Cuento corto
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Mariposa

Mariposa betularia liberta

Exibe suas cores primárias

Misturas heterogêneas

Cores secundárias

Com tons de preto em fundo azul

Degradê verde, presa ao caju

Na árvore de sínteses terciárias.


E o bater de suas asas é leve e suave

Lembra o movimento de um tule a balançar

Dança e dança no tempo e espaço

Sem na vida ou nos problemas pensar

É uma vida breve e fútil

Por certo, para a margarida é útil

Mas quem tem minha admiração é o sabiá.


Um inseto estranho

Um tanto grande demais pela estrutura

Fica parado no cajueiro

Imóvel como uma sombra obscura

Imperceptível ao inimigo

Talvez seu dom seja ser invisível

Nada mais estático que sua postura.


Mas quando se mexe

Realiza incrível movimento aerodinâmico

Relembro os manuscritos de Da Vinci

Mesmo longe do mundo acadêmico

Seu voo é equilibrado e efêmero

Pela beleza posso palpitar seu gênero

Ternura é a característica do transcêndico.



16 de Agosto de 2019 a las 13:53 0 Reporte Insertar 2
Fin

Conoce al autor

Valéria Costa Adoro a vida e toda sua composição. Amate de literatura e qualquer coisa que possa ser leitura. Estudante de Letras apaixonada pela arte de lecionar. Observadora das estrelas, precursora da liberdade e fã de café (muito café mesmo).

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