivo ela era o motivo de seu pai ter feito o que fez - Bianca tinha 18, Nico 15. A mais velha explicou para a irmã que Hera era tia deles, da família e que confiava nela. Hazel acabou por ir no colo da mulher que sorriu agraciada. A menininha era tão linda, sua pele negra contrastava com sua cor de cabelo avermelhada que puxada para um cobre brilhante. Era uma Seeli linda.

- Me acompanhem. - Ela disse e eles a seguiram.

Os quartos para visita ficavam no segundo andar, lá geralmente se instalavam sobreviventes, atacados ou alguém em custódia, por tempo indeterminado. Mas Hera jamais deixaria seus entes queridos juntos aos demais, por isso os levou ao terceiro andar, onde a família que comandava o instituto “morava”. Nico devia ter esperado que ela o colocaria para dividir o quarto com seu primo, só não esperava ficar tão incomodado com isso, afinal se passaram três anos, já devia tê-lo superado. Ela o deixou lá e foi conduzir as meninas ao quarto de Thalia, onde iriam ficar. Nico deixou suas coisas no chão não tendo a mínima ideia de onde por, muito menos de onde iria dormir, só tinha uma cama de casal e jamais iria deitar ali, pôs era de Jason. Bufou se sentindo extremamente cansado, checou a hora no celular que marcava 22:09 da noite, provavelmente os irmãos Grace estariam matando demônios por aí, de qualquer forma não era como se estivesse com vontade de vê-los. sentou-se na pequena poltrona que ficava no extremo do quarto sentindo a macies do estofado marrom aveludado. O quarto era tão simples como o próprio dono, sem cores extravagantes, sem muitos móveis, apenas o básico como Jason é, ou foi, não sabia mais. Olhou para a única estante que havia li e algo chamou sua atenção. Foi até ele e pegou o porta-retrato que repousava ali, quando olhou ficou surpreso, era uma foto deles de três anos atrás, quando Nico ainda sabia o que era felicidade. Se lembrou daquele dia em que bateram a foto. Estavam em uma festa em comemoração ao aniversário do loiro, que iria fazer 17 anos. Naquela noite depois que saíram da festa foram com os amigos andar pela cidade, risadas, conversas altas, disputas ridículas entre Jason e Percy aconteciam de minutos a minutos, se Nico soubesse que no dia seguinte sua vida iria mudar de cabeça pra baixo teria desejado que o dia não terminasse nunca. logo depois que decidiram enfim voltar pra casa, pro instituto bateram enumeras fotos e aquela em especial foi o próprio Jason que tirou, uma selfie deles dois onde Jason beijava Nico na bochecha. Sorriu lembrando-se da cena, mas logo a descartou, aquilo era passado e preferiria que continuasse lá. Bateram na porta tirando Nico de seus devaneios, ele gritou “entre” e Bianca apareceu e viu o que estava nas mãos dele.

- Esse dia jamais poderia esquecer. - Ela disse pegando a fotografia na mão e sorriu ressentida. Tanto ele como ela sofreram depois daquele dia, não só por terem sido obrigados a irem embora com o pai, mas por todos eles não terem os procurados, nenhuma visita deles ocorreu nos últimos três anos, se sentiram apagados, esquecidos na família e isso era uma dor que nem o tempo poderia faze-los esquecer.

- Eu sei. - Ele pôs a foto no lugar em que estava, não queria olhar para ela mais, doía de mais pois era uma forma de fazê-lo lembrar de como foi sua vida antes de abandona-la e do que ela poderia ter sido.

- Você ainda não o es.... - Ele a interrompeu lhe lançando um olhar atravessado.

- Não começa, isso é passado ok. - Ela concordou.

- Desculpe. - Ela foi até a porta. - Vê se dorme um pouco, o dia foi extremamente longo para todos nós. E foi o que ele fez, jogando para o fundo da mente a possibilidade de Jason aparecer a qualquer momento. Deitou no sofá pequeno do primo se encolhendo o máximo possível, logo o cansaço o venceu.

Nico acordou se sentindo extremamente desorientado, se sentou no sofá coçando os olhos que ardiam pelo sono recém desperto. Bocejou, olhou a sua volta constatando que não foi apenas um mero pesadelo, ele estava mesmo no instituto, com o pai morto e no quarto de Jason. Estava prestes a se levantar quando a porta se abriu o fazendo estagnar no lugar, era Jason que o olhava com a mesma cara, surpresa. Nico sentiu seu coração dar um pulo dolorido no peito, jamais imaginaria que o rever causaria uma avalanche de sentimentos em si e não gostou nada disso. Não gostou ainda mais quando seus olhos o traíram vasculhando a imagem à sua frente, centímetro por centímetro. Assim como sua mãe os anos foram generosos pois se ele já era bonito antes, agora era inda mais. O cabelo loiro continuava brilhante, cortado com o mesmo corte despojado, militar. Estava mais alto, tendo músculos visíveis nos lugares certos, sem exageros como o próprio era. E os olhos, continuavam tão brilhantes, era o azul mais perfeito. Praguejou com sigo mesmo, devia estar com cara de bobo, pois o cujo dito pigarreou chamando Nico para a realidade em que estavam. Mas já era de se esperar que nenhuma palavra entre eles iria ser dita, não com todo o constrangimento que assolava ao redor deles. Nico fez o que achou prudente e saiu dali, mas Jason o segurou pelo braço não permitindo.

- Não precisa sair Nico, o quarto agora é seu também. – Disse mostrando o quão sua voz engrossará com o passar do tempo, levando descargas elétricas ao corpo alheio sem permissão. Nico suspirou com o contato da mão calejada em sua pele pálida se desfazendo dela sem qualquer gentileza.

- Ainda assim prefiro sair. – E fechou a porta suspirando aliviado. Não iria conseguir ficar no mesmo ambiente que ele, era difícil, causava-lhe dor. Foi correndo ao quarto onde sua irmã estaria, por mais que o tempo tivesse passado ainda conhecia aquele lugar como a palma de sua mão. Entrou sem se anunciar despejando tudo que estava sentindo.

- Eu não consigo Bi, não dá, ele...e-el... – Se interrompeu ao ver quem estava ali ao lado de sua irmã, era Thalia, sua prima, irmã de Jason. Assim como Jason ela mudara bastante, antes seus cabelos eram loiros, grandes que chegavam quase até a cintura, agora eram pretos como a noite em um corte nuca batida, piercing se alastravam por onde desse pra ver, estava bonita, finalmente ela pôs pra fora o que era por dentro. E de certa forma aquilo doeu, doeu porque não pode acompanhar tal evolução e não sabia se era porque eles foram embora ou por todos os terem abandonado. Ela olhava pra ele da mesma forma que recebia o olhar, avaliativo. Queria saber se seria bem aceita, queria tanto o abraçar, dizer que sentiu saudades e que tudo ficaria bem, entretanto já era de se imaginar que ele iria embora, só deu conta quando o mesmo bateu a porta em um estrondo.

- Ele nos odeia. – disse ela melancólica.

- Não pensou que iriamos agir como se nada tivesse acontecido ou esqueceu que a família Di Ângelo é conhecida por guardar rancor.

E assim a primeira noite dos mais novos órfãos terminou, com Nico em um canto qualquer, afastado de tudo e de todos e Bianca torcendo pra que ele ficasse bem.

­­­

Já era dia quando Nico decidiu que era hora de voltar ao instituto. De primeira ele não iria sair de lá, mas estava entediado e cansado de pensar em coisas que não levariam a nada, e como se fosse o destino, se viu em frente ao prédio de um velho amigo. E resolveu que não faria mal visita-lo, esse que ficou muito feliz em lhe ver.

- Porque não avisou que viria. – O loiro disse se aproximando dele, mas o mesmo o afastou pondo a mão em seu peitoral gelado. Com toda a certeza atender a porta pelado não era nada civilizado. Nico revirou os olhos.

- Pra que avisar se você sentiria meu cheiro antes mesmo de eu chegar aqui. – Entrou no apartamento sem esperar convite, sabia que Will Solace não se importaria.

Will Solace era um vampiro independente, ou seja, não andava em bando. Se conheceram em uma festa no submundo, um lugar para os desajustados, largados e indesejados para com sua raça. Lembrou-se muito bem do dia, era a primeira vez que ia a um lugar onde submundanos “governavam” bom, era território deles e mesmo não sendo mais da clave ainda era um caçador de sombras, já era motivo suficiente para o odiarem. Mas foi assim mesmo, queria alguma adrenalina, estava se sentindo cansado da vida pacata que levava, claro que sua irmã detestou a ideia mais também não contrapôs, apenas pediu para que tomasse cuidado. Já esperava olhares tortos, esbarroes propositais, cochichos e até confrontos. Ignorou todos é claro, não estava lá para isso, apenas queria curtir seja lá o que aquele lugar proporcionava. Não demorou muito para que alguém viesse o encher, porém se surpreendeu quando um loiro lhe ofereceu uma bebida. De cara negou e ia embora quando sentiu a mão gelada do garoto o agarrar firme pela cintura.

- Indo embora tão cedo caçador de sombras?

- Vampiro, hunf. – Debochou. Mas resolveu entrar no joguinho dele, queria ver onde aquilo iria dar.

E deu em muita coisa, uma relação onde sexo servia como escape para o mundo ao qual não escolheram viver. Era um compromisso não verbal, sem alianças, sem fidelidade onde podiam ficar com quem quisessem que ambos respeitariam.

- Soube o que houve com seu pai, sinto muito.

- Não sinta, ele te odiava.

- Eu sinto por você, não por ele.

E ele compreendia e se sentia imensamente bem com isso. Solace era o único amigo que lhe restara, sua relação com ele não era apenas de cama, mas com o passar do tempo construíram uma amizade de níveis significativos. Por vezes, mesmo que não fossem muitas se encontravam apenas para conversar, ou até mesmo para ter a companhia um do outro em consolo mudo, ambos de certa forma apreciavam isso. Nico se jogou no sofá desgastado, se sentia bem ali, além de ser muito bem-vindo.

- Mais enfim, o que te traz aqui? – Perguntou Solace se sentando ao lado dele.

- Bom, acho que vão nos reintegrar a clave. – Disse dando de ombros. Wil por mais que de certa forma ficou surpreso sabia que essa não era o x da questão, tinha algo incomodando Nico e já tinha uma ideia sobre.

- Então somos inimigos?

- Sempre fomos, não. – Riram, pois era uma verdade. Desde os primórdios, ou seja, desde que o anjo Raziel deu seu sangue para Jonathan o caçador de sombras dando origem aos nefilins, demônios e aqueles que partiam deles se tornaram tecnicamente rivais. Claro, hoje em dia há acordos que impendem os caçadores de sombras matar por matar, sem julgamento. Mas ainda assim, se acham superiores de mais para os odiarem sem motivos aparente. – Bom, creio que não veio aqui pra transar. Então, o que deseja de mim?

- Não sei porque vim na verdade. Estava apenas andando, quando vi já estava batendo em sua porta.

- Não é típico seu, o que te incomoda? Posso dar um palpite? Sim, ok. É o Jason? Lembro-me vagamente que você comentou sobre ele em umas de nossas noites de amor puro, porém calhentes. – O castanho revirou os olhos rindo do humor irônico do amigo. Gostava disso nele, sempre sabia fazer piadas nas horas certas.

- Sim, é ele. – Suspirou se sentindo extremamente cansado. Achava que depois de tanto tempo o que sentia por ele teria sido reduzido a nada, afinal tem magoas direcionadas a ele, a todos. Como poderia ainda o amar? Deveria odiá-lo. Will pousou a mão em seu ombro fazendo carinho ali. Raramente via esse lado dele, tão desestabilizado, vulnerável e não gostava nada disso. Queria seu Nico destemido, prepotente, forte que sempre costumava ser. Segurou no queixo dele trazendo sua face rente a sua, iria beijá-lo até que o nome Jason desaparecesse de sua mente. Seus lábios se tocaram causando choque elétrico em ambos, era sempre assim por conta de Nico ser humano e ele não. Era bom, Nico gostava da sensação, era gostoso. Mas não podia, não quando seu coração ainda pertencia a outro.

- Desculpe, eu não posso mais continuar com isso. – Solace riu soprada, mas não contestou e se afastou.

- Só não se machuque ok.

Nico pousou a mão nos portões do instituto que abriu como se a muito tempo ele não estivesse fora, só torcia que ninguém perguntasse onde estava e praguejou baixinho por não ter pensado nisso antes. Mal teve tempo de respirar o ar frio do local quando sua irmã o puxou com tudo para um canto qualquer.

- Onde esteve? – via preocupação no seu olhar. A acalmou quando disse que estava com Will. Bianca de início não tinha aprovado a amizade que seu irmão passou a ter com um vampiro, mas quando viu que aquilo fazia bem a ele, não teve jeito a não ser deixar. Logo depois se tornou tão amiga dele quanto. Ela contou que no café da manhã perguntaram por ele, que Zeus, que é tio e responsável pelo instituto não gostou nada de não saber onde estava.

- Oras Bianca e desde quando eu tenho que dar satisfação da minha vida?

- Desde que está sob minha responsabilidade Nico Di Ângelo. – Aquela voz, a conhecia tão bem que chegou a duvidar se ela não ecoava de uma caverna oca ou se ele estava realmente atrás de si. Se virou para encarar o tio que mantinha a mesma expressão de sempre, azeda e infeliz.

- E isso é escolha minha? Não! Portanto não lhe devo obediência alguma. – respondeu com raiva. Viu seus primos chegarem perto. Jason estava tão bonito trajado em roupas formais que parecia até que ia casar, Thalia também estava exuberante, mas não ia deixar sua atenção desviar, não quando tinha a chance de por tudo pra fora como sempre quis.

- Você ainda é um caçador de sombras Nico.

- Vocês não lembraram disso quando abandonaram agente.

- Você tem meia hora pra ficar pronto, estamos indo a cidadela. – Ignorou tal afirmação virando as costas. Zeus, por mais que tenha uma pose rígida, como ferro celestial ainda tinha um coração, esse que chorava em silencio pela morte do irmão.

Nico foi para o quarto enfurecido, nem Bianca ousou segui-lo, sabia que quando o irmão estava assim nada de bom vinha.

Ela Precisava de ar, não era fácil estar ali onde tudo lhe lembrava o quanto fora feliz. Foi até a sacada, a manha naquele dia estava especialmente quente, um clima agradável para quem gosta de derreter. Olhou para o anel em seu dedo, esse que foi dado pelo garoto que tanto foi apaixonada. Era irônico não, os irmãos Di Ângelo sofrendo por amor. Mas ao contrário de Nico, ela sabia bem como guardar, já ele era um tsunami sem qualquer controle. Viu Thalia se aproximar, a mesma se escorou de costas para a paisagem tranquila. O silencio reinou ali, nenhuma das duas sabia se era saudável iniciar uma conversa. Bianca não queria, já a prima queria muito ter algo a dizer e na verdade tinha só não sabia como por pra fora. Bianca a encarou, não era do feitio da loira ser assim, tão cautelosa. Ela não sabia, mais já não era a mesma de três anos atrás.

- Apenas fale, não é como se fosse mudar alguma coisa. – Disse estampando qualquer tipo de rancor que seu peito guardava. Thalia não se assustou, já esperava por isso.

- Na verdade eu não sei bem o que deveria dizer.

- Ótimo então.

- Espere! – pediu impedindo a mesma de sair. Bianca a encarou furiosa, se aproximou até que alguns centímetros a separassem.

- Olha aqui! Não pense que queremos algum tipo de desculpas, pois não queremos não. – disse apontando o dedo na cara da prima que permitiu, de certa forma merecia isso. – O que passou, passou. Doeu, sim. Nos despedaçou, também. E daí! Nós sobrevivemos, a cada verão que achávamos que receberíamos visitas de vocês, sobrevivemos. A cada vez que cartas chegavam em casa e nenhuma delas eram dos nossos familiares queridos, sobrevivemos. Ao não receber ajuda quando papai pedia ao instituto, nós também sobrevivemos. Ao ter a absoluta certeza de que não se importavam conosco, nós sobrevivemos. – As lagrimas já saiam em abundância dos olhos escuros de Bianca que não se importou, já tinha guardado coisas de mais. – Não agem como se importassem com a gente.

- Isso não é verdade.

- Suas verdades não importam agora. – Deu as costas esbarrando em Jason que escutara tudo sentindo cada palavra dita pela prima acertarem seu peito como adagas frias. Ele olhou para traz, mas ela não olhou de volta.

(...)

Todos estavam prontos para ir a Idris, o portal foi aberto e todos passaram, mas Nico sentia que nada bom sairia disso.

31 de Agosto de 2019 a las 03:51 0 Reporte Insertar 0
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